Em cansei de ser sexy:

Popcast número 4. Podcast da Popload conta histórias sobre o Cansei de Ser Sexy

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* Já há alguns dias está à disposição nas plataformas boas a quarta edição do POPCAST, o podcast da Popload, apresentado por este que vos escreve mais a espertíssima Isadora Almeida, poploader de longa data e uma das mais absurdas enciclopédias indie que eu conheço.

Depois de falar dos fim dos festivais de verão (lá de fora), da adoração Sandy & Junior (o “stranger things” brasileiro) e a possibilidade de não ter existido, em nossas vidas, os Beatles, o Nirvana, os Strokes e o Arctic Monkeys, a gente se dedica a falar do mais novo integrante da escalação do Popload Festival, que surpreendeu até, quase, a própria banda: o grupo paulistano de meninas Cansei de Ser Sexy.

Histórias boas, umas que a gente só viveu, a importância do CSS na música, a bagunça mundial que foi esta banda, as tretas, o fim não-fim e essa volta agora, no palco do Popload Festival. Além do Cansei, os quadros de sempre: as efemérides certas para você lembrar, o pódio dos três melhores lançamentos da semana (de cada um) e o nosso olhar sobre a CENA brazuca.

Todo esse papo é revestido pelas chinfras de Raphael Bertazi, DJ, produtor e autor dos mais maravilhosos mashups do universo. A direção do POPCAST é do descobridor de talentos Manoel Brasil, mestre em podcasts.

Deezer, Spotify, Apple e Google nos guardam. Se for procurar na unha, no search bote “Popload: Popcast”, porque o “New York Times” achou de roubar nossa ideia de nome antes mesmo de a gente a tê-la.

Falando em podcasts, você ainda me acha no Sonzêra (futebol + música, inclusive tocando músicas) e a Isadora na confraria indie “Vamos Falar sobre Música”.

Ouça o POPCAST, diga o que achou, sugira temas e quadros, interaja com a gente nos caminhos que você sabe bem. Queremos saber o que você tem achado.

* No Deezer.

* No Spotify.

* Na Apple.

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* Aqui, a playlist do POPCAST 4.

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Lacração é com a gente. Popload Festival promove a volta da explosiva banda Cansei de Ser Sexy

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Com apresentação de Heineken e rumo a sua sétima edição, a ser realizada no dia 15 de novembro em São Paulo com Patti Smith e Raconteurs puxando sua escalação, o POPLOAD FESTIVAL traz agora um novo e inesperado anúncio. O festival vai promover, em seu palco principal, o incrível retorno à ativa da explosiva banda paulistana CANSEI DE SER SEXY. Ou CSS, como o grupo da cantora Lovefoxxx foi amplamente conhecido por cenas musicais no mundo inteiro, quando atuou desde 2003 e por mais de dez anos.

O quarteto de meninas, que mexeu forte com a música independente na década passada e parte desta, ajudando a pavimentar uma rota internacional para bandas indies brasileiras, não dá as caras ao vivo desde um show em Hong Kong, na China, em junho de 2014. Antes desse concerto derradeiro, fez cerca de 2000 apresentações em lugares tão díspares como Marrocos, Áustria, Tasmânia (Austrália) e na boate de entretenimento adulto Love Story, no centro de São Paulo. E tocou em praticamente todos os principais festivais do mundo, de Coachella e Glastonbury a Fuji Rock e Lollapalooza. Duas vezes em cada. E agora vai botar o Popload Festival nesse rico currículo.

Lovefoxxx, Ana Rezende, Luiza Sá e Carolina Parra, que já tiveram a companhia do multiinstrumentista e produtor Adriano Cintra e da baixista Iracema Trevisan em sua formação clássica, colecionam feitos notáveis para uma banda que nasceu “de farra”, tinha mais relação com a moda do que especificamente com a música e que parte de seus integrantes não sabia tocar nenhum instrumento.

090919_css3Foto: Mariana Juliano

Com menos de um ano de atividade, o Cansei de Ser Sexy se apresentou no à época importantíssimo Tim Festival, foi uma das bandas que mais cedo souberam usar a Internet a seu favor, assinou contrato com a gravadora americana Sub Pop (que revelou o Nirvana) logo para o primeiro disco, teve música em comercial nacional da Apple nos EUA (veiculado no Superbowl!!!) e em trilha sonora do Fifa Soccer, um dos jogos eletrônicos mais vendidos no planeta. Entre várias outras façanhas.

