Em casa do mancha:

CENA – 13 bandas, três pistas. Festival Fora da Casinha sai do Mancha para a 4ª edição

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* Um dos lugares mais importantes para a música nova do Brasil, a Casa do Mancha, um lar literal do indie onde a banda toca no quarto e as pessoas ou vêem da sala ou pela janela do quintal, fecha a porta da garagem e sai para sua versão festival anual, pela quarta vez.

Acontece no dia 6 de outubro agora, em outra casa, a Casa Híbrida (Sumaré), o Fora da Casinha, evento que junta turma boa na linha Molho Negro e Strobo (ambos de Belém), Terno Rei e Garotas Suecas (ambos de SP), Dingo Bells (RS), entre outros. E vai ter como padrinho o veterano músico Maurício Pereira, pai do Tim e do Chico Bernardes.

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BORA PRA CASONA – O Goldenloki (acima), de três guitarras, e a trip japonesa dos paulistanos Ozu (abaixo) são duas das boas novas atrações do Fora da Casinha, festival que acontece agora dia 6/10

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Os ingressos em lote promocional para esse dia-longo de música independente já está à venda online e custa R$ 50 pratas. Os shows começam a partir das 15h.

Mancha Leonel, o proprietário da Casa e do Casinha, acha que nesta edição seu festival muda de patamar. “Neste ano buscamos consolidar a principal característica do Fora da Casinha: apontar a direção que a música independente está percorrendo. Acredito que hoje o festival começa a sair da situação de iniciante e entrar na de intermediário, encontrando sua identidade e com isso, vai traçando seu caminho de maneira mais coesa”, diz.

Confira a escalação completa de bandas e DJs do Fora da Casinha 2018.

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* Na home da Popload, na chamada para este post, foto de Maurício Pereira, o paraninfo do Fora da Casinha, em crédito de Rui Mendes. Aqui no post em si, a imagem do Goldenloki é de Yasmin Kalaf. E a do OZU foi clicada pela Mariana Harder. O cartaz do festival é da Sefora Rios.

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SP – MONSTRO AMIGO E QUARTO ÁCIDO

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Monstro Amigo e Quarto Ácido (RS) na Casa do Mancha
Data: 29 de março às 21:00
Line Up: Monstro Amigo e Quarto Ácido (RS)
Local: Casa do Mancha – Rua Felipe de Alcaçova – São Paulo/SP
Ingressos: R$20,00
Link: https://www.facebook.com/events/1957922854425255/

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CENA – Casa do Mancha invade BH para mini-festival em parceria com a local Shake Shake

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A “casinha” tem ido cada vez mais longe, está ficando cada vez maior… Ninguém segura a Casa do Mancha, berço de grande parte da #CENA e um dos principais (se não o principal) ‘palcos’ para as bandas independentes em São Paulo hoje. Palco entre aspas porque a casa do Mancha, você sabe, é tipo uma casa-estúdio mesmo. E é ali, na salinha despretensiosa de Mancha Leonel, na Vila Madalena, que os melhores novos artistas nacionais se apresentam hoje.

Depois do festival próprio “Fora da Casinha”, chegando em sua terceira edição, a “casa” estabeleceu tentáculos em outros festivais independentes em outras regiões do país, como um palco no Festival Bananada, em Goiânia, e no Festival Dosol, em Natal. E agora chegou a vez de Belo Horizonte, com um mini-festival em parceria com a Shake Shake, projeto que tem por objetivo “chacoalhar” a cena mineira valorizando a produção autoral e alternativa do estado. É o… SHAKE MANCHA.

O evento será realizado em dois dias, neste fim de semana, e em duas casas diferentes: A Autêntica e A Obra Bar Dançante, com uma apresentação especial do Carne Doce, banda goiana que aproveita para divulgar o novo disco “Princesa”, e com shows de Kill Moves, Sci-Fi, novo projeto do Bruno Faleiro (ex-Câmera), Young Lights e Sara Não Tem Nome. No fim do post você vê a programação completa. Para o serviço completo, clique aqui.

SHAKE MANCHA

10/2 | sexta-feira | 22:00 às 2:00
Shows: Carne Doce (Goiânia) | Young Lights | Sara Não Tem Nome

DJ Nest, Fabrício Nobre
Local: A Autêntica

11/2 | sábado | 21:00 às 5:00
Shows: Kill Moves | Sci-Fi

DJs Mancha, Fabrício Nobre, JP Cardoso, Gentil (Young Lights)
e Guto (Dead Lover’s Twisted Heart)
Local: A Obra Bar Dançante

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CENA – Encontro de escolas: Los Pirata hoje na Casa do Mancha

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* A velha guarda de espírito novo representada pelo absurdo grupo paulistano hispânico Los Pirata se apresentando ao vivo, hoje à noite, na novas tendências de pegada clássica da também paulistana Casa do Mancha. Esse encontro de notáveis da CENA se dará hoje à noite, tipo 21h, quando Jesus, Loco e Paco se apresentam na Vila Madalena. Bateria de criança espancada no quartinho do Mancha, tudo a ver.

