Em bob dylan:

Popnotas – E o Dylan chega às lives. E a Nandi Bushell “acaba” com os Arctic Monkeys. E a Miley Cyrus enfia Cocteau Twins nos novinhos

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– Miley Cyrus resolveu sacar um cover de “Heaven or Las Vegas”, do saudoooooso e especialíssimo grupo inglês Cocteau Twins, em uma apresentação sua em… bem… Las Vegas anteontem. Onde mais? Engraçado que ela começa o cover com um “Ninguém conhece essa”, de olho no seu público da geração z, já que os mais velhos sabem que essa música é um hit até que bem popular, não? Talvez seja impressão nossa, vai saber. A batalha geracional segue quente no mundo. Mas é lindo ver os novinhos engolirem um Cocteau Twins in tha face, não? No mesmo show, ela mandou ainda um “FREE BRITNEY. We gotta free this bitch!”. Tudo aí embaixo. Boa, Miley!

– Por falar em batalha geracional, o encontro entre Matt Helders, baterista do Arctic Monkeys, com a jovem Nandi Bushell, 11 anos, ganhou mais alguns capítulos. Os finais. Ela fez uma entrevista com ele – que vai de perguntas do tipo “Suas bandas favoritas?” até “Marvel ou DC?” – e a dupla ainda atacou mais uma parceria em “R U Mine?”. Nandi também celebrou recentemente mais um feito: ela é a baterista mais jovem a aparecer na capa da tradicional revista britânica “Modern Drummer”, em sua edição de junho, publicação para adeptos das baquetas.

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– Ainda em termos de conflitos geracionais, Bob Dylan vai se render após um ano e tanto à onda das “lives”. No caso, uma apresentação virtual gravada, mas é o mesmo conceito quase, vai. Está programado para o dia 18 de julho a exibição desse show que foi gravado, atenção para a conexão com a primeira nota, em Vegas. Complicado é o preço do ingresso (para nós): 25 doletas. A promessa é que “Shadow Kingdom”, nome da apresentação, trará repertório clássico do músico – e, pelo que entendemos, em versões especiais para a ocasião. Algo que nem é uma novidade, já que Dylan é reconhecido por sempre mexer um pouco em arranjos ao vivo. Mas, vá lá, é o Dylan!

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Popnotas – O museu do Dylan. Um “Hey” do Gaspard, do Justice. Os faladores do Glastonbury. E r.i.p. para o Pervis Staples

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– Gaspard Augé, metade da dupla francesa Justice, que marcou época na eletrônica “ácida” do fim dos 2000, vem aí de álbum solo, seu primeiro. “Escapades” chega no mês que vem, mais precisamente no dia 25 de junho. Do disco já conhecemos dois singles, “Force Majeure”, que saiu há 3 semanas, e “Hey”, revelado hoje. Em declaração, Augé contou que sua viagem nessa produção é “reimaginar a música clássica europeia para o século 21”. Ambicioso, né? Mas escute “Hey”, que dá pistas auditivas para entender o que ele está falando. Só achamos engraçado que a versão do vídeo está com um minuto só, enquanto a dos streamings tem quatro e tanto. Que será que rolou? Ou perdemos algo aqui?

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– Temos que falar da nossa chance de curtir o Glastonbury. De casa, óbvio. O evento online global Live At Worthy Farm, que rola nos dias 22 e 23 de maio, acabou de anunciar mais algumas atrações. Agora PJ Harvey, Jarvis Cocker, Kae Tempest, George The Poet, Kurupt FM, Little Amal, Caleb Femi surgem na lista do festival para uma apresentação de spoken words. Atrações de falação. Na parte musical, vale relembrar que teremos Coldplay, Damon Albarn, HAIM, IDLES e Jorja Smith em uma transmissão de cinco horas, com mais atrações a serem confirmadas, semana que vem parece. Para colar virtualmente na Pyramid Field é só comprar os ingressos em https://glastonburylivestream.seetickets.com/content/ticket-options, onde também estão disponíveis mais detalhes, tipo horários diferenciados por região e preços.

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– Vem aí um museu em homenagem ao Bob Dylan. Nada mal para o nosso Nobel de literatura, que por acaso é o maior cantor folk da história, dizem. O Bob Dylan Center será inaugurado em 10 de maio do ano que vem com estrondosos 100 mil objetos dos arquivos do lendário músico. Manuscritos, gravações, filmes e fotografias inéditas, entre outras preciosidades relativas aos 70 anos de carreira de Dylan, vão rechear o museu. Uma das atrações mais legais parece ser uma sala de estúdio que vai reproduzir para os visitantes a experiência de uma sessão de estúdio do homem. Pensa. O Museus será em Tulsa, no Oklahoma. Quando pudermos andar pelo mundo de novo, quem sabe, né?

