Em carabobina:

Melhores discos do ano da POPLOAD, nacional: praticamente um empate triplo, mas a baiana Luedji Luna ficou em primeiro

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* A primeira coisa que me chamou a atenção na hora de decidir quais discos nacionais iam entrar no meu top 10 em particular, quando o comparei com o de álbuns internacionais, foi que eu ia ter que sacrificar mais discos da CENA brasileira em razão de escolher dez do que os álbuns gringos que eu deixei de fora.

Disse isso na edição que foi ao ar hoje do Popcast, o Podcast da Popload, apresentado por mim e pela minha fiel escudeira indie Isadora Almeida.

Nunca tinha me ocorrido isso em mil anos de Popload e rankings e escolhas. A CENA brasileira, claramente, e tendo meu humilde exemplo como… exemplo, está num tamanho gigantesco invejável para qualquer cena do planeta. Apesar de 2020 ter sido um ano tão desgraçado em vários níveis desta mesma CENA.

Doeu bastante em mim fazer este top 10, doeu também na Isadora, soube que doeu também para a semiload Dora Guerra. Deve ter doído bastante para o Vinicius “Top 50” Felix, que demorou demaaaaais para largar suas dez escolhas. Só o poploader Fernando Scoczynski estava tranquilão com a lista dele, que era “Bebel Gilberto mais 9”.

Seguindo o exemplo da nossa postagem de ontem sobre os discos internacionais, se a gente pegar as cinco listas de melhores álbuns de 2020 aqui, chacolhar, misturar, jogar para cima e ver o que bate, o que coincide ou o que maaaais coincide, no posto de álbum do ano segundo as contas da Popload quase deu um empate triplo.

Mas a cantora baiana Luedji Luna, com seu “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”, acompanhou as tendências e foi eleito por aqui o melhor disco do ano da CENA. Muito perto, empatados, os discos da paulistana Jup do Bairro e do pernambucano Zé Manoel acabaram em segundo. O álbum carioca do Thiago Nassif ficou em quarto. O “disco de ideias” dos goianos do Boogarins pegou o quinto lugar. Repara na riqueza geográfica desta CENA.

Captura de Tela 2020-12-18 às 5.17.52 PM

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** Lúcio Ribeiro

1. Jup do Bairro – “Corpo Sem Juízo”
2. Boogarins – “Manchaca Vol. 1”
3. Thiago Nassif – “Mente”
4. Zé Manoel – “Do Meu Coração Nu”
5. Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”
6. Vivian Kuczynski – “N Entendi ND”
7. Chuck Hipólitho – “Mais ou Menos Bem”
8. Giovanna Moraes – “Rockin’ Gringa”
9. Carne Doce – “Interior”
10. Supervão – “Depois do Fim do Mundo”

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** Isadora Almeida

1. Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”
2. Fleezus, Febem e CESRV – “Brime”
3. Zé Manoel – “Do Meu Coração Nu”
4. Jup do Bairro – “Corpo Sem Juízo”
5. Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II”
6. BK – “O Líder em Movimento”
7. Thiago Nassif – “Mente”
8. Carabobina – “Carabobina”
9. Fabiano do Nascimento – “Prelúdio”
10. Boogarins – “Manchaca”

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** Vinicius Felix

1. Zé Manoel – “Do Meu Coração Nu”
2. Marabu – “Fundamento”
3. Kiko Dinucci – “Rastilho”
4. Jup do Bairro – “Corpo Sem Juízo”
5. Mateus Aleluia – “Olorum”
6. Mahmundi – “Mundo Novo”
7. Rico Dalasam – “Dolores Dala Guardião do Alívio”
8. Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”
9. Pabllo Vittar – “111”
10. Vovô Bebê – “Briga de Família”

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** Dora Guerra

1. Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”
2. Thiago Nassif – “Mente”
3. Kiko Dinucci – “Rastilho”
4. Jup do Bairro – “Corpo Sem Juízo”
5. Zé Manoel – “Do Meu Coração Nu”
6. Marcelo D2 – “Assim Tocam os Meus Tambores”
7. Boogarins – “Manchaca Vol. 1”
8. Letrux – “Letrux aos Prantos”
9. Iza Sabino e FBC – “Best Duo”
10. Carabobina – “Carabobina”

