Em boogarins:

CENA – Sorocaba coloca o indie num circo. Circadélica Festival chega à era douradas dos festivais brasileiros

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* A estrada indie agora nos leva a Sorocaba, uns 100 km de São Paulo, via Castelo Branco, com uma decente recepção de 4G. Vim “ouvindo” um vídeo de show do Radiohead na Itália e não caiu nenhuma vez. A conta é meio essa:
– “Quanto demora para ir de São Paulo a Sorocaba?
– “Leva um show do Radiohead em Milão para chegar lá, com o trânsito”
– “Beleza”.

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Neste final de semana, começa em Sorocaba a segunda edição do festival Circadélica. Tudo bem que a primeira aconteceu em 2001, há 16 anos, quando festivais de música no Brasil, principalmente de música independente, era tão raro como ter lugares decentes para bandas tocarem. Agora, em 2016, como o bagulho está loko para bandas e festivais, o Circadélica volta enorme, dentro do circo, carregando o lema de “Música e Diversão”. Mais de 50 atrações, Liniker, Boogarins, Far From Alaska, Ludovic, Francisco El Hombre, Dead Fish, Vespas Mandarinas, Kamau, Plutão Já Foi Planeta, FingerFingerrr, MQN, Lava Divers, Aeromoças e Tenistas Russas vêm tocar na terra do Wry, banda do protoindie brasileiro que já foi “inglesa”, continua na ativa, fez o primeiro Circadélica e está por trás também desta segunda edição.

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Banda que constrói um evento em torno de si, para tocar, reunir amigos e chamar a cena para valorizar seu jardim, seu quintal, tem meu respeito. O Circadélica já se inscreve nos festivais indies obrigatórios da CENA.

O “Diversão” do subtítulo do Circadélica funciona também fora do palco. Performances de artistas circenses (afinal…), pista de skate, tattoos, expositores e a promessa de “muito mais” estão escalados para o festival no espírito de uma atração musical das boas.

A Popload está em Sorocaba para conferir e viver o Circadélica, para dividir a experiência do festival sorocabano neste espaço. Sobre ingressos, veja aqui. Se você é de São Paulo ou de outra cidade, aqui
você acha informações de hospedagem
para passar um final de semana no picadeiro indie.

cartaz alta

Circadélica 2001

Para fechar a apresentação do novo Circadélica, umas historinhas da primeira edição, de 2001, para você ver como o indie andou de lá para cá. O festival, já considerado enorme à época, teve 21 bandas escaladas. Um dos melhores shows do festival, da época em que os Strokes nem tinham álbum lançado, foi o Prole, de Americana.
Uma rara gravação de meia hora do Circadélica 2001 é tesouro puro, com trechos dos shows do Pelvs (RJ), Grenade (PR), Walverdes (RS) e MQN (GO).
O Thee Butchers’ Orchestra, uma das principais bandas daquela época, apresentou músicas de seu disco novo no Circadélica 01. Outras bandas que fizeram parte do festival há 16 anos: Garage Fuzz, Astromato, Maybees, Holly Tree, Muzzarelas, Biggs, entre outras. Os Pin Ups estavam escalados para se apresentar no festival, mas não compareceram, porque a banda, que voltou a existir hoje, havia decidido acabar. “O Circadélica veio para mostrar que é possível montar festivais de rock de médio porte em um país no qual predominam o samba e o pagode”, foram palavras do organizador Mário Bross, vocalista e guitarrista do Wry, lá em 2001. Acrescentemos pop e sertanejo para a edição 2. O Circadélica 2001 marcou também a despedida do Wry do Brasil, indo tentar a sorte na Inglaterra, por onde ficou por alguns anos.

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CENA – Festival no Centro Cultural convoca o indie nacional a São Paulo para movimentar julho quase inteiro

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* Na órbita do tal Dia do Rock, agora em julho, o Centro Cultural SP faz maior e melhor organizando, por todo o mês e não em um só dia, o Centro do Rock, um festival elencando destacada parte da produção nova e mais antiga do indie nacional, e botando para tocar na Vergueiro nomes como Boogarins, Garage Fuzz, Ventre, E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Rakta, Maglore, o às vezes ressuscitado MQN e a solvência do Jonnata Doll, entre outros.

