Em camarones orquestra guitarristica:

CENA – Vídeo comemora um ano da turnê americana do Camarones Orquestra Guitarrística

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* Há exatos um ano este mês o quarteto potiguar Camarones Orquestra Guitarrística excurcionava pela Costa Oeste, nos EUA, divulgando o álbum “Surfers”.

Segundo relatos do grupo instrumental de Natal, em retrospectiva, a décima turnê americana deles teve de tudo: café com Jack Endino em Seattle (foto abaixo da banda na terra de Kurt Cobain), encontro com os Bad Religion em Los Angeles, pizza de cobra em Las Vegas, spot punk em Albuquerque (com direito a visita ao Los Polos do seriado “Breaking Bed”), pernoitada no estúdio do Faith no More, show no Gilman 924 (alô Rancid, Green Day e afins), deserto, neve e por aí vai.

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Para lembrar o giro americano e o encerramento dos trabalhos do último álbum, o Camarones revela agora um vídeo dessa turnê, editado pelo dono da porra-toda, o agitador Anderson Foca, guitarrístico da banda guitarrística e produtor do enoooorme festival DoSol.

A música que embalam a edição das imagens no vídeo comemorativo dá nome ao disco: “Surfers”.

O Camarones Orquestra Guitarrística está terminando um novo álbum, gravado em conjunto com a lenda paraense Manoel Cordeiro, “guitarrada hero”, que vai ser lançado “assim que tudo isso passar”.

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As datas da turnê americana do ano passado dos Camarones foram: .

8/5 – Los Angeles, CA @ Redwood Bar (USA)
9/5 – Ukiah, CA @ Canova Records (USA)
10/5 – Seattle, WA @ Kraken Bar (USA)
11/5 – Portland, OR @ Firkin (USA)
12/5 – Idaho Falls, ID @ Riot Room (USA)
13/5 – Provo, UT @ Rad Shack (USA)
14/4 – Denver, CO @ Seventh Circle Music Collective (USA)
15/5 – Albuquerque, NM @ Fly Honey Warehouse (USA)
16/5 –Tempe ,AZ @ Palo Verde Lounge (USA)
17/5 – Las Vegas, NV @ Evil Pie (USA)
18/5 – Berkeley, CA @ 924 gilman (USA)
19/5 – Los Angeles , CA @skanko de mayo (USA)

A banda ainda lançou, no ano passado, um doc de meia hora desse giro pela Costa Oeste americana, com trechos dos shows, rolês com a van alugada por Los Angeles, compra de instrumentos na famosa Guitar Center, papos no estúdio do Jack Andino em Seattle e tudo mais.

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Gênio da guitarra, Tom Morello vem ao Brasil para dois shows de graça em Porto Alegre e SP. A Camarones Orquestra Guitarrística também está nos rolês

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O virtuoso e engajado guitarrista Tom Morello, do Rage Against the Machine e Audioslave (entre outros), será a atração principal do projeto Samsung Best of Blues e se apresentará de graça nas cidades de Porto Alegre e São Paulo.

O show na capital gaúcha acontecerá dia 15 de setembro no Anfiteatro Pôr do Sol. Em SP será no dia seguinte, no Auditório Ibirapuera. Detalhe: de graça.

Também estão no line-up John 5, que fez parte da banda de Marilyn Manson, a guitarrista Isa Nielsen (Detonator e Matalmania), e ainda o grupo Camarones Orquestra Guitarrística.

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CENA – De Caxias a Cascais. Camarones, de Natal, começa em Portugal turnê de 14 datas pela Europa. Mas, antes, conta como foi a tour pelo sul do Brasil, em diário exclusivo

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cena

* A banda potiguar Camarones Orchestra Guitarrística, do Rio Grande do Norte, está na vida loka em 2017. O quarteto-instrumental-nordestino-de-surf-music-alucinada, liderada pelo “empreendedor indie” Anderson Foca, inicia amanhã em Cascais, em Portugal, sua turnê europeia de 14 shows, que incluem Paris, Berlim e Lisboa. O rolê gringo europeu, que se segue a um rolê sulista brasileiro da banda de Natal (sente a geografia!), faz parte das comemorações de 10 anos de estrada do Camarones, que em março lançou seu sexto álbum, “Feeexta”, que inclusive tem edição correlata alemã.