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** Fernando Scoczynski Filho

1. Bebel Gilberto – “Agora”
2. Sepultura – “Quadra”
3. Carne Doce – “Interior”
4. Giovanna Moraes – “Direto da Gringa”
5. Mahmudi – “Mundo Novo”
6. Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II”
7. Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”
8. Deafkids & Petbrick – “Deafbrick”
9. Letrux – “Letrux aos Prantos”
10. Chuck Hipólitho – “Mais ou Menos Bem”

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** Tallita Alves

1. Luedji Luna – “Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água”
2. Letrux – “Letrux aos Prantos”
3. Pabllo Vittar – “111”
4. Mahmundi – “Mundo Novo”
5. Linn Da Quebrada – “Pajubá Remix II”
6. Giovanna Moraes – “Rockn’ Gringa”
7. Marcelo D2 – “Assim Tocam os Meus Tambores”
8. Silva – “Cinco”
9. Vivian Kuczynski – “N Entendi ND”
10. Boogarins – “Manchaca Vol. 1”

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CENA – Duo Carobobina deixa de rodear e lança primeiro vídeo, sobre intimidade

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* Eis que chegamos ao primeiro vídeo do duo binacional Carabobina, formado pelo Raphael Vaz, o Fefel do Boogarins, e a engenheira de som venezuelana Alejandra Luciani, sua companheira de vida e de nova banda.

Captura de Tela 2020-11-27 às 11.20.05 AM

“Deixar de Rodear” é a faixa escolhida para ganhar imagens de Fefel cortando o cabelo, tomando um café, ele na sacada com Alejandra com a satisfação de olhar de cima. A música, do bem bom álbum de estreia homônimo, recém-lançado com o selo internacional OAR, é uma psicodelia “para dentro”, dentro de casa, dentro do casal, dentro de cada um dos dois, com barulhinhos esquizos pontuando o belo jogral de vocês dos Carabobina.

O vídeo, que tem direção do Gabriel Rolim, foi gravado no apartamento em que eles moravam em São Paulo, na mesma semana em que eles se mudaram, “num 2020 turbulento onde muitas coisas foram deixadas para trás”, segundo a dupla.

Ei-lo.

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TOP 50 DA CENA – Nosso ranking sofreu um chacoalho bom nesta semana, um oferecimendo da TARDA, do Zé Manoel, da Giovanna Moraes, do Khalil, do Criaturas, do Supervão. Até o Djonga reapareceu

1 - cenatopo19

* Semana boa no Top 50 da Popload. A CENA está se movimentando a toda velocidade. Imagina quando puder ter show…
Seis estreias e uma “re-estreia” empurraram as animadas músicas “top 10” da semana passada para baixo, trazendo de tudo: de reflexões sócio-políticas musicadas, sinergia com canções gringas e com gringas em si e pura ferveção sonora de escapismo, para citar alguns panoramas coloridos pelas dez mais desta semana.
Mas, posições à parte, o que interessa é o playlist agregador e ilustrativo que dá o tom lindo que nossa CENA tem em 50 músicas, supernovas, novas ou quase novas.
Misture aí umas mineirices, um pernambucano de voz absurda, um Khalil expansivo, uma Giovanna de energia explosiva, o Supervão lindo, o Criaturas trazendo a Nigéria a Curitiba. Acrescente a Luedji Luna e a Tuyo à fórmula, não esqueça uma pitada saboroso de Ítallo França. Por fim, resgate o Djonga para dar uma liquidificada nesta receita e pronto.
Você tem, pelo menos nas dez primeiras posições, a melhor playlist que você vai ouvir até quarta-feira que vem. Bom proveito!

