Em boogarins:

Balaclava Fest chega aos 10 se reinventando. Veja quem é quem no festival, que acontece domingo em SP

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* No próximo domingo, em São Paulo, será realizado mais um Balaclava Fest, evento maior do selo multiatividades Balaclava, uma das marcas de música de mais identidade no país, que agita a CENA brasileira ainda que seja bastante debruçada em shows e lançamentos gringos, mas consegue um ótimo equilíbrio no fomento de bandas/artistas novos deste Brasilzão de meudeus, porque só Ele mesmo para justificar como uma iniciativa assim consegue sobreviver numa era desta, num lugar como este.

“Acusado” de ser um “Popload de antigamente” muito por conta do mantra “smells like teen spirit” do indie, esta nona edição do festival do Balaclava faz uma pequena revolução dentro de sua própria história, exatamente nessa “coisa indie”. No lugar de headliners como Warpaint, Ride, Slowdive, Future Islands, entre outros, o Balaclava Fest de domingo agora aposta em outros sons e se pretende uma festa mais diversa.

A atração principal da vez é, ousadia das ousadias, Elza Soares. Um nome brasileiro de peso, do passado e do presente, que vem confrontar o próprio DNA do Balaclava, novidadeiro ou de velhas novidades. Elza, presente em 90% dos festivais brasileiros dos últimos anos, consegue ser justificada no Balaclava Fest, neste Balaclava Fest, para este Balaclava Fest, porque tem seu lado mais experimental realçado nos discos mais recentes, levada que é a cara do festival. E, para mexer com o que sempre espera o público indie do festival, esta edição terá ainda R&B moderno, pós-punk, math rock e outros experimentalismos. Taí um louvável Balaclava “diferente”, espertamente reimaginado.

Olha só:

** ELZA SOARES chega ao Balaclava para o lançamento de “Planeta Fome”, o terceiro disco de uma retomada incrível da cantora, que começou em 2015 com o álbum “A Mulher do Fim Do Mundo”, que recolocou sua carreira no devido lugar com repercussão internacional e nacional.

** KELELA (foto que abre este post), talvez o maior nome do R&B alternativo hoje, vem com seu primeiro e ótimo álbum “Take Me Apart”, de 2017, considerado por muitos um dos discos que elevou o patamar do gênero na atualidade. Produção caprichada, moderna, cuidadosa.

** BATTLES e seu rock experimental chegam em dupla ao Brasil, a formação da banda desde o ano passado. Ian Williams e John Stanier trazem na mala o novo álbum do grupo, o primeiro desde 2015 e que sai dias depois do show da banda no Balaclava Fest. Vale ouvir os singles novos antes.

** BOOGARINS segue firme no posto de ser talvez a melhor banda brasileira ao vivo. É no palco que o quarteto goiano eleva suas músicas a um outro padrão. Uma viagem diferente dos bons discos lançados até aqui. A psicodelia brasileira é a melhor e mais variada do mundo e eles são parte disso.

** SHAME é um dos representantes da ótima fase do pós-punk inglês, politicão, vigoroso. “Songs of Praise”, álbum de estreia da banda, evoca o Pet Sounds na capa e pesa a mão no barulho. Tão elogiado que foi considerado disco do ano pela Rough Trade em 2018.

** RYLEY WALKER é um cantor e compositor norte-americano. Faz folk com muita influência de rock psicodélico, blues e jazz. Apesar de ser autoral, seu disco mais recente é meio inusitado. Ele pegou um álbum do Dave Matthews Band que só existe no mundo da pirataria por ser de um disco abandonado pela banda e regravou todas as faixas.

** PAPA M é David Pajo, que fez parte do Slint e de outras diversas bandas, entre elas o Stereolab, Tortoise e o Zwan de Billy Corgan. Papa M é uma de suas facetas solo. Espere introspecção e experimentalismo.

** ÁIYÉ é o nome do projeto solo de Larissa Conforto, ex-baterista do Ventre. Sozinha no rolê ela abandona as baquetas e assume uma perspectiva mais eletrônica e experimental. Com uma única música lançada ainda, o show será um bom momento para entender o que Larissa trará de novo.