O show desta quinta em Portugal puxa uma turnê que gira a região e só acaba em Lisboa, no dia 28 fim do mês. Segue o pôster da turnê toda, abaixo.

Cartaz Tour

* Em março passado, o Camarones levou o disco novo a explorar o Sul do Brasil, numa turnê que gerou uma espécie de diário exclusivo para a Popload, com relatos e climas de quase todos os shows da turnê. Segue, então, as impressões de uma banda indie instrumental potiguar pelo extremo sul do país.

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* 09/03 – Maringá/PR
“Nossa primeira parada foi em Maringá. E a gente do Nordeste, quente e praiana, já chegou na sede de pegar um friozinho, tradição dessa região país. Carrega o carro em SP, viaja 600 km e chega ao Paraná quase na hora do check/showtime. Ficamos na casa dos caras da banda local Stolen Byrds, família simpática demais e que nos serviram várias cervejas. Primeiro fizemos um esquenta ali e depois rumamos para Tribus, uma das casas mais tradicionais para som roqueiro da região.
Espaço enorme, público excelente, e ficamos de cara com o show dos Stolen Byrds, uma espécie de Stone Temple Pilots encontra rock 70. Show lindo. Na sequência veio a gente já com a sala lotada e aquele climão de baile. Mandamos uma hora de rock sem pena. Que noite! No dia seguinte teve mais ação em Maringá: gravamos sete músicas ao vivo no Estúdio Mojo para uma session em áudio e vídeo. Saí em breve.
Maringá tem cara de Goiânia nos tempos mais roqueiros, bandas excelentes e gente querendo fazer as cosias acontecerem. Fiquem de olho nessa cidade que tem uma onda lá!””

* 11/03 – Blumenau/SC
“Mais 600 km pela frente e chegamos a Blumenau. Quase não conseguimos nos hospedar, porque estava tendo uma enorme convenção de cervejeiros na cidade. Blumenau sendo Blumenau, né? Oktorberfest é lá! Até demos uma desconfiada na audiência do show, com todo o movimento em volta do rolê de cerveja, mas quando chegamos no DonPub para o rock a casa estava praticamente lotada. E ficou assim até o final do nosso show. Que mara!
Estrutura muito foda no pub, som excelente e muito público. Pronto, é a senha para um rock insano. Foi um show bem barulhento com direito a bis e aquilo tudo. Boas bandas pop se apresentaram nesse dia com a gente, o Adorável Clichê e Acidental, as duas de Blumenau. Ainda calor no Sul, que zik!

* 12/03 – Curitiba/PR
“200km de estrada e Curitiba estava na rota. Nossa última passagem na cidade tinha sido épica, durante um Carnaval, tocando numa Zombie Walk, lance doido. Muita expectativa por voltar lá. Dias antes o show ficou ameaçado. O local que tocaríamos tinha sido fechado pela prefeitura local e ficou tudo muito nebuloso. Faltando três dias para a data, show confirmado, novo lugar e vamos para o ataque! O lineup dessa noite estava absurdo: The Shorts/PR, maravilhosos de Curitiba, The Baggios/SE, gigantes sergipanos, e os Camarones completando. Quando chegamos já previ que todo mundo ia ficar surdo. O show era numa sala pequena no meio de várias outras salas, num esquema “vernissage rock’n’roll”. Foi chegando muita gente, chuvinha fina característica de Curitiba e já não cabia mais ninguém antes de os shows começarem. Aí virou festa: The Shorts mandou seu set indie, Camarones deixou todo mundo surdo e ficou surdo igual (fiquei com aquele piiiiiii no ouvido uns três dias) e o Baggios fechou matando o resto de energia que tinha sobrado. Noitão! Curitiba e Camarones, um caso de amor!
Único porém é que nem todo mundo conseguiu ver os shows. Mas já estamos armando uma volta! Valeu muito o Vini Zampieri, da banda Colaterall, que nos recebeu como reis na sua casa! Day-off na segunda em Curitiba para fazermos uma perna gigante mais ao sul ainda!”