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1 – TARDA – “Ninguém por Enquanto” (Estreia)
Uma alegria o soturno disco do coletivo TARDA (formado por Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier). Como diz o escritor, aquela luz que permite que vejamos quanta escuridão há ao redor.
2 – Zé Manoel – “História Antiga” (Estreia)
A delicadeza do piano e voz do pernambucano Zé Manoel por aqui lamentam uma história antiga de uma civilização antiga que ainda é a nossa. Esse choque temporal contrasta na canção com a alegria do passado, presente e futuro imaginado pelo povo negro e índigena no Brasil, que lutam desde sempre por um país mais justo. Uma luta que segue firme enquanto uns resistirem em serem tão antigos. Um discurso sempre importante, agora com uma lindíssima música para embalá-lo.
3 – Giovanna Moraes – “Singularidade” (Estreia)
A versão original desse som tinha uma pegada tipo MPB-eletrônica. Agora, Giovanna coloca guitarras em bom volume para dar um novo grau na música, levando ela para um outro lugar. Que acerto. A ideia é parte de “Rockin’ Gringa”, bom EP onde as canções do disco “Direto da Gringa” ganharam contornos pesados, digamos. Que peso, Giovanna!
4 – Khalil – “De Cara Pro Vento” (Estreia)
As manchetes sobre Khalil lembram suas semelhanças vocais com Caetano Veloso. Sim, rola isso, mas o menino mostra de cara que tem um talento bem do original em suas composições e situações que cria. “De Cara Pro Vento” é uma bom exemplo disso.
5 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (1)
Ainda mais apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado tem mais de mês, que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
6 – Supervão – “Get Out” (Estreia)
Era uma vez uma banda gaúcha que nem de Porto Alegre é fazendo um sonzinho indie psicodélico de pegada propria, que tomou alguma água sulina batizada, viu alguma coisa que a gente não viu e hoje está buscando o colorido psicodélico dentro da eletrônica mais underground. Já ouviu o EP que eles lançaram, o “apropriado” “Depois do Fim do Mundo”? Então…
7 – Tuyo – “Sonho da Lay” (3)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
8 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (8)
Itallo relembra em uma canção suingada suas lembranças sobre bater uma bola na infância com os colegas. A letra é tão simples quanto rica ao trazer a escalação do time e umas cenas que trazem lembranças: “E eu era a no 02/ de caneta riscada na farda/ a marca da lama da bola/ na parede parda/o pé cheio de ferida”.
9 – Criaturas – “Omalola” (Estreia)
Interessante o som da banda curitibana Criaturas. Esse aqui em especial é baseado em uma canção folclórica da nigeriana que foi passada para eles por uma enfermeira do país que cuidou de um tratamento do bebê da vocalista da banda. A canção é justamente sobre como deixar bebês felizes. Tipo nós?
10 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
Agora com vídeo oficial, relembramos uma das nossas favoritas do ano. No Top 50 há semanas, a canção de Djonga é um apaixonado escrito para sua filha mais nova. Que transborda em som aoos nossos ouvidos
11 – Luna França – “Minha Cabeça” (6)
12 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (2)
13 – Silva – “Passou Passou” (4)
14 – Wry – “Uma Pessoa Comum” (5)
15 – Carabobina – “Pra Variar” (7)
16 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (9)
17 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (10)
18 – Lauiz – “Corona Music for Corona People” (11)
19 – Nelson D – “Xenofunk” (12)
20 – Duda Brack – “Toma Essa” (13)
21 – Kiko Dinucci – “Habitual” (14)
22 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (16)
23 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (19)
24 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (20)
25 – KL Jay – “Território Inimigo” (22)
26 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (24)
27 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (25)
28 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (26)
29 – Carne Doce – “Hater” (27)
30 – Rohmanelli – “Toneaí” (28)
31 – PLUMA – “Leve” (29)
32 – Luiza Lian – “Geladeira” (30)
33 – BK – “Movimento” (31)
34 – Vivian Kuczynski – “Pele” (32)
35 – Boogarins – “Cães do Ódio” (33)
36 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (34)
37 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (35)
38 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (36)
39 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (37)
40 – Letrux – “Vai Brotar” (38)
41 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (39)
42 – Don L – “Kelefeeling” (40)
43 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
44 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
45 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
46 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
47 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
48 – Jhony MC – F.A.B. (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do músico pernambucano Zé Manoel.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Luedji Luna reina e a gente tenta explicar por quê. Mais: Chico Bernardes cresceu, o Wry português, Luna França e Ítallo França. O tudo a ver no nada a ver

