Em caetano veloso:

POPNOTAS: Arcade Fire para esfriar o mundo, o já grande Bartees Strange, Caetano quando João Gilberto mandou chamar e good vibes para a Laerte

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– Antes da volta definitiva do exílio em Londres em 1972, Caetano Veloso chegou a visitar o Brasil em 1971 por duas vezes. Uma visita tensa no aniversário de 40 anos de casamento de seus pais e uma segunda viagem a pedido de João Gilberto. Ele queria Caetano na gravação de um especial para a TV Tupi. Nunca lançado oficialmente, o material do programa, que teve Gal Costa se juntando aos músicos, já tinha algumas partes disponíveis espalhadas pela internet, mas um longo trecho inédito do áudio desse especial agora está no ar pela primeira vez. Quem dá mais detalhes dessa história e mostra os áudios é o jornalista GG Albuquerque.

– A gente curte os programas de entrevistas americanos como se fossem a velha MTV, por isso trazemos tantas apresentações musicais deles aqui na Popload. Louvar os novos sons através da velha televisão chega a ser engraçado nos tempos de YouTube, mas está valendo. Tudo isso para dizer que gostamos bem, por aqui, no caso, de “Boomer”, de Bartees Strange, músico inglês que cresceu no Oklahoma mas é radicado em Washington DC. Uma mistura geográfica pouco usual tanto quanto sua música, de elementos do rap e do indie rock que descambam em um refrão com toques emo e um perfume de jazz. Bartees Strange, que aparece em foto na home da Popload, já andou pintando em listas de melhores de 2020 logo com seu primeiro álbum, “Live Forever”, lançado em outubro. Acredite: o cara é bom. A gente viu ele nesta semana no “Late Night” do Seth Meyers e aplaudiu.

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– Agora às 11h da manhã, em streaming ao vivo, Win Butler e Régine, o casal master do Arcade Fire, vão participar do evento “Make Earth Cool Again”, com “cool” no sentido de fazer a Terra ser bacana de novo apesar dos governantes estúpidos que a destroem e “cool” também no sentido de ser gelada novamente onde ela tem que ser gelada. O evento, anual, traz cientistas, experts e galera da música e do cinema direto de uma base da região polar do Ártico, Arctic Basecamp (@ArcticBasecamp), para lembrar ao mundo a urgência de se lutar contra as mudanças climáticas. O evento é apresentado pelo grande ator e comediante Rainn Wilson, da série “The Office”. O lema do “Make Earth Cool Again” é “O que acontece no Ártico NÃO fica no Ártico”. Para quem quiser ver, vai passar aqui.

– E nosso desejo de pronta recuperação a Laerte Coutinho. A cartunista já tinha relatado que estava com covid-19 havia alguns dias. Nesta terça-feira, a família dela avisou pelo Twitter que ela está internada desde o dia 21 e entrou na UTI na segunda-feira após uma piora de seu quadro. Toda a força para nossa gênia.

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CENA – Duo mineiro Hot e Oreia mistura duas músicas, “Bacurau”, Tarsila do Amaral, Caetano e Nelson Ned em novo e único vídeo. Hein?

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* Não faz muito sentido mas faz todo o sentido. Tem lançamento novo da espertíssima dupla de rapper mineira Hot e Oreia e a gente sempre, de saída, manda um “whaaaaat?!?!?!” até entender o que está acontecendo.

Mas, quando entende, como é o caso do lançamento desse vídeo de faixa dupla (!) e referências artísticas de cinema e arte moderna (!!), a gente fala: “wowwwwww!!!”.

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O mais novo vídeo do Hot e Oreia junta duas faixas de seu mais recente álbum, “Crianças Selvagens”, lançado em setembro. São elas “Domingo” e “Presença”. A coisa não é fácil.

Vamos tentar aqui elencar as referências do vídeo de faixa dupla deles, para você assistir ticando sua percepção de tudo, para não deixar escapar nenhuma menção:

* O vídeo traz cenas de alusão ao longa da resistência, “Bacurau”, um dos maiores sucessos do cinema nacional recente.
* Hot e Oreia vão à arte. Quadros como “Antropofagia”, de Tarsila do Amaral, “A Sereia”, de Alfredo Volpi, “Exu Black Power”, de Abdias do Nascimento, e “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci são visualmente mencionados em “Domingo / Presença”.
* Parte do discurso de Caetano Veloso no Festival Internacional da Canção, em 1968, é reproduzida no vídeo.
* Caetano ainda empresta a voz na parte “Presença”. Nelson Ned é ouvido na parte “Domingo” do filminho do duo mineiro de hip hop.
* Você entendeu que neste vídeo a dupla mineira mistura duas músicas do mais recente disco deles, né?

* Chegamos até a ver até uma referência a Tarantino ali, meio “Bastardos Inglórios”. Mas acho que ficamos confusos com todos os conceitos.

Era isso.

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* “Domingo / Presença”, o vídeo, tem a direção de Belle de Melo, que costuma trabalhar com o Hot e Oreia. Ela já dirigiu o vídeo de “Eu vou”, paródia da peça/filme “O Auto da Compadecida” para música do disco de estreia. “As releituras de filmes que fiz para os videoclipes do Hot e Oreia me permitiram desaguar a minha insatisfação sociopolítica frente ao cenário atual brasileiro”, diz Belle.

