Em britney spears:

POPNOTAS – Free Britney, o primeiro ato do BaianaSystem, London Grammar aliviando o dark, o Ozzy em desenho e, sim,… Foo Fighters

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* #FreeBritney. Está gigantesca a volta ao assunto musical da hoje veterana cantora pop Britney Spears, 39 anos, outrora “namoradinha da América” com sucesso absurdo no final dos anos 90, começo dos 00, quando virou o maior nome do milionário “teen pop” da época, foi ícone gay sem ser gay, dominou por anos as atenções na MTV mundial e foi condecorada como “Princesa do Pop”, mas que depois caiu em desgraça com depressão, atitudes perturbadoras, vítima dos tablóides e dos paparrazi (uma coisa leva à outra) e principalmente do próprio pai, responsável por lei de ser seu “guardião financeiro” até hoje.
E é aí que chegamos às discussões do momento sobre Britney: a briga dela na Justiça americana, contra o pai, para tomar conta de sua obra e finanças e até sua vida pessoal. Nestes últimos dias, uma juíza de Los Angeles se demonstrou contrária a várias petições do pai, Jamie Spears, para seguir controlando o espólio da filha como o fez nos últimos 13 anos, incluindo tratamento médico e outros aspectos de sua vida pessoal. Em março o caso volta a ser discutido no tribunal.
No meio disso tudo estreou o documentário “Framing Britney Spears”, filme que fala muito dessa pendenga de Britney com o pai, mas também mostra como a cultura pop falhou miseravelmente com um de seus maiores astros. É um dos documentários produzidos pelo grande jornal americano “The New York Times” e usa no título “framing” no sentido de “enquadrar”, prender num “frame”. Mostra Britney no auge pop até as perseguições dos paparazzi, incluindo os momentos em que ela aparece careca surpreendentemente, num posto de gasolina, em meio a uma visível crise emocional e esmiúça as tretas tutelares com o pai. O documentário e sua grande repercussão em meio aos ainda fãs de Britney, que sustentam a campanha #FreeBritney”, fizeram a Justiça voltar a discutir forte o caso da tutela de Jamie Spears. “Framing Britney Spears” só pode ser visto na plataforma americana Hulu e foi exibido no canal FX. Mas, you know, está “por aí”. Aqui, seu trailer.

* Em abril sai “Californian Soil”, terceiro disco da banda indie-pop inglesa London Grammar, que apesar do nome é de Nottingham. Do álbum, conhecemos em singles as faixas “Baby It’s You” e a boa “Lose Your Head”, que hoje ganhou um remix. Quem assina essa retrabalhada em “Lose Your Head”, cujo original foi lançado agora em janeiro, é nosso amigo Dave Bayley, o líder do Glass Animals. O Hanna Reid, do London Grammar, justificou o remix rápido de seu mais novo single dizendo que a música original é sobre controlar e se controlar em relacionamentos e tem uma letra meio dark. Então quis entregar para a música uma versão mais alegrinha, com esta “Lose Your Head – Dave Glass Animals Remix”.

* O grande Ozzy Osbourne fez ele e seu brother Post Malone em desenho animado para transformar em vídeo a música “It’s A Raid”, a faixa de seu mais recente disco, “Ordinary Man”, com a qual o rapper roqueiro cara-tatuada colaborou. O vídeo conta a historinha real da letra de “It’s a Raid”, quando em 1972, numa sessão de gravação do grande disco “Vol. 4”, do Black Sabbath, todo mundo chapadaço, Ozzy sem querer ativou o alarme de segurança e a polícia baixou em peso. Acontece. Com o Ozzy.

* CENA – O bombado grupo BaianaSystem vai lançar seu novo álbum “OxeAxeExu” em três diferentes atos. O primeiro leva o nome de “Navio Pirata”, o nome do bloco da banda, e saiu nesta nesta sexta-feira. A viagem deste “primeiro ato” é uma “trajetória que reconecta América e África numa mesma latitude tropical, une Bahia e Tanzânia”. Se o mar antes era de gente, desta vez vai só pela internet mesmo. Os próximos atos devem navegar em águas latinas. Na semana que antecede um Carnaval sem Carnaval – e sem rua, hein, pelo bem de todos -, o Baiana estreia o vídeo da música “Nauliza”, também nesta sexta, às 18h, no canal do grupo no Youtube.

* No nosso cantinho de notícias do Foo Fighters dentro do POPNOTAS, trazemos uma inédita deles. Inédita no sentido de ser a performance ao vivo de uma música do disco novo, “Medicine at Midnight”, que seja diferente das 7653 vezes que eles gravaram um ao vivo dos singles já batidaços do décimo álbum, que saiu só tem uma semana hahaha. Esta é para “Making a Fire”, a boa faixa que abre o trabalho novo. Esta é quase um vídeo oficial. Foi a própria banda que postou a versão ao vivo da música que talvez mais se aproxime daquela história do Dave Grohl de buscar fazer um disco tipo “Let’s Dance”, do Bowie, pelos “nanananás” da canção.

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POPCAST – As 1001 histórias do Rock in Rio de 2001 – 20 anos. A melhor edição da história?

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* 2001 já ia ser um ano por si só espetacular, com a chacoalhada de garagem que bandas como Strokes e White Stripes ia dar na cena musical do planeta. Mas naquele ano, antes da explosão, no final de janeiro, teve a terceira edição do Rock in Rio 2001.

Muita gente, talvez como a gente, considera essa a melhor edição de um festival por tudo o que ocorreu nele. Em cima do palco e fora dele.

