Em boy pablo:

Ok, fizemos! – Uma análise banda a banda (cerca de 170) do line-up “polêmico” do Lolla americano, um dos primeiros festivais gigantes a voltar na era Covid

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* A gente também ficou impressionado com o tamanho do line-up do Lollapalooza Chicago, anunciado na semana passada. O megafestival americano pretende reunir mais de 100 mil pessoas em cada um de seus quatro dias de realização agora em julho, quaaase como se vivêssemos num mundo normal de shows. E para isso anunciou sua cavalar escalação de cerca de 170 atrações.

Bom, resolvemos investigar essa listona do evento “pai” do Lolla BR, já que quase não dá para ler os últimos nomes do pôster, para entender tudo que está nele, até para ver se é justificada a forte reação contrária ao line-up nas redes sociais, ainda que vivemos um período de exceção, num pós-de pandemia (para eles) que nem foi embora ainda. É só porque a gente quer que vá.

Será que tem coisas perdidas interessantes ali naquele line-up? Será que tem shows que vamos querer ver um dia no Brasil? Vale uma análise definitiva dos “novos rumos da música a partir do Lollapalooza EUA”?

Hum, dá uma olhada na nossa investigação, focada principalmente nos nomes abaixo das três linhas principais. A gente deu uma escutada em todos os artistas, mesmo que de maneira rápida, para ver qual é, nesse exercício louco de preencher linhas de pôster de festival gigante.

É um Lolla que abraça bem o que tem de mais bombado no hip hop americano, deixa de lado um pouco as bandas de (indie e) rock – com a maioria dos nomes vindo de hiatos -, recheia a lista com muitos artistas que se apresentam “sozinhos” ou DJs, para facilitar e parece optar, em boa parte, “pelo que deu para fechar num ano assim”. E que levanta de novo o debate “Cadê as minas em posições de destaque?”.

Mas, só para entendermos como vamos voltar a um megaevento depois de tanto tempo, vamos pensar junto com um dos maiores festivais do mundo para ver como isso se dá, banda a banda. Até porque, como sempre, o Lolla de lá sempre acaba respingando forte no Lolla de cá uma hora, né?

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Foo Fighters – Banda do ex-Nirvana Dave Grohl que… Bom, esses dispensam apresentações, né?
Post Malone – Outro que não precisa explicar muito, até porque já foi headliner até no Lolla do Brasil.
Tyler, The Creator – Bom demais ver o Tyler (o cara da foto acima) alcançar status de headliner em um festival grandão. Ainda na linha “é o que dá”, este merece.
Miley Cyrus – Justo que a última vaga de headliner seja de uma roqueira.
Dababy – Brother da DuaLipa e dono de um dos maiores hits do ano passado, “Rockstar”.
Marshmello – Dj misterioso com hits com bilhões de plays cava sua grande chance de transformar o virtual no real.
Illenium – Na linha do Calvin Harris, manja?
Journey – Clássico do rock e com um sucesso renovado. Aquela carta bem jogada para trazer os mais velhos cervejeiros.
Megan Thee Stallion – Se pá só uma das melhores rappers em atividade hoje, né?
Roddy Ricch – Um homem das quebradas de Compton, Califórnia, com um hit bilionário no Spotify.
Kaytranada – Produtor genial, louco ver ele posicionado acima de nomes mais populares.
Brockhampton – Das bandas mais legais hoje, esse a gente ia ver em 2020…
Playboi Carti – Um dos nomes do começo ano, bombando em tudo.
Young Thug – Um dos nomes de agora, bombando em tudo.
Limp Bizkit – Estamos prontos para o retorno do new metal? Bom estar, porque vai…
Modest Mouse – E se lembraram de colocar uma banda de indie-rock hahaha. Modest Mouse voltando grande.
Jack Harlow – Rapper que conseguiu hitar duas vezes a mesma música.
Polo G – No Spotify dele quase não tem som com menos de 100 milhões de play.
Trippie Redd – A conjução certa do rap e emo, atraindo os dois lados.
Suicideboys – Duo de rappers de New Orleans, cria do Soundcloud.
Alison Wonderland – EDM de origem australiana crescida nos EUA. Bomba bem.
Slander – Mais EDM robozão.
Steve Aoki – Festeiro antes da pandemia, queremos ver agora como ressurge.
Brittany Howard– Apareceu uma mina com guitarra no line-up, finalmente.
Band of Horses – Por onde andavam esses sumidões?
Jimmy Eat World – Uma contribuição na emergencial retomada do emo.
Dermot Kennedy – Um pouco de EDM, um pouco de pop.
Young The Giant – Outra banda sumidaça.
Lauv – A gente curte esse menino electropop emergente (foto abaixo). Som um com um bilhão de plays e tudo.