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* Reparamos que a coisa está no seguinte pé: a cantora baiana Luedji Luna respira, mexe no top 5 do nosso Top 50. Agora ela lançou o discaço novo que ela já tinha lançado, mas desta vez foi para o Youtube (!!!!). Não entendemos nada, mas aceitamos demais. E isso, como é nossa bolsa de valores quando a situação econômica sofre algum abalo de qualquer nível, tem consequências diretas no nosso ranking. Está entendendo? Se tiver, explica para nós.
Nosso jovem Chico Bernardes cresceu, adulteceu. E que bela música ele fez para marcar essa passagem. De resto tem o Wry buscando protagonismo em português, a Luna França buscando protagonismo e ponto, e o Ítallo França (no relation) buscando protagonismo no time de futebol da quebrada dele lá em Arapiraca, Alagoas, mesmo sendo o camisa 2.
Que lindo tudo isso. Que linda nossa playlist da vez!

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1 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
Ainda mais apaixonados pelo disco novo da Luedji, lançado há quase um mês, que fica nos vindo em ondas, como o mar, porque bom mesmo é estar debaixo dessas ondas. Agora botamos ele no primeiro lugar, já que ela insiste em ficar nas primeiras posições do nosso ranking. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
2 – Chico Bernardes – “Em Seu Lugar” (Estreia)
Com arranjos floreados, a sonoridade do single novo de Chico Bernardes lembra as suas referências, como Fleet Foxes, e traduz uma sensibilidade que vai muito além de seus 21 anos. Desde uma voz mais segura até um violão mais refinado.
3 – Tuyo – “Sonho da Lay” (1)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
4 – Silva – “Passou Passou” (2)
Atualmente entre os gigantes da MPB, Silva visita com esse ska-MPB suas raízes indie. A letra, dele e do irmão Lucas, é uma fofura sem tamanho. Dentro da MPB a caminho do mainstream, Silva é a voz de esperança e de habilidade em seu sentido, porque parece que a música é de fim, mas é de recomeço. E tem um vídeo maravilhoso, em plano sequência. Parece Belle & Sebastian. Com ou sem Anitta envolvida.
5 – Wry – “Uma Pessoa Comum” (Estreia)
“Noites Infinitas”, novo disco do Wry, traz a banda cantando em português em metade das faixas. No caso, em 50% do disco, é o nosso grupo querido de sempre, mas em outra métrica, outra levada, quase uma outra banda. Talvez seja o costume de saber que é o Wry. Problema nisso? Nenhum. Tanto que uma das nossas prediletas está em português.
6 – Luna França – “Minha Cabeça” (Estreia)
Lançamento do selo CENA na área. A gente sempre avisa. Mas nem teria sentido a gente lançar algo que não bate com o nosso gosto, não é verdade? ”Minha Cabeça” muito tem a ver com o momento atípico que estamos vivenciando em 2020 e é um acerto de Luna, cantora, tecladista, compositora e produtora, que já tocou com Tiê, Rafael Castro e Papisa. Ela assume o protagonismo agora e faz bonito. O futuro, dela, é logo ali.
7 – Carabobina – “Pra Variar” (3)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
8 – Ítallo França – “O Time da Mooca” (Estreia)
Itallo relembra em uma canção suingada suas lembranças sobre bater uma bola na infância com os colegas. A letra é tão simples quanto rica ao trazer a escalação do time e umas cenas que trazem lembranças: “E eu era a no 02/ de caneta riscada na farda/ a marca da lama da bola/ na parede parda/o pé cheio de ferida”.
9 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (7)
A mão do Chuck para versões é assustadora. Ele pira em uma música e arrepia na sua versão. A da vez é a divertida “Disincaine”, de um outro ex-VJ da MTV, o senhor Gastão Moreira em sua banda R.I.P. Monsters. E o vídeo, feito e editado em pouco mais de uma hora, mostra o capricho audiovisual de Chuck, outra característica sua. Cara bom.
10 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (5)
Parte de uma narrativa multimídia que leva o nome de M8TADATAH, Mahal, que já colaborou com BaianaSystem, Afrocidade e Giovanni Cidreira no EP MANO*MAGO, lança este primeiro som que você só encontra no YouTube. É a porta de entrada de uma história que mescla o real e a ficção e reflete sobre alta tecnologia, extermínio da população negra e a noção de pós-morte.
11 – Lauiz – “Corona Music for Corona People”
12 – Nelson D – “Xenofunk” (6)
13 – Duda Brack – “Toma Essa” (8)
14 – Kiko Dinucci – “Habitual” (9)
15 – Marcelo Callado – “Borboletas” (10)
16 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (11)
17 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (12)
18 – Gabrre – “Elephants” (13)
19 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (14)
20 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (15)
21 – Autoramas – “Carinha Triste” (16)
22 – KL Jay – “Território Inimigo” (17)
23 – Yannick Hara – “Necropolítica” (19)
24 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (23)
25 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (24)
26 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (25)
27 – Carne Doce – “Hater” (26)
28 – Rohmanelli – “Toneaí” (27)
29 – PLUMA – “Leve” (28)
30 – Luiza Lian – “Geladeira” (29)
31 – BK – “Movimento” (30)
32 – Vivian Kuczynski – “Pele” (31)
33 – Boogarins – “Cães do Ódio” (32)
34 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (33)
35 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (34)
36 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (35)
37 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (36)
38 – Letrux – “Vai Brotar” (37)
39 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (39)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (21)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Silva.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Música nova da Tuyo é um sonho. Silva passa passando. Mais: a criação de Duda Brack e a recriação de Chuck Hipólitho

