Em Black Eyed Peas:

Lana Del Rey mais odiada que Phil Collins e New Kids on the Block

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* Maaaaaais Lana hoje.

* Lana Del Rey está triste…

* Mas nem liga.

A revista “Spin”, revista americana que atualmente busca forte sua reputação passada para ainda ser referência, é famosa especialmente por suas listas de melhores e piores de qualquer coisa, durante qualquer época do ano.

A mais nova é sobre os “30 artistas mais odiados de todos os tempos”. Tem de tudo nessa lista. Até o Kenny G, óbvio. Nela, a publicação levou em consideração não apenas a qualidade musical (ou falta dela), mas também escândalos e polêmicas envolvendo os nomes selecionados.

Em meio à vencedora dupla de reggae Milli Vanilli – escândalo pop dos anos 90 quando eles foram acusados de ser uma banda fake, que só fazia playback em cima de vozes que não eram deles – ao Limp Biskit, ao Phil Collins, ao Black Eyed Peas, está a… Lana Del Rey.

Ela, tadinha, na música há “um ano” só, sucesso na internet, capa de revistas no mundo todo, álbum com boas vendas, assunto por onde passa, está lá na 25ª posição, sob a acusação de ser “uma bonequinha pré-fabricada que finge ser indie”, que mudou de nome e mudou os lábios.

Como contraponto, a revista defende que o grande mistério de LDR é que – produto do mercado ou não – nós não estamos dispostos a acreditar que ela é movida por suas próprias paixões e ambições, o que a torna pouco atrativa, mesmo se tratando de uma “hot girl”. “Mas o álbum nem é tão ruim assim”, ressalta a Spin.

E, vamos dizer, ela não é mais odiada que o Black Eyed Peas. Pelo menos, haha.

A lista completa da “Spin”:
1. Milli Vanilli
2. Limp Bizkit
3. Kenny G
4.Creed
5. Insane Clown Posse
6. Vanilla Ice
7. Emerson, Lake & Palmer
8. Matchbox Twenty
9. Pat Boone
10. Yoko Ono
11. Nickelback
12. Michael Bolton
13. Journey
14. Billy Ray Cyrus
15. Puff Daddy
16. Winger
17. Barry Manilow
18. KC And The Sunshine Band
19. Lawrence Welk
20. The Osmonds
21. Duran Duran
22. Christopher Cross
23. Smash Mouth
24. The Black Eyed Peas
25. Lana Del Rey
26. Candlebox
27. John Mayer
28. New Kids On The Block
29. Phil Collins
30. The Monkees

SWU, dia 1 – Tyler The Creator vira Tyler The DJ. Snoop Dogg samba. Kanye esnoba. A Fergie e o Will.I.Was… O dia pop do ecofestival

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Primeiro dia de SWU mais voltado ao pop, mas com um estranho no ninho. O rapper-problema-sensação Tyler The Creator trouxe parte de seu coletivo Odd Future Wolfgang Kill Them All para uma apresentação no início da noite no New Stage. Pouca gente viu. Pouca gente do OFWFTKA veio também, tanto que um dos desfalques foi o DJ, fato que fez com que Tyler The Creator se tornasse Tyler The DJ. “Serei o DJ esta noite”, avisou logo no início. “Sou uma merda de DJ”, disse minutos depois, quando fez uma entrada errada, haha.


Tyler, The DJ

Left Brain, um dos “cabeças” do Odd Future, chegou a perguntar se a galera presente fumava maconha. Tyler, contido, mandou retirar todas as garrafas de água (brasileira) do palco após não curtir muito uma delas. Em pouco mais de 50 minutos, o termo utilizado por quem assistiu foi “morno”, já que as apresentações do coletivo costumam ser recheadas de tensão e confusão.


Don’t believe the hype: faltou empolgação e público no show do Odd Future

* Ainda no hip hop… Kanye West apareceu cheio de marra, mandou o Multishow desligar a câmera, fez show que seria bom se não durasse duas horas. Talvez nem uma.

* Por outro lado, o boa praça Snoop Dogg, em fase meio peace & love, esbanjou sua famosa malandragem. E até arriscou uns passos de samba!?

* THIS IS INDIE – Nem só de pop viveu o SWU em seu primeiro dia. A explosiva dupla Matt & Kim – atração do primeiro Popload Gig lá em 2009 – e os curitibanos do Copabacana Club representaram.

* BLACK EYED PEAS – Não vamos falar de música até que saia o vídeo pout-pourri de Nirvana e Blur. Para registro, pegamos três fotos da Fergie, no talvez show mais chato de todos os tempos em qualquer lugar do planeta. O problema maior é que eles prometeram que não vão acabar. E mais: vão voltar ao Brasil.

