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CENA – Brvnks, de Goiânia, finalmente apresenta novo single, “Tristinha”. E grava uma cover maravilhosa de Courtney Barnett para a Popload Session

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* Amarrada aos conceitos indies dos anos 90, mas soando cada vez mais moderna, a banda goiana Brvnks, radicada em São Paulo, com suporte de grande gravadora e fazendo a gente voltar a usar tênis Vans, lançou hoje o primeiro single do resto de sua vida. A música, “Tristinha”, de uma felicidade undergroung deliciosa, é o primeiro exemplar a sair de seu primeiro álbum, “Morri de Raiva”, a sair em algum dia de final de março ou começo de abril, com a estampa da Sony Music.

É música agridoce sem medo de, quando preciso, distorcer a guitarra, espancar a bateria e esgarçar o vocal, remetendo rápido a sonoridades tipo Throwing Muses e Breeders do comecinho. Dos 90.

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A banda tem a cara de sua pequena diva indie Bruna, a Brvnks, 23 anos, vocalista e guitarrista, que empresta o apelido ao grupo e que para liberar sua jovialidade tem um back-up de valor na bateria, o toca-tudo Edimar Filho, conhecidíssimo da velha cena goiana. A química é muito boa. Completam o Brvnks, ou a Brvnks, Rodrigo Gianesi, Ian Alves, Helô Cleaver.

“Tristinha”, que você pode ouvir abaixo, agora, é considerada a música “calma” do álbum de estreia do Brvnks. Que beleza!

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A Brvnks, do Brvnks, fez à pedido da Popload uma releitura livre de uma música da musa indie australiana Courtney Barnett, que daqui a menos de 20 dias estrela, de novo, um Popload Gig, com shows em São Paulo e em Porto Alegre. As apresentações da premiada guitarrista predileta do Obama acontece aqui no Fabrique, na Barra Funda, dia 21/2, e lá no Bar Opinião, no dia seguinte.

Brvnks escolheu a espetacular “Need a Little Time”, do disco “Tell Me How You Really Feel”, lançado em maio do ano passado, um dos discos de 2018 em 99% das listas de melhores.

E o resultado, nesta Popload Session especial Courtney Barnett, ficou não menos espetacular que a original.

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CENA – Bananada, 2 de 7 – O barulho girlie do Brvnks e a pós-banda de Caxias do Sul

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* Popload ainda em Goiânia. God bless Bananada Festival. Porque em julho vem aí o Villa Mix Festival Goiânia.

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A terça-feira de um dos principais festivais indie do Brasil movimentou seis locais e acabou com a polícia brecando um Popload DJ set bem na hora em que um Soulwax com Iggor Cavalera estourando na bateria estremecia o Rock. Alegaram barulho, as autoridades, imagine. Mas o importante da segunda noite do Bananada foi que…

Mais cedo, no simpático Complexo, bar-estúdio-laje=clubinho no centro da cidade, de propriedade dos caras do Hellbenders, heróis locais, rolou um showcase do selo sulino Honey Bomb, de Caxias do Sul. Duas bandas e uma pós-banda do selo se apresentaram, explico.

Na abertura da noite, que ainda teria shows da banda Supervão e My Magical Glowing Lens, teve um show de abertura genial. Ok, mais na sua ideia do que na execução, mas ainda sim. Três membros da Honey Bomb Records montaram uma banda, aliás chamada de pós-banda, que consiste em um “mestre de cerimônias”, um baterista e um cara operando um sintetizador interferindo em remixes de músicas de bandas do próprio selo. Entendeu? É uma espécie diferente de apresentar o selo, as bandas do selo e ainda produzir um caldo musical disso. Um pós-caldo, melhor dizendo.

Em outro canto da cidade, no misto de bar, casa de show e galeria de arte, o Rock, a noite começou com a neopsicodelia local dos Peixefante, o grupo da foto abaixo. Em matéria de psicodelia, Goiânia parece saber sobre o que está falando (ou tocando).