“‘Domingo’ e ‘Presença’, que são músicas separadas, ficam unidas neste trabalho de uma forma muito singular e especial, em uma narrativa que espero reverberar e provocar reflexões mesmo após o vídeo terminar. É uma ficção sobre histórias muito reais: a nossa”, resume.

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Popload Live: hoje, 18h, no Stories da @poploadmusic, papo e música com o rapper Hiran

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* A Popload Live traz hoje como convidado, para uma conversa com música às 17h, o rapper baiano Hiran.

Hiran lança exatamente HOJE seu novo álbum, o segundo de sua carreiro, chamado “Galinheiro”. O disco novo surge dois anos depois de seu primeiro álbum de estreia, o disco-manifesto “Tem Mana no Rap”. De Alagoinhas, no interior da Bahia, Hiran, que faz rimas desde os 9 anos de idade, sempre teve que enfrentar preconceitos claros na música que escolheu para trilhar por ser gay.

Meteu as caras, tocou em bar, gravou um disco de um ritmo que nõo representa a “música baiana” e chamou a atenção de “entidades” como o grupo BaianaSystem e Caetano Veloso, que logo o apadrinhou.

Sobre o lançamento hoje de seu novo disco e muito de sua trajetória, das dificuldades e frustrações às alegrias, Hiran falará logo mais, na live da Popload, às 5 da tarde. Falará e cantará, claro.

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A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura, papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva e Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, e João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome e o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara e a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONs, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido, com o Chico Bernardes, com Mário Arruda, do Supervão, o electroindígena Nelson D, a Larissa Conforto (Àiyé), o Vovô Bebê, o Gustavo Bertoni, do Scalene, Julio The Baggios e o grande Chico César.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.
Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl. Do Fetusborg. Da incrível dupla electroflorestal Xaxim.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, e Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. Com o jornalista-boleiro Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música. Com a jornalista, escritora, DJ e agitadora Claudia Assef. E com Alexandre Matias, o inventor do Trabalho Sujo, também jornalista.

A ideia da live é que ela, diária, de segunda a sexta no período de quarentena, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem acontecido bastante às 18h.
A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 6 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com o rapper Hiran.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

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CENA: Festival indie MECA anuncia edição em Inhotim, um dos maiores museus do mundo, com Liniker e Caetano

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* Opa, opa. O festival gaúcho MECA, que há tempos deixou de ser só gaúcho e só um festival (é uma plataforma de lifestyle e entretenimento), é bacana por suas ousadias indies. Mas agora ele se superou.

O MECA, que costuma agregar ao seu nome as várias ações e aproximações da galera atuante (MECACafe, MECAfamily, MECALove, MECAJournal…), lançou hoje o MECAInhotim, que é a realização, em um final de semana de novembro, de uma programação multicultural para o mundialmente famoso Instituto Inhotim, em Brumadinho (Minas Gerais), o maior centro de arte ao ar livre da América Latina, a aproximadamente uma hora de carro de Belo Horizonte.

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A parte musical será comandada por um show do Caetano Veloso, de uns anos para cá nome forte da transitação indie. Dentre os programados sete shows intimistas de diferentes gerações da música brasileira estão também anunciadas as performances do tão-falado Liniker (que toca de graça no Popload Festival da sexta-feira), Jaloo e Mahmundi. Outras atrações estão para serem confirmadas.

Fora a parte de shows, o MECA vai também ocupar 23 pavilhões e 7 jardins temáticos de Inhotim com 45 workshops, 13 palestrantes, performances, experiências gastronômicas, feira, mostra de filmes.

Sobre as conferências, entre os destacados Bernardo Paz, Marko Brajovic e Valentine Giraud-Robben está o francês Vincent Moon, cineasta indie e videomaker que foi por anos o principal nome do incrível La Blogotheque, website francês de experiências digitais e musicais que serve bastante a gente aqui na Popload, com vídeos e sessions absurdas de boa, sempre ligado à música independente.

O MECAInhotim será realizado nos dias 5 e 6 de outubro. Para o evento, o parque contará com uma infraestrutura de camping e restaurante dia e noite. Para comprar passaporte para os dois dias ou ingressos a vulso, consultar o site MECALove.

O MECA já levou, no ano passado, dois shows indies gringos para dentro do Instituto Inhotim, no chamado MECASpecial, uma edição especial do MECAFestival. Aconteceu em janeiro de 2015 e teve performances do duo AlunaGeorge e da banda Citizens!

Desta vez, o MECA vai realmente fazer uma ocupação da monumental sede da principal coleção d arte contemporânea brasileira.

Olha só onde essa movimentação atual do indie nacional está nos levando.

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** A foto de Liniker da home da Popload é de Gabriel Quintão.

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Bang!!! O novo "blues" do Bonde do Rolê. Ok?

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Orgulho Indie-Brazil-zil, o Bonde do Rolê está preparando sua grande volta. “Tropicalbacanal”, novo e bem bom álbum do grupo, sai no próximo dia 31 via Mad Decent, o selo do Diplo, que além de fazer as vezes de cowboy no clipe de “Kilo”, o primeiro single, é também um dos produtores do disco, junto com Filip Nikolic, do Poolside.

Com participações de Caetano Veloso, Rizzle Kicks, Death Set e do combo de hip hop Das Racist, o Bonde do Rolê dá sequência ao seu indie irreverente, causador e tropical.

“Bang”, uma das grandes faixas do álbum, com participação do Das Racist, pode ser ouvida aqui. É meio um “Bonde do Rolê Blues”. Canta aê, Laurinha.

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