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10.º BALACLAVA FEST
13 de outubro – domingo
Local: Audio Club
Abertura da casa: 16h
Classificação: 16 anos
Av. Francisco Matarazzo, 694, Barra Funda
Capacidade da casa: 3.200 pessoas

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* SORTEIO – No insta da Popload, o @poploadmusic, está rolando um sorteio de um par de ingressos para o Balaclava Fest, no domingo. Corre lá e tenta a sorte. A concorrência vai até esta quarta.

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** O crédito da foto de Elza Soares, usada na home da Popload, é de Isabela Kassow/Divulgação.

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CENA – Paus, de Portugal, convoca os vocais psicodélicos de Dinho Boogarins em novo EP

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* Não obstante finalmente se tornar robusta em seu território, a CENA brasileira estica seus tentáculos além-mar. Nome sempre presente no line-up dos principais festivais da Europa, o quarteto português PAUS reforça os alicerces da ponte Brasil-Portugal lançando um single em parceria com o embaixador da psicodelia indie tupiniquim: o Dinho Almeida, vocalista do Boogarins. A faixa, “Corpo Sem Margem”, faz parte do novo EP comemorativo de 10 anos da banda lusitana, “LXSP”, com data de lançamento para esta sexta-feira.

A banda PAUS pode não ser totalmente conhecida em terras brasileiras, mas em seu país de origem já conseguiu alcançar o topo das listas de melhores discos do ano e também destaque nos festivais da região, como o grandioso Primavera Sound espanhol. O quarteto é dono de quatro discos, vários EPs e uma série de turnês pelo mundo, enfileirando boas críticas e construíndo relações, amizades… Entre elas esse networking com a banda goiana mais internacional de todos os tempos.

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O encontro entre Dinho (foto) e a banda de Lisboa aconteceu em 2018, quando PAUS e Boogarins se reuniram no palco do festival MIL (Lisbon International Music Network) para uma jam. A conexão entre estilos e sonoridades foi tanta que a parceria transbordou para o estúdio e acabou em uma viagem do quarteto para São Paulo, gerando uma construção totalmente conjunta da letra e melodia entre o grupo, Dinho e o produtor Kastrup (Tom Zé, Zeca Baleiro, Jorge Drexler). A partir da junção de todos esses artistas nasceu “Corpo Sem Margem”, faixa que mescla questões políticas em sua letra com ritmos tortos em sua sonoridade, originando uma canção grande em significados, ritmos e conexões.

Além da faixa em som, a gravação ainda virou um elaborado lyric vídeo/webclipe trazendo imagens da passagem da banda por São Paulo, misturando cenas de estúdio, da capital e também do processo de gravação do EP, tudo isso produzido por dois amigos do grupo, Ricardo Silveira e Tomás Brice. Segundo Hélio, integrante da banda, “o vídeo é quase que uma imagem direta daquilo que experienciamos todos os dias no nosso percurso entre o hotel e a Red Bull Music Studios. Aprovamos logo de primeira, tal foi a identificação de todos com as imagens”.

Sobre o EP completo que irá sair nesta sexta, o público pode esperar uma extensão do que foi apresentado na faixa ao lado de Dinho, trazendo mais participações e misturas, entre elas colaborações da compositora Maria Beraldo e do rapper Edgar.

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CENA – Festival Bananada fica oficial, vai agitar Goiânia por uma semana inteira e escala 90 atrações. Quer ir com passaporte ouro?

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* Uma espécie de Glastonbury brasileiro menos hippie mais urbano, por ser fora-do-eixo e ainda assim juntar uma cavalar quantidade de bandas em seu line-up, o tradicional festival indie Bananada anunciou ontem em um evento em São Paulo (no eixo, portanto) que vai botar para circular em Goiânia, entre 12 e 18 de agosto, cerca de 90 atrações, seja grupos ou DJs. Parece sempre que o Bananada chama todo mundo da cena indie nacional para tocar. Só que não, felizmente.

Comparação acochambrada ou não, você há de concordar: o Fabrício Nobre, capo do Bananada, é uma espécie de Michael Eavis tupi.

O festival, de guerreiros 21 anos de idade, botou no topo de seus dias principais (dias 16, 17 e 18) nomes como Criolo, Duda Beat (foto da home da Popload), Baco Exu do Blues (abaixo), Boogarins e Pitty, e acontece em uma arena montada no estacionamento do Passeio das Águas Shopping, na capital goiana.