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Giveon – R&B. Só um dos caras mais escutados atualmente no Spotify. Ajuda ser brother do Drake.
Angels e Airwaves – Um pós-Blink 182 que cai bem na lista e deve atrair gente.
Iann Dior – Hip hop adolescente que você escutou por aí e nem sabe o nome.
Saint Jhn – Quem pode ter o luxo de ter o Kanye West em música sua? Este cara pode.
All Time Low – A retomada grande do emo, como já dissemos, é sempre eminente.
Mt. Joy – Folkzinho.
Marc Rebillet – Se a gente entendeu, esse cara faz todas as suas músicas de primeira.
Whitney– A dupla do querido Whitney segue com seu falsete em dia. Mais um indiezinho aparecendo.
Dominic Fike – O cara do momento. É dele um das releituras do novo álbum do Paul McCartney.
Surfaces – Eles têm uma música bombada em playlist de trabalho.
Tchami – E tome DJ.
Jauz – E mais DJ.
Freddie Gibbs – Um rapper nota 10 na divulgação de mais um álbum com o mestre Madlib.
The Front Bottoms – Um indie folk daqueles suavemente desafinados.
Big Wild – Um faz-tudo sozinho de base eletrônica, bom de ver ao vivo.
Kim Petras – Representante do hyperpop.
Yellow Claw – DJ.
Subtronics – mais DJ.
Oliver Heldens – Mais DJ, o palco de música eletrônica vai durar anos
Cash Cash – EDM folk, sério.
Oliver Tree – EDM humorística.
Omar Apollo – Mexicano brother do ex da Rosalía, C. Tangana. Promessa.
Ashe – Chill de escritório.
LP – Fãs de Miley Cyrus precisa colar aqui.
Arizona Zervas – Chill pop está em alta mesmo. Ou querem fazer estar.
Tate Mcrae – Estamos falando… Mais um exemplar do chill pop.
Earthgang – Aqui tem algo. Duo de Atlanta criativo, vários sons bons.
Rico Nasty – Que som. Pesadíssima. Flow gritado. É rap, mas é punk.
Jpegmafia – Filho de jamaicanos, está aí um cara que merecia bombar mais.
Jacob Banks – Outro que vamos estudar, um vozeirão.
White Reaper – Rock muito do alternativo. Lembra o Nada Surf?
Peekaboo – Mais um DJ.
Olivia O’Brien – Sabe aquele som “i hate u i love u”? É dela.
Orville Peck – Nosso cowboy misterioso. A gente falou dele por aqui. Um som massa.
Princess Nokia – Se o mundo fosse justo, por tudo o que ela representa, estaria mais bem posicionada, hein?
Cautious Clay – Um cara do Brooklyn que manja de Jorge Ben. Ouça “Cold War”. É braba.
Dayglow – Texano dono um delicioso hit, “Can I Call You Tonight?”.
Trevor Daniel – Manja este? Ele tem uma música com 1 bilhão de plays no Spotify.
Flo Milli – Esta iríamos ver fácil. Atlanta representada no som pesadão da Flo.
Bia – Rap com toques de R&B e graves pesadões.
Flipp Dinero – Bem criativo esse nigeriano que cresceu em Chicago, com hits em potencial.
Tnght – Duo de música eletrônica que lançou pouca coisa, mas tem um buzz.
Ag Club – Um grupo de rap quase desconhecido ainda: é bom.
Boy Pablo – Esse a gente já trouxe para show intimista, né?
Elohim – Música eletrônica good vibes.
Cam – Outra dica para fãs da Miley.
Slowthai – Rapper brit do nosso time (foto abaixo). Tem espaço para isso no Lolla EUA.