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Depois, o bom grupo local Brvnks fez seu vigoroso show num volume em que, parecia, a casa não estava preparada. Som agridoce tipo Throwing Muses anos 90, quando doce já mostrava toda a ferocidade pós-teen incontrolável da guitarrista e cantora Bruna, ela-mesma a Brvnks. Quando agri, a maçaroca sonora grunge vinha tão violenta que, acho, balançava os quadros e obras expostos na ala artsy do Rock.

Do Brvnks, consegui pegar um momento “tranquilo” em vídeo.

Daí a noite do Rock acabou com a polícia…

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CENA – Bananada junta nesta terça Brvnks, Papisa, showcase dos Honey Bomb e as eletronices de Bruno Abdala

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* Popload em Goiânia. A cidade que nem liga pela fama de sertaneja porque é a Goiânia Rock City, na real.

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* O Bananada 2017 daqui a pouco entra em seu segundo dia musical (porque o gastronômico já rolou bem no almoço thankyouverymuch), esquentando bem sua programação em relação a ontem, mas ainda nem perto das chamas que vão arder na cidade a partir de quinta-feira, até o encerramento no domingo.

Hoje, novamente se espalhando pela cidade, o festival ocupa seis endereços, com 16 apresentações. Alguns dos destaques da noite são Papisa, o projeto solo da multiinstrumentista Rita Oliva (Cabana Café); o pequeno grande grupo local Brvnks, que acha que vive em Newport nos anos 90; o showcase do ótimo selo gaúcho Honey Bomb Records, gaúcho mas de Caxias do Sul é bom dizer, com três bandas, entre elas o My Magical Glowing Lens; e Bruno Abdala, ou B.Abdala, reconhecido nacionalmente pelo vasto alcance de suas eletronices.

O Bananada 2017, ainda na terça-feira, começa a esquentar bem. Confira a programação abaixo.

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CENA – Brvnks chama o “Harry” para uma despedida. Veja o novo vídeo

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* Outra integrante da rica e plural cena indie goiana, a ótima banda Brvnks parece já ter fincado seu nome na música independente brasileira graça a apenas um EP lançado no ano passado. Graças a “Lanches”, disquinho de quatro músicas tão urgentes e poderosas, que remetem a um lo-fi americano anos 90, sua vocalista, Bruna Guimarães, a Brvnks, 20 anos, já se mudou de mala e guitarra para São Paulo, onde o grupo se apresenta ao vivo mais uma vez nesta quinta-feira, amanhã.

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O show, na Barra Funda, dentro do projeto Budweiser Basement e com noite pilotada pelo selo faz-tudo Balaclava, marca a ida do Brvnks em direção ao seu primeiro álbum, que deve começar a ser gravado agora, para estar pronto até final de março, começo de abril. A apresentação de amanhã em SP deve ser uma despedida de palcos do quarteto e da “fase goiana” deles até o disco de estreia.

Ainda para encerrar o “ciclo do EP”, o Brvnks lança hoje, aqui na Popload, o vídeo de “Harry”, música do “Lanches”, feito oficial após uma session em ação do festival Locomotiva, de Piracicaba, interior paulista. Nesse vídeo ao vivo, o Brvnks traz uma versão mais acelerada e estendida de “Harry”, inclusive com outros arranjos. Ficou assim a nova “Harry”.

* “Harry”, o vídeo, foi gravado em apenas um take durante a passagem da banda por Piracicaba, em Dezembro. Tem produção de Luciano Benetton. A captação de imagens é de Thiago Altafini e Urgência Filmes. A de áudio, mais a mixagem, de Massimo Matta, do Estúdio LabSound.

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SIM – Semana da música transforma São Paulo num Sxsw mirim, com discussões e mil shows. Veja performance de FingerFingerrr e BRVNKS

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* A SIM – Semana Internacional da Música, convenção anual que pretende juntar todas as pontas da música como business, tendo o crescimento da CENA brasileira como foco e promovendo intercâmbios com a cena latina e americana em diversos níveis da produção sonora. Começou em festas na quarta-feira, mas ontem teve seu primeiro dia de programação séria, no Centro Cultural SP, com nível gringo de organização e espalhando shows bons pela cidade, que viveu desde 12h um clima de Austin, Texas.

