Em Caribou:

Strokes, Miley Cyrus e Foo Fighters comandam o bombado Lolla Brasil 2022, na retomada dos grandes festivais no país. Lista tem Idles, King Gizzard e Caribou!!!!

>>

* Parece que se passaram 100 anos desde o último grande evento no país, mas nos dias 25, 26 e 27 de março do ano que vem acontece em São Paulo, finalmente, o megafestival Lollapalooza Brasil, que anunciou nesta quinta-feira todas as atrações de sua nona edição. E já apresentando suas atrações dia a dia.

Numa trinca de headliners americana e toda ela rock, The Strokes (sexta), Miley Cyrus (sábado) e Foo Fighters (domingo) são as atrações principais do próximo Lolla BR.

Destes nomes de maior destaque, apenas Miley Cyrus, que transitou por várias vertentes musicais e parece ter se achado mesmo no rock’n’roll, é uma atração quase inédita no festival brasileiro. Ela veio uma única vez, há sete anos e numa outra pegada, mais dance.

Logo abaixo dos declarados principais, nomes fortes ligados ao rap pop, rap rock ou rap rap, mesmo: Doja Cat, ASAP Rocky e Kehlani engrossam a lista do Lolla. Dá até para botar o bombado Machine Gun Kelly nesse bolo.

Um time de “atrações com cara de Popload” são dignos de fazer a gente chegar cedo a Interlagos para ver. Bandas como Idles, King Gizzard & The Lizard Wizard, Black Pumas e Turnstile estão no Lolla Brasil 2022, junto com o maravilhoso Caribou, a musa Phoebe Bridgers e até o hoje veterano inglês The Wombats tocam no festival brasileiro. O DJ e produtor Kaytranada, ali no meio dos eletrônicos, também “é nosso”. A galesa Marina ex-and the Diamonds e a americana Remi Wolf se juntam a essa lista.

A armada brasileira que engrossa o Lollapalooza paulistano vem forte, neste ano de retomada: Pabllo Vittar, Emicida, Silva, Edgar, Terno Rei, Djonga, Jup do Bairro, Gloria Groove, Matuê, Jão, Clarice Falcão, MC Tha, Rashid, Fresno e os meninos do Menores Atos são alguns dos nomes brazucas do line-up do Lolla BR.

A galera emo está bem representada no Lolla: A Day to Remember e Alexonfire está no festival.

Veja o pôster oficial do Lollapalooza Brasil, abaixo:

[LOLLA] LINEUP DAY 2022_V18

* Acompanhe as redes do @lollapaloozabr para informações importantes de ingressos já comprados em 2020, novas vendas e protocolos de segurança.

>>

ESPECIAL POPLOAD – O lado “E” do Primavera Sound: o festival mais indie do ano vai dançar

>>

* por Kysia Stockmayer

Ninguém pode negar que um dos assuntos mais comentados dos últimos tempos foi o espetacular line-up do Primavera Sound de 2022, divulgado na semana passada e cujos ingressos maravilhosos começaram a ser vendidos/trocados/”migrados” hoje. Com taaaaaantas atrações boas (agora em dois finais de semana seguidos) do festival de Barcelona, mais de 500 shows em praticamente dez dias de evento, a gente poderia ficar meses comentando sobre cada uma delas.

O Primavera Sound é famoso por ser talvez o megafestival mais indie do mundo. Claro que a intersecção com a eletrônica é brilhantemente contemplada pela curadoria do festival espanhol. Estão lá reluzindo no pôster do festival os nomes de Massive Attack, Caribou, Disclosure, Gorillaz, Jamie XX, entre outros.

Mas, falando no lado “E” mesmo, da eletrônica de pista (quase) sem concessões, o Primavera também se destaca forte nessa cena. No festival, há diversas nuances a serem vividas pela galera que curte um fervo, para muito além de headliners e eletroindies em geral. Vamos partir direto para os nomes com os quais o coitado do designer que fez a arte do anúncio deve ter sofrido para fazer caber tudo.

2 - Honey-Dijon-Boiler Room

Começando com a moçada nova-iorquina AceMo e MoMa Ready, que performarão ao vivo como AMoMa + DJ set com batidas do lo-fi house ao breakbeat, além da “vizinha” Aurora Halal , que vai levar para a Espanha seu techno hipnotizante. Altamente recomendados.