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Mick Jenkins – Rap com pegada mais alternativa.
Tobi Lou – Ainda na linha de rap alternativo. Muito legal.
Drama – Dupla eletrônica local, de Chicago. Delícia de som.
Grandson – Como tem artista com zilhões de plays que a gente não conhece, hein?
Cavetown – Moleque novinho que faz folk.
Toosii – Rap de um jeito bem clássico.
Mxmtoon – Brisa calminha bombada do Spotify.
Noga Erez – Aqui tem algo. Mistureba.
Sullivan King – METAL. Até que enfim um.
Dabin – Hora do sossego.
SayMyName – Pancadão ousadia.
Riot Ten – Música eletrônica bombada.
Lost Kings – EDM folk, começamos a inventar na falta de ideias.
Dombresky – Curte house?
Wooli – EDM mais triste.
Rmr – Promessa no rap.
Ed Maverick – Um representante do folk latino.
Max – Se não erramos o Max, é tipo um Ed Sheeran.
Hinds – A gente não deixaria as meninas do Hinds tão escondidas assim.
Porches – Do nosso time indie synth pop. Merecia estar com mais destaque.
Emotional Oranges – Um duo de som dançante.
Black Pistol Fire – Na falta de um Arctic Monkeys ou Black Keys.
Peach Tree Rascals – Música good vibes demais.
Elderbrook – E tome EDM. Nunca escutamos tanta EDM de uma vez só.
Jxdn – TikToker.
Jessia – Pop com mensagem.
Dr. Fresch – É muita música eletrônica neste mundo, brinks.
Cannons – Indie pop.
Vintage Culture – Vai Brasiiiiiil!
Gus Dapperton – Para ficar de olho. Indie pop bem feito.
Jawny – Da série “ninguém conhece, mas tem um som com 100 milhões de plays”.
Sir Chloe – Uma banda de rock, veja só.
Lp Giobbi – Uma faz-tudo, do jazz à electronica. Curtimos.
Cid – DJ difícil de achar no Spotify por conta do nome.
The Backseat Lovers – Aos poucos vamos achando mais bandas de rock.
Clever – Para fãs de Post Malone.
Goth Babe – Trap para entreter os teens.
Michigander – Promessa.
Tai Verdes – Indie pop famoso no TikTok. Olha um refrão dele: “Sometimes I do drugs/ Not hard ones, just ones that change my mind up”.
William Black – Pique Calvin Harris, mas melancólico na pegada.
Rookie – Mas olha aí uma banda de rock desconhecida.
Justin Jay – Cores e grooves.
Almost Monday – Achamos outra banda de rock “a se descobrir”.
Ant Clemons – E segue a onda chill.
Chiiild – Aqui tem algo, um balanço do bom.
Joy Oladokun – Aqui também tem algo, uma compositora talentosa e sensível.
Night Lovell – Rap alternativo, meio sombrio e com milhões de ouvintes.
Alv & Aj – Uma dupla de músicas fofas.
Chomppa – DUBSTEP!!
Vnssa – Dance desses que toca em FM no Brasil.
Level Up – Encontramos duas Level Up, qual será?
Blossom – Estamos confuso aqui. É a cantora linha Olivia Rodrigo? Se for, beleza.
Laundry Day – Quinteto de Nova York de invencionices. Pop e estranho.
Mob Rich – Eles têm uma música de amor que se chama “Yoko Ono”. Acho que entenderam o recado dela.
Njomza – Uma alemã que cresceu em Chigago de um pop muito do sofisticado, para dizer o mínimo.
Sophie Cates – Não achamos ela, mas achamos um Sophie que usa o nome Silver Sphere, será que é?
Nez – Som para dançar, muito bom.
Sebastian Paul – Mais um nome do festival que está na playlist “Young & Free” do Spotify. Vibessss.
Brownies & Lemonade All Stars – Se a gente entendeu, é um conglomerado de DJs.
Ant Saunders – Pop.
Rence – A turma chill pop não acaba haha.
Kid Quill – Rap.
Contradash – Hyperpop. Conceitual.
Mothica – Filha da Billie Eilish, pensa que já tem.
Absofacto – Soft rock.
Riz La Vie – Representante do indie pop emo.
Lauren Sanderson – Representante do indie pop emo again.
Kenny Mason – Rap para jogar videogame junto.
Phem – Billie Eilish já inspirando uma geração inteira.
Sofia Valdes – Uma jovem do Panamá que tem Jorge Ben entre as inspirações.
Serena Isioma – Uau. Tem musicão aqui, da moça abaixo. “Sensitive”, sucesso no TikTok.

