Em brasil:

520 anos do descobrimento: o Brasil que deu certo está em “Earth”, disco de estreia solo de Ed O’Brien, guitarrista do Radiohead

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* Será que dá para cancelar, Pedro Alvares Cabral?

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Lá no final de 2011, a Popload reverberou um boato forte daquela época de que Ed O’Brien, o guitarrista do Radiohead, estava morando no Brasil. Pouco tempo depois, a notícia foi confirmada: Ed estava morando em uma pousada em São Luiz do Paraitinga, interior de SP a caminho do Rio, cerca de 170 km da capital paulista. À época, para ele ver e-mail, ele tinha que ir até Ubatuba (pensa). Mas sua estadia no Brasil continuou matutando na cabeça do músico. Até que…

Cortando para 2020, o Brasil é o ponto central do disco que marca a estreia solo de Ed O’Brien. “Earth” foi lançado por agora e é cheio de referências ao país, tanto que duas das faixas se chamam “Santa Teresa” e… “Brasil”.

O novo projeto do guitarrista, que canta super bem, foi gravado em Londres e no País de Gales, e conta com participações de Glenn Kotche (Wilco), Adiran Utley (Portishead), Nathan East e Laura Marling.

É bom contextualizar, também, que “Earth” é um projeto que teve início mais ou menos em 2012, pouco depois do ciclo brasileiro do Ed, que se identifica como EOB neste álbum solo.

Em tempos de isolamento social, nada melhor do que uma trilha sonora de qualidade…

** Foi ao ar ontem, no programa do Jimmy Kimmel, uma apresentação de Ed para “Shangri-La”, que está no disco. O registro, com banda e plateia, foi gravado antes da pandemia.

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De surpresa, Metallica lança disco com canções tocadas no Brasil entre 1993 e 2017. Em dezembro tem mais, talvez

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Fotos: MRossi

Fotos: MRossi

Com quatro shows remarcados para o Brasil no final do ano, o gigante heavy Metallica resolveu oferecer um mimo aos seu fiel público brasileiro.

De surpresa, o grupo norte-americano, que originalmente se apresentaria por aqui nesta semana, soltou em suas plataformas virtuais um álbum composto por canções registradas em shows do Metallica no Brasil entre os anos de 1993 e 2017.

“Nossas agendas estavam reservadas para a nossa 17ª visita ao Brasil desde 1989. Em vez de ficar em casa chateados por não poder passar a noite com todos vocês, pensamos que seria divertido percorrer antigas lembranças e revisitar tudo de bom que fizemos no passado”, disse a banda em comunicado.

Entre as 18 faixas, destaque para “The Unforgiven”, registrada no show em SP, em 1993. Há também registros de outros shows na capital paulista, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.

“Estamos ansiosos para vê-los dia 14 de dezembro no Estacionamento da FIERGS em Porto Alegre, 16 de dezembro no Estádio Couto Pereira em Curitiba, 18 de dezembro no Estádio do Morumbi em São Paulo e 20 de dezembro no Estádio do Mineirão em Belo Horizonte. Mas até lá, por favor, fiquem seguros em casa”, reforça o grupo.

O disco “Live in Brazil 1993-2017” pode ser conferido abaixo.

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Fechado: Jake Bugg em novembro em POA, SP e Rio

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* A qualquer momento desta semana deve se tornar oficial a notícia de que o jovem guitarrista inglês Jake Bugg vem ao Brasil no final do ano, aquilo que a gente já falou por aqui na semana passada. Conseguimos avançar mais na história e temos as confirmações de datas e cidades a serem visitadas pelo astro prodígio do rock britânico.

Os shows são três e Porto Alegre entrou na parada. Fica assim.

– 25 de novembro, Porto Alegre
– dia 27, São Paulo
– dia 28, Rio de Janeiro

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Bugg traz seu contagiante indie-folk, seu particular vozeirão, seu jeitão de “jovem Bob Dylan” proletário inglês e sua cara de Noel/Liam ao país no mesmo ano em que já se apresentou por aqui. O rapaz, 20 anos e a caminho do terceiro disco”, foi atração de destaque no Lollapalooza paulistano, tendo feito ainda um elogiadíssimo show extra no Cine Joia, em abril passado.

Bugg vai despencar à América do Sul com sua turnê do segundo disco, “Shangri-La”, lançado no final do ano passado, vindo de tour pelos EUA. Nos próximos dias, ele será atração dos grandes festivais que fecham o verão europeu, como Pukkelpop, na Bélgica, o Rock en Seine, na Franç, e o colossal Reading Festival, na Inglaterra, que tem um espelho em Leeds no mesmo final de semana.

Acompanharemos o menino.