O insólito produtor Awesome Tapes, projeto absurdo de Brian Shimkovitz, que se apresenta tocando FITAS CASSETES que comprou em Gana, África, quando ele morou por lá, tocará em formato de DJ set. Porém teremos bastante DJs e produtores se apresentando ao vivo. Alguns deles são:
– Daniel Avery (que já produziu com Hercules and Love Affair, Little Boots e Metronomy);
– VTSS, a polonesa mais selvagem da cena underground de Berlim (foto abaixo);
– O sueco DJ Seinfeld performando seu projeto Mirrors:Live;
– a DJ dinamarquesa Courtesy e seus graves marcantes;
– e DJ Stingray, a lenda mascarada com seu electro futurista à moda Detroit, sua base de vida.

Ainda sobre as live performances, durante a semana, entre um finde e outro, irá acontecer o Primavera a la Ciutat, um evento “fora da programação” oficial do Primavera, espalhado pelos (muitos) clubes de Barcelona. Com direito à santíssima trindade do PC music reunida: A.G. Cook, Charli XCX e Kero Kero Bonito, acompanhada do hyperpop do duo americano 100 Gecs e da performática Dorian Electra.

1 - VTSS BY Jack Reynolds

Falando em DJ sets, para surpresa geral teremos a Fátima Yamaha (um dos nomes do produtor holandês Bas Bron) neste formato, visto que a maioria, senão todas, das suas apresentações são live. Dos vários DJs e produtores no festival, vale a pena ficar atento ainda em nomes como: o veeeelho Dj Shadow, a queridinha das rádios Carista, o espanhol bombado John Talabot, a e-girl fodona do hyperpop Shygirl (foto na home). E, se tem a polonesa VTSS, tem a suecaSPFDJ, tocam um techno bem pesadão e diferentão que a galera de Berlim ama. Mais? Tem a DJ e produtora australiana-que-vive-em-Londres HAAi (que lançou recentemente colaboração com os Chemical Brothers), o produtor Special Request (Paul Woolford, o responsável por um dos melhores remixes de Róisín Murphy deste ano), o holandês famosinhoYoung Marco e MUITOS outros.

Entre os veteranos de festivais teremos: Black Coffee com seu sofisticado afro house; o queridinho duo Bicep; o excêntrico DJ Harvey; a energia e a housera da dona de uns dos Boiler Rooms mais icônicos, mama Honey Dijon (foto que abre este post); o reptiliano Jeff Mills com seu techno de outro mundo; house e disco emotivo de Mano Le Tough; e, claro, o australiano Mall Grab (foto abaixo), o favorito entre clubbers e skatistas, também cabeça do selo Looking for Trouble, no qual já lançou um álbum com outra atração do festival, a banda de punk hard core (!!) Turnstile.

3 - MALL GRAB by Rob Jones

Finalizando a semana extensa de festival, na verdade 11 dias, temos anunciada uma jornada especial toda voltada para a e-music, com diversos gêneros e vertentes. É o Lado E do Primavera terminando a longa festança indie de 2022. É o Brunch on the Beach, que traz de atrações chill out, lo-fi house a grandes atrações do house até o techno mais 4×4.

Começando pelo francês radicado no Equador Nicola Cruz, que tem bastante influência da América Latina em seu som; o deep e tech house do multiinstrumentista Monolink; o lo-fi house divertido dos irmãos Louis e Beans aka Chaos in the CBD (os caras tiram onda não só no Instagram como também nas pistas); a seletora musical em ascensão em vários festivais, a Malika; a produtora musical Anika Kunst com seu som que vai do techno melódico ao minimal; o tech house da dupla Joyhauser; Héctor Oaks, mais conhecido como Cadency, e o seu techno mais anos 90 e 2000s.

peggy

Para encerrar o Brunch on the Beach, o festival reserva o espaço de headliners inteirinho para a mulherada. Essa glória feminina fica por conta das três DJs e produtoras com a maior influência na cena da música eletrônica, seguidas por MILHÕES de fãs no mundo inteiro tanto nas redes sociais quanto nas lives. São elas:
1. Peggy Gou, a coreana da foto acima que tem grande presença em diversos festivais e se apresenta mais uma vez no Primavera Sound (seus sets sempre são construídos com um leque de possibilidades que vão do acid house ao techno e entre seus hits).
2. Teremos também a russa Nina Kraviz, com muito techno pesadíssimo na sua profunda pesquisa musical, suas produções e uma presença de palco bem marcante.
3. Fechando essa trinca, a balada Brunch toda e todo o Primavera Sound 2022 em si, temos a grande belga Amelie Lens, deixando a Europa mais tribal e derrubando tudo o que restou do festival com seu som mais techno 4×4 (pesadão e linear).