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Taylor Janzen – Se a Julien Baker fosse pop seria assim.
Payday – Existem tantas bandas com esse nome que desistimos.
Christian Friench – Cantor pop encanado em John Mayer, manja? Dá para ver, mas também tudo bem passar.
Jac Ross – Voz boa, música boa, letras politizadas. Poucos sons lançados, mas na direção certa.
Radkey – Esses são feras. A banda de garotos que aparece no filme mais recente do Dave Grohl. Massa.
Jake Wesley Rogers – Não é só a lata do jovem Elton John como faz um som parecido.
Sarag Barrios – Pop para adolescentes. Se é a praia, só vai.
Neal Francis – Mergulhadão no melhor que a música americana pensou nos anos 70.
Sa-Roc – Rapper de primeira. Criativa e com fôlego para segurar linhas longas. Muito bom.
Charm La’Donna Uma mina que era da dança, mas foi para a voz. Um R&B classudo.
Moore Kismet – Tem algo aqui, um moleque de 17 anos que pensa música igual adulto. Atenção nele.
Julian Lamadrid – Um indie pop bem pegajoso. Meio nostálgico com o começo deste século.
Shy Carter – Música country modernosa, para colorir a lista.
Hoko – Parece que podem bombar. Músicas em playlists famosas do Spotify. Anota.
Elephant Heart – Lembra alguns rolê do Major Lazer.
Migrant Motel – Uma dupla de rock que cai fácil no gosto de fãs do Royal Blood.
Ottto – Trio de moleques de Venice. Trash com toque de funk. Lembra Metallica do começo.
The Aquadadolls – A gente já seguia esse trio de meninas no Spotify, lembra Best Coast.
Jake Duby – Não encontramos ele no Spotify, mas tem um DJ com esse nome, deve ser ele.

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* A foto que ilustra a chamada da home para este post é da rapper Flo Milli.
** A “investigação” do line-up do Lolla foi orquestrada pelo poploader Vinicius Felix.

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POPLOAD FESTIVAL, os vídeos: um pouco do que rolou em cada show da edição 2019. Com algumas apresentações completas, ainda por cima

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Foto: Fabrício Vianna / Popload / T4F / Divulgação

Foto: Fabrício Vianna / Popload / T4F / Divulgação

Já relatamos aqui algumas impressões de quem esteve no Popload Festival, na última sexta-feira, em feriadão que encheu São Paulo de música boa.

Abaixo, deixamos alguns registros dos shows, alguns feitos pela galera, na “vibe”, outros da transmissão do UOL, tipo os shows completos do Raconteurs e da volta do Cansei de Ser Sexy.