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Popload na Copa: acabem com “Eeeeeeeeeu sou brasileeeeeeeeeeeeiro…”

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* Fui ontem ver o empolgante (sqn) Coreia do Sul x Bélgica no Itaquerão, último jogo da primeira fase do Brasileirão. Fui eu e mais de 60 mil pessoas, entre elas grupinhos de belgas e grupinhos de coreanos, que tingiam de vermelho faixas das cadeiras do estádio paulistano do Mundial. Eu não tinha a mínima ideia do que os coreanos cantavam em coro, ainda que em menor número e em som baixo para uma arena como a de Itaquera. Mas a melodia era bem bonitinha, de arquibancada mesmo.

Já os belgas cantavam duas músicas. Uma era cópia do que cantam os ingleses, uma bem tradicional da torcida que tem as músicas de arquibancadas mais legais do planeta (junto com os argentinos). E a outra, que eu não entendia direito, mas que também era em inglês e tinha “proud” na letra em algum momento, possuia uma melodia bem bacana.

Aí eu fiquei pensando na música “clássica” do país do futebol e dono da casa da Copa, no caso o Brazeel.

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Eu, que frequento estádio desde pequenininho, mesmo entendendo que torcida de Copa “é diferente”, não sei de onde veio e por que se propagou tanto essa desanimada e feia “Com Muito Orgulho, Com Muito Amooooooor”, que alguns defendem que nasceu no vôlei e foi trazida para o futebol, o que em princípio já é gozado. E não é possível que belgas e coreanos saibam cantar em arquibancada e a gente, do país pentacampeão mundial, não. Porque, afinal de contas, músicas de torcida empurram times. Não desanimam.

Veja o caso americano. Espécie de sensação do Mundial brasileiro de um modo que nem os próprios americanos estão acreditando, o time dos EUA, que até outro dia era “café-com-leite” em Copas do mesmo modo que a Coreia ainda é, tem o maior número de torcida estrangeira no Brasil, para este Mundial. E não é que os ianques têm uma das músicas de arquibancada mais legais também, vindo da “massa” azul e vermelha? É a agora famosa “I Believe That We Will Win”, esta canção do vídeo baixo, uma marchinha simples que saiu de uma propaganda da ESPN para ser cantada até pelo ator Will Ferrer em festinha americana em Recife, na véspera do jogo contra a Alemanha. Canção esta que mexe com a arquibancada e passa uma energia à seleção em campo, como vi em algum lugar nas palavras do meio campista Jermaine Jones.

Não deve ser difícil para a seleção brasileira ter uma música decente vindo de sua torcida. Por exemplo, uma canção adaptada de algum sucesso musical, que todo mundo saberia cantar. Como fez recentemente a torcida do sempre simpático Botafogo do Rio de Janeiro, que levou para a arquibancada um hit do cantor Sidney Magal e ficou incrível. Dá uma olhada:

Ou, como apontou o brother Maurício Teixeira em seu ótimo Blog de Bola, o exemplo poderia estar na nossa cara, mas acaba sendo usado por outros gringos improváveis. Por exemplo, a torcida do time sueco Djurgårdens, de pouca expressão internacionalmente e de um país que nem veio para a Copa. Mas que empurra seu time com um funk proibidão carioca, adaptando o “Rap das Armas”, de Cidinho e Doca, que foi usado no filme “Tropa de Elite” e virou sucesso aqui e lá. Por mais “bélico” que seja o significado da música, ela tem um ritmo contagiante e que cabe perfeitamente numa arquibancada de futebol. E, como disse o Maurício, é só enfiar um “Brasil” ali no meio que deve ficar bom.
Sente a rima sueca:

Amanhã tem Brasil x Chile no Mineirão. Será que galera vai usar muito o desanimador “Eeeeeeeeeeeeeeeeu…”? Em BH, provavelmente meio atordoados com isso tudo, foram marcados ensaios para a torcida aprender novas músicas para o jogo de amanhã. Tem na noite desta sexta, na Savassi. E amanhã de manhã no Mineirão, horas antes do jogo. Será que dá tempo?

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Oficializou total: Franz Ferdinand divulga data em SP

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* Já estamos com o saco cheio de vocês, Alex.

* Brincadeeeeeeira.

A Popload deu a letra mês passado e a banda escocesa Franz Ferdinand confirma mais uma visita ao país. A turma de Alex Kapranos vem ao Brasil para shows em São Paulo (30 de setembro, Espaço das Américas) e no Rio de Janeiro (2 de outubro, Vivo Rio).

O Franz Ferdinand bate ponto no Brasil mais uma vez para divulgar seu mais recente álbum, “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, lançado no ano passado. Os escoceses já fizeram todo tipo de show aqui, seja no Recife, em boate gay em São Paulo, na Fundição Progresso no Rio, já foi histórico no Circo Voador, causou tumulto onde o Dom Pedro declarou a Independência, foi em festa-bafo no apartamento de uma amiga nos Jardins, abriu para o U2, tocou em festival e tudo mais.

Neste novo giro, eles também vão tocar em outros países como Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai.

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