Em Boiler Room:

Com ingressos quase esgotados, transmissão ao vivo e “preparado para a chuva”, festival Dekmantel SP começa… hj?

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* Todos os olhos e ouvidos desta semana estão no Dekmantel Festival São Paulo 2017 (a não ser que você vai dividir esses órgãos e atenções, porque conseguiu um dos ingressos para o show sexta e sábado das garotas do Warpaint no evento da Heineken no MAC).

O festival, eminentemente eletrônico mas não só, produzido em conjunto pelos festeiros paulistanos da Gop Tun junto com os produtores holandeses do evento original, que pela primeira vez sai de Amsterdã, acontece lindo durante o dia (Jockey Club) e à noite (Fabriqueta) no sábado e domingo agora.

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Por estes dois dias, o Dekmantel vai juntar nomes absurdos da eletrônica moderna de tempos recentes com alguns mais clássicos. Vai ter o velho Hermeto Pascoal e o novo Bixiga 70. Vai ter Azymuth!!!! Nicolas Jaar e banda, Jeff Mills (foto), Nina Kraviz (foto na hoje), John Talabot, Ben Klock e Palms Trax estão dentro. Os brasileiros e “brasileiros” Carrot Green, Selvagem, L_cio, Tessuto, Marcio Vermelho, Zopelar e os DJs da própria Gop Tun não poderiam faltar.

Mas o evento mais ou menos começa hoje, na real. Nesta noite acontece uma festa do Dekmantel no clube Jerome, em Higienópolis, que marca a chegada da primeira edição do festival holandês ao Brasil.

A Eclectrica Pista Panamericana, festa desta noite, vai reunir os DJs Gui Scott, da Gop Tun, mais um elenco de DJs latinos como Damian Levensohn (Buenos Aires), Daniel Klauser (Santiago) e Mansvr & Leeon (Bogotá).

Para o evento do fim de semana, o grandão, os “weekend tickets” estão esgotados, restando apenas as entradas para cada dia.

* Transmissão ao vivo –
Parte dos shows do Dekmantel São Paulo vão ter exibição direta online, pelo Boiler Room e pelo canal paulistano de rádio e TV online Na Manteiga. A programação do Boiler Room para o primeiro dia inclui as apresentações de Azymuth, Bixiga 70 e Tom Trago. No segundo dia, o domingo, tem a transmissão das performances de Hermeto Pascoal, Palms Trax e Carrot Green, entre outros.

* Chuva – Sobre as tempestades que têm caído na cidade absolutamente todos os dias, o povo do Dekmantel SP diz que “chuva não será um problema” para o festival. Há, segundo eles, um “plano de contingência” para as hecatombes pluviométricas de SP. Cacique Cobra Coral?

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Come to my Boyler Room. Veja performance do indie romântico Blood Orange no festival do programa de streaming

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* Em uma edição especial lááá em novembro do famoso programa Boiler Room, sessions ao vivo ao redor do mundo transmitida em streaming geralmente com artistas de música eletrônica, compareceu na Pensilvânia o músico inglês cidadão nova-iorquino Dev Hynes, que entre outros nomes e projetos atende por Blood Orange.

O Boiler Room, que para essa ocasião foi transformado num tumultuado festival de dois dias chamado de Boiler Room Weekender, foi realizado num resort careta chamado Poconos. O Blood Orange tocou no primeiro dia. A polícia interrompeu a realização do evento no segundo, por causa de uma treta de público e seguranças.

De todo modo, o Boiler Room liberou agora 40 minutos da apresentação do Blood Orange. Começa com uns cinco minutos de punhetação conceitual chata, mas depois entra a maravilhosa “Champagne Coast”. Muito apropriado Dev cantar a famosa letra “Come to my bedroom…” num hotelzão.

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Veja o Ariel Pink em uma session incrível. E rosa, claro

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Um dos seres mais distintos e esquisitos da nova música, o cantor Ariel Pink lançou semana passada seu 11º álbum (siiiim, 11º).

Com o singelo título “Pom Pom” escrito em uma capa rosa, o maluquinho artista indie de Los Angeles gravou uma session para o projeto cool Boiler Room.

Como não poderia deixar de ser, o show rolou em uma tenda rosa armada só para a banda. A apresentação pode ser conferida on demand no canal do projeto, reproduzida abaixo.

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Connan Mockasin leva doideira indie ao Boiler Room

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* A gente já viu muita coisa na música independente, mas esse Connan Mockasin…

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Esse sim, diferentemente da nossa Lorde, parece ter saído mesmo da Nova Zelândia, terra de contrastes, oceânica, colada como se fosse um apêndice na psicodélica Austrália. Então vem o Connan Mockasin, nome ótimo, e talvez influenciado pelo vizinho faz uma psicodelia a seu modo, torta, neozelandesa. Que às vezes parece indie do Brooklyn, em outras parece… sei lá o quê. Space rock? Dream pop mais para nightmare pop? Mockasin tem sua receita própria.

Ele lançou dois álbuns na Nova Zelândia, mas o Ocidente adotou o cara mesmo quando apareceu esse bom “Caramel”, no comecinho deste ano. Disco de dez faixas em que cinco delas se chamam “It’s Your Body 1”, “It’s Your Body 2”, “It’s Your Body 3”, “It’s Your Body 4” e “It’s Your Body 5”. E tudo faz algum sentido.

A primeira vez que eu fui ver o Mockasin ao vivo, durante o espanhol Primavera Festival deste ano, eu quis ler mais sobre o som dele, antes. Recordo-me de ter encontrado algumas definições
para o som do rapaz que misturava estilos com adjetivos bizarros, tipo “blues maluco + jazz para dementes + indie perturbado” etc… Não poderia ser ruim. Não foi.

Daí que, nesta semana, Connan Mockassin apareceu para se apresentar ao vivo para o mundo, via internet, como convidado do conhecido projeto Boiler Room, que mais faz transmissões insólitas de DJs ao vivo do que bota uma banda inteira para tocar.

Mas, daí, botaram o Connan. Ontem. Numa série “In Stereo”, do BR, realizada em Nova York. E, por algum motivo, o vídeo da apresentação está no site do Boiler Room disponível, em looping. Não quer se sentir esquisito? Veja enquanto não tiram. Mas, depois que tirar, aparece de novo alguma hora.

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E o “showzinho na laje” do Jamie xx homenageando Londres?

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O festejado produtor, músico e DJ britânico Jamie xx, integrante daquele trio cool que ele carrega no nome, recém se apresentou no prédio do selo Young Turks, em Londres, como parte do bombado projeto Boiler Room.

Ele, que lançou esses dias um novo single, tocou por cerca de uma hora na laje, homenageando a capital inglesa. Ou, como a própria Boiler Room descreveu, “… an honorary whip through the nostalgic touchstones of UK club music, dashed also with some new material”.

Jamie é um dos artistas mais requisitados por festivais mundo afora e prepara o lançamento de seu novo álbum ainda para este ano. A apresentação especial em Londres foi devidamente registrada.

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