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De 1993 para 2018: The Breeders e Björk fazem raras apresentações no Jools Holland

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Cheirinho de poeira 90’s no ar. Dois ícones da música alternativa daquela década, o Breeders e a excêntrica Björk bateram ponto em programas de TV nesta semana.

No inglês Later… with Jools Holland, a banda das irmãs Kim e Kelley Deal marcou presença para mostrar o single “Wait In The Car”, do álbum “All Nerve”, lançado em março passado, o primeiro do grupo em uma década. O Breeders aproveitou também para tocar o hit “Cannonball”, do essencial “Last Splash”, de 1993.

Já a islandesa Björk pintou no mesmo programa em sua primeira aparição na TV em nada menos que oito anos. A islandesa e sua trupe tocou “Courtship”, de seu último álbum “Utopia”, e ainda “The Anchor Song”, do disco “Debut”, de 1993. Tipo Breeders. Sacou?

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Com a formação clássica do “Last Splash”, Breeders solta seu primeiro disco em dez anos

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Grupo classudo liderado pelas irmãs Kim e Kelley Deal, com passagem história pelo Popload Gig em 2013, o Breeders prometeu e cumpriu: está nas lojas a partir de hoje o disco “All Nerve”, o primeiro deles em uma década.

Não bastasse esse tempo todo sem lançar um álbum cheio, os norte-americanos ainda apresentam outra novidade: as gravações foram feitas pela formação clássica que fez o histórico “Last Splash”, disco cultuado pela galera da alternativa.

Em abril, o Breeders sai em turnê logo na primeira semana, com dois shows em Los Angeles.

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Breeders revela mais uma música nova do primeiro álbum deles em uma década. Ouça “Nervous Mary” como se fosse 1993

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Uma das grandes notícias do ano é o lançamento do novo disco do Breeders, grupo liderado pelas irmãs batutas Kim e Kelley Deal, que um dia abrilhantou nosso singelo e tão bem cuidado Popload Gig, lá em 2013.

Além da grande notícia em si, “All Nerve”, que é o primeiro álbum da banda em uma década, contará com a formação clássica que gravou o histórico “Last Splash”, disco adorado por 10 a cada 10 indies dos anos 90.

Depois do single que dá título ao novo álbum, agora está à nossa disposição a nova “Nervous Mary”. O álbum chega às lojas dia 2 de março, sexta-feira da semana que vem. Em abril, o Breeders sai em turnê logo na primeira semana, com dois shows em Los Angeles.

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De Jack White a My Bloody Valentine, passando por Courtney Barnett: dez (ou mais) discos gringos esperados para 2018

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O ano de 2018 começou bem legal com o discaço do Black Rebel Motorcycle Club, abrindo os trabalhos para um ano que parece promissor tanto na gringa quanto na nossa CENA brasileira.

De início, a Popload resolveu pesquisar aqui e ali e selecionou 10 potenciais discos que serão lançados em 2018, alguns deles já com detalhes e músicas divulgados.

Tem tipo a volta do Jack White, o primeiro disco do David Byrne em mais de uma década, o MGMT e o Franz Ferdinand dando bons sinais. Até o Arctic Monkeys parece que vai desembaçar e soltar algo novo.

No mais, aqui está nossa listinha…


The Breeders – “All Nerve”


Data de lançamento: 2 de março
Este será o quinto álbum da banda norte-americana na carreira e traz como diferencial o fato de ter sido gravado pelo line-up original do clássico “Last Splash”, formado pelas irmãs Kim e Kelley Deal, Josephine Wiggs e Jim Macpherson. O disco novo traz ainda uma participação luxuosa da Courtney Barnett na faixa “Howl at the Summit” e ainda o produtor Steve Albini. Até então, o último álbum da banda é “Mountain Battles”, de 2008.
Dele já conhecemos o single homônimo.


David Byrne – “American Utopia”


Data de lançamento: 9 de março
Uma semana depois do Breeders, quem dá as caras é David Byrne. Atração do Lollapalooza Brasil neste ano, o cultuado músico vai lançar este seu primeiro disco solo desde 2004, embora tenha engatado parcerias de sucesso nos últimos anos, como a com St. Vincent. O primeiro single, “Everybody’s Coming to My House”, já está entre nós, e envolve gente da pesada na produção, tipo Brian Eno e Sampha.


My Bloody Valentine

A ser anunciado
Banda ícone do shoegaze, que tem nos vocais a especialíssima Bilinda Butcher, o My Bloody Valentine ficou mais de duas décadas sem lançar disco até soltar MBV, em 2013. Agora, o grupo vai lançar mais um álbum de inéditas. Quem confirmou foi o líder Kevin Shields, que em entrevista recente disse que a banda estava gravando um EP que se expandiu e vai virar um disco cheio, com 7 ou 8 faixas. Ele informou, também, que o MBV fará uma turnê a partir do meio de 2018.


