Em Black Keys:

Top 10 Gringo – The Vaccines puxa o “ranking do otimismo”. Vem com a gente, com a Jorja Smith, a St. Vincent, o Glass Animals, o Noel, a Olivia Rodrigo…

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* Talvez a questão mais importante identificada neste Top 10 seja um indicio de que músicas alegres e otimistas estão na ordem do dia. Dos gringos, no caso. Que já começam a ver uma luz no fim do túnel da pandemia, com galera vacinada e a retomada dos eventos gigantes. Nós ficamos aqui só observando? Por ora, são duas canções muito alegres no ranking, mas não se espante se esse número explodir em breve. Nesta era da música jovem vinculada bastante aos questionamentos da saúde mental, observemos.

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1 – The Vaccines – “Headphones Baby”
No mundo que já tem vacinas (a gente é desse tipo de piadista…) começa a nascer um punhado de músicas extremamente otimistas. Ainda que sejam dias complicados, é a esperança de um retorno às ruas, aos shows. E é nesse perfil que está o novo hit de Justin Young e cia. Talvez eles nunca tenham soado tão pop, tão cantarolável, o que pode alterar o patamar da banda no mundo se a música cair no gosto de todo (o) mundo. E é meio a ideia, se pegarmos os versos: ““Eu quero viver dentro de seus fones de ouvido, baby. Eu quero viver dentro de qualquer mundo em que você esteja”. A gente quer viver dentro desta música.

2 – Jorja Smith – “Addicted”
Após uma excelente estreia, Jorja lança um disquinho que é grande demais para um EP, mas que ainda não é seu segundo álbum. O que for, mantém a excelência musical, voz e bom gosto absurdos. E mais, “Addicted” tem um refrão viciante. Tem classe e é pegajoso, duas coisas que não costumam andar juntas? Mas Jorja consegue o improvável. Na segunda vez que ela canta, você já quer chegar no falsete com ela: “The hardest thing…”

3 – St. Vincent – “…At the Holiday Party”
Complicado escolher uma só do disco novo da St. Vincent. Já destacamos alguns singles aqui antes, que tal algo surpreendente? Vale prestar atenção neste número com gosto country e uma voz que soa muito similar a momentos maravilhosos da Joni Mitchell. Não é a St. Vincent que a gente se acostumou a ver, mas é uma St. Vincent tão legal quanto sempre.

4 – Glass Animals – “Space Ghost Coast to Coast”
É por conta de um vídeo bizarro que a gente resgata por aqui um som de 2020 do adorável Glass Animals. Sempre bom lembrar quanto talento tem na cabecinha do menino inglês Dave Bayley. Que doideira boa é capaz de sair dela.

5 – Sleater-Kinney – “Worry with You”
Sendo uma das bandas mais legais da face da terra, a atual dupla Sleater-Kinney (Corin Tucker e Carrie Brownstein) nem precisa sem esforçar muito para agradar a gente, ainda que, digamos, seu tempo já tenha passado. Será que já mesmo? Nesta nova empreitada, a primeira sem a baterista de longa data Janet Weiss, elas mostram que a possível divergência musical que rendeu o rompimento ainda não está clara, já que a banda manteve sua essência em boa medida. Ou deixamos escapar algum detalhe?

6 – Black Keys – “Walk with Me”
Mestre do blues, David Kimbrough, Jr. quase passou pelo mundo sem o devido reconhecimento. Em seus últimos anos, um documentário resgatou seu trabalho e colocou ele perto de nomes como U2 e Keith Richards. Fãs de seu repertório, a dupla do Black Keys pegou diversas preciosidades do mestre para seu disco de covers. Quem escuta “Walk with Me” sente o quanto a dupla já tentou escrever algo nessa mesma linha.

7 – Green Day – “Pollyanna”
Assim como nosso primeiro lugar, o Green Day escreveu uma ode ao otimismo. A banda também encara a volta à normalidade com uma turnê por estádios a caminho já no verão dos EUA. Pensando aqui qual vai ser a reação dos brasileiros quando notarem que tudo voltou ao normal, menos por aqui… Vai passar!