* PREÇO DA SUSTENTABILIDADE – Copinho d’água: R$ 5. (Será que é da mesma que o Tyler a-d-o-r-o-u?)

* A Popload, através das lentes de Fabrício Vianna, flagrou a chegada da galera no ecofestival que acontece em Paulínia até a próxima segunda-feira.

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Londres? NYC? Berlim? – Os 12 dias pop que abalam São Paulo

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* A superbanda americana Pearl Jam deu início ontem a um período absurdo de acontecimentos pop que já estão sacudindo São Paulo e região. São 12 dias de agitos, até o descanso no feriado de 15 de novembro. E, depois disso, o ano vai estar longe de acabar. E, depois do final do ano, vem 2012 já com uma programação cavalar, mesmo levando em conta “só” o que a gente já sabe que vai rolar. Londres where? Berlim what? Nova York why?

** PEARL JAM – A festa anos 90 que vai assolar a região começou ontem no Morumbi, com o grupo de Eddie Vedder iniciando o giro de shows no Brasil com um show “curto” de apenas duas horas e pouquinho de duração. A banda, em turnê comemorativa de seus 20 anos, impregnou seu setlist com boa parte do extrafamoso disco de estréia “Ten”, de 1991. Hoje tem mais Pearl Jam, no Morumbi, em show esgotadaço há tempos. Abaixo, vídeo da animal “Animal”, do show de ontem em SP.

** PLANETA TERRA – No sábado agora, dia 5, tipo amanhã, o Playcenter vai abrigar mais uma edição do Planeta Terra, o evento de alma indie que virou megafestival. O PT, que esgotou cerca de 18 mil ingressos em horas, há meses, vai ter a atenção polarizada entre os shows da grande volta dos Strokes ao Brasil e da vinda ao país de um Gallagher, o ex-Oasis Liam, e sua banda nova Beady Eye. Mais atrações indies de peso desfilam pelo Planeta Terra, como Interpol, Broken Social Scene, White Lies, Bombay Bicycle Club, Toro Y Moi, Goldfrapp e Gang Gang Dance, entre outras. Programão.

Os Strokes tocando pela primeira vez em São Paulo no Tim Festival, Anhembi, em 2005. Foto: Chris von Ameln / UOL

** OFF-TERRA – No domingo seguinte, duas bandas do line-up do Planeta Terra fazem shows ‘solo’ na cidade. Enquanto o Interpol, banda nova-iorquina que anda um pouco preguiçosa em performances ao vivo em festival, mas que costuma acertar a mão em shows em clubes menores, toca no Clash Club (na Barra Funda, ingressos esgotados), o grupo britanico Bombay Bicycle Club tem apresentação solo marcada para o Beco SP, na Augusta.

Paul Banks mostra seu sentimento indie-dark durante show do Interpol no Via Funchal, em 2008. Foto: Lucas Lima/UOL

** CINE JOIA – Fora toda essa bagunça dos festivais, do Pearl Jam e dos shows indie-gringo em clubinhos, a capital paulista tem outro evento que promete mudar a cara da noite de quem consume música na cidade. No cabalístico dia 11/11/11, abre suas portas o novo Cine Joia, que será o novo lugar na cidade para apresentações de rock, de rap, de funk, disco, punk, disco-punk, de jazz, de eletrônico, de ska, de qualquer coisa que seja relevante na área dos shows ao vivo. Uma das grandes atrações do Joia, fora as bandas, o lindo cinema transformado em casa de shows e sua privilegiada localização, será seu sistema de iluminação com a técnica do mapping. Quem viver verá. A inauguração do dia 11 é um evento fechado com traje “black fucking tie” e uma atração internacional surpresa. Nas semanas seguintes, nomes como Ladytron e Kings of Convenience pisarão por lá. E isso vai ser só o começo. O Cine Joia fica no bairro da Liberdade e tem capacidade para 1500 pessoas.

Primeiro teste de iluminação por mapping do Cine Joia, casa de shows que inaugura dia 11 no bairro da Liberdade

** SWU – No dia seguinte, dia 12, Paulínia (110 km de SP) recebe a segunda edição do festival ecológico SWU. Com uma escalação variada e de certa forma esquisita, mas ainda assim recheada de bons nomes, o festival reserva especialmente para seu último dia (14/11) uma noite dedicada ao estilo de música que “a gente curte”. Sonic Youth, Black Rebel Motorcycle Club, Faith No More e Crystal Castles são apenas algumas das atrações “nossa cara”. Mas nos outros dias o festival ainda apresenta Hole, Odd Future, Modest Mouse, Ash, Kanye West.

 

O grande Caniê, bombada atração do festival SWU, que tem o último show do Sonic Youth no Brasil para sempre.

* Estamos juntos na balada?