Em Bomba Estéreo:

Top 10 Gringo – Lil Nas X toma conta do ranking, óbvio. Halsey traz rock ao topo (!). Bomba Estéreo bota a Colômbia no nosso mapa

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* Nesta semana não tem nem muita discussão. Lil Nas X vinha desenhando um superprojeto para o seu primeiro álbum e feito: “Montero”, sua estreia em disco, é a prova de que o menino está longe, muito longe de ser astro de um hit só. Se bem que… Alguém ainda tinha dúvidas? “Montero” já chega com dois singles enormes. Tava meio na cara. Apesar da vitória fácil, a semana teve outras boas novidades. Pluga seu ouvidinho na playlist.

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1 – Lil Nas X – “Sun Goes Down”
Talvez sonoramente Lil Nas X não apresente uma grande novidade. A ousadia de “Old Town Road” em unir rap e country não se repete no seu primeiro álbum, que tem um diálogo mais tradicional do pop com outros gêneros. Mas é difícil pensar em outro artista atual que coloque suas questões pessoais sobre assuntos delicados, como sexualidade e saúde mental, de maneira tão sincera em um universo de bilhões de plays. Não é que ele aborde os assuntos, ele se coloca mesmo na questões, se entrega, conta o que rolou dentro da própria mente. E sua audiência é gigante e atenta. A angústia e soluções de Lil não vem por metáforas e isso talvez seja sua grande novidade. Fora as músicas, todas, ou quase, bem boas.

2 – Halsey – “I Am Not a Woman, I’m a God”
Halsey com auxílio da dupla Atticus Ross e Trent Reznor chega-chegando aqui. A letra aborda uma questão pessoal recente de Halsey, que após a gravidez repensou a questão do gênero em sua vida. Ela calculou que se sentiria mais ligada a feminilidade, mas mudou sua percepção quando isso não rolou. E isso é só uma das camadas de interpretação: as dualidades apresentadas na música podem ter sentidos que não captamos ainda.

3 – Bomba Estéreo – “Deja”
Lá em abril destacamos esse poderoso single da banda colombiana Bomba Estéreo, mas a gente até tinha se esquecido disso. Agora, escutando ela no álbum “Deja”, que acabou de sair, a gente relembrou o quanto este som é maravilhoso. “Pitchfork” e “Rolling Stone” americana também rasgaram elogios ao álbum. Não estamos sozinhos.

4 – Nick Cave and the Bad Seeds- “Earthlings”
Quem gostou do álbum de 2019 da banda, “Ghosteen”, precisa escutar este lado B que Nick e sua banda lançaram para o álbum “B-Sides & Rarities Part II”. A gente até fica imaginando o que tirou ela do álbum, já que o próprio Nick define a música da seguinte maneira: “Elo perdido que une Ghosteen. Uma linda música”. O nível com mister Cave é outro, mesmo.

5 – Snail Mail – “Valentine”
Este primeiro single do que será o segundo álbum da jovem Lindsey Jordan começa levantando a suspeita de que ela teria abandonado as guitarras, indo para direções mais eletrônicas/climáticas. Pode até ser. Mas ela caí maravilhosamente no rock quando chega ao refrão, se entregando a uma bela barulheira cantada a plenos pulmões.

6 – Self Esteem – “Moody”
Self Esteem, a persona solo de Rebecca Lucy Taylor, chega afiada na letra ácida de “Moody”: “Mandar nudes para você no meio de uns papos de saúde mental parece contraproducente/ Beber uma garrafa toda em vez de uma taça é um clássico meu”. Esse texto sem medo também se dá no seu pop mais radiofônico do que nunca, uma sonoridade que ela resolveu abraçar aqui, sem receio de colocar tudo que sabe para jogo. Do seu supervocal que pede por repeats aos barulhinhos que preenchem a canção.

7 – The War on Drugs – “I Don’t Live Here Anymore”
Segue aquela vibe meio Dylan e meio Springsteen que a gente ama. Desta vez, Adam Granduciel chega até repetir um pedaço da incrível “Shelter from the Storm”. É a banda que a gente aprendeu a gostar fazendo o que sabe fazer de melhor. Sempre uma viagem gostosa de carro por um estradão no interior. A gente aposta que vem disco novo bom deles por aí, pelo que temos de single até agora.