Então, um pouco do que vimos no Memorial da América Latina foi…


** O grande encontro de Luedji Luna e Ilê Aiyê derramando positividade em “Banho de Folhas”, dando as boas vindas para o festival.

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** A Tove Lo fazendo a mistura Suécia com Brasil, eletrônica com funk, ao botar o MC Zaac no palco para reeditar ao vivo o hit “Are U Gonna Tell Her?”.

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** A lindeza Little Simz veio ao Brasil em seu melhor momento na carreira. E ainda vamos ouvir falar muuuuuuuito dela nos próximos meses/anos. “Pressury” e “Therapy” não nos deixam mentir.

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** O trio norte-americano Khruangbin fez dos shows mais refinados da história do nosso festival. E a galera curtiu para valer.

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** O nosso Cansei de Ser Sexy, um dos grupos que mais levantaram a bandeira Indie Brasil na gringa neste século, voltou com apresentação histórica que merece ser vista novamente, na íntegra. E, ainda, o bate-papo firmeza com a incrível Letrux.

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** Eles vieram e fizeram do Memorial da América Latina uma verdadeira pista de dança. Estamos falando do Hot Chip e o showzão animado do fim de tarde de um feriadão. Delícia!!!

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** O que falar da banda de rock mais comentada do mundo hoje? Intrusos do Top 200 da Billboard, o Raconteurs entregou aquele show que se esperava deles: pouco papo, muita distorção e garage-rock de primeira. Esse tal de Jack White é Deus, não é?

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** E por falar em deuses, Patti Smith esteve entre nós… Uma das maiores artistas de todos os tempos, ela desfilou hits, simpatia e empatia em uma noite que ficará na memória de São Paulo. Não temos nem o que falar, apenas agradecer por vivenciar este momento. E por Patti ter aceito nosso singelo convite. Você é sempre bem-vinda, ícone.

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** A noite terminou com o imparável Boy Pablo, que fez um after para fechar com chave de ouro nossa edição 2019. E já deixando o gostinho de vontade para 2020.

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POPLOAD FESTIVAL 2019 – Tudo o que a gente achou do nosso próprio festival. Queremos ouvir você, agora

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* OK, foi inesquecível. OK, o festival é “nosso” e portanto pode parecer cascata de ego, mas aqui no nosso discernimento imparcial acrítico e imodesto não teve um show abaixo de nota 8,87. Entre novidadeiro e histórico, salvaram-se todos. Entre o Boy Pablinho e a Pattona Smithona nenhum deixou de ser encantador, cada um no seu tamanho. Cada um na sua caixinha de “história da música”. O festival foi lindo (aqui no nosso discer…), a (não-)chuva ajudou, a galera jogou junto desde a hora em que os portões abriram até o momento de partir, embasbacados todos pela “school of rock” que foi o show da diva Patti Smith. Quanta história foi contada em 12 horas ali naquele palcão bonito. Sim, à certa altura teve um problema em banheiros, um erro de cálculo. Será corrigido. Mas o que consideramos o nosso maior acerto é não perder a mania de fazer um festival sobre música e pessoas.

Dentro do que podemos falar sobre os shows, e com este post enfeitado por imagens gloriosamente saídas da câmera do fotógrafo Marcos Hermes (@marcoshermes), a gente achou que tudo no Popload Festival 2019 foi assim:

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PATTI SMITH


No auge de seus 72 anos, Patti Smith subiu ao palco do Popload Festival em uma cidade tomada pela incerteza do futuro para mostrar que ainda há união entre as pessoas. Com sua poesia cantada e suas mensagens de amor eterno, todos presentes se tornaram um só sob gritos de poder, afeto e liberdade. Foram mensagens de esperança para aqueles que acompanham sua carreira desde os anos 70 e para aqueles que chegaram na festa dos engajamentos só agora, um público consumido pelas ansiedades do século XXI e que receberam um acalento nas palavras de Patti.
Em sua arte, porque a sua música já transcendeu o nirvana e não pode ser considerada somente um conjunto de melodia e letras, Patti nos guiou para o final de um dia que ficará na memória, o final de uma noite feita para nós, os amantes.
(Carolina Andreosi)