O que a gente pode concluir é que um bom festival vai além dos headliners já esperados. Ele precisa ter consistência, pluralidade e diversidade até nos nomes pequenos que mal conseguimos ler, mas sem perder a coerência na curadoria. Seja ela em sua especialidade, o indie, ou em algo que pode não brilhar no pôster, mas que é bem representativo para seus frequentadores de gosto plural.

Novos espaços para novos artistas favoritos, que surgiram neste mais de ano intenso, diferente de nossas vidas, dentro de casa. Com uma pandemia cruel que ainda está acontecendo, o pessoal parece não querer voltar ao “normal” e viver as mesmas coisas de antes. Os novos tempos chamam por ousadia, coisa que o Primavera Sound sempre foi um dos melhores a oferecer.

***

* Kysia Stockmayer é DJ da nova geração da eletrônica brasileira. Mora em Fortaleza, CE. Seus sets às vezes frequentam também o indie-rock e o pop, outras de suas paixões. Se podemos traçar um paralelo geográfico bizarro, virtualmente, Kysia é tão influente quanto qualquer um da cena Sudeste. Em Fortaleza, ela faz parte da 1992 (Dezenove Nove Dois), coletivo de DJs e artistas visuais que atuam (quando dá!) desde 2019 deixando a capital cearense mais eletrônica.

***

* PLAYLIST – A gente mata o line e mostra o beat. Preparamos uma playlist especial com o melhor do LADO E do Primavera Sound 2022, para indie ver. E dançar.

>>

É indie, é “velho”, mas é chic: Pitchfork Paris invade a TV francesa e revive shows históricos de St. Vincent, Caribou, Son Lux e Foxygen

>>

051120_stvincent2

Com a impossibilidade de ser feliz neste 2020, muito pelo fato de não podermos ver nossos showzinhos de perto, diversos artistas e festivais pelo mundo têm recorrido ao velho normal e divulgado em áudio e vídeo apresentações históricas de edições passadas.

A última marca forte a entrar nesse circuito foi a bíblia indie Pitchfork, que em parceria com o canal de TV francês Culture Box tem revivido alguns shows emblemáticos das edições parisienses do evento nascido em Chicago.

Entre os shows que estão disponíveis no site do canal francês, destaque para a apresentação da sempre gloriosa St. Vincent. Também estão no pacote shows de Foxygen, Son Lux e Caribou, todos registrados em 2014.

Na falta de uma graminha molhada para pisar, vamos acompanhando os shows no conforto do sofá.



>>

Mistura eletrônica das boas: Floating Points remixa um par de músicas do Caribou

>>

280819_floatingpoints_slider

Duas figuras bastante aclamadas no cenário da música eletrônica, Caribou e Floating Points remixaram seus caminhos em duas novas faixas.

No caso, Sam Shepherd, o britânico de Manchester, botou a mão em um par de faixas de Dan Snaith, sendo elas “Sister” e “Never Come Back”.

081019_caribou

“De princípio, Sam me pediu partes de Sister, a faixa mais íntima e pessoal do meu disco Suddenly, e retrabalhou sua estrutura usando as vozes da minha mãe e da minha irmão, de uma fita K7 velha da minha infância. Mas isso acabou se tornando algo hipnótico e bem bonito. Depois, ele me pediu para retrabalhar Never Come Back. Fiquei muito feliz”, disse o Caribou.

As remixes são as primeiras faixas oficiais de Snaith desde o lançamento do disco Sundelly, lançado em fevereiro.

>>

Brodagem electroindie: Four Tet faz remix cool de “Never Come Back”, do amigo Caribou

>>

140520_fourtet_caribou2

O incansável Four Tet está aproveitando o período de quarentena e se envolvendo em diversas frentes. A última delas é uma remix para um som de outro sujeito talentoso, o Caribou.

A música em questão é “Never Come Back”, que foi lançada originalmente por Dan Snaith no disco homônimo.

“Kieran é parte da minha música antes mesmo dele me remixar. Ele passou horas e horas ouvindo faixas do meu último disco e me dando feedback, assim como em meus álbuns anteriores. Adoro quando as pessoas pensam em nós como aliados musicais de um jeito real e genuíno, como se fossemos uma família, e amo o fato dessas pessoas que nos ouvem se sentem parte disso”, disse o Dan.

Em 2020, Four Tet já lançou um disco cheio, “Sixteen Oceans”, e divulgou de forma gratuita outras cinco gravações não-lançadas oficialmente, incluindo um remix para “Lose My Breath”, das Destiny’s Child.

* Esta é uma boa ocasião para relembrar um DJ set da dupla, em um festival na Carolina do Norte, em 2010.

>>