MGMT – Little Dark Age

Data de lançamento: fevereiro
Polêeeeeeemica dupla love/hate do Brooklyn, o MGMT tenta retomar o rumo da carreira neste primeiro álbum deles em quatro anos. A julgar pelos primeiros singles divulgados, os norte-americanos parecem estar no caminho certo. Destaque para a faixa-título e “When You Die”.
O álbum foi todo gravado em Los Angeles e Nova York, e tem produção assinada por Patrick Wimberly (Chairlift, Kelela, Blood Orange), Dave Fridmann (Flaming Lips, Spoon, Tame Impala) e pelo próprio MGMT.


Sharon Van Etten

A ser anunciado
Musa que aquece nossos corações, de passagem incrível pelo Popload Gig, a norte-americana tem como seu mais “recente” lançamento o espetacular “Are We There”, disco de 2014. De lá para cá ela apareceu em projetos especiais, gravou música com o Lee Ranaldo, apareceu em “Twin Peaks”, relançou seu disco de estreia, se envolveu com trilha sonora. Em novembro do ano passado, ela disse em entrevista ao The Creative Independent que estava pronta para voltar ao estúdio. Ela contou, ainda, que o fato de ser mãe (em 2017) tem influenciado em suas composições.


Superchunk – What a Time to Be Alive

Data de lançamento: 16 de fevereiro
Capitaneado pelo distinto Mac McCaughan, o Superchunk vai lançar seu 11º disco de estúdio mês que vem, quase cinco anos depois do sugestivo “I Hate Music”, de 2013. Considerado um dos grupos ícones do rock alternativo dos anos 90, indie do indie, este será apenas o quarto álbum do Superchunk neste século. Os anteriores ao já citado de quatro anos atrás são “Here’s to Shutting Up”, de 2001, e “Majesty Shredding”, lançado em 2010.
O disco é puxado pelo single que dá título à obra, que tem letra recheada de ironia.


Arctic Monkeys

A ser anunciado
Ainda não há informações mais concretas, mas a aposta é que a banda de Sheffield lance seu primeiro álbum em cinco anos em algum momento de 2018. Nesta semana, eles deram o primeiro sinal de vida e anunciaram um show no Firefly Music Festival, nos EUA, no mês de junho. Nas próximas semanas eles devem aparecer como headliners de outros festivais. O último álbum dos meninos britânicos é “AM”, de 2013.


Jack White – Boarding House Reach

Data de lançamento: não divulgada
Envolvido em mil projetos desde sempre, Jack White enfim vai lançar um novo disco solo, algo que não faz há 3 anos, desde que colocou “Lazaretto” na praça. O novo projeto foi inicialmente divulgado nesta semana com duas músicas: “Connected By Love” e lado-b “Respect Commander”. Ainda não há uma data oficial divulgada para o lançamento, mas não deve demorar.


Courtney Barnett – A ser anunciado


Pedra preciosa que a música nos ofereceu nos últimos anos, Courtney Barnett já contou que está bem próxima de finalizar seu próximo disco, que virá no calor de “Lotta Sea Lice”, seu incrível projeto em parceria com Kurt Vile, um dos melhores álbuns de 2017. Ela falou recentemente na Beats 1 que estava tentando achar um título bom pro álbum.


Franz Ferdinand – Always Ascending

Data de lançamento: 9 de fevereiro
Tudo bem que o auge dos escoceses rolou há um tempinho. Mas, nunca é tarde para uma segunda chance. “Always Ascending” apresenta até o momento bons cartões de visitas, especialmente o single homônimo. Outra novidade é que Alex Kapranos retorna loiro e com novos companheiros em sua banda.
Dino Bardot entrou no lugar do marcante guitarrista Nick McCarthy, que saiu da banda para se dedicar a outros projetos. Já Julian Corrie, mais conhecido pela turma da eletrônica como Miaoux Miaoux, chegou para dar um toque mais electro aos escoceses.

** Além dos 10 discos listados acima, existe a expectativa que 2018 seja um ano de lançamentos de discos do…
The Cure
First Aid Kit
Django Django
The Good, The Bad & The Queen
Earl Sweatshirt
Muse
Florence + The Machine
Trent Reznor
Grimes
Belle & Sebastian
Johnny Marr
Owen Pallett
Yo La Tengo…

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Popload nos EUA. Os Beatles nos EUA. E o que você vê, ouve e sente em "Her"

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* Popload quando em Los Angeles. A caminho da Austrália.

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* Que dia é hoje, haha! Melhor: que horas são?
A Popload já se encontra em Melbourne, cidade australiana que é uma espécie de São Paulo que deu certo. Ou mais certo. Ou menos errado.

O rolezinho ozzie do blog está sendo à convite do Tourism Victoria (Melbourne) e Tourism Australia (Sydney).