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THE RACONTEURS


À noite, entre a algazarra dance cool do Hot Chip e a hiperiluminada apresentação de Patti Smith, foi a vez do Raconteurs estrear no Brasil – e de Jack White fazer sua quarta passagem pelo país. O quarteto, acompanhado do ilustre Dean Fertita (Queens of the Stone Age, The Dead Weather) tinha a difícil missão de tocar, em apenas uma hora, um setlist que agradasse a fãs que nunca puderam vê-los no palco. Dentre as 12 músicas apresentadas, sete vieram do mais recente disco, “Help Us Stranger”, lançado agora em junho deste ano, e encaixaram bem com as antigas como “Old Enough” e “Level”. O que fica fácil de notar é a química entre os músicos no palco, especialmente durante a jam em “Broken Boy Soldier” – nem parece que, antes de 2019, o Raconteurs tinha ficado oito anos ausente dos palcos. O rock que a banda faz pode não ser tão popular quanto era ao lançamento de “Steady, As She Goes”, lá em 2006, mas sua qualidade não mudou em nada. Foi uma pena não poder ouvir “Carolina Drama” ou “Blue Veins”, mas fica para a próxima. Pode voltar para tocá-las, Jack.
(Fernando Scoczinsky Filho)

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HOT CHIP


O show do Hot Chip é sempre o show do Hot Chip. Sao sete no palco fazendo a festa para os milhares que estão no chão, que logo embarcam na balada deles. Já mandaram na segunda música q deliciosa “Flutes”, umas das melhores faixas da banda, com direito a dancinha ensaiada dos integrantes para o refrão. E aquele fim de tarde na Barra Funda virou o melhor lugar para estar com os amigos no planeta. “Melody of Love”, “Spell”, “Hungry Child” são músicas do novo album, “A Bath Full of Ecstasy”, que saiu em junho, e como podem já soar como hits? Esse é o tipo de banda que segue sendo relevante ao mesmo tempo que divertida e dançante. O cover de “Sabotage”, dos saudoso grupo nova-iorquino Beastie Boys, foi inacreditavelmente bom! Muito parecido com a versao original, nao entendi muito por que, mas só sei que adoraria ver de novo. O final com o hit absoluto “I Feel Better” já deixa a gente esperando pelo próximo show do Hot Chip por aqui, porque eles sim podem voltar todo ano.
(Isadora Almeida)

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CANSEI DE SER SEXY


Feliz 2004!!!!! Uma das formações brasileiras que mais marcaram nossa cena em muitos níveis, o hoje quarteto feminino Cansei de Ser Sexy, de São Paulo, tocou, em São Paulo, pela primeira vez depois de oito anos longe da cidade, a mesma cidade que elas ajudaram a botar no mapa mundial com muitas canções boas, uma irreverência absurda e um sentido completo de música-fashionismo-autozoação-inclusão-críticasgerais que poucas bandas vão ter, para o bem e para o mal. Incrível imaginar que a absurda cantora Lovefoxxx continua sendo a pessoa mais fofa que já segurou um microfone neste país, dessas de querer levar para casa e ser bff para sempre. Que show leendo. Que performance limda. Foi 2004 de novo mesmo. Talvez o mundo esteja tão intragrável hoje por falta de mais bandas como o CSS, sua composição de molejo indie, show contagiante, pop feliz, letras foda, guitarras ótimas, batidas “perfeitas 10/10”. Num certo mesmo sentido em que horas depois o show de Patti Smith contou, com todos os elementos que carrega, a história do rock do punk para cá, a apresentação do Cansei de Ser Sexy nesta especialíssima volta no Popload Festival (cóf.) contou a nossa história, a história da nossa cena. Estou errado, Santa Cecíliaaaaaaa?
(Lúcio Ribeiro)