A banda paulistana tem quatro álbuns lançados e alguns EPs do início, que hoje são verdadeiros artigos de colecionador. Os discos deles são “Cansei de Ser Sexy” (2005, a versão brasileira)/ “CSS” (a versão americana, 2006), “Donkey” (2008), “La Liberacion” (2011) e “Planta” (2013). Entre os principais hits do “Cansei”, como a banda também é conhecida, estão “Alala”, “Off the Hook”, “Meeting Paris Hilton”, “Let’s Make Love and Listen to Death from Above”, “Move” e “Hits Me Like a Rock” (que conta com a participação de Bobby Gillespie, do Primal Scream).

“A banda nunca acabou. Nunca anunciamos um fim. Só pausamos o babado”, diz Lovefoxxx. “Cada uma de nós foi viver um pouco sua vida, criar alguma raiz, porque passamos muitos anos viajando sem parar de tocar. As meninas moram hoje em Los Angeles, eu vivi um tempo nos EUA, voltei ao Brasil e agora estou construindo minha casa no litoral de Santa Catarina. Depois que paramos eu fui estudar construção sustentável natural. Hoje estou envolvida com agrofloresta. A ideia de voltar com a banda sempre existiu, mas foi ficando bem complicada por causa da vida de cada uma mesmo. Agora vai dar certo. Estamos muito felizes com o convite do Popload Festival”, completa a vocalista.

090919_css2Foto: Mariana Juliano

“A gente já estava pensando em uns shows comemorativos. Tocar no Brasil, fazer uma apresentação aqui na Califórnia. Estamos já trabalhando em algumas músicas novas, como gravar um projeto para o Japão, mas isso não significa um novo álbum. Precisamos ainda testar essa dinâmica criativa de vivermos nos EUA e a Lovefoxxx no Brasil. Então não dá para sair em turnê sem disco novo. Só shows especiais mesmo. Foi aí que apareceu o Popload Festival. Oportunidade perfeita para o que queríamos”, afirma Ana Rezende, tecladista e guitarrista do Cansei.

Quando se apresentar no Popload Festival, em novembro, o Cansei de Ser Sexy vai estar fazendo seu primeiro show em São Paulo em quase nove anos. O último show deles na cidade foi no extinto Clash Club, na Barra Funda, em abril de 2011.

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** Cansei de Ser Sexy completa o lineup desta sétima edição ao lado de Patti Smith, The Raconteurs, Hot Chip, Tove Lo, Boy Pablo, Khruangbin, Little Simz, Luedji Luna e do bloco Ilê Aiyê. O POPLOAD FESTIVAL acontece no feriado nacional do dia 15 de novembro, sexta-feira, no Memorial da América Latina, em São Paulo.


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CENA – Adriano Cintra expurga sentimentos em belo terceiro álbum. Agora, sobre a volta do CSS, não sabemos de nada

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**Com UPDATE no fim do post!**

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* Um dos músicos mais prolíficos da cena independente brasileira desde sempre (Thee Butchers’ Orchestra, Cansei de Ser Sexy, Madrid etc.), o também produtor e remixador Adriano Cintra acaba de lançar agora em agosto seu terceiro disco solo, “Nine Times”. O álbum já se encontra nas plataformas gerais (Soundcloud, Spotify, Apple Music e tals…) tem o download gratuito em seu site oficial e vem construído todo em lyric videos, colocados na fanpage do Facebook de Cintra, além de seu site.

Dia 1º de agosto, o dia em que publicou seu último lyric vídeo, para a faixa “Collateral Damage”, foi a data de lançamento de “Nine Times”.

Tudo muito bem, tudo muito bom. Adriano Cintra, multiinstrumentista e multi-concepções, carrega uma interessante variedade indie pop nos dedos, seja pendendo ao dance, ao punk, ao ~romântico~.

“Nine Times” inteiro, segundo Adriano, foi feito agora em 2017 durante um período muito difícil, o de uma recuperação de uma grave doença. Foram 19 músicas compostas durante pouco menos de dois meses. Quase uma música a cada dois dias. Além das dez escolhidas para o álbum, as demos de todas elas estão no Soundcloud do músico.

Entre discos, músicas, doença e “Nine Times”, dois fatos sentimentais chamam a atenção no disco novo de Adriano Cintra. A capa do álbum, esta acima, é uma foto do coelho de pelúcia que ficou na porta da maternidade quando ele nasceu e hoje está pregado na parede do quarto da artista e agitadora Ida Feldman, sua amiga.

E a faixa da gostosa “So Sorry”, em especial, não só meio que registra o atual estado de ânimo de Adriano como aparentemente serve de pedido de desculpas para as meninas de sua ex-banda, o CSS, que não acabou bem. As imagens escondem uma festinha clubber estrelando as… meninas do CSS.

Abaixo, “Collateral Damage”, o vídeo que encerrou a postagem visual de Adriano Cintra para “Nine Times”.