A viagem na verdade começou, ou teve um pit-stop de um dia, sexta-feira em Los Angeles, a terra dos sonhos, do “Californication”, das irmãs Haim. E nos EUA teve o seguinte:

The Beatles US Box Set

Há uma forte Beatlemania no ares americanos. Por causa das comemorações de 50 anos da invasão dos Beatles nos EUA. A maior banda de rock de todos os tempos, na época a maior da Inglaterra, chegou em um vôo da Pan Am no aeroporto em Nova York no dia 7 de fevereiro de 1964, algumas semanas depois do assassinato do presidente americano John F. Kennedy, com os EUA em profundo luto e assustado. Cerca de 4 mil pessoas “apenas” estavam no aeroporto esperando a banda. E 200 jornalistas. Dois dias depois eles tocariam ao vivo na TV americana, no “Ed Sullivan Show”, para uma audiência de 73 milhões de pessoas. E a história do rock sofreu forte abalo a partir disso.

As bancas de jornais e revistas têm Beatles por todos os lados. Tirando duas “Rolling Stone” e “Billboard”, até a “Life” publicou um especial “Paul”. O iTunes lança nesta terça o download de 13 discos dos Beatles que só saíram nos EUA, que vai do “Meet The Beatles!”, de 1964, ao “Hey Jude”, 1970. Esses álbums saem fisicamente numa caixa em vinil, também. Talvez eu a pegue, na volta da Austrália, em nova paradinha californiana, se tiver em vinil.

The Beatles US Albums Cover Artwork

Esta nova beatlemania terá ponto alto, ao que tudo indica, na festa de premiação do quaquá Grammy, que acontece exatamente no dia 9/2, com uma prometida homenagem aos 4 de Liverpool desbravando a América. Estão programadas coisas do tipo reunião dos vivos Paul McCartney e Ringo Starr e a volta do Eurythmics para exatamente tocar Beatles.

* HER – Arcade Fire bombando alto nas telas. Consegui ver num cinema de LA o filme “Her”, ficção-científica romântica ou algo do tipo do imaginativo Spike Jonze em que um escritor de cartas de amor, ele próprio um desgraçado no amor, se apaixona pela voz de um sistema operacional de um telefone celular. O ótimo Joaquim Phoenix é o cara, Scarlett Johansson empresta a voz à “secretária eletrônica do futuro”, numa Los Angeles não muito distante. A banda canadense fez a trilha sonora, que ainda tem momentos de Karen O., Breeders etc.
“Her” é um desses tocantes tratados de solidão assustadora que trouxeram grandes filmes aos cinemas nos últimos tempos, tipo “Gravidade” e “Azul É a Cor Mais Quente”, para ficar em dois casos.
É com “Azul” que, dentro deste tema, “Her” (ou “Ela”, como vai chamar no Brasil quando estrear em 14 de fevereiro) combina mais. Porque conta aquela velha historinha de amor que sempre existiu, do encontro do zero, do “getting to know you” deliciosamente crescendo e da separação sempre dolorosa.

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Mas Spike Jonze reconstrói a batida love story num futuro nada batido. As pessoas, ontem, hoje ou em 2094, vão estar sempre à procura do amor em qualquer forma dada, seja homem-mulher, dois homens, duas mulheres, homem-celular, homem-computador. O modo de contar essa história é que pode fazer a diferença, como Jonze fez nesse caso específico.
Um filme com Joaquim Phoenix fazendo cara de tadinho, Scarlett Johanson aparecendo de algum jeito, mesmo quando não está aparecendo de fato, e atrizes coadjuvantes como Rooney Mara, Amy Adams e Olivia Wilde turbinando a trama dificilmente daria um filme ruim. Com uma trilha dessas então, vira imperdível.
“Her” tem uma cena de sexo tão perturbadoramente “explícita” quanto o “Azul” francês. Porque a conexão também é perfeita. No caso do filme do Spike Jonze, a conexão referida é tipo 4G. Apenas. E ainda assim…

Ouça “Off You”, das Breeders, que está na trilha de “Her” e pode machucar os mais sensíveis, quando tocada no filme.

* Deve ter alguma explicação que eu não sei, mas uma música da bandinha indie algo hippie e californiana Grouplove está num spinning doido em três rádios rock de Los Angeles, pelo que eu notei ouvindo essas emissoras no carro que eu aluguei na cidade. Tipo tocando sem parar. Com aquela “Ways to Go”, primeiro single do segundo disco deles, de setembro do ano passado, que ganhou uma certa fama indie no meio do ano passado quando vieram com o vídeo de um ditadorzinho oriental como tema, tipo o da Coreia do Norte.
Mas agora em 2014 “Ways to Go” está “pegando” forte, mais do que quando foi lançada no ano passado. Deve estar em alguma propaganda de TV, sei lá. A música é assim:

Ainda hoje, ou amanhã cedo, voltamos com mais posts da viagem, fora os da “programação normal”.

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