Em bruno del rey:

CENA – Melhor vídeo do ano? Bruno Del Rey chapa a música brasileira com seu lamento sergipano visual

1 - cenatopo19

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* O cantor e compositor sergipano Bruno Del Rey, sem parentesco com a Lana (ok, vou parar de usar essa), radicado em São Paulo e artisticamente morando nos anos 60, é um personagem singular e rico da CENA brasileira, no que ela apresenta de singular e rica.

O nordestino, sempre disseram, é antes de tudo um forte. Então chega a ser brilhante o que o cantor de Aracaju anda fazendo no seu quintal musical, em meio à nova psicodelia soberana de Norte a Sul, as experimentaçãos eletrônicas de Leste a Oeste, as derivações mpbzísticas do Oiapoque ao Chuí, o rock cantado em português e o indie cantado em inglês.

No meio de todos esses caminhos musicais tupi, tem o Bruno Del Rey, que se não está esbarrando em bossa nova, juntando a seu jeito soul music e jovem guarda anos 2020, faz uma música dessa e um vídeo desse como “Lamento Sergipano”.

Que coisa mais bonita!

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TOP 50 DA CENA – Dá licença que a Ana Frango Elétrico chegou no ranking revoltado e viajante. Um oferecimento de D2, Iggor e Gordo. Pá!!!

1 - cenatopo19

* A gente quase botou aqui no ranking a música em que o Tim Bernardes canta uma parte, em português, no disco do grupo americano Fleet Foxes. Ficamos pensando se seria forçar demais a amizade, emboooooora fique aqui registrado o maior crossover de CENAs que se tem notícias. Acabamos deixando de fora, mas achamos justo que incluir a música, pelo menos, na playlist, como uma faixa bônus.
Se bem que o caráter “internacional” da globalizada CENA brasileira já esteja representado com a presença da carioca Ana Frango Elétrico no topo do Top, que está concorrendo ao Grammy Latino. Solta a Frango e vem com a gente (sdd, Bonde do Rolê!). E pela Sartør, cantora brasileira fazendo electrotrap maneiro em Los Angeles. Porque a CENA tá tão boa que não cabe mais só aqui no Brasil.
Marcelo D2, João Gordo e Iggor Cavalera em altos postos nos cheira a espírito teen. E tudo bem também. Anos 90 mandando recado aos anos 20.
Tudo isso num top 10 que ainda tem o Matuê, anos 20, mandando Charlie Brown Jr., o recado aos anos 00.
Que viagem (no tempo)!!!