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A programação mistura artistas (Tulipa Ruiz & João Donato; Jaloo e MC Tha), bota som de festa no palco (Teto Preto, foto abaixo), elenca o melhor da cena instrumental (Metá Metá e Bixiga 70), veteranos (Hurtmold 20 anos), novatos (Tuyo), locais (Brvnks, Mateus Carrilho, Goiaba e os Tranquilos), gringos (Frente Cumbiero/Colômbia, Paus/Portugal e The Holydrug Couple/Chile), eletrônicos (Faul, Kefing).

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Confira o line-up completo, abaixo, e de quebra concorra a UM PAR DE PASSAPORTES BANANA OURO, que vale para os sete dias do festival, da parte de clubes (segunda à quinta) e a do festivalzão na arena principal (sexta a domingo).

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O esquema você conhece: email no lucio@uol.com.br pedindo. Sorteio x vencedorx até o fim desta semana e boto aqui o nome de quem levou. Linha de assunto: Bananada. Se você é de Goiânia, está em casa. Mas, se você é forasteiro, uma viagenzinha a Goiânia para o Bananada é recomendadíssimo. A cidade fica muito legal.

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CENA – Com mais questões do que respostas, Boogarins lança seu aguardado disco “Sombrou Dúvida”

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Grupo que tem levantado cada vez mais a bandeira verde e amarela na CENA indie na gringa, o Boogarins lançou nesta sexta-feira seu novo e aguardadíssimo disco, “Sombrou Dúvida”.

O projeto é o sucessor do discaço “Lá Vem a Morte”, de 2017, e traz no título um jogo de palavras em português, que se aproxima de “Sombra ou Dúvida”. Deve dar um nó ainda mais na cabeça dos gringos, hoje o principal consumidor dos quatro rapazes do neopsicodelismo vindos de Goiânia.

Quando a Popload anunciou o título do álbum lá em janeiro, o vocalista e guitarrista Dinho Almeida, numa das explicações possíveis, afirmou que a banda não quis escrever canções dizendo às pessoas o que fazer, mas em vez disso ajudá-las a encontrar seu caminho seja ele qual for. Então, no disco há mais questões que respostas.

No total, são 10 novas músicas que podem ser ouvidas abaixo. Bora?

“Sombrou Dúvida” – Tracklist
1. As Chances
2. Sombra ou Dúvida
3. Invenção
4. Dislexia ou Transe
5. A Tradição
6. Nos
7. Tardança
8. Desandar
9. Te Quero Longe
10. Passeio

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CENA – Boogarins anuncia para maio lançamento de “Sombrou Dúvida”, o quarto disco

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* Extra, extra. A mais internacional das bandas brasileiras, ou a atual banda brasileira mais internacional, o Boogarins, que um dia foi de Goiânia e agora não tem mais CEP definido, anuncia via Popload que vai lançar seu próximo álbum, “Sombrou Dúvida”, no próximo dia 10 de maio. A capa, toda artsy e lindona, é esta aqui:

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“Sombrou Dúvida”, sucessor do discaço “Lá Vem a Morte”, de 2017, traz no título um jogo de palavras em português, que se aproxima de “Sombra ou Dúvida”. Deve dar um nó ainda mais na cabeça dos gringos, hoje o principal consumidor dos quatro rapazes do neopsicodelismo.

Falando exatamente nisso, e na esteira do anúncio do disco, são divulgadas algumas datas de shows do quarteto no exterior, em agenda que passa a ser montada agora. Duas na Inglaterra (18 de julho em Brighton e 19 em Bristol) e uma na Polônia (3 de agosto no OFF Festival).

“Sombrou Dúvida” terá uma distribuição mundial a partir do mais-que-um-selo OAR (Overseas Artists). O vocalista e guitarrista Dinho Almeida, numa das explicações possíveis para o título do álbum novo, afirma que a banda não quis escrever canções dizendo às pessoas o que fazer, mas em vez disso ajudá-las a encontrar seu caminho seja ele qual for. Então, no disco há mais questões que respostas.

O tracklist de “Sombrou Dúvida” é o seguinte:

1. As Chances
2. Sombra ou Dúvida
3. Invenção
4. Dislexia ou Transe
5. A Tradição
6. Nos
7. Tardança
8. Desandar
9. Te Quero Longe
10. Passeio

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