* 14/03 – Rio do Sul/SC
“Mais uns 200 km rumando pro Vale do Itajaí, coração de Santa Catarina, pertinho de Blumenau. E chegamos em Rio do Sul, cidade linda e simpática. E com uma temperatura agradável por toda nossa estadia. Sempre falamos de temperatura porque banda do Nordeste, calor monstro, quando está frio se passa! Chegamos na Oca Cultural, uma casa coletiva onde moram sete guerreiros culturais. Era edição do Grito Rock da cidade, festival que rola em vários lugares do país.
Pense num astral? De novo bate-papo sobre música, junto com um show num tremendo jardim, tapetes para botar os instrumentos, som maravilhoso e bombado. A gente não contou conversa e fez nosso mais longo show de toda a tour. Tocamos praticamente tudo o que a gente ensaiou para esses shows. Que energia boa, publico lindeza e carinhoso. Dá para fazer música no meio da semana. É só acreditar!!!! Não tocamos com outras bandas nesse dia.”

* 15/03 – Florianópolis/SC
“Esse dia foi loco. Floripa, né? Maior vibe boa, praias maravilhosas, visual que favorece a alegria e a música. Chegamos no Célula e já pensamos: porra, terça-feira, numa sala desse tamanho, vai dar merda. Vamos tocar para ninguém. Mas, olha, tour é uma coisa linda. Os Skrotes, que dividiram palco com a gente, estavam lançando um vídeo lindão. Tinha uma palestra sobre gestão cultural, gente ensaiando… E, quando a gente viu, tava lá: casa cheia de novo!!!! TERÇA COM MUITO PÚBLICO É DE AMAR, NÉ, NÃO?
E o Zimmer (Floripa Noise) e seus parceiros, todos uns pirados do juízo, apareceram, atenção, com uma enormeeeee churrasqueira. E começaram a assar frango e linguiça para TODO MUNDO! Olha, que noite! Se não conhece os Skrotes, corre atrás que é doido! Floripa só amor.”

* 16/03 – Porto Alegre/RS
“Trecho longo pela frente e o dia todo na estrada foi o que rolou nesse dia. Nossa missão era dupla. A primeira era de cair dentro de um ao vivo na TVE-RS, no programa “Radar”, ao vivo para todo o RS e região. Chegamos exatamente na hora de passar o som e tocar. Só deu tempo de tomar um café preto, se alongar e playyyy! Três sons ao vivo. Depois rumamos para a Marquise 51, nosso QG esses dias. Tocamos na Casa Frasca. Dava até para ir andando para o show, de tão perto. Centrão de POA, pertinho de onde rolava o Garagem Hermética, a famosa casa dos Cachorro Grande nos tempos áureos de doidera gaúcha, entre outros lugares clássicos da cena local. Tudo ali. O show era às 21h, terminamos tocando tipo 1h da manhã, com um pequeno mas caloroso público (não mais que 50 pessoas). Vi de relance o Flu dos Defalla na plateia, entre outras lendas da música doida brasileira. Foi foda e alto. Dois shows no mesmo dia, dirigindo o dia todo. Esse dia fritou a banda e passamos praticamente todo o dia seguinte dormindo MUITO!”

17/03 – Gravataí/RS
“Dia todo de descanso e corremos à noite para o rock em Gravataí. Essa data foi a mais em cima da hora que fechamos e não sabíamos ao certo o que esperar. Pertinho de Porto Alegre, já saímos em cima da hora do show. Quando chegamos a casa já estava bem cheia. Lugar massa o Sputnik Pub, área coberta e um jardim atrás para os shows. Devia ter umas 200 cabeças e era dia de Saint Patricks. Cerveja party! Começamos o show na fúria, as pessoas não pareciam conhecer muito a banda, com algumas exceções, e a coisa foi esquentando, o público foi esquentando, já tinha uns moshs, umas danças animadas e começou a voar cerveja para cima até alguém jogar cerveja na banda. Primeiro na Ana e depois em Capilé, que não gostou nem um pouco da graça. QUASE DÁ BRIGA!
Molhou o equipo todo e tivemos que parar o show faltando umas três para fechar o set. Foi massa e perigo. Rock, né? Todo mundo saiu na paz, mas ficou tenso por uns momentos! Ui!”

