Em boogarins:

CENA – Coachella Festival chama Boogarins. Vai ter Beyoncé, Eminem, Jamiroquai e indie goiano no deserto da Califórnia

****** Feliz Ano-Novo, galera. Paz, amor e muita música!!!! ******

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* Eminem, The Weeknd, Beyoncé…Boogarins. Saiu o line up do Coachella, um dos principais festivais do planeta. Talvez o mais famoso, ao lado do Glastonbury e Reading. O megaevento do deserto da Califórnia já foi bem melhor e tals, porque entre outras “infâmias” atuais botar Jamiroquai no topo é um pouco demais (como se o Bananada escalasse o Jota Quest, digamos), mas tem um nominho ali no meio de sua vasta escalação que enche de orgulho a nossa CENA.

No meio de tanto hip-hop e r&b, e até algum indie aqui e ali, o Coachella convocou para sua edição de 2018 o grupo psicodélico goiano Boogarins. Os caras mais viajados da cena indie nacional fecharam o último ano com um dos melhores discos de 2017 (quinto lugar no top ten da Popload), uma turnê extensa de datas esgotadas e um 2018 encaminhado para voar ainda mais longe. Como esperado, os primeiros resultados do ano passado agitado começaram a aparecer logo no segundo dia deste novo. Olha eles lá, na melhor parte do line-up, que para nós são os nomes em letras de teste de oculista:

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Além da ótima surpresa em português, outros nomes importantes de 2017 também entraram para a lista: SZA, St. Vincent, Fleet Foxes e The War On Drugs, donos de discos importantes do último ano, ganharam destaque na escalação do festival.

E, porra, o Coachella vai registrar a real volta do Belly, importante banda garageira feminina que fez barulho bom desde Boston no comecinho dos anos 90, no vapor daquela coisa chamada Nirvana. O grupo, liderado pela inesquecível Tanya Donelly (Throwing Muses, Breeders), ensaiou uma voltinha com uns shows poucos em 2016 e 2017, mas a confirmação do Coachella e a notícia de um disco novo em abril valoriza muito o retorno da banda, que tinha acabado lááá em 1996.

Um pouco mais longe de seus headliners quaquá, também apareceram outras boas novidades no line-up do Coachella. O radar Popload aponta: Os filhos do Led Zeppelin Greta Van Fleet, a revelação da cena eletrônica Yaeji e os pós-punks do Priests são alguns dos nomes menores que merecem atenção. Junto deles, uma mescla de medalhões e indies do momento que vão de David Byrne até o agora bombado Portugal, the Man.

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* Os Boogarins tocam em São Paulo no dia 18 de janeiro, na Casa Natural Musical, em show de lançamento do vinil “Lá Vem a Morte”, o álbum lançado no ano passado. Infos aqui.

** O Coachella acontece em dois finais de semana de abril. O pôster do line-up mostra as datas.

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CENA – OS MELHORES DISCOS DE 2017 DO INDIE NACIONAL, PELA POPLOAD. Inclui EP e hip hop :)

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* Esta vai ser a última vez que a Popload vai usar a vinheta CENA desse jeito aí de cima. A cena nacional não vive mais o “boom”. Ela é uma realidade, além de “booms”. 2017 mostrou isso. O processo era lento mas seguro. 2017 solidificou. O ano serviu para dá-la corpo, seja através de festivais bacanas e numerosos e bem organizados e bem curados e diferentes entre si, seja pelas grandes bandas, cantores vivendo uma proporcional beatlemania, público empolgado e enchendo os lugares e as redes, produções decentíssimas próprias feitas em casa, produções em ótimos estúdios com ajuda profissional, agitadores em papeis fundamentais, intercâmbio cada vez mais vivo entre cenas estaduais e inclusive com a cena gringa, casas de shows decentíssimas e de todos os tamanhos, seja no Auditório do Ibirapuera (SP) ou na salinha do Oculto (RS).

2017 foi o ano inédito em que a Popload foi mais em festivais brasileiros do que internacionais. Visitou e retratou cenas diversas em suas particularidades, no Mapa do Rock. Buscou novas tendências de Manaus ao Rio Grande do Sul. Aliás, dá para escrever um livro só sobre a cena nova gaúcha, a quebra geracional, o novo e o velho que quase nem se conhecem, seus artífices e suas articulações, a mudança de eixo e de comportamento. Mas isso é uma outra história.

O ano de 2017 foi tão louco e variado que a lista da Popload dos dez melhores discos de 2017, na nossa humilde opinião, tem 11!!!!! Tem indie, indie-MPB, hip hop, psicodelia, showgaze, quase metal. É cantado em inglês, é cantado em português. Tem EP!!!!!! EP que foi colocado em primeiro lugar, ainda por cima. A CENA tá muito loka.