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1 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (Estreia)
Ana vai conquistar o mundo. A gente já sabia e o mundo agora parece que está sendo informado. Indicação ao Grammy, livro e um novo single que deixa a gente com a certeza de que a sua produção segue afiada em um som que ela explica assim: “Pensei numa melodia que pudesse ser cantada para plantas e bebês, trazendo timbres que têm me interessado, como a flauta, órgão e violão, misturando elementos da bossa-nova, chamber-pop e soft-eletro-indie. Quis explorar efeitos, estéreos e repetições trazendo elementos em comum ao ‘Little Electric Chicken Heart’, como dobras, coros, metais, e divergindo em outros aspectos, como forma e timbres”.
2 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (Estreia)
Em um beat inspirado do Kamau, Rodrigo Ogi deixa mais uma letra nota dez em um disco que não é o seu este ano – o outro exemplo é o som que escreveu pra Kiko Diinucci. Marcelo D2 em uma track sua soa quase como participação de luxo, consequência de sua ideia de montar um superálbum gravado e escrito remotamente durante a pandemia por muitas vozes e canetas. Que sacada e que generosidade com os mais novos.
3 – Revolta – “Hecatombe Genocida” (Estreia)
Nosso “We Are the World” do mundo invertido. “Cem mil mortos entupindo o poço da escuridão/ A justiça vai caindo/ Facistas na contramão/ O terror em forma de governo/ Misturado com ódio e veneno/ Extermina toda a razão/ Patriotas de pele mais clara/ Mundo podre da corrupção”, diz a letra da banda que tem em suas fileiras “apenas” João Gordo (Ratos de Porão), Prika Amaral (Nervosa), Guilherme Miranda (Entombed AD e Krow), Moyses Kolesne (Krisiun), Castor (Torture Squad) e Iggor Cavalera (Cavalera Conspiracy e Mixhell).
4 – Carne Doce – “Hater” (1)
Single a single eles foram conquistando espaço em um disco que firma a banda em outros níveis da música brasileira, se é que existem outros níveis além de onde eles já estão. A banda está fazendo grandes músicas. Cada vez maiores. E, veja bem, “Interior”, o álbum, mostra o Carne Doce muito além de “apenas” ser a “banda da Salma”
5 – Leveze – “Aurora” (Estreia)
Ex-Cabana Café e Parati, o Leveze foi por anos a “viagem secreta” de Lanfranchi, que agora toma uma forma mais escancarada e não menos delicada. É só começar a ouvir o delicioso “Aclimação12-20” (Cavaca Records), álbum recém-lançado da melhor chillwave com guitarrinha doce, para entender de primeira.
6 – Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D`água” (Estreia)
Música que vai dar o nome ao disco cheio, seu segundo, que sai em outubro, foi composta por ela em parceria com François Muleka. Um som sobre afeto, sobre respeitar o tempo do outro, o ritmo do outro, segundo a cantora. Vem disco bom por aí.
7 – SARTØR – “NEVER COMING HOME” (Estreia)
Em maiúsculas, como um grito, esse som afasta SARTØR de Isadora Sartor, seu nome pessoa física. O single apruma o caminho que a paulistana radicada em LA escolheu para pautar sua vida e sua música. De ex-guitarrista de um duro death metal a produtora de um pop maleável e moderno.
8 – Rohmanelli – “Toneaí” (Reestreia)
O hit ácido/crítico/carnavalesco de Rohmanelli volta ao top 50. O single está incluindo no bom álbum “Brazil’ejru, Vol 1”, seu primeiro trabalho 100% em português.
9 – Autoramas – “Dinâmica de Bruto” (2)
Repare. A gente ainda precisa de banda como os Autoramas. “Dinâmica de Bruto”, nome ótimo, está no mesmo EP a ser lançado pela banda neste mês, em vinil, pela gravadora espanhola Family Spree Recordings. A música tem um viés político e um vídeo beatlemaníaco, por assim dizer. É ver para entender.
10 – Matuê – “Máquina do Tempo” (3)
Será que agora o trap nacional rompe sua já gigante bolha de popularidade e alcança os números do mainstream brasileiro? Vale acompanhar a esperta pegada do Matuê neste som do seu primeiro álbum. Um trap acelerado e divertido que dá um leve aceno para o pop em um bem sacado sample de uma linha de baixo do Charlie Brown Jr. Este som já irritou youtubers conservadores, algo que sempre é saudável.
11 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (Estreia)
12 – The Baggios – “Hendrixiano” (4)
13 – JP – “Eu Quero Perder Você” (5)
14 – Nobat – “Cárcere” (6)
15 – Gabrre – “De Noite Eh Dia de Sair” (7)
16 – Cat Vids – “Ash Ketchum” (8)
17 – PLUMA – “Leve” (9)
18 – Luiza Lian – “Geladeira” (10)
19 – Bruno Del Rey – “O Amigo Que Esperava” (11)
20 – BK – “Movimento” (12)
21 – Nana – “Independência ou Morte” (13)
22 – O Cientista Perdido – “Não Cabe Em Você” (15)
23 – Terno Rei – “São Paulo (Acústico)” (16)
24 – Vivian Kuczynski – “Pele” (17)
25 – Boogarins – “Cães do Ódio” (19)
26 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (20)
27 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (21)
28 – Luiza Brina – “Oração 12” (22)
29 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (23)
30 – Yannick Hara – “Eu Quero Mais Vida Pai” (24)
31 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (26)
32 – Wry – “Travel” (28)
33 – Letrux – “Vai Brotar” (30)
34 – Apeles – “Tudo Que Te Move” (31)
35 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (32)
36 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (33)
37 – Rincon Sapiência – “Malícia” (31)
38 – Marcelo Perdido – “Bastante” (34)
39 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” (36)
40 – Don L – “Kelefeeling” (38)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (39)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (40)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (41)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (43)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é de Ana Frango Elétrica, em foto de Hick Duarte.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, conversa e música com Bruno Del Rey