18/03 – Caxias do Sul/ES
“Missão tripla no dia! Penúltimo de tour pelo Sul e o dia mais treta de cumprir as pautas. Viajamos duas horinhas até a Serra Gaúcha e chegamos na hora de uma mesa sobre música para qual estávamos agendados. Festival Brasileiro de Música de Rua. Falamos meio alvoroçados às 14h e corremos paro festival a tempo de ver os muleki zik do Catavento, heróis do rock doido local. Tinham vários shows ainda até o nosso. Éramos os headliners do dia e resolvemos dar um tempo no hotel e tentar tomar banho (frio da porra). Limpos e cheirosos, rumamos para o show. A missão seria: se não atrasar o primeiro, faríamos um segundo show numa casa clássica do under da cidade, chamada Paralela. A programação rolou bonita, fizemos um show bem lindo no Música de Rua e e anunciamos o show-extra já entrando pela madrugada. Resultado? Casa lotada na Paralela também. E acho que foi nosso melhor show da tour inteira. Estava todo mundo muito doido de música, goró e coisas. Lindo e animado! Antes da gente tocou os Mindgarden, banda linda de Caxias que vale um confere. Missão cumprida e deixando gostinho bom para o último dia de shows dessa leva.”

19/03 – Sapucaia/RS
“Mal deu tempo de se recuperar e já estávamos na estrada de novo para mais um dia duro. Missão? Viajar duas horas entre Caxias e Sapucaia, tocar em Sapucaia no fim da tarde e VIAJAR DE NOVO MAIS SEIS HORAS E DORMIR EM BALNEÁRIO CAMBURIÚ. Show massa no Holiday Festival, palco na rua, céu azul, muita gente, pessoas legais. Pena que não conseguimos ficar muito. Fomos para estrada cansados, mas com o bom humor aguçado. Rimos o trajeto inteiro. Divino.
Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul, tem sempre gente a fim de música diferente, baladas alternativas e coisas do tipo. É uma alegria ver isso de perto sempre que ‘startamos’ nossas tours. Sorte grande viver assim.
Até a próxima.”

** Texto do diário de Anderson Foca. Foto da banda deste post é do show de Caxias do Sul. Foto do Camarones da home da Popload é da apresentação em Maringá.

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CENA – Natal gigante. Camarones arma tour de 25 shows pela Europa com disco novo. E o DoSol, o maior festival indie do mundo, vai rolar na praia em 2017

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* Notícias quentes lá de cima do Brasil. A bombante cena indie de Natal faz tempo que me impressiona. Mas agora está indo longe demais. Literalmente.

Em notícias de responsabilidade correlata, tempos que:

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1. A banda Camarones Orquestra Guitarrística (foto acima), já chamada em lugares bons de “quarteto instrumental potiguar de surf-music alucinada com uma baixista arretada”, vai lançar em março, no dia 5, seu sexto álbum, “Feeexta”, disco que comemora os dez anos de carreira do grupo do troublemaker indie Anderson Foca. O disco sai no Brasil e na Alemanha. Tem até um documentário sobre as gravações de “Feeexta”, para você botar uma fé no disco.

Daí que, disco na rua, no exato dia de lançamento o Camarones inicia em Natal uma turnê que vai ultrapassar as 50 datas até julho, e deve incluir metade disso em apresentações europeias. Lugares como Espanha, França, Alemanha e Portugal estão fechados. Mas o giro gringo promete atingir mais países.

A série brasileira de apresentações do Camarones, pelo menos as de março, do bem Norte ao muito Sul, estão aqui embaixo:

05/03 – Natal/RN
09/03 – Maringá/PR
10/03 – Londrina/PR
11/03 – Blumenau/SC
12/03 – Curitiba/PR
14/03 – Rio do Sul/SC
15/03 – Florianópolis/SC
16/03 – Porto Alegre/RS
17/03 – Santa Maria/RS
18/03 – Caxias do Sul/ES
19/03 – Sapucaia/RS

2. O enorme e multiestadual festival DoSol, baseado em Natal, realizado e também propriedade do Foca junto com a “baixista arretada” do Camarones, que em 2016 teve 150 nomes percorrendo 14 cidades, vai ter seu epicentro na praia. O DoSol 2017 vai ser à beira-mar. Adeus à rua Chile e aos galpões da Ribeira. Os cinco palcos do DoSol vão ser colocados agora perto da praia. E a idéia é fazer, além dos trocentos shows, muita beach parties, pool parties, DJ set on the beach e coisas do tipo.