8 – Olivia Rodrigo – “Good 4 u”
O novo furacão pop, saído do colorido mundo da Disney, dá seus primeiros e grandiosos passos em sua carreira solo. Em seu terceiro single após dois estrondosos sucessos, a pegada é quase roqueira com direito a todos os lugares comuns de um som roqueiro, mas vale curtir a linha de baixo do começo. Nem parece que é um provável hit pop do ano.

9 – Noel Gallagher – “We’re on Our Way Now”
É curioso que Noel já revisite sua carreira solo de apenas três discos em uma coletânea. Ainda que celebre 10 anos de nova estrada, ele precisa disso? Mas, de todo modo, vale pela novidade “We’re on Our Way Now”, uma baladaça ao seu estilo e que parece fazer com o Oasis aquilo que o Oasis fazia com os Beatles, sabe? Aquele monte de deixas que lembram outros sons? Mas nem vale ficar de teoria da conspiração, pois ele recentemente disse que não vê esse retorno da antiga banda no horizonte. Tipo não está a fim, em palavras dele.

10 – Squid – “G.S.K.”
A gente repete o som do Squid aqui mais uma semana para destacar nossa paixão ainda crescente pelo disco de estreia desta banda, que rendeu um post enorme dando uma avaliada na repercussão do som deles pelo mundo – nota alta na Pitchfork, texto na New Yorker, entre outros feitos. Acho que andam lendo nosso Top 10, só pode ser.

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* A imagem que ilustra este post é o Justin Young, do Vaccines, animado. Desculpa o trocadilho.
* Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – O line-up lindo do Pitchfork Festival (DESTE ANO!!). A alegria do Green Day. O show do Perfume Genius. E o Black Keys na TV

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– Previsto para setembro deste ano, o paulistano Coala Festival anunciou hoje que teve que adiar suas datas para o ano que vem, algo bem previsível há tempos, em se tratando de Brasil-il-il. Mas, se aqui a coisa anda triste demais e incrivelmente ainda fora de controle, lá fora os gringos se preparam para uma retomada gigante, empilhando confirmações e line-ups legais para este 2021 de meu Deus. Após as especulações do retorno do Lollapalooza, temos o anúncio das atrações do Pitchfork Festival, que rola em Chicago igual ao Lolla. Programado para os dias 10 e 11 de setembro (deste ano!!!!!!), as principais atrações incluem Phoebe Bridgers, Big Thief, St. Vicent, Angel Olsen, Erykah Badu, Thundercat, Kim Gordon, Black Midi – sim, minas de headliner e atrações que a gente acha a cara de um belo Popload Festival do futuro. Não pensa assim também?

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– Por falar em dias otimistas, essa é a atmosfera do novo single do Green Day, que leva o nome de “Pollyanna”. “Don’t let em get you down/ Don’t let em push you around/ We’re gonna take back the night/ Everything’s gonna be alright.” A megatour que eles dividem com Fall Out Boy e Weezer, cancelada pela pandemia ano passado, já está prevista para tomar estádios pelos Estados Unidos a partir do dia 24 de julho. Dá para entender a canção alegre deles assim.

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– O Palace Theatre, em Londres, acomoda 1,4 mil pessoas. Mas agora pode acomodar o mundo todo, se a gente tiver uma imaginação generosa. É que o músico canadense Perfume Genius, alcunha do talentoso Mike Hadreas, soltou uma apresentação na íntegra dentro do Palace, em seu YouTube. Gravado com o teatro vazio, o espetáculo de quase 1h30 passa por boa parte de seu repertório, do sucesso recente “You Body Changes Everything” até “Normal Song”, uma das queridas do seu segundo disco lááá de 2012. Que lindo que ficou.

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– E na promoção de seu novíssimo disco de covers, “Delta Kream”, uma coleção de blues e countries do arco da velha que inspiraram as origens do Black Keys, a dupla Dan Auerbach e Patrick Carney, de Akron, Ohio, foi até o Late Show do Stephen Colbert para apresentar na TV os dois primeiro singles do álbum: “Crawling Kingsnake” e “Going Down South”. Estes aí embaixo.