8 – Xenia Rubinos – “Don’t Put Me in Red”
Sem lançar nada desde sua estreia em 2016, com o excelente “Black Terry Cat”, Xenia Rubinos, filha de porto-riquenha e cubano, lançou agora o último single que adianta “Una Rosa”, seu próximo álbum. Com letra em parte em espanhol, a música integra a metade azul do disco, que terá músicas mais introspectivas.

9 – Bartees Strange – “Lady Luck”
O selo Secretly Canadian completa 25 anos e coloca seu catálogo para ser revisitado por diversos artistas. Caiu no colo do nosso querido Bartees Strange, sempre presente por aqui, esta bela canção de Richard Swift, músico de trajetória solo e que tocou com o Black Keys.

10 – Sharon Van Etten – “Femme Fatale”
Criar um bom cover de qualquer clássico do Velvet Undergound é desafiador, já que um dos pontos das canções é justamente o jeitão que apenas o Velvet Underdound era capaz de dar a elas. Mas Sharon se vira bem aqui adicionando mais camada e amplificando a canção. Como se isso fosse possível. E foi.

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* A imagem que ilustra este post é de Lil Nas X.
* Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix

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Top 10 Gringo – girl in red roqueira vai para as cabeças. Jorja Smith dolorida cola no topo. E o Black Keys fecha a trinca com uma novinha dos anos 20

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* A gente é meio tradicional das ideias às vezes, gostamos de álbum. Daí a estranheza de uma semana onde nenhum álbum nos impactou. Por isso, o Top 10 desta vez está com muitos singles – que prometem, já que é para botar sob essa perspectiva, grandes álbuns para logo mais. Ou grandes EPs, vá lá. Tudo bem, tem material do disco de releituras do Paul McCartney – que saiu talvez até melhor que o “McCartney III” original, na nossa modesta opinião. Mas, em single ou em disco, a gente garante uma boa seleção semanal. E, principalmente, uma boa e significativa playlist para o momento.

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1 – girl in red – “You Stupid Beach”
E seguimos amando o som da norueguesa Marie Ulven, a garota de vermelho. “if i could make it go quiet”, seu álbum de estreia agendando para o próximo dia 30, apresenta mais um single nota 10. “You Stupid Beach”, assim como o último single, a ótima “Serotonin”, vem no embalo indie-rock que parece até som inglês. Longe de ser melosa, lamuriosa. Traz o gás que parece ser a real de girl in red, para além do que projetam em sua música “de menininha”, principalmente pelo séquito especial de fãs que a perseguem. Jogando isso tudo para o alto, “You Stupid Bitch” vai ao rock “puro” mais do que costuma ir Lorde e Billie Eilish, a quem com certa razão gostam de associar sua existência.

2 – Jorja Smith – “Gone”
Saudade do sotaque britânico da Jorja. Aqui ela se derrete em uma música dolorida de perda. Aquele fim de relacionamento que deixa a pessoa sem chão, sabe? Mas tudo isso naquele flow dela que quase chega ao rap, mas ainda é muito cantado, muito interessante, novo e fresco. O que nos empolga é que este é só o segundo single de um EP que ela está preparando para maio.

3 – Black Keys – “Crawling Kingsnake”
“Crawling Kingsnake” é daqueles blues que datam dos anos 20 e que a primeira gravação conhecida é dos anos 40. É nesse pique de ir atrás de relíquias que o Black Keys prepara um disco de covers. Mas tudo tocado daquele jeitão deles, que quem não manja pode até confundir com inédita. E tudo bem também.

4 – Jarv Is… – “Swanky Modes” (Dennis Bovell Remix)
O dândi Jarvis Coker tem esse projeto dele chamado Jarv Is…. Com ele lançou um álbum, “Beyond the Pale”. “Swanky Modes”, um dos sons deste disco, reapareceu em single com três versões: um remix do pioneiro do reggae Dennis Bovell e mais duas encharcadas em dub. Dennis deu um show aqui com seu leve toque que tira a coisa mais reta e caretinha da versão original. Uma provocação leve que dá um outro sabor a música.

