Em bruce springsteen:

Popnotas – Amarante não pode esperar. O whatsapp do Bruce Springsteen rendeu música para o Killers. A Badsista remixando o ATR. E o Foo Fighters contra os antivacina

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– Quem está de single novo é o Rodrigo Amarante, que vacilou ao lançar um som na quarta-feira e perdeu a chance de já estrear no nosso Top 50 nesta semana, já. Mas a música é boa e a gente guarda um bom lugar no Top para ela, semana que vem. “I Can’t Wait” é a segunda amostra de “Drama”, segundo álbum solo do (los)hermano(s), programado para chegar no dia 16 de julho. Como sempre, vale mais a explicação elaborada dele do que qualquer tentativa nossa sobre qual é a conversa da música. “Escrevi esta canção porque Jesus é seguido por traidores. Escrevi porque as ideias de Darwin estão a servir para nos voltarmos uns contra os outros, porque acredito que a liberdade não decorre de independência, separação ou desconexão como os dicionários sugerem, mas sim a partir do reconhecimento de nossa interdependência, porque liberdade é pertencer. Escrevi esta música porque a esperança não é suficiente. Escrevi depois de esbarrar em um verbete de um dicionário latino: Noster Nostri – 1: Nosso, seu. 2: Nossos corações batem como um só. 3: Aquele nosso sonho antigo”. Bom, né? Amarante, cola na nossa live da Popload TV um dia desstes? Precisamos conversar. Ah, a música já estreou com um vídeo:

– “Dustland Fairytale” é uma música de muitos significados para Brandon Flowers do Killers. Foi escrita em um momento complicado, com sua mãe muito doente. A canção seria uma homenagem a ela e um jeito de escrever sobre seu pai, um personagem misterioso, de acordo com Flowers. Junte isso a um dia em que ele, voltando para casa com a emergência da covid-19 estourando, recebe uma mensagem de Bruce Springsteen elogiando a apresentação do Killers no Glastonbury. E comentando como quem não quer nada: “A gente deveria fazer Dustland um dia”. E não é que rolou?

CENA – A ATR, banda de música instrumental de São Carlos que há algum tempinho anda em fase eletrônica, está preparando uma versão remix do álbum lançado no ano passado, “Mundi”. Este EP contará com releituras de DJ Nyack, Chico Corrêa, Malka, STRR, Érica e Badsista. E é o remix da produtora paulista Badsista que já está no ar. Uma das nossas melhores DJs recriou a faixa “Corazón”, dando literalmente novos ares e espaços na canção, que ficou mais suingada, pelo que entendemos.

– E o Foo Fighters voltou a fazer shows com público como se fosse 2019. Uma audiência de cerca de 600 pessoas pode ver a banda na última terça-feira, no pequeno The Canyon, em Agoura Hills, na Califórnia. Assim como no show que noticiamos dos Strokes recentemente, ser vacinado era uma obrigação além do ingresso comprado, para todo o público que queria ver as novidades ao vivo de Dave Grohl e companhia. O detalhe é que esse show rendeu protestos do lado de fora da casa por parte de uma turma antivacina, que acredita que a obrigatoriedade é uma nova segregação. Pensa! A covid-19 matou mais de 600 mil pessoas nos EUA e ainda tem gente que… No fim de semana agora, o Foo Fighters reabre o gigantesco Madison Square Garden, em Nova York, que vai ter seu primeiro show para uma audiência completa em mais de um ano. Tomar vacina também é obrigatório para quem quiser ver a banda em ação na famosa arena de Manhattan. Vamos acompanhar os antivax. E, claro, o show. Sobre o concerto de terça, abaixo tem uns sonzinhos, incluindo uma cover de “Somebody to Love”, do Queen, cantada pelo baterista Taylor Hawkins. No vídeo desta dá para ver a galera lindamente sem distanciamento (foto na home).

