Em blossoms:

O ídolo pop Rick Astley e os meninos do Blossoms tocando Smiths. Shows do ano?

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* Rolaram na última sexta e no sábado os prometidos shows em Manchester e Londres, respectivamente, da parceria do astro pop antigo Rick Astley com os novinhos Blossoms para tocar músicas da magistral banda The Smiths. E só Smiths.

O quão maravilhoso isso não dá para descrever. Mas dá para mostrar com vídeos.

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Top 10 Gringo – Parquet Courts chegou e levou. Deafheaven e Blossoms cravam pódio. Playlist do ano ultrapassa 300 músicas

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* Um top 10 simpático. No título do anunciado novo álbum do Parquet Courts, no título de uma música do Villagers e na nossa escolha de uma música do polêmico disco novo da Lordes – será que a gente gostou desse disco? Ainda está em debate. Mas além da nossa obsessão em achar algum padrão nas nossas escolhas, a real é que o único sentido mesmo usado é o da qualidade nas canções que rendem a melhor playlist possível. O que nos leva a crer que estamos próximos da resposta que a humanidade mais procura. Qual o sentido da vida? Seria o da melhor lista de músicas? Por esta semana, pelo menos, estamos satisfeitos com isso.

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1 – Parquet Courts – “Walking at a Downtown Pace”
Parece interessante o conceito por trás do novo álbum do Parquet Courts. Não é que ele pode ser tocado em uma festa, ele foi inspirado pela própria festa, sacou? É uma outra perspectiva de experimentação com sons mais dançantes e psicodélicos. Experimentação esta armada por uma das bandas mais rock de hoje. Aguardamos ansiosos por “Sympathy for Life”. Somos fãs declarados.

2 – Deafheaven – “Shellstar”
Os norte-americanos do Deafheaven são de difícil classificação. Considerados “post-black metal”, a banda da Califórnia sempre flertou também com guitarras mais “limpas”, na linha shoegaze (!). Seu novo álbum abraça ainda mais essa vertente e suaviza relativamente o grupo. Pode ser um daqueles passos que tornam a banda gigante, talvez até afaste alguns fãs enquanto conquista outros milhões, por serem tão pegajosas as novas músicas – e até barulhentas para ouvidos mais sensíveis. O Deaftheaven estabelece, de novo, a boa confusão.

3 – Blossoms – “Care for”
Muito impressionante esse “disco dance de casamento” produzido pelos nossos ingleses queridinhos do Blossoms. Um bom indício de que o quarto álbum da banda deve honrar o sucesso do terceiro disco, lançado no ano passado e um estouro que chegou a colocar os caras no primeiro lugar das paradas inglesas. Meninos bons.

4 – Villagers – “So Simpatico”
Esse grupo folk irlandês nos ganhou com essa, vamos lá, tão simpática canção. São sete minutos deliciosos de camadas, vocais e solos de sax viajantes, nesta música do recém-lançado novo álbum desta banda de Dublin. Por tudo o que envolve, alguém precisa que avisar a Isadora, nossa colega de Popcast. Se é que ela já não sabe…

5 – Lorde – “Secrets from a Girl (Who’s Seen It All)”
Será que gostamos ou não do disco novo da Lorde? Ou, numa outra colocação, será que entendemos o novo álbum? Enquanto a dúvida permanece, dá para dizer que esta é uma das mais simpáticas músicas do disco com seu texto esperto. Não fica claro se Lorde está dando dicas sobre aproveitar a si mesmo, ter amor próprio, para uma menina mais nova ou para si mesma, ou tudo isso ao mesmo tempo. E ainda rola uma participação especial da sueca Robyn, que deixa tudo muito chique.

6 – Big Boi e Sleep Brown- “The Big Sleep Is Over”
Big Boi do Outkast e Sleep Brown, um dos produtores de vários álbuns da banda, se reuniram em um duo e planejam um álbum para logo mais. Dos singles já adiantados, esse som com fortes toques de dancehall é sem dúvida um dos mais chapados dessa nossa lista, basta ver as referências a maconha no vídeo da música. Peace!

7 – Ministry – “Search and Destroy”
Uma das bandas mais underground de todos os tempos, o respeitabilííssimo Ministry, de Al Jourgensen, está preparando disco novo e chegou com um respeitoso cover de um clássico dos Stooges. Mas no jeito Ministry de ser. Respeitoso com a banda protopunk e com a história do Ministry também. Tudo no lugar.