Bom, lista é lista. E aqui vai a nossa.

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1. Supervão – TMJNT (EP) – Rio Grande do Sul
2. Baco Exu do Blues – Esú – Bahia
3. Tim Bernardes – Recomeçar – São Paulo
4. Letrux – Letrux em Noite de Climão – Rio de Janeiro
5. Boogarins – Lá Vem a Morte – Goiás
6. Djonga – Heresia – Minas Gerais
7. Far From Alaska – Unlikely – R. N. do Norte
8. Giovani Cidreira – Japanese Food – Bahia
9. Gorduratrans – Paroxismos – Rio de Janeiro
10. My Magical Glowing Lens – Cosmos – Espírito Santo
11. Young Lights – Young Lights – Minas Gerais

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A gente escolheu muito o EP de cinco músicas e 20 minutos do Supervão porque ele sintetiza um estado de coisas na CENA independente que a gente acha importante. Essa mudança de foco da importante no novo rock gaúcho (já falamos sobre, logo acima), o trio ser de São Leopoldo e não de Porto Alegre, a referência da psicodelia dos moleques ser o Boogarins e não o Tame Impala, o jeitão MPB brazuca por cima da tal psicodelia ao mesmo tempo que exala um Flaming Lips em alguns momentos. E, óbvio, a qualidade das músicas, a construção do disquinho, o show ao vivo meio “arsy”. Explicado, mais ou menos?

Feliz 2018, galera. Para nós e para a CENA. Ano que vem tem mais. Stay gorgeous, stay musical.

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CENA – Morrostock Festival, RS: mato, cachoeira, paz-e-amor e até bandas. O festival da contracultura indie brasileira

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* Teve um tempo em que o ser humano indie era associado a nerd de computador fuçando atrás de mp3 de uma banda canadense obscura tipo Arcade Fire na internet. Hoje, indie pode ser visto dançando com um bambolê no pôr do Sol que está beleza. Se for menina, cabe o topless que tudo bem.

Aconteceu no último final de semana em Três Barras, no Rio Grande do Sul, em um balneário no meio da “selva gaúcha” distante a 40 minutos em van trepidante da cidade de Santa Maria, quatro horas em van suave de Porto Alegre, a décima-primeira edição (a segunda no local) do Morrostock 2017, um festival indie “diferente” que além de bandas legais prega o lema do evento “cheio de boas energias, natureza, arte e muito amor”.

O Morrostock, que teve Mutantes, Boogarins, Ventre, Francisco El Hombre e grande elenco, rolou de sexta a domingo à tarde, entre chuva, sol, banhos de rio, muita gente acampada, friozinho do Sul e calor dos infernos várias vezes no mesmo dia.

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A Popload chegou ao festival no sábado. Em uma hora no local, saiu para uma caminhada de meia hora para uma cachoeira absurda. Cerca de 20 minutos numa trilha razoável para uma pessoa urbanóide, 10 minutos brigando floresta adentro numa trajetória “hostil”. E daí o paraíso.

Sobre o paraíso sonoro, a relação de bandas estava uma delícia. Dos filhos do Sul, estavam, entre outros, muitos nomes da cena nova e médio nova gaúcha Dingo Bells, Cartolas, Akeem, Musa Híbrida, Bloco da Lage (Carnaval), Baby Budas, Thiago Ramil, Bordines, Snow Twins e o incrível Cactus Flor.

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Da CENA nacional como um todo, além dos citados Mutantes (SP, foto acima do show), Boogarins (GO), Ventre (RJ) e Francisco El Hombre (Mex-BR), estiveram em performance nos dois palcos do Morrostock, um grande aberto e um pequeno coberto, bandas como Hierofante Púrpura (SP), Tagore (PE), My Magical Glowing Lens (ES), Joe Silhueta (DF), The Shorts (PR), Mulamba (PR), El Sondero Insurgente (Argentina), Selvagens À Procura da Lei (CE), The Outs (RJ), Colleen Green (EUA), Milongs Extremas (Uruguai), entre outros.

Abaixo, alguns vídeos de performances de atrações do Morrostock 2017, além de muuuuitas fotos. E já se prepare para ir ao sul no final do ano que vem.