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Popnotas – A volta do Lollapalooza (em Chicago). O disco californiano do Bruce Springsteen. O álbum que não é álbum da Jorja Smith. E a semaninha agitada da Olivia Rodrigo

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– Vem aí um novo disco do Bruce Springsteen. Seu anúncio discreto rolou na coletiva após ele receber ontem o prêmio Woody Guthrie, em homenagem ao grande músico de folk e ativista político americano, morto ainda nos anos 60. “A Califórnia foi uma enorme influência em alguns dos meus textos durante os meus anos 90, 2000 e até agora”. Em breve teremos um álbum que será lançado e que se passa neste ambiente. Mais alguma informação? Nada. Mas vale lembrar que na premiação Springsteen deu um pequeno show e tocou quatro músicas: “Tom Joad” e “Plane Wreck at Los Gatos (Deportee)”, de Guthrie, e as suas guthrianas (existe essa palavra?) “Across The Border” e “The Ghost of Tom Joad”.

– Parece que o Lollapalooza, o gringo, da matriz Chicago, deve voltar mesmo. É o que apurou a revista “Variety”, que noticia que talvez o evento retorne mesmo em seus moldes tradicionais ainda este ano, no gigantesco Grant Park, de 29 de julho a 1º de agosto. A prefeitura de Chicago já teria dado a liberação de capacidade quase máxima e o anúncio oficial deve rolar nas próximas semanas. A revista entrou em contato com a organização do evento e por lá ninguém quis falar de maneira oficial, embora uma fonte da empresa já tivesse demonstrado otimismo no mês anterior. Se isso acontecer, a própria “Variety” aponta que o Lolla não será o primeiro grande festival a voltar a acontecer em território norte-americano pós-pandemia. Eventos como o Rolling Loud, com capacidade para 65 mil pessoas, de Miami, dever rolar antes.

– Já está entre nós um novo projeto da cantora britânica Jorja Smith. “Be Right Back”, disquinho de oito faixas, ainda não é seu novo álbum, mas é o primeiro trabalho após o sucesso de sua estreia em estúdio, “Lost & Found”, de 2018, que rendeu a ela um Brit Award e uma indicação ao Grammy. “Se eu precisei fazer essas músicas, então alguém precisa ouvi-las também”, justificou Jorja, ao ressaltar que se trata de um interlúdio até seu segundo disco. Para divulgar o novo trabalho, Jorga se apresenta na livestream do Glastonbury no sábado 22 de maio, e de corpo e alma no All Points East, no dia 27 de agosto, em Londres.

– A sensação Olivia Rodrigo, atriz da versão seriada de “High School Musical” e já um certo fenômeno pop nos EUA, soltou hoje seu terceiro single solo, “Good 4 U”. Será que ele repete o grande feito dos singles anteriores? Ainda que impulsionada pela popularidade da série, Olivia foi a primeira artista a estrear seus dois primeiros singles no Top 10 da Billboard Hot 100 (“Drivers License” e “Deja Vu”, ambos deste ano). A semana esteve agitada para os fãs da Olivia. Ela também soltou o trailer de “SOUR”, que será seu primeiro álbum, com todos os hits até aqui e as inéditas “Brutal”, “Traitor”, “1 Step Foward, 3 Steps Back”, “Enough for You”, “Happier”, “Jealousy, Jealousy”, “Favorite Crime” e “Hope ur Ok”. Além de ter se apresentado no Brit Awards, cantando “Drivers License”. Relembra aí.

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Lorde ressurge cantando. Mas “só” uma música do Bruce Springsteen

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* Oi, Sumida. Desde nosso querido e saudoso Popload Festival lááá de 2018, quem apareceu de repente e sem avisar foi nossa querida neozelandezinha que “vimos crescer”, a Lorde!

A última notícia que tivemos dela no ano passado era sobre o lançamento de um livro de fotos de sua viagem para as terras gélidas da Antártida, que deve sair ainda neste ano. A passagem dela por lá, segundo ela mesma, era necessária para ver com os próprios olhos o estrago que as mudanças climáticas estão fazendo ali na Antártida e como isso já está afetando outras partes do planeta.

Nesta semana, a cantora deu pinta no show do cantor e guitarrista conterrâneo Marlon Williams (porque, sim, os shows estão tipo normais naqueles lados). Lorde apareceu como convidada especial no final da apresentação de Williams para fazer uma cover de “Tougher than the Rest”, de Bruce Springsteen.

Veja abaixo a participação da Lorde no show do amigo, cantando Springsteen. Aproveitamos para deixar, depois, a música original do “Boss”. Engraçado lembrar que o “boss” fez um cover de “Royals”, megahit da Lorde. Questão de reciprocidade bonita.