Continuo cada vez mais pasmo com Natal!

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CENA – O mundo que gira em torno do DoSol, do Rio Grande do Norte, talvez o maior festival indie… do mundo?

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* Festival indie colossal brasileiro, que exprime bem o atual vigor da CENA alternativa brasileira, o grande DoSol acabou pequeno agora no domingo passado em Santa Cruz (RN), depois que sua programação total teve uns 150 nomes, alguns internacionais, e percorreu 14 cidades de cinco estados nordestinos. De origem potiguar, realizado nestes 15 anos a partir de Natal, o Festival DoSol aconteceu, além de Natal, em outras cidades do Rio Grande do Norte, Recife, três cidades da Paraíba, Aracaju, Sergipe e Fortaleza.

Tinha planejado ir ao DoSol 2016 de Natal, mas não consegui. Por isso pedi para o agitador master da cena nacional, o goiano Fabrício Nobre, dar um parecer para a Popload sobre a edição deste ano do evento potiguar-interestadual-internacional. Fabrício, organizador do também importante Bananada, de Goiás, faz parceria com o DoSol para representar a cena brasileira independente no enorme Primavera Sound, de Barcelona.

Achei que o Fabrício já tinha visto de tudo no indie nacional. E me surpreendi que até ele se espantou com o tamanho (em vários sentidos) do festival de Natal e adjacências. Não foi, Fabrício?

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Você tem 20 e poucos anos e mora em Natal, ou em outra cidade do Rio Grande do Norte, ou mesmo em João Pessoa, Aracaju, ou ainda Recife e Fortaleza, e gosta de música indie brasileira. Você certamente tem uma agenda anual obrigatória para cumprir no início de novembro. Você tem que irao festival DoSol.

Depois de visitar o evento por anos seguidos, fiquei sem viajar de Goiânia para Natal de 2012 até este ano, e o que vi agora, comparecendo à edição 2016 do DoSol, me impressionou demais. A rua Chile é a mesma, os galpões malcuidados da Ribeira continuam iguais e dão um clima rocker para deixar a molecada maluca por um show bem barulhento, como sempre, há mais de uma década.

Mas o que mudou, e muito, é o nível das bandas na cena criada em torno do DOSOL (e da dupla Anderson Foca e Ana Morena, seus produtores, foto). A evolução é brutal: tem a banda deles é claro, os padrinhos Camarones Orquestra Guitarrística (foto), e tem o psicodelico pesado Koogu, os ultrapop Plutão Já Foi Planeta, os locais-internacionais Mahmed, tem rock de rockeiro dos Monster Coyote, tem performance ao vivo excelente do Kung Fu Johnny, tem o fofo Luiza e Os Alquimistas, o minimalista Fettutines, tem punks Joseph Little Drop e Five Minutes to Go, os “veteranos” Du Souto, os já experientes Talma & Gadelha e por aí segue.

Ah… e o conhecido Far From Alaska, que não estava tocando no festival, mas estava por ali, curtindo a cena e fazendo after-shows!

Todas estas bandas citadas são de Natal-RN, tocam sempre ali na Ribeira, e são do caralho. E várias delas já estão circulando o mundo todo. Isso é o que mais impressiona do DoSol. Claro que os shows ditos principais, de Tulipa Ruiz, O Terno, Felipe Cordeiro, Hellbenders, Merda, todos foram bons e tal. Mas o que faz a gente ficar intrigado e feliz é voltar ali depois de anos e poder ver o quanto a cena de música que gira em torno do DoSol está madura, pronta para receber o mundo inteiro na Ribeira ou na praia de Ponta Negra. E, também, pronta para correr mundo afora!

* A foto da home da Popload é da banda Mahmed, de Natal.

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