8 – Future Islands – “Peach”
Futures Islands sempre é bom. E eles continuam bem… bem… Future Islands neste single, a primeira inédita da banda no ano. Um lançamento que parece ser mais um aquecimento da turnê que vem por aí do que aquecimento de um novo disco, até porque “As Long As You Are”, 2020, segue quente. A música fala sobre se manter firme, um dia de cada vez. A gente não sabe se eles está falando de vício, de depressão, de pandemia, mas é um recado que cabe em todas as situações.

9 – James Blake – “Life Is Not the Same”
Uma sofrência daquelas, ainda que nas águas da eletrônica cool. Um amor que vai embora e deixa o outro perdidaço, despedaçado. No jeito James Black de produzir músicas, isso deve doer mais ainda.

10 – The Cribs – “Swinging tt Shadows”
O trio inglês Cribs inicia uma série de lançamentos de músicas que ficaram de fora do seu álbum mais recente, “Night Network (2020)”, mais umas novidades. A ideia é soltar singles com lados B e tudo, bem à moda antiga. A música em si é um Cribs clássico. Não dá para dizer que isso é ruim.

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* A imagem que ilustra este post é do guitarrista Austin Brown, do Parquet Courts.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Blossoms faz show-teste da Covid em Liverpool, para 6 mil pessoas. Ingleses experimentaram aglomeração “controlada” em balada e torneio de bilhar

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* A cidade de Liverpool, a terra que já nos deu os Beatles, está prestando outro grande e revolucionário serviço à música. No último final de semana, um grande show para 5 mil pessoas, da bastante popular banda Blossoms (foto abaixo), aconteceu no sábado, como teste aglomerando público para servir de teste da Covid, ou do pós-Covid, ou da convivência com a Covid.

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Na sexta e no sábado, uma balada para 6 mil pessoas com DJs na linha Fatboy Slim, em clube fechado, também rolou na cidade do norte da Inglaterra, com o mesmo propósito.

É uma realidade muito distante da que a gente vive aqui no Brasil, tanto no trato governamental à pandemia _ ainda que a politicagem britânica não seja lá um primor_ quanto ao respeito da população ao lockdown e à vontade de que este tormento mundial passe _ainda que uma multa bem pesada imposta àqueles que desobedecessem as regras sanitárias era um “convite à conscientização”. O jeito é, a partir de Liverpool (essa cidade considerada um laboratório pelas boas decisões recentes sobre enfrentamentos sociais à pandemia), nós mirarmos o nosso futuro a partir desse experimento inglês.

A apresentação do Blossoms, dentro de uma tenda enorme erguida no parque Sefton, significa o primeiro show no Reino Unido desde março do ano passado, há mais de um ano, e aconteceu com o público sem nenhuma restrição que lembra este período de trevas musicais. Foi a primeira realização-teste para avaliar efeitos pandêmicos sobre os eventos de verão, que estão para acontecer mais e mais a partir de junho/julho.

Cada pessoa que foi ao show tinha que apresentar um teste negativo para Covid, feito horas antes do show em quatro postos da cidade, indicados para atender a esse evento. E preencher um questionário de saúde. Assim que chegaram ao local do show, poderiam tirar as máscaras. O ingresso era pago, normalmente anunciado dias antes e com todo o esquema de saúde esclarecido a quem quisesse ir. As entradas se esgotaram rapidinho.

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Na saída do show, todo mundo recebia testes de PCR para levar para casa e fazê-lo no domingo e na sexta-feira que vem. E todo mundo era “incentivado” (não é obrigatório) reportar os resultados aos organizadores, para passar aos cientistas analisarem.

A ideia é que os especialistas estudarão todo o efeito de um show ao vivo na era Covid e como o vírus ainda pode se comportar em um evento assim, examinando os movimentos do público no local, a interação, a ventilação, o tempo de duração (entre os portões abrirem, os concertos começarem, acabarem e a galera continuar um pouco na tenda ao som de DJ foram seis horas de aglomeração), a comida consumida, o álcool ingerido.

Os meninos do Blossoms tiveram uma banda de abertura, a bombadinha The Lathum. Alex Moore, líder do Lathum, estava emocionadíssimo por tocar de novo, com público, num concerto “real”. “Não tenho palavras para esperar o que é tocar de novo assim, para ser honesto”, falou Moore à BBC inglesa.

Esta volta aos shows na Inglaterra, oficiosa, não só permitiu a galera ficar ombro a ombro na plateia como subir em ombros. Ou fazer crowdsurf ou subir no palco para um moshpit rápido.

“Me sinto humano vendo tudo isso acontecer novamente”, afirmou um menino do público à mesma BBC.

