Em carne doce:

CENA – Bananada 6 de 7 – Liniker, Mutantes, Carne Doce, JP, Terno Rei…

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* Popload em Goiânia. Bananada 2017 teve quase 11 mil pessoas no sábado. Para ver…

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Sexto dia do Bananada geral, segundo dia do Bananada “grandão”, este realizado de novo no enorme Centro Cultural Oscar Niemeyer, cenário bonito, noite bonita, shows bonitos, só alegria.

De um lado do ringue, os indies. JP Cardoso, Luiza Lian, os meninos da balada brasiliense Criolina, Tagore, nos palcos menores, de frente para o outro. Do outro lado, os estabelecidos Mutantes, Maria Gadú e, vá lá, a bombada Liniker se revezando nos dois palcões do Bananada, recebendo a “visita” de Carne Doce, Terno Rei, Aeromoças e Tenistas Russas, entre outros.

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Do que a Popload viu, “because I was there for the opening bands”, o JP Cardoso, de Belo Horizonte, foi incrível. Energia “teen spirit” pura. Guitarras tão bagunçadas quanto boa, cozinha (baixo e bateria) correta. Uma canja maior de palco e com esse belo disco de estreia lançado, o rapaz deve subir e subir no indie nacional. O vídeo lá embaixo, de música quase-instrumental se não fosse uns berros vocais, não me deixa mentir. Acho.

Falha minha, nunca tinha visto a menina Luiza Lian ao vivo, show inteiro, bem assistido. No Bananada ela se apresentou possuída, acompanhada com um DJ e operador de botões. Possuída, mas não endemoniada. Lian parecia uma fada, principalmente cantando as músicas de seu mais recente disco, “Oyá Tempo”, recém-lançado. Disco-visual, explicando melhor. Show-visual, explicando melhor. Bem bom.

Eu sou cada vez mais fã do Terno Rei. Vi recentemente dois shows do quinteto paulistano e a percepção da leveza pesada de sua música (ou seria o contrário) só cresce, a cada apresentação. Acho engraçado o indie-MPB deles, no sentido de que a voz é bonita, as letras são em português e não parece nada MPB. A parte indie é tão bem trabalhada, tão coesa, que nem parece indie. Sei lá. Bandaça pronta.

Outra bandaça pronta, toda linda, vocalista estonteante no gingado, na dança, banda boa em cada instrumento, porque com eles todos os instrumentos são ouvidos, o Carne Doce, no Bananada, jogou para a torcida. Tinha gente se esgoelando na minha frente, ao meu lado, fãs locais vendo banda local em festival local. Going global but acting local. Os fãs entusiasmados estavam tentando fazer um vocal mais alto do que o da Salma Jô. Falharam. Não dá para competir com ela.

Por fim, que delícia o show do Aeromoças e Tenistas Russas, ATR para os íntimos, rapaziada de São Carlos, “nova banda” que já tem oito anos de estrada. Synthpop-electroindie instrumental gostoso, quando acerta nas músicas é uma beleza. E acerta em várias. Em certos momentos, só um recorte algo exagerado, parecia New Order/Depeche Mode no começo de carreira. A Certain Ratio, manja?

Bom, abaixo alguns dos momentos do sabadão do 2017 lotadão, em vídeos feitos por mim e fotos “de categoria” do Ariel Martini, do I Hate Flash.

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Frente e verso do showzão da cantora Liniker, uma das grandes atrações do sábado no Bananada, em Goiânia

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Salma Jô (Carne Doce), acima, e Luiza Lian: mulheres em ação durante o Bananada

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Show da veterana banda Os Mutantes, ou o que restou dela, um dos grandes nomes da 19ª edição do festival goiano

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O vocalista e baixista do Terno Rei, Alê Sater, durante show da banda no festival goiano

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CENA – Live from Bananada. Banda Carne Doce dança em cima do progresso, em vídeo novo

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* Popload em Goiânia. Respirando o Bananada 2017, festivalzão indie brazuca que começou ontem e vai até domingo misturando música, comida e arte em vários lugares da cidade do Centro Oestão.

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Fruto da incrível cena goiana de música independente atual, já de boa reputação nacional, o ótimo grupo Carne Doce é atração de sábado no Bananada, tocando no palco principal do principal dia do festival. A banda, ainda surfando a excelente onda do segundo disco, “Princesa”, um dos mais incensados álbuns da CENA brasileira do ano passado, resolveu fazer algo diferente na semana do maior evento indie goiano.

A banda do casal Mac e Salma foi buscar no primeiro álbum, de 2014, uma de suas principais faixas ao vivo para transformá-la em lindo vídeo novo. É “Sertão Urbano”, música que fala muito do sentimento que é viver em Goiânia e arredores. É uma reflexão sobre o intenso e desordenado desenvolvimento urbano de uma cidade que ao mesmo tempo está longe do eixo do país, portanto se sente no sertão. E contrasta forte com os lugares que a circundam.

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O vídeo traz imagens de Goiânia e da Chapada dos Veadeiros, algumas feitas por drone e com efeitos de chroma key.
Sobreposto a isso tudo, essa coleção de imagens, a banda toca e Salma dança.