Fica o convite de Jesus Sanchez. Em portunhol legítimo: “Nestra cuarta 14/12, Los Pirata en la Casa Do Mancha, con los indefectiles Jesus Sanchez, Loco Sosa y Paco Garcia! Una rara oportunidad de atualisar su portuñol y degustar los clássicos drinks y rocks de su infancia feliz…”

A casa também chama para o show, desta vez em português: “Paco Garcia, Loco Sosa e Jesus Sanchez estão de volta para arrebatar sonhos e memórias. Los Pirata fecha 2016 com um show inédito, depois de 4 anos navegando por mares inóspitos. Os mega hits “Nada”, “Maldito Verano” e “República de Los Bananas” estarão garantidos na extensa lista de sucessos da Banda”.

A Popload também convoca para este Los Pirata @ Casa do Mancha: “Apenas vá!”

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#SIMSP dia 2 – Os caras do Sxsw, as rádios e o Bike

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* A São Paulo indie segue chacoalhada com a programação oficial diurna e noturna da Semana Internacional da Música, que tem coração no Centro Cultural SP, mas se espalha por toda a cidade em shows e puxa ainda uma programação não-oficial de apresentações.

Ontem, na parte de palestras, demos uma olhada na que trouxe a galera do megauberhiperfestival indie South by Southwest, do Texas, a mais importante vitrine de música nova do planeta. O nome da mesa era “O SXSW e a porta de entrada para o mercado americano””. Teve Tracy Mann e Stacey Wilhelm, que trabalham para o SXSW, assim como Mark Gartenberg, que além de seu papel no festival de Austin é co-fundador da MG Limited, que trabalha com consultoria musical, e presidente da Adesso, uma boutique administrativa e editora/gravadora. O cara.

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O painel gastou seus primeiros 20 minutos basicamente apresentar o SXSW para quem ainda não conhecia, explicar o formato do festival que é mais uma feira que conecta gente do mundo inteiro, que está buscando, mais do que qualquer outra coisa, novidades de várias esferas, em modelos de negócios, mercado de filmes, atuações publicitárias modernas e diferenciadas e, claro, música.

Wilhelm (foto acima), que cuida basicamente da programação do festival, afirmou que chegam até ela e o pequeno grupo de oito pessoas que montam as edições do Sxsw cerca de 10.000 artistas interessados, e que no fim só 2.000 desses são selecionados. Falaram sobre a dificuldade de deslocamento e gastos que um artista novo selecionado precisa encarar para se deslocar até Austin e passar a semana por lá para se apresentar no festival.

Foi falado na conversa que o Brasil é o quinto país dentro do South by Southwest em representatividade, ficando atrás só de países tipo Alemanha, Inglaterra e Canadá, além dos próprios EUA. Muitos perguntaram “Mas, e aí, como faz para tocar no SXSW?” A resposta dos palestrantes foi que não existe uma fórmula, e que eles estão sempre atrás de coisas novas que supõem sejam interessantes ao público que lota Austin todo ano. E que, para o festival, não importa números de streaming, curtidas em Facebook ou número de followers no insta para um artista ou banda integrar uma edição do Sxsw. Todo mundo tem chance e começa no mesmo patamar.

** “Espaço na Rádio. Qual teu dial ou link?” trouxe à tona, na sequência, uma conversa sobre rádios, com a participação de Meggie Collins (Triple J Austrália), Patricia Palumbo (Rádio Vozes), Roberta Martinelli (Som a Pino, Rádio Eldorado), Patrickor4 (Frei Caneca FM), Paulo Proença (Rádio Inconfidência), Veronica Pessoa (Faro MPB, MPB FM), Julianna Sá (Programa Radar, Roquette-Pinto) e Alberto Benitez (Radio Ibero 90,9, México).

Foi o painel mais “fervido” que vimos, com a sala lotada. Talvez por serem radialistas e adorarem falar, ainda mais sobre música, a discussão com a plateia foi das mais saudáveis e divertidas. Todos os palestrantes falaram um pouco sobre a carreira e sobre os projetos que estão trabalhando, e o fator comum foi levar música de artistas pequenos, independentes, ou da MPB, até o ouvido dos ouvintes mais diversos. E instigar ao máximo que essa música seja dissipada dentro de um país continental que não conhece a música do estado vizinho, mas sabe o que toca fora do país.

A grande e articuladíssima Triple J australiana deixa claro que o que falta no Brasil é investimento do governo em rádios que tenham um pouco mais de, digamos, curadoria, e que permita que novos sons, novas bandas e artistas sejam descobertos. A BBC britânica e a Triple J tem algo em comum: são totalmente financiadas pelo governo, o que possibilita, no feliz caso delas, a liberdade cultural florescer. Não por acaso a Triple J vem crescendo bastante no “gosto comum” na Australia e toca um tipo de música tida como “alternativa”.

A noite ferveu novamente nos shows pela cidade. Conseguimos chegar à Casa do Mancha novamente para ver o paulistano Bike tingir a casinha com cores psicodélicas, na dobradinha com a doçura do Carne Doce goiano em versão acústico-amorosa, dentro do showcase do Festival Bananada. No Z Carniceria, em noite gaúcha lotada, o Wannabe Jalva, o Catavento e o Cartola fizeram o povo cantar letras de forma impressionante.

Abaixo, temos vídeo da música que encerrou o show do Bike no Mancha.

* Na foto da hom, as cores do Wannabe Jalva em show no Z Carniceria ontem, dentro da programação da SIM.

** A cobertura POPLOAD do SIM – SEMANA INTERNACIONAL DA MÚSICA é de Lúcio Ribeiro e Isadora Almeida.

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