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– Pervis Staples, co-fundador do grupo The Staple Singers, morreu aos 85 anos. Embora seu falecimento tenha sido no dia 6 de maio, o anúncio só aconteceu hoje, sem a divulgação da causa. Seu conjunto com o pai e suas irmas, que ficou em atividade, atenção, entre 1948 e 1994, é sem dúvida um dos principais grupos da história do soul dos Estados Unidos. Os indies mais desatentos no mínimo devem conhecer uma de suas integrantes, a Mavis Staple, irmã de Pervis e a única integrante do grupo ainda viva. Ela é uma grande amiga do Jeff Tweedy, do Wilco, que não só produziu como escreveu um disco inteiro para ela cantar, o lindo “If All I Was Was Black”, de 2017. Sobre seu irmão, Mavis escreveu: “Ele gostaria de ser lembrado como um homem justo, sempre disposto a ajudar e encorajar os outros. Ele era um dos mocinhos e viverá como uma verdadeira lenda de Chicago”. RIP, Pervis.

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Viva Bowie: Covers inéditos do inglês para músicas de John Lennon e Bob Dylan são lançados hoje

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Já conversamos um pouco sobre o aniversário de Bowie hoje, mas estamos aqui para falar mais novidades à cerca de um dos seres humanos mais ilustres que já viveram neste plan(o)eta. No caso, dois covers inéditos para canções de Bob Dylan e John Lennon lançadas nesta sexta-feira nos streamings.

A cover de Bob Dylan é da faixa “Trying to Get Heaven”, um som do (excelente) álbum “Time Out of Mind”, de 1997. A gravação de Bowie data de 1998, na época em que mixava seu disco ao vivo “LiveAndWell.com”. Já o Lennon selecionado é das mais sentidas do músico: “Mother” da estreia solo do ex-beatle, “John Lennon/Plastic Ono Band”, de 1970. A versão de Bowie também é de 1998 e foi pensada para um coletânea que não deu certo.

As faixas estão em todas as plataformas de streaming e saíram também em vinil. Os compactos numerados e limitados já estão esgotados, lógico. Raridades.

Parecem escolhas aleatórias, mas é Bowie gravando seus ídolos. Quando a gente considera que a estreia dele saiu em 1967, perto de grandes lançamentos dos Beatles e Bob Dylan, é comum associá-lo a esse período – mesmo que sua carreira tenha virado mais nos anos 70 e dado mil voltas nos anos seguintes.

Acontece que aquele garoto nascido em 8 de janeiro de 1947 tinha só 15 anos quando esses seus ídolos se tornaram fenômenos pop. Acho que isso dá um significado especial em ver Bowie interpretando canções de Dylan e Lennon.

Ainda que neste olhar daqui de 2021. Pensa: David Bowie interpretando Bob Dylan e John Lennon. Olha a dimensão disso.

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Hanukkah Sessions: Dave Grohl vai ao Bob Dylan na cover do dia

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* No projeto de covers judaicas diárias para a comemoração da festa Hanukkah, o alucinado por projetos Dave Grohl, na função baterista, que nem é judeu, se juntou ao parceiro Greg Durstin, produtorzaço, compositor grande e ele sim judeu, para juntos fazer uma versão de clássicos do rock, ou indies, ou pop, para cada um dos dias da festividade.

São nove dias. Desde o dia 10 até sexta que vem, dia 18.

E Grohl e Durstin já aprontaram cinco covers: Beastie Boys, Drake, Mountain, Peaches e, ontem à noite, subiram no canal do Foo Fighters a versão de “Rainy Day Women #12 & 35”, famoooosa e polêmica música do lendário Bob Dylan, que abriu lá atrás o álbum “Blonde on Blonde”, de 1966, e foi banida das rádios depois de inicialmente muito tocada porque “perceberam” o que estava bem na cara depois de um tempinho: que a canção fazia muitas menções à chapação por drogas.

Essas covers de Dave e Greg estão muito massas: o ex-Nirvana na bateria e cantando e o produtor tocando o que for preciso para a música em forma de homenagem sair quase perfeita. Tipo esta, em que botaram até um filtro “1966” no vídeo:

https://youtu.be/iNRptxKHDGM

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** Amanhã tem mais!

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Com quase 80 anos de idade, gigante Bob Dylan solta seu primeiro disco de inéditas desde 2012

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A sexta-feira amanheceu especialíssima, já que o senhor Bob Dylan soltou “Rough and Rowdy Ways”, seu primeiro disco em oito anos. Ele, Dylan, completou 79 de idade recentemente.

O álbum, que aborda temas como morte, imortalidade e preocupação com o mundo, é puxado por canções mais extensas, entre elas os singles “Murder Most Foul”, que tem 17 minutos de duração e fala sobre o assassinato de John F. Kennedy, e ainda “False Prophet”, que ultrapassa a marca de seis minutos.

Apesar de ter sido um sujeito que trabalhou bastante com coletâneas nos últimos anos, incluindo o lançamento de um disco de sessions com Johnny Cash, Bob Dylan tem como último trabalho original o álbum “Tempest”, de 2012. Este novo disco tem 10 faixas, dispostas em um álbum duplo.

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