É isso mas não é só isso. O Centro do Rock, além dos shows normais e os “shows especiais” (já falo), virá ainda com uma programação robusta de debates e cinema. E terá o graaaaande jornalista musical Ricardo Alexandre fazendo o chamado “Concertos de Discos”, contando a história do rock brasileiro através de álbuns marcantes em audições comentadas.

Uma espécie de Apple Music Festival, evento inglês que espalha pela casa de shows Roundhouse, em Londres, durante um mês, uma forte programação de shows num mesmo lugar, o Centro do Rock ocupa de 11 a 30 de julho a tradicional sala Adoniran Barbosa, palco de shows (quase) 360 graus que existe desde os anos 80 e no qual o público praticamente “abraça” as bandas que tocam, pela proximidade e a disposição espacial deste “underground” do Centro Cultural SP. Na Adoniran Barbosa cabem 631 pessoas.

rakta

A parte de shows começa no dia 11, uma terçq-feira, às 21h e gratuito, com a Test Big Band, a banda do duo Test (João e Barata) na versão gigantesca, um já patrimônio da cena experimental brasileira que existe há quase oito anos e contabiliza 400 apresentações ao vivo.

Até o encerramento do festival, com a presença ao vivo da performática banda cearense Jonnata Doll e os Garotos Solventes, em 30 de julho, alguns dos destaques especiais da programação são:
– o impressionante grupo paulistano de mulheres Rakta (foto acima) e um dos últimos shows de sua formação original, porque mudanças vêm aí.
– Boogarins (imagem abaixo) fazendo pela primeira vez no país a performance ao vivo do recém-lançado álbum “Lá Vem a Morte”, com abertura do conterrâneo de outra geração, o grande MQN, do agitador Fabrício Nobre.
– O concerto conjunto de duas bandas-destaque do indie brasileiro atual: o paulistano E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e a carioca Ventre.
– O cantor Thiago Pethit fazendo o show do disco “Horses”, álbum clássico da roqueira americana Patti Smith.

Tem muito mais.

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** Confira a programação completa do Centro do Rock, mais os debates, o Concertos de Discos e o Cinema:

os shows

Test Big Band
11 de julho
21h
Entrada Franca
 
Rakta
12 de julho
21h
Ingressos: R$ 20
 
Thiago Pethit toca Horses, de Patti Smith
13 de julho
21h
Ingressos: R$ 25
 
Maglore
14 de julho
Sala Adoniran Barbosa
19h
Ingressos: R$ 25
 
Garage Fuzz
15 de julho
19h
Ingressos: R$ 25
 
E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante + Ventre
16 de julho
18h
Ingressos: R$ 25
 
The Baggios
20 de julho
21h
Ingressos: R$ 25
 
“Meu Reino Não É Desse Mundo” / Thiago Nassif / Lucas Pires com Hot On n’Aldeia Global
22 de julho
19h
Ingressos: R$ 25
 
Boogarins / MQN
23 de julho
18h
Ingressos: R$ 25
 
Vermes do Limbo + Bernardo Pacheco / Deaf Kids
27 de julho
21h
Ingressos: R$ 25
 
Labirinto
29 de julho
19h
Ingressos: R$ 25
 
Jonnata Doll e os Garotos Solventes
30 de julho
18h
Ingressos: R$ 15

os debates

– Mulheres no Rock
12 de julho
Mediação: Claudia Assef
Participantes: Taciana Barros (Gang 90 e Pequeno Cidadão), Sandra Coutinho (Mercenárias), Carla Boregas e Paula Rebellato (Ratka)
Sala Adoniran Barbosa
19h
Entrada Franca
 
Letra de Rock É Poesia?
13 de julho
Mediação: Alexandre Matias
Participantes: Fernanda D’Umbra (Patti Smith), Fabrício Corsaletti (Bob Dylan) e Daniel Benevides (Leonard Cohen)
Sala Adoniran Barbosa
19h
Entrada Franca
 