“Eu tinha receio com o regionalismo e hoje quero tanto olhar para cá, e com isso tentar conversar com mais pessoas daqui e de fora”, diz o goiano Larry Sullivan, o diretor do vídeo. Todos os demais créditos técnicos estão nos comentários do vídeo.

Veja o belo resultado de “Sertão Urbano”, o novo vídeo do Carne Doce, lançado ontem à noite.

* O Carne Doce se apresenta em São Paulo duas vezes no futuro próximo, uma em maio, outra em junho. A primeira na Virada Cultural, no dia 20/5. A banda tem ainda show marcado em 24/6, no Sesc Belenzinho.

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CENA – Bananada 2017 rola nesta semana em Goiânia. Popload monta QG no festival

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* Popload em Goiânia, terra de Fabríco Nobre. A partir de hoje e por toda a semana, até domingo, vamos ter a…

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Começa “pequeno” hoje, às 20h, em cinco lugares espalhados por Goiânia, Centro Oeste do Brasilzão, o 19º festival Bananada, um dos mais importantes festivais independentes do Brasil em uma de suas mais importantes edições. Até domingo, a cidade, prosaicamente conhecida como a terra do sertanejo, vai ser inundada por rock, eletrônico e nova-MPB e hip hop dos bons, até soul e funk, conduzidos por um line-up de respeito que terá do clássico Os Mutantes até os sanguinhos novos Rakta e Plutão Já Foi Planeta, de Selvagem a Barro, de Mano Brown e Karol Conka a Ventre e FingerFingerrr. Céu, Liniker, Hierofante Púrpura, Luiza Lian e Terno Rei. Maria Gadú, JP Cardoso, DJ Patife, Tulipa Ruiz, Far from Alaska e Forgotten Boys. Tem a esquadra goiana jogando em casa: Boogarins, Carne Doce, Black Drawing Chalks, Brvnks, Hellbenders e Overfuzz. E tem muito mais.

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As principais atrações farão suas performances em palcos espalhados no epicentro do festival, o suntuoso Centro Cultural Oscar Niemeyer.

A programação desta noite de estreia do Bananada está assim disposta:

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Além da música, o Bananada montou programação que inclui artes visuais, ação de moda, cultura urbana (encontro de skate e tattoo) e um circuito gastronômico (Goiânia Rock City) que já está em sua quinta edição e conta com 30 espaços gastronômicos alimentando os locais e os visitantes que vieram à cidade para o Bananada.

A Popload já está instalada no centro nervoso da inteligência do Bananada, no espaço cultural Centopéia, em Goiânia, para cobrir o festival. E a batelada de shows começa daqui a pouco.

Ingressos para o Bananada, que vai crescer dia-a-dia no número de shows e tamanho das atrações, são encontrados no site do festival, que ainda traz todas as informações sobre esta 19ª edição. Acompanhe o Bananada pelo Instagram do festival.

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CENA – Os goianos do Carne Doce encantam São Paulo, com o Centro Cultural SP por testemunha

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A banda Carne Doce, já patrimônio da nova cena goiana, até outro dia nunca tinha tocado em São Paulo. Agora a segunda casa da quarteto liderado pelo casal Macloy, guitarrista, e Salma Jô, cantora, já conta várias apresentações em SP, de tamanhos variados, performances do não-palco da Casa do Mancha até o palco razoavelmente grande da choperia do Sesc Pompéia. Shows sempre bem cheios.

Domingo passado foi a vez da apresentação do Carne Doce no Centro Cultural São Paulo. Cerca de 610 pessoas entupiram o lugar, com quase 590 pagantes. Clima de euforia de público e banda no CCSP. Que beleza!

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Salma Jô, vocalista do Carne Doce, fala sobre a sua maior referência na música

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Salma Jô é a vocalista e toda a força por trás do Carne Doce, nome imprescindível da rica cena indie brasileira, mais especificamente de Goiânia, nos últimos anos. Para o nosso especial Popload das Minas, ela fala sobre a sua maior inspiração: Elis Regina.

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Salma Jô em foto de Rodrigo Gianesi

A minha diva Elis Regina

Elis Regina é a minha diva-mãe. Minha mãe a apresentou, me ensinou a adorá-la. O timbre das duas é do mesmo tipo. São elas as minhas maiores referências e inspirações femininas.

Quando a escuto, faço com o conhecimento que adquiri ao longo do anos, com menos idolatria, reconheço erros e fraquezas que não percebia, mas admiro ainda mais a excelência, percebo ainda mais por que ela foi e por muitos ainda é considerada a maior. Encontro nela muita riqueza técnica e emocional, encontro várias mulheres e eu mesma, criança e adulta. É um berço.

Ser a maior cantora popular do Brasil era um objetivo confesso de Elis. Aos 20 já era a cantora mais bem paga do país. Era competitiva a ponto de puxar tapete de outras cantoras. Não era somente a intérprete, escolhia canções com o objetivo de fazer as melhores versões delas, melhores que as dos próprios autores. Estava sempre em busca de novos compositores e de letras fortes. Amadrinhou, lançou ou ajudou a consagrar Milton, Gil, Edu Lobo, Belchior, Ivan Lins entre outros. Para quem quiser saber mais, recomendo “Nada Será Como Antes”, biografia de Julio Maria.

Esta gravação para a TV Record foi um dos últimos registros antes de sua morte:

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