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E, na edição do Popcast, o podcast da Popload, eu, @lucioribeiro, e minha parceira Isadora Almeida (@almeidadora) lembramos as aaaaaaltas histórias do acidental e acidentado festival carioca neste ano em particular. O RiR 2001 comemorou 20 anos agora em janeiro.

Sem querer dar muito spoiler, ajudou o fato de eu estar imerso no festival e fora dele naquelas duas semanas de janeiro, trabalhando na cobertura do evento pela Folha de S.Paulo.

Causos de Oasis, Neil Young, Silvinho Blau Blau, Queens of the Stone Age, Britney Spears, Carlinhos Brown, Cássia Eller, REM, Chili Peppers (e não Head Rót) foram destaque no Popcast, que ainda teve o famoso pódio das principais músicas da semana, minhas e da Isa, fora o pitaco sobre a CENA nacional.

E fora, claro, a playlist que este podcast gera.

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* O Popcast desta semana foi uma homenagem à grande Sophie. R.i.p.
** A foto que ilustra a chamada para este post na home da Popload é de Nick Oliveri, o baixista da banda Queens of the Stone Age, que tocou pelado no Rock in Rio 2001. E foi preso ainda no palco. E alegou, na delegacia: “Mas no Carnaval, aqui no Rio, todo mundo não fica pelado?”.

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Giorgio Moroder solta música “nova” com a… Britney Spears

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Resgatado do ostracismo pelo Daft Punk em 2013, o cultuado produtor italiano Giorgio Moroder vai lançar seu primeiro disco em mais de 30 anos.

Ele, que já passou dos 70 de idade, solta “Dejà Vu” dia 12 de junho e tem a companhia de meninas que abalaram o pop em diversas gerações, de Kylie Minogue a Charli XCX, passando por Sia e chegando à… Britney Spears.

E é a loirinha quem aparece na nova música liberada pelo produtor, “Tom’s Diner”, em reedição da gravação de Suzanne Vega lançada em 1987 e que pode ser ouvida no fim deste post.

Conhecido como um dos principais incentivadores e responsáveis pelo sucesso da disco music no mundo nas décadas de 70 e 80, Moroder revelou nada menos que a diva Donna Summer e trabalhou com artistas tipo David Bowie e Freddie Mercury. Nesta sua nova fase, o italino remixou gente “do momento”, tipo HAIM e Coldplay.

Quando anunciou o disco no fim do ano passado, o produtor deixou transparecer que mesmo aos 74 anos está com espírito renovado para continuar fazendo música. “Dance music doesn’t care where you live. It doesn’t care who your friends are. It doesn’t care how much money you make. It doesn’t care if your 74 or if you are 24 because… 74 is the new 24!”, escreveu o produtor na época.

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Déjà Vu – tracklist
4 U With Love
Déjà Vu feat. Sia
Diamonds feat. Charli XCX
Don’t Let Go feat. Mikky Ekko
Right Here, Right Now feat. Kylie Minogue
Tempted feat. Matthew Koma
74 is the New 24
Tom’s Diner feat. Britney Spears (Suzanne Vega cover)
Wildstar feat. Foxes
Back and Forth feat. Kelis
I Do This For You feat. Marlene
La Disco

Dev Hynes e as meninas: aceito pela Sky Ferreira, rejeitado pela Britney Spears

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Sujeito mais bombado do momento na cena indie americana, o produtor, cantor e guitarrista inglês Dev Hynes, mente brilhante por trás do Blood Orange, é também conhecido no meio por ser um cara polivalente e super bem comentado entre colegas da música.

É ele, por exemplo, que colaborou com hits como “Losing You” da Solange e “Everything Is Embarrassing”, da loirinha Sky Ferreira. Sempre correu um papo de que Dev trabalhou – ou esteve perto disso – com a superstar pop Britney Spears.

Dev escreveu duas canções e enviou as demos para a cantora, que acabou cortando as faixas do tracklist final de “Britney Jean”, seu disco do ano passado.

Mas como a internet está aí para explicar todas as coisas, apareceram as tais duas demos que Dev enviou para a outrora princesinha do pop. Uma não tem nome. A outra só tem o título “10 Seconds”. A versão demo de “Everything Is Embarrassing” para a Sky Ferreira também apareceu.

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O novo episódio de "Girls". O pop ofuscou o indie na terra do indie

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O logo de abertura de “Girls” foi alterado no episódio, para dar o caráter pop de balada

* Continuamos avidamente vendo o seriado e ouvindo as músicas de “Girls”, ótima série de TV da HBO ainda inédita no Brasil e que conta as agruras do dia-a-dia de quatro amigas do Brooklyn, em Nova York. Muitas músicas e/ou referências musicais passam por “Girls”. No episódio desta semana, o sétimo desta primera temporada, as garotas vão a uma festa “secreta” num armazém abandonado de Bushwick. O lugar é um distrito dentro do hypado Brooklyn e funciona assim: Williamsburg é indie. Bushwick é indie do indie. Entende, haha?
Episódio agitado, festa esquisita e música, enfim, de balada. No seriado rolou Ghostface Killah, Jennifer Lopez, Britney Spears, Mark Ronson, Oh Land e algum ou outro hip hop que não reconheci. A dinamarquesa electropop Oh Land foi usada na famosa sequência musical final de “Girls”. O episódio 7 começa com as meninas procurando o lugar da festa e termina indo embora dela. No meio disso tudo tem banda indie tocando na festa, garota ingênua fumando crack sem saber e outros bafos.

Vamos seguir “Girls” e seu jeito de lidar com a música nos próximos episódios. A gente não falou do episódio 6 por aqui porque, como disse o “New York Times”, o capítulo foi “unwatchable”, haha.

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