1 - cenatopo19

* Sonho e superação lideram nosso ranking, na semana louca da corrida presidencial americana. O que isso tem a ver? Pensa mais.
A banda Tuyo anda se arriscando, misturando. E acertando cada vez mais. Até em outras dimensões: oníricas, de estilo.
O já consagrado músico capixaba Silva também. Ele é amigo da Ivete Sangalo, mas é amigo do ska independente. E anda caminhando bem em qualquer seara que se apresente. Que ele apresente. E fez uma rádio. E fez um vídeo espertíssimo sobre superação, quando pode se imaginar que é sobre lamento. Quão nobre é esse rapaz?
A gaúcho-carioca Duda Brack lançou um vídeo que contém uma música, não o contrário. O paulista-paulistano Chuck Hipólitho lançou uma música de memória afetiva que contém o vídeo mais rápido de todos os tempos. E que ficou demais.
Nossa geografia musical é muito linda. Não vamos deixar que queimem ela.

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1 – Tuyo – “Sonho da Lay” (Estreia)
Você anda sonhando? Ou já acorda apressado e perde o que sonhou? Vai ver a Lay Soares, parte do trio Tuyo, aprendeu com Sidarta Ribeiro, neurocientista que sabe tudo do assunto, a técnica de registrar os sonhos antes de eles sumirem na nossa mente. E transformou isso em canção. E que canção absurda de boa! Tuyo cada vez melhor. O som ainda tem a participação do cantor carioca Luccas Carlos.
2 – Silva – “Passou Passou” (Estreia)
Atualmente entre os gigantes da MPB, Silva visita com esse ska-MPB suas raízes indie. A letra, dele e do irmão Lucas, é uma fofura sem tamanho. Dentro da MPB a caminho do mainstream, Silva é a voz de esperança e de habilidade em seu sentido, porque parece que a música é de fim, mas é de recomeço. E tem um vídeo maravilhoso, em plano sequência. Parece Belle & Sebastian. Com ou sem Anitta envolvida.
3 – Carabobina – “Pra Variar” (1)
Bem boa a brisa do casal Alejandra Luciani, engenheira de som de primeira, e Raphael Vaz, mais conhecido por Fefel do Boogarins. Um pop torto, eletrônico, ruídos lá e cá, que pega na produção acertada da Alejandra. Para fãs e não-fãs de Boogarins _ mas quem não é fã do Boogarins, hein?
4 – Luedji Luna – “Ain’t I a Woman” (4)
Seguimos aqui apaixonados pelo disco novo da Luedji. “Ain’t I a Woman”, uma das muitas boas faixas, e que pega o título do fundamental livro da autora e feminista Bell Hooks, traz o questionamento para dentro de uma história onde um homem esconde seu relacionamento com uma mulher negra. “Por acaso eu não sou uma mulher?”, questiona Luedji. Ao mesmo tempo, a música pode ser lida como uma denúncia mais ampla aos “apagamentos” das mulheres negras na sociedade como um todo.
5 – Mahal Pita – “Oração ao Pretos-moços” (Estreia)
Parte de uma narrativa multimídia que leva o nome de M8TADATAH, Mahal, que já colaborou com BaianaSystem, Afrocidade e Giovanni Cidreira no EP MANO*MAGO, lança este primeiro som que você só encontra no YouTube. É a porta de entrada de uma história que mescla o real e a ficção e reflete sobre alta tecnologia, extermínio da população negra e a noção de pós-morte.