O Rock Errou Mas Eu Juro Que Não Fui Eu
30 de julho
Mediação: Cadão Volpato
Participantes: Lúcio Ribeiro, Fabio Massari e Alex Antunes
Sala Adoniran Barbosa
19h
Entrada Franca

os Concertos de Discos

 
A história do rock brasileiro, com Ricardo Alexandre
Datas: 8, 15, 22 e 29 de julho
Discoteca Oneyda Alvarenga
15h30
Entrada Franca

o cinema

Mostra Gerações Rock’n Roll, focando filmes e documentários que marcam várias décadas de rock nas telas, desde o rockabilly dos anos 50 até o indie rock dos 2000.

– 11 de julho
15h JOHNNY & JUNE
17h45 JUVENTUDE TRANSVIADA
20h LOUCURAS DE VERÃO

– 12 de julho
15h CONTROLE: A HISTÓRIA DE IAN CURTIS
17h30 VELVET GOLDMINE
20h ROCK’N ROLL HIGH SCHOOL

– 13 de julho
15h DE VOLTA PARA O FUTURO
17h30 ISTO É SPINAL TAP
19h10 A FESTA NUNCA TERMINA

– 14 de julho
15h EDEN
17h30 QUANTO MAIS IDIOTA MELHOR
19h30 HEDWIG: ROCK, AMOR E TRAIÇÃO

– 15 de julho
15h SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO
17h EDEN
19h30 FRANK

– 16 de julho
15h FRANK

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Boogarins avisa que o fim está próximo. Ouça o surpreendente (mesmo) “Lá Vem a Morte”, o terceiro disco da banda

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* Sem nada anunciado, a banda goiana Boogarins soltou na calada da tarde de ontem seu terceiro disco, o mais psicodélico ainda “Lá Vem a Morte”. Em plena turnê americana (hoje o quarteto toca em Los Angeles), os “brazilian psych rockers”, como são chamados no exterior, botaram o álbum novo, oito faixas em quase meia hora de duração, para rodar no Youtube.

Em tom político-social-apocalíptico, junto com a divulgação do disco o grupo colou um texto para justificar o nome do álbum e o momento da banda dentro deste mundão de hoje. “Talvez sempre foi assim, mas parece que estamos vivendo em um tempo onde sentimos que um fim nada feliz está perto, dentro dessa situação caótica do mundo de hoje. Relacionamentos não têm mais sentido. Cinismo não é só mais um tipo de caráter, é algo sólido que machuca toda vez que você tenta considerar que seus desejos precisam respeitar a vida dos outros…”, foi parte do que escreveu no site da banda o guitarrista e vocalista Dinho.

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“Lá Vem a Morte”, gravado em Austin, Texas, chega poucas semanas depois que o grupo lançou seu primeiro single cantado em inglês, “A Pattern Repeated on”. Mas a música ficou fora do álbum, que chega às lojas virtuais amanhã, sexta 9. Entre as faixas estão “Lá Vem a Morte – pt. 1”, parte dois e fecha com a parte 3, todos trechos incidentais sampleados.

Lá vem a morte
Cheiro de dor
E se ela é forte
Eu também sou
Meu corpo é um choque
Pro seu valor
Pois trago os cortes
De um sonhador

A letra acima abre o disco, na primeira das “Lá Vem a Morte”, música.

O “Lá Vem a Morte”, terceiro álbum dos Boogarins, belíssima construção dentro da psicodelia da banda e da temática que a banda quer agorrar com ele, pode ser ouvido aí embaixo, na íntegra. O que são essas “Onda Negra” e “Corredor Polonês”?

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CENA – Bananada 4 de 7 – Orquestra testou o festival. E o Boogarins psicodelizou o evento

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* Popload em Goiânia. Do tamanho de Austin. Quase maior que Barcelona. Ok, brincadeirinha. Mas vai duvidando…

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Ontem, no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON), o Bananada 2017 abriu as portas de seu festival propriamente dito. Em noite gratuita, botou bandas, orquestra e público para experimentar palco e estrutura, numa capacidade bem reduzida.