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Popnotas – A música misteriosa de Lil Nas X. As pistas para o disco novo do Rodrigo Amarante. O vídeo da nova velharia do Black Keys. E o Dave Grohl tocando AC/DC para os médicos

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CENA – Desde 2013 sem lançar um novo álbum, o conhecido Rodrigo Amarante anunciou o sucessor de “Cavalo”, que foi sua primeira experiência sozinho após os anos de Los Hermanos e Little Joy, a aventura de uns dois verões que ele teve com o baterista dos Strokes, o Fabrizio Moretti. Seu segundo disco vai levar o nome de “Drama”. A notícia veio acompanhada de um trailer, que não entrega informações objetivas – quem precisa de datas? Amarante sempre misterioso.

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– E vem por aí uma inédita do Lil Nas X (foto na home). O rapper cantor americano vai ter a honra de ser a última atração musical da atual temporada do lendário e alive-and-kicking programa de TV nova-iorquino “Saturday Night Live”, um espaço que o programa costuma reservar para os maiores da música, como Mick Jagger, Kanye West, Rihanna – se bem que em algumas temporadas as atrações musicais são tão relevantes que o último episódio nem soa tão headliner assim. Sabendo da oportunidade, ele vai mandar, lógico, seu hit “Montero”, mas também terá espaço para essa nova e misteriosa faixa que andam dizendo por aí. Lá vem o Lil Nas X.

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– O duo Black Keys, de Akron, Ohio, soltou mais um single do seu álbum com versões de músicas que os inspiraram – traduzindo: um monte de country e blues muito (mas muito) antigos. A música da vez é “Going Down South” de Robert Lee Burnside, bluesman que por anos tocou e trabalhou nos subterrâneos da música americana até ser reconhecido, nos anos 90, por artista gigantes como Bono e Iggy Pop. A faixa do Black Keys ganhou um vídeo bonito em um passeio pelo sul norte-americano. A coletânea “Delta Kream” chega às plataformas na próxima semana.

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– Já que nada pode deter nunca nosso amigo Dave Grohl, vamos às últimas dele. O cara do Foo Fighters e do recentíssimo documentário “What Drives Us” (já viu no Amazon Prime?) apareceu ontem em um show do Brian Johnson, do AC/DC, para tocar “Back in Black”, um dos grandes clássicos da mitológica banda hard rock australiana. O show de Johnson foi num evento no SoFi Stadium, em Los Angeles, no domingo, especial para a Global Citizen, ong internacional, lutando pela conscientização da importância da vacina, por mais que lutar por isso seja um absurdo. Mas enfim. Show com público mostrado no vídeo abaixo, Johnson e Grohl tocou o hit secular para uma plateia de milhares formada em sua grande maioria por médicos e enfermeiros da linha de frente do combate ao vírus, devidamente vacinados. E muitos usando vestimentas médicas. Temos um trecho de “Back in Black”, no encontro Brian Johnson e Dave Grohl. Em tempo, o vocalista do AC/DC é amplamente entrevistado no doc de Grohl.

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Popnotas – A vida do Mancha após o fim da Casa do Mancha. A session do Middle Kids no ar daqui a pouco. O Anderson …Pack reimaginando o Paul McCartney. E o single-cover do Black Keys

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– Uma das notícias mais terríveis do cenário independente brasileiro na pandemia foi o fechamento da importantíssima Casa do Mancha, meses atrás. Lar (mesmo) da nova música da CENA, o clubinho da Vila Madalena, em SP, não conseguiu mais ser mantido de pé por seu criador, Danilo Leonel, o Mancha. A boa nova que acaba de ser anunciada foi que Leonel foi convidado oficialmente para ser o novo coordenador de Centros Culturais e Teatros de SP, pelo secretário municipal da Cultura de SP, Alê Youssef, ex-dono de outro templo importantíssimo para a CENA, o há tempos extinto Studio SP, do Baixo Augusta. A história é que o Mancha vai ajudar também a pensar o circuito cultural paulistano na retomada do setor quando tudo isso acabar.

– Daqui umas horinhas (acompanhe a contagem regressiva no vídeo abaixo) entra no ar uma session de três músicas que o trio australiano Middle Kids fez para a The Current, rádio indie esperta de Minneapolis, Minnesota, que a gente gosta bem. A banda de Sydney vai tocar “Stacking Chairs”, “R U 4 Me?” e “Questions”, músicas de seu recém-lançado segundo álbum, “Today We’re the Greatest”. Recomendamos.

