Em Cabana Café:

CENA: Papisa, o novo despertar de Rita. Ouça “Instinto”

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* Instinto, iniciação, despertar. Onde quer que se olhe, a cantora indie Rita Oliva parece estar começando vida nova nesta semana, a partir do lançamento de seu single novo. E a partir de uma carta do tarô, a do Arcano 2, que revela entre muitas coisas uma feminilidade receptora e produtora.

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Seja pela foto livre e “ousada”, pela aventura solo depois de integrar duas bandas, por agora integrar várias bandas, por tocar todos os instrumentos de sua nova obra, a música nova é, sim, um novo recomeço para Rita.

Essa nova fase está representada neste belo single novo que a artista paulista está lançando agora, via Popload. “Instinto”, cuja letra fala sobre seguir seus próprios desejos e se libertar sem culpa, inaugura o projeto Papisa, cujo nome, mais do que ser o feminino de papa, é a antiga nomenclatura de “sacerdotisa”, no tarô.

Para dar mais ênfase à força de “Instinto”, cujo começo lembra um certo roots rock, em vez do figurão Chris Isaak entrar cantando, aparece Rita Oliva em cinco vozes gravadas.

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“Instinto” puxará seu novo álbum, sua nova pegada, a ser lançado em 2017. Antes disso, mais precisamente na semana que vem, Rita Oliva faz show de sua nova faceta no Que Tal Hostel, na Vila Mariana, dia 28 de outubro. Ela solo, guitarra, loops. Um segundo show no mesmo local está programado para o dia 4 de novembro, desta vez com bandas. Mas ambas as apresentações são intimistas, contidas.

Ouça “Instinto”, novo trabalho de Rita Oliva, ainda do Cabana Café e do Parati (bandas em hiato), mas desta vez como Papisa.

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* O selo de lançamento do single “Instinto” será o PWR Records, do Nordeste. Só este selo merece um capítulo a parte da Popload, que vai ao ar ainda hoje.

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PARATI, em session lindona, mostra uma música inédita… para nós

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* Levando cada vez mais a sério o plano B, a dupla Rita Oliva e Zé Lanfranchi, do grupo paulistano Cabana Café, já prepara o segundo disco do delicado projeto paralelo PARATI, que deve sair em algum momento neste ano, com a estampa bacana da Balaclava Records. O duo, ainda ocupados com o recente lançamento do álbum novo de seu lado A, assumem a formação definitiva do Parati, carregam na sintonia do dream pop com o indie fino, e mostram já uma música nova, através de uma session no Mono Mono Studio, articulado pela produtora Kapiá Filmes.

Rita (voz e teclados) e Zé (guitarra e programações) revelam a linda “Love Let Go”, em performance ao vivo em estúdio. Ainda, na mesma session, tocaram “Superfície”, música que dá nome ao primeiro disco, lançado em abril de 2015.

Olha que belezura!

* O PARATI se apresenta ao vivo na Choperia do Sesc Pompéia no dia 9 de abril, abrindo para o moleque californiano Jerry Paper. Em maio, no dia 21, a dupla toca na Funhouse.

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POPLOAD SESSION APRESENTA… CABANA CAFÉ

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* Acho que é a primeira vez que isso ocorre. Volta às sessions da Popload, pela TERCEIRA vez, a bela banda paulista CABANA CAFÉ, armada indie-bossa, rock-MPB que está indo também, agora, percebe-se, ao instrumental, às vezes jazzy cool, às vezes garagem quase suja, como aponta seu recém-chegado novo disco, que tem a estampa da Balaclava Records.

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Rita Oliva e seus amigos acabam de lançar “Moio”, o segundo álbum, sucessor de “Panari”, de 2013.

Segundo divulgado pela própria banda, “Moio” faz o grupo “dar um tempo nos flertes com indie e bossa nova de ‘Panari’ para intensificar um relacionamento denso com seus componentes musicais”. Segundo definiu a vocalista Rita Oliva, “foi a primeira vez que gravamos música instrumental, aprofundando nos instrumentos, deixando as jams fluírem”.

Isso significa que o Cabana Café, segundo definição dos próprios, passa agora da doçura à estridência.

Exclusivamente para a Popload, a banda gravou duas performances ao vivo. A primeira é para a intensa “Vândalo”, single do novo disco, cuja guitarra faz lembrar alguma viagem de Noel Gallagher do Oasis do primeiro álbum. A outra é uma linda cover para “It’s Too Late”, da cantora americana Carole King, estrondoso sucesso dos anos 70 sobre fim de relacionamento, soft rock que foi primeiro lugar da “Billboard” e depois viraria um dos símbolos de “música de rádio FM”.

Vamos a elas!

Senhoras e senhores, com vocês… CABANA CAFÉ.

** O Cabana Café tem em sua formação, além de Rita Oliva, o guitarrista Zelino Lanfranchi (que acompanha a Rita no projeto Parati), o guitarrista Hafa Bulleto (também integrante da banda BIKE), o baterista Mário Gascó (DesReal), Taian Cavalca nos synths e Gustavo Athayde (Peaches and Cream) no baixo. Mas não tome as funções muito à risca. A banda tem se alternado nos instrumentos. Os vídeos para a Popload mostram isso.