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Pode-se dizer que o festival indie abriu de forma clássica. O primeiro som a sair das caixas da 19ª edição do Bananada foi da Orquestra Filarmônica de Goiâs. Em cima de um caminhão de trio elétrico, os desaforados do Rollin Chamas, nome gozado de turma anárquica local, cantou seus impropérios enquanto um dos palcões estava sendo preparado para os Boogarins, heróis da cena goiana de reputação já internacional. A banda foi introduzia ao palco pelo gigante (vários aspectos) Carlos Eduardo Miranda, que enalteceu o dono da porra toda, Fabrício Nobre, um dos maiores articuladores do indie brasileiro, que chamou a galera para olhar, entre tantas coisas para se olhar no espação lindo do Niemeyer, a belezura que é o banheiro do festival. Daí, então, Miranda pediu a entrada dos Boogarins, para fazer coisas como esta abaixo:

Nem começou e já está lindo o Bananada 2017. Abaixo, algumas fotos do que aconteceu ontem no festival:

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A Orquestra Sinfônica de Goiás abriu ontem de modo “diferente” o Bananada 2017. Fotos bambas de Ariel Martini, do site bamba I Hate Flash

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A banda Rollin Chamas fez sua bagunça sonora num trio elétrico no soft opening do festival, e reiterou sua famosa posição “Sou goiano e f•da-se”. Foto de Ariel Martini/I Hate Flash

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Acima, o baterista Ynaiã Bethroldo, durante show do Boogarins nesta quinta. Abaixo, o guitarrista e vocalista Dinho Almeida, na apresentação que durou 1h30. Ambas as fotos são do poploader Fabrício Vianna. A foto do público, que abre o post, e a de Yanaiã, que está na home da Popload, também é de Fabrício

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CENA – Bananada 2017 rola nesta semana em Goiânia. Popload monta QG no festival

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* Popload em Goiânia, terra de Fabríco Nobre. A partir de hoje e por toda a semana, até domingo, vamos ter a…

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Começa “pequeno” hoje, às 20h, em cinco lugares espalhados por Goiânia, Centro Oeste do Brasilzão, o 19º festival Bananada, um dos mais importantes festivais independentes do Brasil em uma de suas mais importantes edições. Até domingo, a cidade, prosaicamente conhecida como a terra do sertanejo, vai ser inundada por rock, eletrônico e nova-MPB e hip hop dos bons, até soul e funk, conduzidos por um line-up de respeito que terá do clássico Os Mutantes até os sanguinhos novos Rakta e Plutão Já Foi Planeta, de Selvagem a Barro, de Mano Brown e Karol Conka a Ventre e FingerFingerrr. Céu, Liniker, Hierofante Púrpura, Luiza Lian e Terno Rei. Maria Gadú, JP Cardoso, DJ Patife, Tulipa Ruiz, Far from Alaska e Forgotten Boys. Tem a esquadra goiana jogando em casa: Boogarins, Carne Doce, Black Drawing Chalks, Brvnks, Hellbenders e Overfuzz. E tem muito mais.

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As principais atrações farão suas performances em palcos espalhados no epicentro do festival, o suntuoso Centro Cultural Oscar Niemeyer.

A programação desta noite de estreia do Bananada está assim disposta:

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Além da música, o Bananada montou programação que inclui artes visuais, ação de moda, cultura urbana (encontro de skate e tattoo) e um circuito gastronômico (Goiânia Rock City) que já está em sua quinta edição e conta com 30 espaços gastronômicos alimentando os locais e os visitantes que vieram à cidade para o Bananada.

A Popload já está instalada no centro nervoso da inteligência do Bananada, no espaço cultural Centopéia, em Goiânia, para cobrir o festival. E a batelada de shows começa daqui a pouco.

Ingressos para o Bananada, que vai crescer dia-a-dia no número de shows e tamanho das atrações, são encontrados no site do festival, que ainda traz todas as informações sobre esta 19ª edição. Acompanhe o Bananada pelo Instagram do festival.

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