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POPLOAD NOW – Três momentos musicais do Super Bowl, estrelando The Weeknd, Miley Cyrus e Bruce Springsteen

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Captura de Tela 2021-02-08 às 7.55.10 AM

* Aparentemente curado da mágoa de não ter sido indicado ao Grammy, o músico canadense The Weeknd fez o graaaaaande show do Super Bowl 55, realizado ontem no intervalo do jogo Raymond James Stadium, na Florida. Por 15 minutos, Weeknd espremeu sete músicas em sua apresentação, de seu primeiro disco “House of Balloons” (2011, na real sua primeira mixtape) até o “desprezado” “After Hours”, do ano passado. Isso em meio a um incrível cenário urbano de luzes e milhões (o exagero dá conta) de dançarinos em casacos vermelhos. De seus primórdios, Weeknd tocou rapidinho “House of Balloons/Glass Table Girls”, mas na famosa parte que usava sample de “Happy House”, hit do grupo inglês pós-punk Siouxsie and the Banshees. Showzão.

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* Uma mistura de comercial de carro com uma mensagem política ao povo dos EUA marcou o primeiro (e pomposo) comercial da vida do lendário cantor Bruce Springsteen, exibido ontem no milionário intervalo do Super Bowl, a grande final do futebol americano. A única propaganda em mais de 50 anos de carreira do “Boss” foi mais assunto até que as belas imagens do Jeep que dirigiu, falando coisas como “We just have to remember the very soil we stand on is common ground”, para uma nação tão polarizada como a americana pós-Trump.

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* Nossa roqueira Miley Cyrus fez um movimentadíssimo show com plateia ontem para o Super Bow. Não ali entre os segundos mais caros da TV mundial, no intervalo do jogo. Foi antes, no “pre-game”, em palco montado no estacionamento do estádio para ir recebendo o público que chegava, no evento chamado Taligate. E teve de tudo na quase hora e meia de apresentação de Cyrus, coisa de 20 músicas. Presenças especiais de Billy Idol e Joan Jett, várias canções de seu mais recente disco, “Plastic Hearts”, do ano passado, e muitas covers, entre elas de Bikini Kill, Dolly Parton, Blondie e Nine Inch Nails. O público presente, cerca de 7 mil pessoas lindamente aglomeradas à frente de Cyrus, foi formado por vacinados profissionais da área de saúde que trabalham na linha de frente contra a covid-19, os grandes homenageados pelo Super Bowl. “Nós apreciamos tanto vocês e toda a sua entrega por nós. E por isso a gente vai fazer bastante barulho daqui”, anunciou Cyrus no começo de seu show.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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Bruce Springsteen se emociona ao tocar para um pouquinho de gente no “Saturday Night Live”

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Captura de Tela 2020-12-14 às 6.12.19 PM

* Com uma alegria reluzente de banda nova, o veteraníssimo roqueiro americano (no sentido a-me-ri-ca-no da parada) Bruce Springsteen foi ao grande programa saturnino ao vivo e à noite “Saturday Night Live” tocar duas músicas de seu novo disco, ainda que aqui o novo se refira a “Letter to You”, seu 12º disco, lançado no final do ano passado com boa repercussão de crítica e vendas. Mas não excursionado, porque a Covid-19 não deixou. E o “ao vivo” tenha só o caráter de show, porque o programa é gravado.

Não deixou também, por precaução, dois integrantes da sua excelentíssima banda E Street Band acompanhá-lo ao programa de Nova York, que tinha uma plateia pequena para vé-los, o que arrancou algumas palavras emocionadas de Springsteen, já que foi o único público, ainda que pequeno, que presenciou o músico e sua fiel banda desempenharem canções ao vivo do último álbum. Ele chegou a dizer isso em um desses programas de entrevistas de fim de noite da TV americana durante a semana, e depois da gravação do “Saturday Night Live”

As músicas tocadas no “SNL” foram “Ghosts” e “I’ll See You in My Dreams”, e resgatou ali na telinha o que Bruce Springsteen tem de melhor: sua eterna jovialidade para apresentar suas músicas ao vivo, ainda que o tempo passe e seja implacável. No caso de Springsteen e de suas atuações em show, com sua banda, o tempo é até bem generoso.

A última vez que Sprinsteen tinha se apresentado no “SNL” havia sido no Natal de 2015.

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