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A banda gaúcha Akeem, do… Akeem

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No faz-chuva-faz-sol, a psicodelia do Boogarins foi a trilha do domingo

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A americana Colleen Green, acompanhada pelo duo paranaense Subburbia e por uma galera

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Guilherme Cobelo, em ação no absurdo show do Joe Silhueta, de Brasília

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Francisco El Hombre com a participação especial de Francisco El Perro

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Gabi, dona do My Magical Glowing Lens, do ES, em ação no gaúcho Morrostock

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* Fotos: Lúcio Ribeiro, Afonso de Lima, Juliana Brittes, Marcelo Cabala (divulgação Morrostock)

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CENA – Woodstock dos Pampas, Morrostock Festival convoca de Mutantes a Boogarins para propagar o indie paz-e-amor

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A Popload já carimbou seu passaporte indie em um número grande de cidades pelo Brasil em 2017 e neste final de semana desembarca no sul do país para conhecer um dos festivais mais pitorescos do circuito independente nacional: o Morrostock, que vai de hoje a domingo “perto” de Santa Maria-RS.

Nascido no interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente na cidade de Sapiranga, o Morro (como é carinhosamente chamado pelos conhecidos de longa data), traz uma mistura de características que o faz um dos principais festivais rurais do Brasil. Bandas de todos os lugares do país e até de fora dele. Gente para todo lado e de todos os lados aproveitando as belezas naturais disponíveis no lugar (do banho de rio, cachoeira até a sombra das árvores, com todo mundo pintado na cara com “motivos indígenas”). Um line-up que mistura grandes nomes com novas apostas da cena indie.

Toda essa movimentação fora do centro do estado não é história que começou faz pouco. Ela já existe há um bom tempo ao comando da figura local Paulo Zé e a parceira de produção Marquise 51. De hoje a domingo o festival, que tem 11 anos de realização, traz uma escalação de bandas que começa com os medalhões Mutantes e vai até Francisco, el Hombre, Boogarins, Dingo Bells e a atração do último Popload Festival, o Ventre.

Essa mistura de nostalgia com novos ares ainda traz uma porção de bandas da inquieta cena gaúcha atual, junta de gringos e apostas de outros estados, como é o caso da americana Colleen Green, direto de LA, My Magical Glowing Lens, do Espírito Santo, e os locais Alpargatos, Akeem, Musa Híbrida, Cuscobayo e outros mais que povoam os dois palcos distribuídos pelo Balneário Ouro Verde.

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Como nem só de música vive a cena, junto à programação musical o festival ainda promete uma série de oficinas que vão de aulas de Yoga até práticas ecológicas. Quem se interessar pela experiência completa que o Morrostock oferece pode garantir seu ingresso no site oficial do evento e preparar sua barraca, já que a tradição entre os participantes é acampar no próprio festival e aproveitar 100% do contato que o festival pode oferecer com a natureza.

A festa começa hoje a partir das 21 horas e promete se estender durante todo o final de semana, com seu último show programado para perto das 18 horas do domingo.

** A convite da Marquise 51, o Popload acompanha a escalação completa do festival e te conta por aqui tudo sobre o o final de semana mais agitado do ano no Rio Grande do Sul.

*** Line up completo e venda de ingressos no site oficia do evento. Tem o pôster aqui embaixo, anyway.

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**** As fotos p&b que ilustram esta página + a chamada da home da Popload são de Tuany Areze.

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CENA – O festival Circadélica no sábado: Boogarins, Far From Alaska, Ludovic, Terno Rei, MQN e mais

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* Popload em Sorocaba.

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Triunfante picadeiro indie esprimido entre um rio e uma estrada em Sorocaba, o Circadélica Festival em sua porção maior, nas tendas, teve dois pesos pesados da música independente nacional fazendo shows absurdos no palco principal: Far From Alaska e Boogarins. No palco indie-indie, o segundo, dos que eu vi o MQN fez um show, digamos, tumultuado, a cara deles. Terno Rei e Ludovic, cada um na sua vibe e no seu horário, foi de uma beleza comovente também. Galera teen empolgou os e foram empolgados por Dead Fish, Scalene e Vespas Mandarinas. Eu tava sem óculos na hora, mas eu tive a impressão de ter visto a St. Vincent tocar guitarra no show do Vespas. Posso estar enganado.

Em fotos e vídeos, um pouco do sábado do Circadélica Festival.

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O Circadélica foi armado, realmente, num… circo

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Até o Jimi veio para Sorocaba, conferir o Circadélica. “A vibe está melhor que no Isle of Wight”, afirmou

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Carol Alleoni, da banda de dream pop Travelling Wave, de Piracicaba, em show elogiado no Circadélica

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Emmily Barreto, vocalista do Far From Alaska, talvez o show mais cheio do festival

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Calma. Ele só está abrindo uma latinha de tinta

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Dono do negócio, o Wry se apresenta em casa no Circadélica

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A banda Terno Rei, de SP, fazendo mais um de seus shows classe, em Sorocaba

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Sem palhaçada, o Circadélica é um dos festivais indies mais legais do Brasil

** As fotos deste post e a da home da Popload, tirando a do “Jimi Hendrix” e a da tenda, são de Fabrício Vianna.

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