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* O convidado da Popload Live de hoje, na retomada pós-feriado, é o cantor e compositor sergipano Bruno Del Rey, no relation. A conversa com música se dará, como sempre, no canal @poploadmusic do Stories, às 17h

Bruno, radicado em São Paulo, não vive neste mesmo tempo em que nós vivemos. Ele artisticamente e visualmente mora lá nos anos 60, 70. Fã de bossa nova, Beatles e Jerry Lee Lewis, soul music e jovem guarda, o músico usa equipamentos analógicos e instrumentos vintage para buscar a sonoridade que o faz transportar no tempo. Ou traduzir para hoje a música do período que o inspira.

Sobre essa viagem ao passado, sobre ser o “cara do terninho e gravata”, sobre seu novo lançamento, chamado “O Amigo Que Esperava”, que sai semana que vem com vídeo e vai batizar a música que o acompanha de “A Corte Retrô”, suas influências temporais ou não, Bruno vai conversar logo mais, na live da Popload, 5 da tarde.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva, Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome, o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara, a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONS, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido, com o Chico Bernardes, com Mário Arruda, do Supervão, o electroindígena Nelson D, a Larissa Conforto (Àiyé), o Vovô Bebê, o Gustavo Bertoni, do Scalene, Julio The Baggios, o grande Chico César, o rapper Hiran, a multiartista Jup do Bairro, Eduardo Porto (do ATR), o pernambucano Tagore, a baiana Jadsa, o gaúcho Erick Endres, o lendário cantor Odair José, o músico Thiago Nassif, a cantora e guitarrista Fernanda Takai, o cantor baiano Giovani Cidreira, o rapper mineiro Flavio Renegado, o guitarrista Gabriel Thomaz (Autoramas), a cantora e taróloga Ella, o gateiro Pedro Pastoriz (Mustache & Os Apaches), o grande Samuel Rosa, do Skank, o piauiense Valciãn Calixto, o “cigano” Juliano Abramovay, Gabriel Serapicos (Compositor Fantasma), Vallada (Viratempo), o veterano Marco Polo (da histórica banda pernambucana Ave Sangria), o músico agitador Otto Dardenne, o rapper Xis, o saxofonista Anderson Quevedo, a cantora Anne Jezini, de Manaus, a cantora paraense Mai e o pernambucano Jáder, do Mulungu.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.
Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl. Do Fetusborg, que virou uma residência mensal de hip hop. Da incrível dupla electroflorestal Xaxim. Dá ótima DJ Kysia, de Fortaleza.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. Com o jornalista-boleiro Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música. Com a jornalista, escritora, DJ e agitadora Claudia Assef. Com Alexandre Matias, o inventor do Trabalho Sujo. Com o conhecidíssimo Zeca Camargo. Com o importante produtor Marcelo Damaso, do festival Se Rasgum (Pará). Com o renomado jornalista Álvaro Pereira Júnior. Com o podcaster Vinícius Felix. Com o correspondente de cinema em Los Angeles Rodrigo Salem. Com o empresário indie Fernando Dotta. E com a produtora Monique Dardenne.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem razoavelmente acontecido às 17h, 18h.
A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 5 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com Bruno Del Rey.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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