A Popload percorreu a programação da SIMSP durante o dia e esteve em shows da noite. Num apanhado geral do que vimos podemos recortar o seguinte:

DIA – Painéis e showcases no CCSP
O primeiro painel do dia foi “A Música na TV Brasileira”. E o pessoal que estava debatendo falou um pouco sobre adequação dos artistas quanto aos vídeos que passam nos canais dedicados à música seja na TV aberta ou fechada. Foi importante ver chefes de programação da MTV, PLAY TV e a diretora do programa “Altas Horas”, pelas bandeiras que defendem, discutindo os novos rumos dos videoclipes e qual o caminho do artista até chegar às televisões. Hoje em dia o caminho é muito mais curto, por causa da internet. Agora o caminho é Youtube -> TV, foi o consenso.

Outro painel, “Crítica Cultural x Curadoria de Conteúdo”, com gente da Vice, Noize, Sofar e Bravo! Nessa conversa muito se discutiu, também à luz da independência virtual vs. canais estabelecidos, sobre a relevância de se escrever uma crítica musical, se ela ainda se faz necessária e qual o cenário da crítica no Brasil. Os canais de Youtube que hoje são importantes “formadores de opinião” (cada um com seu peso) para a juventude que acredita no que ouve de pessoas (que às vezes não têm esse conteúdo e conhecimento todo necessário para fazerem uma critica musical) que admiram. A falta de incentivo financeiro para esse tipo de trabalho foi um dos pontos que pegaram durante a conversa. O raciocínio é fácil: se não tem incentivo o pessoal que sabe/quer escrever sobre críticas mais embasadas vai murchando.

“Minha Música na Novela” foi um painel até surpreendente para o público presente, pelo rumo que tomou. Serviu para, de acordo com a mesa, entender que música em trilha de novela (pelo menos da Globo) aparece lá porque faz sentido na trama, ou faz sentido a uma certa personagem. Não tem jabá e é mais questão de feeling, mesmo. Artistas independentes, grandes nomes, nomes que estão bombando no momento…cabe de tudo nas trilhas, segundo disseram.

Flora Gil entrevistada por Roberta Martinelli. Vimos pouco da conversa, mas pelo entendemos ela foi pautada um pouco na “eterna luta” entre grandes empresas tipo o Youtube e os artistas, se a distribuição e o retorno financeiro é justo, a coisa dos direitos autorais e um pouco sobre a cena dos novos artistas. Fico pensando o que o Chance The Rapper poderia falar nessa conversa, já que ele é um dos maiores nomes da música mundial, indicado a (vá lá) Grammy e nunca colocou música para vender, sempre distribuiu tudo de graça e só a última mixtape dele está em programas de streaming. Já a Taylor Swift escreveu carta para Apple pedindo mais “retorno financeiro” para os artistas… Essa conversa não tem fim.

“Minha Carreira no Exterior” teve do produtor e agitador Marcos Boffa, herói indie desde os 90, como mediador, e gente tipo Adriano Cintra e Andreas Kisser batendo aquele papo de bandas brasileiras que fizeram fama lá fora. É meio um papo que a gente já sabe: a banda tem que ser foda AND estar no lugar e na hora certa, para aproveitar oportunidades que surjam. Misto de sorte e talento.

Na parte de shows, os do dia, no Centro Cultural, rápidas apresentações de enxutos 20 minutos, tiveram coisas bem legais, como a pauleira garagem do FingerFingerrr até o hip hop style de Tássia Reis e Ogi, entre outros.

Na movimentada noite paulistana de ontem, fomos à Casa do Mancha ver o showcase do Bananada, que apresentou espetaculares shows do goiano BRVNKS e do carioca Ventre.

Abaixo, temos vídeos do FingerFingerrr (o vocal estava tecnicamente prejudicado na performance deles e reflete no vídeo, mas tudo bem porque a energia sonora do duo transborda) e da belezura que é o BRVNKS.

** As imagens deste post, a de cima e a que está na home da Popload, são da performance da cantora Tássia Reis.

** A cobertura POPLOAD do SIM – SEMANA INTERNACIONAL DA MÚSICA é de Lúcio Ribeiro e Isadora Almeida.

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