** O grupo faz show de lançamento de “Moio” sexta da semana que vem, 18, na Serralheria, na Lapa (rua Guaicurus, 857). O quarteto Hierofante Púrpura, de Mogi das Cruzes, é a atração de abertura. Para o show da Serralheria, o Cabana Café convida Daniel Fumega (Macaco Bong) para a bateria, além de participações especiais de Luiza Lian, Andres Tobal (Mel Azul) e Fernando Dotta (Single Parents).

** Os vídeos para a Popload tiveram captação/edição da Vela Forte Filmes e Lucci Antunes. O áudio de ambos foi trabalhado no Mono Mono Studio.

** A foto do Cabana Café que ilustra este post é de Lucci Antunes.

** “Moio”, o segundo disco do grupo, pode ser ouvido aqui.

*** A Popload Session é apresentada pela Heineken. Se beber, ouça música alto.

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Supersábado de shows tem Pearl Jam, Aldo the Band, Cabana Café e… Pin Ups (?!)

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* O astral está baixo no universo dos shows indies, mas São Paulo bota a vida para continuar hoje com um respeitável line-up diverso e geral, de vários preços e tamanhos. Confesso que estou confuso sobre o que fazer. Mas antes assim do que nenhum, não? Excluindo dois programas bons de ontem e duas festas boas de hoje, o que temos em cima de palcos paulistanos neste sábado é o seguinte:

* Cabana Café no Mirante – 18h

Mistura de MPB anos 70 com indie americano anos 90, o Cabana Café já está na estrada há cinco anos e há vários EPs e um álbum, “Panari”, de 2013. Na real uma indie-bossa que fica desobediente na voz da doce Rita Oliva, o Cabana Café mostra hoje no Mirante as músicas de sua trajetória e algo da nova fase, como o single sugestivo “Próxima Rodada” e “Qualquer Lugar”, que estarão no disco novo, “Moio”, a sair em breve pela Balaclava. Som maneiro num lugar alto-astral em um fim de tarde ensolarado. E de graça. Por que não?

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* Pearl Jam no Morumbi – 20h30

Ok, já vimos mister Eddie Vedder e seu rock grandioso uma centena de vezes (quatro) e de diversas formas. E não ajuda muito o show ser lá no Morumbi. Mas ver uma instituição como o Pearl Jam tocando por três horas com uma bandaça dessas e contando a história do rock recente desde o grunge ao, hum, “messianismo indie” não é de desprezar jamais. Prepare-se para covers legais e discurso pela paz mundial. O pacote vem completo.

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* Aldo The Band na Casa do Mancha – 21h

Não basta ter feito o disco brasileiro do ano (em lingua inglesa) e uma inacreditável concepção sonora que o torna algo retrô e ultramoderno ao mesmo tempo, o explosivo Aldo toca domesticado na casinha indie mais importante de São Paulo. Show para poucos. Mesmo.

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* Pin Ups no Sesc Pompeia – 21h30

Este é especial. O último show de uma banda que nem existe mais faz tempo. Uma reunião cheia de participações especiais para exorcizar de vez o rótulo de “banda indie mais importante de São Paulo”, em um certo período. Heróis que ajudaram a moldar a música independente brasileira hoje. De um tempo em que ser indie em São Paulo era ser tarefa das mais impossíveis, pois não tinham palco para tocar, os clubes eram tortos, montar um setup de palco significava trazer tudo de casa etc. Bandas como Pin Ups, Mickey Junkies, Garage Fuzz (que inclusive tocaram ontem em SP), Killing Chainsaw, brincando de deus mereceriam estátuas na frente da Casa do Mancha, do novo Z Carneceria, do Rio Verde e da casa nova que vai abrir em breve na Pompeia. Exemplos meeeeeeeesmo de rock alternativo. O inacreditável guitarrista noisy Zé Antônio botou seu Pin Ups para funcionar na mesma época que Kurt Cobain rascunhava o Nirvana, para dar um exemplo doido só para situar, cada um com as dificuldades de sua cena. De novo a coisa de “a história vai ser contada” acontece hoje no Sesc Pompeia, narrada pela sujeira de garagem dos Pin Ups.

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* Nós vamos em qual, hein?

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Exclusivo: ouça o primeiro single do duo PARATI

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Sabe o Cabana Café, né? Certa vez a Popload disse que o grupo “conseguiu achar o fio que liga o mundo indie com a música jovem brasileira tipo Baixo Augusta”. Isso graças ao seu tato especial em misturar MPB e rock alternativo, representados na voz doce de Rita Oliva e nos timbres da guitarra de Zelino Lanfranchi.

Daí que o destino armou um duo formado por Rita e Zelino, o P A R A T I, agora projeto paralelo dos dois. Buscando resgatar a atmosfera das praias do Rio de Janeiro nos anos 60, a dupla trabalha mais um dream pop com eletrônica refinada.

No início do mês que vem, dia 7 de abril, eles lançam o disco de estreia, “Superfície”, “uma referência ao conteúdo das músicas, que falam muito de transição, impermanência”, segundo a Rita, que diz ainda que a ideia é que as faixas provoquem uma imersão em quem ouve. “Ou o contrário, que possam dar um respiro pra quem está afogado”.

Gravado praticamente todo em casa, o disco foi produzido pelo duo em parceria com Alexandre Fontanetti, e será distribuído pelo selo cool Balaclava Records.

A Popload lança em primeira mão o primeiro single do projeto. Ouça, abaixo, a ótima “Besteira”.

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