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* Na sexta e no sábado, também como teste-Covid, aconteceram duas baladas-teste em Liverpool, num clube-galpão local famoso chamado Circus, com a presença de 6 mil clubbers cumprindo protocolos parecidos com o show, 3.000 a cada dia. A baladaça teve três DJs bem conhecidos no line-up: Sven Vath, Blessed Madonna e Fatboy Slim. “Foi o melhor dia da minha vida”, disse um dos frequentadores.

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** Perto de Liverpool, na cidade de Sheffield, do Arctic Monkeys, aconteceu ontem e segue nesta segunda-feira eventos-teste em um campeonato de snooker.

Tomara que tuuuuuuuuudo de certo nos testes ingleses. É de causar inveja aqui, mas também esperança na mesma medida.

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Blossoms canta ao vivo canções de Natal em session para as rádios indies da Inglaterra

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* Uma das grandes bandas médio-novas da Inglaterra hoje, o quinteto Blossoms, de Londres, segue a tradição brit de indiepop delicioso como quase nenhuma no Reino Unido. Tendo “rivais” como 1975 e Catfish and the Bottlemen, o Blossoms navega tranquilo nas águas do pop perfeito cantarolável e radiofónico, daquelas de se alegrar quando toca em rádio, comercial de TV, lojas de roupas de playlists próprios comuns na Oxford Street e principalmente ao vivo, quando ao vivo dar para ver, porque o show do Blossoms é bem bom.

A banda, por motivos natalinos, foi na Absolute Radio, um conglomerado de rádios no Reino Unido maaaaais ou menos no estilo da NPR americana, aqui no caso com programação distribuída para várias estações pelos rincões ingleses e escoceses via digital e pelo dial.

O Blossoms tem uma música de Natal deles próprios, chamada “Christmas Eve (Soul Purpose)”, recém-lançada num vinil de 7 polegadas de fim de ano, beneficente, com o outro lado do disco contendo a canção “It’s Going to Be a Cold Winter”, outra inédita deles.

Na session da Absolut Radio, emendaram com uma outra canção de Natal, esta conhecida, “Merry Christmas Everyone”, que foi primeiro lugar das paradas britânicas em um período destes nos anos 80, composta por um cantor galês bem famoso e hitmaker chamado Shakin’ Stevens.

Mas, claro, o Blossoms iniciou a session natalina cantando um sucesso mellow deles, a deliciosa “Your Girlfriend”, música do terceiro álbum da banda, “Foolish Loving Spaces”, lançado em janeiro deste ano. Lembra janeiro?

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Banda inglesa Blossoms faz da quarentena um belo disco com Beatles, Tame Impala e vídeos legais

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* O simpááático grupo inglês Blossoms, de Manchester, anunciou que vai pegar suas ótimas “isolation covers”, que vem sendo apresentadas nas redes durante o “Lockdown” britânico, e transformá-las num disco real de covers a ser lançado neste ano inclusive em vinil e CD, em data a ser anunciada.

Cada um na sua casa, no sofá, sala, cozinha, quintal, e às vezes com um convidado especial participando da esperta edição, o Blossoms já revelou suas versões quarentenescas para Tame Impala (com o guitarrista galã Miles Kane cantando), Frank Ocean. Músicas deles mesmos e até dos Beatles vão entrar na roda.

O Blossoms entregou a capa do álbum, com fotos isoladas do quinteto, como manda as regras dos dias de hoje.

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As versões apresentadas em vídeo no Instagram da banda já foram para o Youtube e a partir de hoje entram em áudio para download nas plataformas tipo Apple Music, Spotify, Deezer etc. A primeira a ir para o formato nesta madrugada foi a cover de Frank Ocean, para “Lost”. E seguem este cronograma:

hoje: Lost (Frank Ocean)
amanhã: My Swimming Brain (single do mais recente álbum do Blossoms, lançado em janeiro)
quarta: Paperback Writer (Beatles)
quinta: There’s A Reason Why (I Never Returned Your Calls) (o maior hit do Blossoms, 2018)
dia 11: If You Think This Is Real Life (outro single “novo”)
dia 12: The Less I Know the Better (Tame Impala, com Miles Kane)
dia 18: Dreaming of You (The Coral, com James Skelly, que inclusive produz os discos do Blossoms)

Os vídeos que já rolam da série “Blossoms in Isolation”, incluindo o da incrível versão para “Dreaming of You”, hit dos anos 2000 com o Coral, com o próprio James Skelly cantando, lançada no fim de semana, são:

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