5 – Liz Phair – “Spanish Doors”
Sem lançar um álbum novo há 11 anos, a veterana cantora e multiinstrumentista Liz Phair mostra que manteve o fôlego. Em um caldo que mistura, segundo a própria, The Specials, Madness, R.E.M., Yazoo, the Psychedelic Furs, Talking Heads, Velvet Underground, Laurie Anderson e The Cars, temos um bom saldo de seus dias de roqueira e de dias mais pop. Lá atrás Liz ajudou a formar esse rock feminino de posicionamento. Depois observou tudo o que veio. E agora ainda quer dizer, e bem, uma coisa e outra sobre isso.

6 – Chvrches – “He Said She Said”
Os escoceses do Chvrches estão de volta com a primeira inédita desde 2018. “He Said She Said” mantém os parâmetros iniciais da banda quando surgiu, a começar pela voz inconfundível da vocalista Lauren Mayberry. Em outras palavras, um indie feito para as pistas de dança. Aliás, é escutar a música e já imaginar um remix que dê uma acelerada ali ou torne a canção ainda mais chiclete, ainda que o assunto, aqui, seja misoginia daquelas bem pesadas.

7 – Rina Sawayama – “Chosen Family”
Rina encontrou um par perfeito em Elton John para esta letra sobre a família que construímos pela vida em encontros que não são de sangue, mas de algo ainda mais profundo – uma experiência que Elton tem. Além de emprestar sua voz com conhecimento de causa, o veterano Sir britânico ainda adiciona seu piano na música, dando um brilho extra e clássico onde na versão original tínhamos um instrumental mais sintético, digamos. Fino.

8 – Bomba Estéreo – “Deja”
A conhecidíssima e sempre bacana banda colombiana Bomba Estéreo, na real um duo formado por Li Saumet e Simon Mejia que é inchado quando a dupla sai em suas bombásticas turnês dance estereofônicas, está preparando sua volta e soltaram mais um single do álbum que vem por aí. “Deja”, a faixa-título, é um estouro daqueles. Sabe quando os graves tremem? Pois é.

9 – Paul McCartney – “When Winter Comes (Anderson .Paak Remix)”
A versão original da música é um típico McCartney ao violão em uma história do campo. Anderson .Paak chega no rolê com piano e bateria, joga o refrão para o começo da música e está lá: é outra canção quase. E tão boa quanto – sim, acho que comentamos isso em outras versões desse disco de releituras do “McCartney III” aqui, mas é a realidade. Será que o Paul topa dar seus outros discos para o mesmo experimento? É uma ideia. Lembra de creditar a gente, Sir Paul.

10 – White Stripes – “Fell In Love With A Girl (Alternate Take)”
O White Stripes celebra os 20 anos de “White Blood Cells”, seu terceiro disco, e solta um take alternativo da música que colocou eles no mundo – se bem que alguns anos depois outra música ia colocar eles no universo, mas essa é outra história. Uma delícia ver a dupla ainda tateando o clássico, deixando brechas nos versos, passagens instrumentais em dúvida. É como ver um hit no berço ainda. Esta versão ainda não está nos streamings, só no Youtube. Enquanto não chega, vamos com a original na playlist. Depois trocamos.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora norueguesa girl in red.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Popnotas – Lucy Dacus quente e pesada na TV. A volta (mesmo) da Liz Phair. A “sedução” do Bomba Estéreo. E o “Tiny Desk” da Demi Lovato

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– A gente amou a nova música da Lucy Dacus, “Hot & Heavy”, e deu até uma nota sobre ela aqui, ontem, que é o segundo single do seu novo disco, “Home Video”, que saí no dia 25 de junho. E não é que a canção já apareceu em performance na “MTV dos nosso dias”, os late-shows da TV americana. Dacus apresentou “Hot & Heavy” ontem no programa do Stephen Colbert. Aqui:

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– A conhecidíssima e sempre bacana banda colombiana Bomba Estéreo, na real um duo formado por Li Saumet e Simon Mejia que é inchado quando a dupla sai em suas bombásticas turnês dance estereofônicas, está preparando sua volta ao disco com “Deja”, que está sendo montado desde 2018 e sairá em algum momento deste 2021. Do novo álbum eles lançaram já neste ano o belíssimo single-video para a faixa “Agua” e agora se superaram com “Deja”, canção e visuais para o novo single da faixa-título do trabalho. Quem estrela o vídeo da deliciosa “Deja” é o já famoso Joachín Ferreira, ator argentino que fez carreira em filmes pornôs mexicanos e abandonou o gênero para fazer teatro “sério” e a série “Club de Cuervos”, da Netflix. Esse pacote todo “sedutor” pode ser visto aqui embaixo.