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TOVE LO


Não dá para provar, mas pareceu que a Tove Lo conseguiu levar ao festival seu próprio público, que nem sabemos se ficou para ver o resto do festival. Pode ser só sensação, mas apostaria nisso. O que garantiu dos fãs do público do começo ao fim. E ela entregou o que eles pediram: hits, dancinhas, som alto, telão lindo. Virou notícia que ela mostrou os seios no show, um lance que rola sempre ao vivo. Mas nossa “manchete” é ela ter proporcionado o primeiro momento funkeiro do Popload Festival na história. Teve o bombado MC Zaac no palco, na parceria deles, “Are U Gonna Tell Her”, que colocou o festival para rebolar. Até o chão.
(Vinícius Félix)

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KHRUANGBIN


Seria o show ideal para o fim de tarde ensolarado. Só faltou o sol, mas tudo bem. O trio Khruangbin talvez seja um pouco estranho de cara, mas quem se deixou encantar pelo minimalismo da bateria, da boa conversa do baixo com a guitarra e se acostumar com a ausência de letras na viagem psicodélica totalitária do trio, foi no embalo da trip deles em uma apresentação que é música quase o tempo todo sem pausa para respiro – um momento de percussão com garrafas aqui, um telefone que toca no palco ali e só. Fora isso, o show são os três estilosos integrantes (Oi, Laura!) e sua “world music” hipnótica de amplitude incrível, pouco improviso, em uma hora. Quem gostou e achou que eles fazem boas jams sessions vai se espantar quando descobrir que eles reproduzem bem fielmente o som dos álbuns. Que delícia de viagem para esperar o que viria depois.
(Vinícius Félix)

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LITTLE SIMZ


Acompanhada por uma banda de três músicos, a rapper inglesa Little Simz, destaque da nova cena britânica e já queridinha de Kendrick Lamar, fez um vibrante show em que cantou faixas de seus três discos. Como ela própria deixou claro, Simz trouxe um pouco do norte de Londres a São Paulo, com músicas de rap impregnadas de funk, soul, eletrônica e do grime de forte e delicioso sotaque. Ela encerrou sua participação com duas de suas melhores canções, “Flowers” (parceria com o incrível Michael Kiwanuka) e “Offence”. Tudo tão bom que até fez parar de chover.
(Thiago Ney)

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LUEDJI LUNA


Muita gente insiste em ir para festival para ver uma ou duas bandas. Tudo bem, tudo certo, mas perdem por exemplo um belo show de abertura. Principalmente em festivais que gostam de deturpar os conceitos de “show de abertura”, daqueles só para fazer o tempo passar enquanto o healiner não vem. Quem estava no Popload Festival desde cedo teve oportunidade de ver um dos shows mais bonitos da CENA BR de 2018/19. Luedji luna começou sua apresentação linda em um vestido branco iluminando o começo de festival chuvoso e trazendo músicas do álbum “Um Corpo no Mundo”. Ponto alto e emocionante foi a participação do bloco Ilê Aiyê para cantar “Banho de Folhas” com Luedji, que abriu o caminho para o Popload Festival 2019 seguir com um axê inspirador.
(Isadora Almeida)

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BOY PABLO


Um show especial do Popload Festival, depois da “vovó” Patti Smith e feito apenas para cerca de mil fãs genuínos, porque precisaram chegar cedo ao evento para retirar ingressos, o menino norueguês Boy Pablo acalmou os ânimos de quem passou o dia experimentando várias energias no Popload Festival e precisava de um momento de calma para processar tudo o que aconteceu. Para quem tem fama pela articulação na internet, Pablo até que fez um bom e REAL “chill-out roqueiro”, em outro palco do festival, este do outro lado da rua, no auditório do Memorial da América Latina. Fofo, intimista e, o melhor, um show sentado.

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Muita calma nessa hora! Tem desconto, tem bandas novas, tem show exclusivo: TOVE LO e BOY PABLO completam a escalação do Popload Festival!