6 – Nelson D – “Xenofunk” (2)
Nelson D coloca seu Futurismo Indígena para dialogar com o funk em uma música com diferentes climas e momentos. Parece até um filme. Na letra, um papo sobre xenofobia e a força das diferenças. Afinal, o que temos em comum? As diferenças.
7 – Chuck Hipólitho – “Disincaine” (Estreia)
A mão do Chuck para versões é assustadora. Ele pira em uma música e arrepia na sua versão. A da vez é a divertida “Disincaine”, de um outro ex-VJ da MTV, o senhor Gastão Moreira em sua banda R.I.P. Monsters. E o vídeo, feito e editado em pouco mais de uma hora, mostra o capricho audiovisual de Chuck, outra característica sua. Cara bom.
8 – Duda Brack – “Toma Essa” (Estreia)
A voz da Duda Brack sempre arrepiando em uma música daquelas de fim de relacionamento. O refrão escrito por Bruna Caram já é invejado em diversas pistas do país. Ganhou um filme, como vídeo.
9 – Kiko Dinucci – “Habitual” (Estreia)
10 – Marcelo Callado – “Borboletas” (Estreia)
Ava Rocha aparece nessas duas músicas. Com Kiko, faz a capa do single e as vozes em uma letra do músico cantandoo cotidiano repetitivo dos nossos anos 20 tensos. Com Marcelo, a parceria é na composição na canção de um longa e incansável busca por amor.
11 – Tagua Tagua – “Só Pra Ver” (3)
12 – Supervão – “Fim de Nós/Fim do Sol” (5)
13 – Gabrre – “Elephants” (6)
14 – Guilherme Held – “Corpo Nós” (7)
15 – Pessoas Estranhas – “Rubens” (8)
16 – Autoramas – “Carinha Triste” (9)
17 – KL Jay – “Território Inimigo” (10)
18 – Marrakesh – “Tripin’” (11)
19 – Yannick Hara – “Necropolítica” (12)
20 – Compositor Fantasma – “Banjos e Demônios” (14)
21 – Giovanna Moraes – “Futuros do Passado” (15)
22 – Mulungu – “A Boiar” (17)
23 – RAKTA – “Rubro Êxtase” (18)
24 – Ana Frango Elétrico – “Mama Planta Baby” (20)
25 – Marcelo D2 – “4º AS 20h” (21)
26 – Carne Doce – “Hater” (22)
27 – Rohmanelli – “Toneaí” (23)
28 – PLUMA – “Leve” (25)
29 – Luiza Lian – “Geladeira” (26)
30 – BK – “Movimento” (27)
31 – Vivian Kuczynski – “Pele” (28)
32 – Boogarins – “Cães do Ódio” (29)
33 – Jup do Bairro – “Luta por Mim” (30)
34 – Dexter, Djonga, Coruja BC1, KL Jay, Will – “Voz Ativa” (31)
35 – Mateus Aleluia – “Amarelou” (32)
36 – Valciãn Calixto – “Nunca Fomos Tão Adultos” (33)
37 – Letrux – “Vai Brotar” (34)
38 – Elza Soares e Flávio Renegado – “Negão Negra” (36)
39 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (37)
40 – Don L – “Kelefeeling” (40)
41 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (41)
42 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (42)
43 – ÀIYÉ – “Pulmão” (43)
44 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (44)
45 – Edgar – “Carro de Boy” (45)
46 – Kiko Dinucci – “Veneno” (46)
47 – Jhony MC – F.A.B. (47)
48 – Djonga – “Procuro Alguém (48)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (49)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** A imagem que ilustra este post é do Silva.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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