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– Sem lançar um álbum novo há 11 anos, a veterana cantora e multiinstrumentista Liz Phair agora nos dá novidades sobre “Soberish”, seu novo disco, anunciado para sair no próximo dia 4 de junho. Quanto ao som que deve compor seu novo trabalho depois de mais de uma década longe do estúdio, Liz afirma que voltou ao seus anos de formação: “The Specials, Madness, R.E.M., Yazoo, the Psychedelic Furs, Talking Heads, Velvet Underground, Laurie Anderson e The Cars”. No disco, estarão alguns singles já conhecidos, como “Good Side”, de 2019, e “Hey Lou”, lançado neste ano. Um novo single acabou de sair, “Spanish Doors”. E, de novo, sim, ela tem datas não só de turnê, como turnês remarcadas onde divide o palco com Alanis Morissette e Garbage. O revival dos anos 90 está aí.

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– Bom ver Demi Lovato alive and kicking. Depois de uma fase barra pesada de internações, diversos transtornos e flertes com a morte, a cantora pop americana (foto na home) revelou suas danças com o diabo em um disco novo e um documentário. Tudo beeem transparente em suas novas produções. Hoje ela participou da série “Tiny Desk”, cujas movimentações a gente sempre registra por aqui, cantando três músicas: “Tell Me You Love Me”, de seu disco homônimo de 2017, e duas de seu mais recente álbum, “Dancing with the Devil… The Art of Starting Over”. Deste, ela fez performance exatamente de “The Art of Starting Over” e de “Dancing with the Devil”. O mantra esta dado.

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Arcade Fire tipo Colômbia: Bomba Estéreo transforma “Everything Now” em “Todo Ya”

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Nos últimos anos, o lado batucada está aflorado no som do Arcade Fire, banda que recentemente passou por Rio e São Paulo com dois grandes shows, noves fora as readequações de locais onde se apresentaram.

Pois bem. Em sua turnê latina, a trupe canadense liderada por Win Butler teve como atração de abertura o sempre bom Bomba Estéreo, duo indie-tropical da Colômbia, formado por Li Saumet e Simon Mejia. Eles chegaram, inclusive, a abrir shows do Arcade Fire nos Estados Unidos.

Agora, para fortificar ainda mais a parceria, o grupo do Canadá soltou um remix de “Everything Now” feito pelos colombianos, que ganhou o single nome “Todo Ya”. O resultado pode ser conferido abaixo.

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Popload Sonidos: exclusiva com a Bomba Estéreo

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* Sábado é o dia das colunas especiais na Popload. Hoje é a vez dos pitacos latinos do “local” Horácio Martin, o Horaz, jornalista e videomaker argentino, que assina a coluna “Sonidos”. Horaz se junta ao time que tem Tom Leão falando de cinema e Felipe Evangelista tratando de hip hop.

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*Foto: Renata Martin

SONIDOS, por Horaz Martin

BOMBA SONORA

O Bomba Estéreo esteve no Brasil para o festival El Mapa de Todos, em Porto Alegre (RS), e aproveitou a passagem para dar um pulo em São Paulo. A banda já tinha tocado em maio passado na Virada Cultural, mas o show teve que se adequar ao evento. levando o grupo a não tocar tudo o que gostaria, do jeito que gostaria. Desta vez, veio a “correção”. A apresentação da semana passada foi de quase duas horas e o quarteto contagiou o público que lotou o Sesc Belenzinho com sua fusão de ritmos latinos com música eletrônica e rock psicodélico. Desta vez mostrando o show que vem fazendo parte da turnê mundial do disco “Elegância Tropical”, terceiro álbum da formação, lançado em 2012.

