Em budweiser basement:

CENA – Uma terça quase ordinária. Carne Doce no SESC, Pethit na Bud, Papisa na galeria

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* Sem nada muito esperto para a noite do Valentine’s Day? A CENA pode te ajudar a criar um clima.

* Os namorados Macloys e Salma Jô levam a banda goiana Carne Doce, de excelente apresentação ao vivo, para estrear a fase 2017 do projeto Prata da Casa, no Sesc Pompeia. A mostra reúne ainda, na mesma noite, outro show bem bom, o da banda carioca Ventre. O grupo do Rio deve já tocar alguma música nova, pois seu segundo álbum já está em plena gestação. O Carne Doce vai aproveitar o show do Sesc para exibir, em premiére, o novo vídeo de música do álbum “Princesa”, do ano passado. Numa superprodução “hollywoodiana”, a banda mostra o visual da canção “Falo”, de múltiplos significados. O vídeo estará rodando amanhã aqui na Popload. Só para adiantar, em “Falo”, e por causa dele, as mulheres pegam em armas. Abaixo, uma imagem de “Falo”, o vídeo.

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** Exposição mais show e performance, o projeto Divinas ocupa o lado “ar livre” da Galeria Vermelho com… divinas. A fotógrafa Mariana Cobra exibe 40 fotografias analógicas (!) com quatro mulheres reais do Uruguai, mas em formato de zine. Nesse ambiente “feminino”, a artista Rita Oliva faz show de seu projeto recente Papisa, tudo a ver com o dia (Valentine’s) e com a noite (Divinas). O show da Papisa acontece às 20h30 (mas o evento estará rolando desde 19h). E o acesso ao espaço é grátis.

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*** Com show de seu álbum “Rock Star Sugar Darling” (2014), o paulistano Thiago Pethit é a atração da noite no galpão-porão da marca Budweiser. A balada vai das 20h às 2h e ainda tem DJ set da Jess Pauletto (Big in Japan) e do Thiago Sabota (Protection).

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CENA – Holger antecipa o Carnaval na Bud. Mas todo Carnaval tem seu…

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* Não, não vou citar Los Hermanos nesta altura do campeonato, né?

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* O cenário é de um daqueles yards americanos abertos, mas fechado. Tem barbearia, estúdio de tatuagem, maquiadores, lojinhas fashion, bar do Mandíbula e quadra de basquete. E DJ tocando. E banda tocando. É quase uma block party. Na “guerra de verão” das cervejas por agitos musicais a Budweiser montou um interessante playground jovem na Barra Funda, em São Paulo, que já funciona há vários dias. Neste domingo teve Carnaval e psicodelia, com o aval curador da atuante marca MECA e do selo-agito Balaclava Records.

O responsável pela parte da “folia” foi a banda indie-tropical com ginga axé Holger, veterana já da CENA, mas com um público cada vez mais jovem e “atuante”, carnavalescamente falando. E participativo.

Foi um dos shows mais “alto-astral” que eu assisti no indie brasileiro nos últimos tempos. Galera cantando tudo, subindo no palco, banda inspirada e muito feliz.

O Holger tem 10 anos de estrada. E parece que esse clima alegre de guitarra “Chiclete com Banana meets Nile Hodgers” tem prazo para acabar. O fim deve ser com o lançamento neste ano, no segundo semestre, do seu próximo álbum, que começa a ser gravado em junho. A banda tem perto de 20 músicas prontas desde o ano passado. E o perfil delas é de um som mais cru, mais Holger “do começo”.

“A idéia é permanecer o mais cru possível. Mais rock. Com músicas talvez não tão veraneias quanto o resto da carreira do Holger”, disse o doutor Marcelo Altenfelder, um dos vocalistas e instrumentistas da banda.

“Queremos esse disco assim, tanto pelo que podemos entregar quanto pelo momento que vivemos. Sempre fomos muito detalhistas e sempre buscamos discutir minuciosamente tudo. Dessa vez a idéia é tentar permanecer o mais cru possível. O momento todo é muito cru. O verão acabou. A crise chegou. A idade chegou.”

O próximo disco não vai ter convidados nem produtor externo. “É um disco que precisa ser rápido e nosso. Ainda não tem nome, mas a pegada é mais próxima do que é o Holger ao vivo. Devemos ir tocando as novas nos próximos shows. Começamos a ensaiá-las na última semana. Não vamos esconder o disco. Aliás a idéia é ir testando ele aos poucos até junho, quando vamos gravar no sítio do Gui Jesus Toledo (estúdio Canoa)”, conta Pata.

“Estamos completando 10 anos de banda. É bom se sentir livre. Até o disco ficar pronto, vamos fazendo shows, sangrando o dedo etc.”

Um pouco do Holger tropical pré-Carnaval, de ontem, no Budweiser Basement, na Barra Funda!


** A foto deste post e a da home da Popload são de Raul Aragão, do I Hate Flash.

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