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Segura, porque tem mais novidades no Popload Festival. Nosso querido evento, que vai tomar conta mais uma vez do Memorial da América Latina no feriado de 15 de novembro, em São Paulo, tem o prazer em anunciar mais duas atrações que fecham seu line-up imperdível.

Cantora e compositora pop sueca, Tove Lo, que resumidamente é conhecida como a artista que levou o grunge para o electropop, traz seu pop enigmático para o Brasil. Ela, que estourou em 2014 com seu disco de estreia, “Queen of the Clouds”, incluindo os incríveis hits “Talking Body”, “Moments” e “Habits (Stay High)”, também é conhecida pelas suas fortes parcerias que vão desde o Flume ao Major Lazer.

Tove Lo também é uma compositora de respeito. Seu nome está envolvido em sucessos como “Homemade Dynamite”, da Lorde, e ainda “Love Me Like You Do”, uma das músicas mais cantadas no mundo nos últimos anos, que se tornou sucesso na voz de Ellie Goulding na trilha de “Cinquenta Tons de Cinza”. A sueca tocará no palco principal do Popload Festival e vai lançar, mais ou menos na época do evento, seu quarto disco de estúdio, “Sunshine Kitty”, do qual conhecemos já o single “Glad He’s Gone”.

** Quem também fará uma apresentação especial no Popload Festival, completando a programação, é o garoto sensação Nicolás Pablo River Muñoz, norueguês de ascendência chilena (!) e que nem 20 anos tem, conhecido na cena como Boy Pablo.

Ele, que compõe, grava e produz quase tudo o que faz sozinho, formou uma banda para tocar ao vivo, apenas, e apareceu no cenário alternativo em 2017 com a bela “Everytime”, antes de lançar até EP. Logo depois, seguiu a curva ascendente com a incrível “Losing You”, que fez diversos veículos especializados mundo afora, como a bíblia indie Pitchfork, ficarem de olho no Boy Pablo.

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Neste ano, a banda já passou por eventos de peso como Coachella e Primavera Sound, está escalada no Lollapalooza Chicago mês que vem, e chega ao Memorial da América Latina com dois EPs na bagagem e como parte da ativação do TNT Energy Drink enquanto patrocinador do Popload Festival, exclusivo no TNT AFTER Stage, após o encerramento do festival.

O show será limitado para mil pessoas e acontecerá no Auditório do Memorial. As primeiras 1000 pessoas que passarem pelo espaço do TNT dentro do festival ganharão o ticket para este after especial!

O TNT Energy Drink também oferece 40% de desconto nos ingressos para o festival em uma promoção limitada com início no dia 16 de julho (ou seja, nesta terça-feira) a partir das 10h e término às 23h30 do dia 21 de julho, domingo. Basta utilizar o código #TNTPODEVIR no momento da compra. Mais informações e regulamento completo* no final do release e no site Ticketload.

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** REGULAMENTO DA PROMO TNT 40%
Desconto não cumulativo com outras promoções e/ou descontos legais, válido para compras realizadas no site ticketload.com na promoção “TNT Pode Vir” (sujeito à taxa de conveniência) a partir das 10h do dia 16/07/19 até às 23h30 do dia 21/07/2019 ou nas Bilheterias Oficiais (sem taxa de conveniência). Ingressos limitados. Limite de 02 ingressos por CPF/compra. O cancelamento de compra online só poderá ser realizado até 07 dias a contar da data da compra, desde que seja até um dia útil antes da data do evento. Bilheteria Oficial: Credicard Hall – Av. das Nações Unidas, 17.955 – Santo Amaro.

** TOVE LO e BOY PABLO se apresentam na sétima edição do POPLOAD FESTIVAL, completando o line-up ao lado de Patti Smith, The Raconteurs, Hot Chip, Beirut, Khruangbin, Little Simz, Luedji Luna e do bloco Ilê Aiyê. Bora?

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