Enquanto toma uma caipirinha para relaxar antes do show, Simón Mejía, baixista da banda e fã dos Mutantes, conta para a Sonidos: “Este foi um disco que demorou para ser feito, mas que está dando muitos frutos, já que esta turnê mundial nos levou a países que nunca imaginaríamos conhecer”.

O país que mais marcou o grupo foi a África do Sul: “Foi incrível tocar lá porque temos muita influência afro no nosso som”. Essa influência é o que ele atribui o gosto do público brasileiro pela banda. “Acho que a música da Colômbia e do Brasil têm estado muito distantes ultimamente, mas acho que essa vertente afro, indígena de selva amazônica que nos une vai fazer essa barreira cair. Dividimos além da Amazônia, que é um território imenso, a cultura afro. Somos os países com mais raízes africanas da América Latina e isso influencia muito nas canções. Por isso temos musicalmente muitas coisas em comum. E, independentemente de que aqui a língua é a portuguesa e na Colômbia o espanhol, nossa música tem muito dessa cultura. Isso faz uma conexão maior com o público, muito maior do que poderia ter feito o chamado ‘Rock em Espanhol'”.

Aproveitei e perguntei pelo rock espanhol dos anos 80. Bandas tão importantes como Soda Stéreo e várias outras tão influentes para eles nunca conseguiram tocar no Brasil. E eles sim têm o privilégio de já terem se apresentado quatro vezes por aqui. Lili Saumet, cantora, artista plástica e principal motor da banda, me diz : “É que nós começamos num ótimo momento, comparado à época do Soda Stereo, onde não existia internet. Ou seja, não existia a globalização. Não tinha essa abertura, todas essas possibilidades de informação. A primeira vez que saímos da Colômbia para tocar fora do país foi para se apresentar aqui no Brasil, num festival em Recife. Realmente tudo começou com a internet, com blogs e DJs, porque, como era música alternativa independente, foi a melhor forma de divulgação. Nisso se transformou a nova música e a nova indústria da música. O que nos levou a virar uma banda internacional tão rápido e de uma forma tão grande em nível mundial.”

No show a Lili Saumet é realmente poderosa, não para um minuto quieta no palco. Abrindo o show com a dobradinha “Pure Love” e “Sintiendo”, faz com que o público comece a se mexer e a dançar com a mistura eletrônica caribenha que a banda propõe. “Nosso show tem mudado muito, mas continua com a mesma energia de sempre para dançar, para pular e também com momentos mais tranquilos”. Esse “momento tranquilo” foi realmente diferente porque ela mandou o público se sentar, e junto ao guitarrista Julián Salazar, cantou segurando as rosas recebidas. Um momento mais romântico para logo depois tocar o maior hit da banda, “Fuego”, fechando a noite.

FOTO raquel cost 3*foto por Raquel Cost

“Temos evoluído, tanto a nossa música como nós mesmos por dentro. Tomamos consciência do que estamos fazendo e fazemos de um jeito mais direto”, completa Lili.

Sobre a cena musical atual na Colômbia, eles estão felizes: “Está rolando uma cultura de festivais que antigamente não existia. Claro que temos o Rock al Parque, que é o maior festival gratuito da Colômbia, mas antigamente as bandas internacionais tinham medo de ir para lá pelo estigma de ser um país perigoso e tal. Agora isso está mudando. Se está gerando um mercado ao redor da música, mais bandas independentes colombianas estão surgindo e têm um público cativo que assiste aos shows”.

FOTO william parra*Foto: William Parra

Por último, pergunto sobre o futuro da banda. “Vamos entrar em estúdio ano que vem e nosso próximo disco vai ter de tudo. Será nosso quarto álbum, totalmente diferente, mas sempre psicodélico e, claro, sempre afro, muito afro”, finaliza Lili, que promete vir para o Brasil assim que começar a próxima turnê.

Bomba Estéreo em entrevista para a SONIDOS POPLOAD:

Hasta la proxima!

Horaz Martin é portenho /paulista, diretor/video maker, apaixonado por futebol e por música em geral. Sempre tentando aproximar o Brasil de outras culturas latinas.

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