* E, não! Embora algumas reflexões de Adriano na internet recentemente, o vídeo e o “so sorry” de “So Sorry”, o Facebook de Adriano às vezes ser direcionado para a página do CSS, dizendo que as mesmas “haviam sido mescladas”, comecem a sugestionar uma “teoria da conspiração”, nós não temos nenhuma notícia sobre uma volta do internacional grupo indie-dance deboche paulistano que marcou uma era na cena independente nacional.
Favor não insistir!

** UPDATE **

Em sua página no Facebook, Adriano Cintra comenta este post e fala sobre as especulações da volta da banda. “Um adendo sobre uma ‘volta’ do CSS”, ele escreve, dizendo em seguida que a banda não acabou e que se fosse convidado a se juntar ao grupo novamente, ele iria. Opa:

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Adriano Cintra, desta vez sozinho, lança música animal

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* O ativo músico paulistano Adriano Cintra foi ao tecnopop dos anos 80 (brasileiro, ainda por cima) para resgatar o toque e as batidas de “Animal”, música que vai estar em seu primeiro disco solo, chamado… “Animal”. Ficou retrô-fresh, apontando para trás e para a frente ao mesmo tempo, como tudo o que Adriano Cintra bota as mãos.

Ex-Cansei de Ser Sexy, talvez ex-do Butchers’ Orchestra, hoje no Madrid, Cintra lança “Animal” agora em outubro, pelo selo Deck. O álbum sai primeiramente em CD e mp3. Depois chega em vinil.

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“Animal”, a faixa-título que a Popload lança com exclusividade, ganhou um, digamos, vídeo lyric emergencial que vai de gatinhos a garotas terroristas e George Bush. Foi feita na linguagem visual pop-art bizarra de Marina Penny, do excelente grupo curitibano Subburbia, que se insere dentro da máfia de agitadores artísticos paranaenses batizada de Terry Crew. Espero que você tenha entendido as ligações todas.

Minha parte predileta da letra de “Animal”, você vai ver no embalo tecnopop da música, é “A lua se apagou, a lua se escondeu. E você dançando se perdeu. No escuro, na fumaça. No estrobo, na desgraça”. Quem nunca?

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O disco “Animal” é todo produzido por Adriano Cintra, com colaboração produtiva aqui e ali do grande Boss in Drama. “Animal”, a canção, foi escrita em parceria com Marcelo Segreto, músico da Filarmônica de Pasárgada.
O primeiro single tornado conhecido do disco foi “Duda”, que tem co-autoria de Gaby Amarantos.
O disco inteiro, parece, é formado por co-autorias e parcerias, da seguinte forma: Adriano compôs as 13 músicas em inglês, numa tacada só. Depois entregou para algumas pessoas fazer a versão em português. E gravou.

“Animal”, animal, ficou assim:

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O CSS sem o Adriano, o Adriano sem o CSS

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* Então ficamos assim: O CSS continua lindo, leve e solto sua turnê na Europa. Sábado tocaram em Paris, ontem em Amsterdam, hoje é Bruxelas, quarta é na Heaven, em Londres. A turnê só acaba no Reveillon, em festival australiano.

* O Adriano Cintra, mentor de 90 e tantos por cento das músicas da banda, que deixou o grupo recentemente em clima de guerra, disse a Lívia Brandão, de “O Globo”, que já fez as pazes com a banda, a briga foi um mal-entendido, vai cuidar de novos projetos e não descarta uma retorno do The Butchers’ Orchestra, antigo patrimônio indie garageiro do rock paulistano, que segundo Cintra, “nunca acabou na verdade”.

“Faz um tempo que eu sinto que minha praia é outra. Estou estudando saxofone e trompete, sempre tive outras bandas e meu gosto começou a pesar para um lado que não casa com o estilo do CSS, que é música de festa. Estou gravando muitas músicas novas com vários amigos. Essa semana foi com a Marina Gasolina, ex-Bonde do Rolê. Semana que vem vai ser com um amigo australiano, vocalista de uma banda chamada Faker. E depois o Carlos Dias vem pra cá, vamos gravar umas coisas, matar saudades do Caxabaxa. Não que vamos falar que é o Caxabaxa, já inventamos um nome novo pra nossa banda, vai ser Ah-Va. Tipo A-Ha. E diz a lenda que o Marquinho (Marco “Butcher”, vocalista do Thee Butchers’ Orchestra) vai passar o fim de ano em São Paulo e se ele vier vamos gravar umas coisas, eu e ele. O Butchers nunca acabou na verdade, só estamos separados pela distância. Mas nos falamos quase todos os dias!”, disse o Adriano a Lívia.

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