– Enfim saiu hoje “McCartney III Imagined”, o álbum “III” de Paul McCartney construído com remixes e covers de todas as músicas do disco original, lançado no ano passado. Tem versões mccartianas de Josh Homme (Queens of the Stone Age), Ed O’Brien (Radiohead), Beck, St. Vincent e Damon Albarn (Blur e Gorillaz), entre outros. Abaixo, a esperta interferida que o músico americano Anderson .Paak deu em “When Winter Comes”, levando o Paul para um ooooooutro lugar.

– No dia 14 de maio sai o novo disco do duo americano The Black Keys (foto na home), banda de Ohio que até já foi headliner do Lolla Brasil uma vez, num certo dia de 2013. “Delta Kream” é o álbum, que foi feito numa “sentada” de dez horas de estúdio com o objetivo de honrar as tradições do hill country blues do Mississippi, de onde o duo parece beber mesmo com seu indie-country. Hoje foi lançado o primeiro single de “Delta Kream”, a música “Crawling Kingsnake”, que na real é uma cover de John Lee Hooker.

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Popnotas – As covers do Black Keys. Outra nova do Teenage Fanclub. A “reestreia” da banda The Shins. Disco da Lucy Dacus vem aí. E o festival feminista de Mossoró

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– “Endeless Arcade”, o 11º álbum do grupo escocês fofurinha Teenage Fanclub, sai dia 30 de abril. Já conhecemos quatro singles deste disco, e hoje recebemos mais um. Chama “In Our Dreams” e como muitas músicas do Teenage Fanclub em sua carreira, desde 1990, parece que vai começar um indie rock bem energético aí a magia do lirismo romântico da banda quebra a expectativa. O single de “In Our Dreams” foi apresentado com um vídeo da banda tocando ao vivo num galpãozão com luz incrível.

– A outrora adorada banda indie americana The Shins lançou seu aclamado disco de estreia, “Oh, Inverted World”, em junho de 2001, no vapor do novo rock blablablá. E, como tudo naquele bendito ano para a cena alternativa dos EUA e mundial, a efeméride de 20 anos vai resgatar esse debut do grupo do Novo México para um relançamento luxuoso, em junho. No dia 11/6, com a estampa da Sub Pop, “Oh, Inverted World” vai sair com livreto recheado de material histórico, tipo fotos da época, as letras manuscritas etc.

– Com a chegada dos discos mais recentes da Phoebe Bridgers e da Julien Baker, a gente estava ansiosa para o lançamento do novo disco da Lucy Dacus, o que faltava das meninas que formam o trio boygenius. Agora a ansiedade tem data para acabar. Já sabemos que ela chega de disco novo no dia 25 de junho. O álbum se chamará “Home Video” e está gravado, veja só, desde agosto de 2019, antes de a palavra pandemia ser uma realidade mundial. Nem é preciso dizer que tanto Phoebe quanto Julien vão participar do álbum. Com o anúncio, ela soltou um single, que é a faixa que abre o disco, a bonita “Hot & Heavy”.

– O The Black Keys vai lançar um disco de covers com músicas que influenciaram a banda. “Delta Kream” ganha streamings e lojas no dia 14 de maio. A ideia é honrar sons do blues e country norte-americanos, nomes como Ranie Burnette, Fred McDowell e Joseph Lee Williams – sim, coisas das antigaças mesmo. O primeiro som deste novo álbum disponível é a versão para “Crawling Kingsnake”, um do John Lee Hooker de 1941. Mas nem adianta procurar por aí, você só encontra ela se cadastrando no fã-clube da banda, um lance que rola fazer de graça. Faz lá. A gente ouviu e a cover ficou bem boa.

CENA – No dia 24 de abril, sábado da outra semana, acontece a segunda edição do festival Desérticos, com transmissão gratuita por duas vias: na conta de Youtube do evento e pela emissora TCM, uma TV a cabo local de Mossoró, no Rio Grande do Norte. A história só melhora: o Desérticos é um festival feminista, buscando dar visibilidade parar as mulheres da CENA brasileira. Esta segunda edição tem como estrela a conhecida capixaba Gabriela Terra, dona do My Magical Glowing Lens (foto na home). Outras bandas forasteiras do festival potiguar são Corja (CE) e Dark Valley (RS). A lista local traz Hell Lotus, Lasting Maze, Potato Head, Arianne Oly, Black Witch e BOATS. O Youtube do Desérticas está aqui.

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