Em celeste:

Mercury Prize elege a cantora Arlo Parks o nome do ano na música inglesa. Premiação rendeu várias performances ao vivo legais. Veja

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* Uma das poucas premiações musicais em que a gente bota uma fé, o britânico Mercury Prize aconteceu ontem em Londres, na qual a cantora novinha Arlo Parks foi a grande vencedora, por conta de seu disco de estréia, o ótimo “Collapsed in Sunbeams”, lançado em janeiro.

A disputa para escolher o nome da noite foi grande, segundo os organizadores. Entre outros concorrentes estavam o misterioso SAULT, os indie velhos Mogwai, a banda Wolf Alice e a espertíssima banda de indie quebrado Black Country, New Road e seu disco dèbut lindo.

Mas certamente o que contou a favor de Parks neste grande rol de competidores, foram as bandeiras importantes de diversidades (mulher, negra, bissexual, poeta, ativa na causa mental health) que ela carrega em si, além da excelente coleção de canções do disco.

Em seu discurso fofo de agradecimento, ela lembrou que passava em frente ao Hammersmith Apollo, lugar onde rolou a cerimônia ontem, toda vez que ia para a escola, garotinha.

O bom de prêmios assim, sempre, são as performances especiais ao vivo. A gente destaca, abaixo, boa parte delas.

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A celestial Celeste proclama, na TV, que o amor está de volta

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Captura de Tela 2021-04-14 às 11.08.10 AM

* A gente aqui paga um pau para a cantora inglesa-californiana Celeste, que parece ter pegado o tema do amor todinho para ela, para desenvolvê-lo em músicas classudas, como se a gente estivesse nos anos 50 e tal.

Celeste, a gente tratou disso aqui, lançou o disco lindão de estreia, o “Not Your Muse”, no comecinho deste ano, cheio de pauladas amorosas, voz celestial, arranjos que não são deste tempo. E vem nos brindando em sessions e aparições na TV desde então, com suas músicas de filme triste americano antigo, como eu já ouvi alguém dizer por aí.

Não é por acaso. “Not Your Muse”, seu primeiro álbum, chegou ao topo das paradas britânicas, quando lançado. Não é o tipo de música que costuma ir direto para cima das listas, mas este foi. O disco ainda rendeu ela três indicações para o Brit Awards, álbum do ano entre elas. FORA QUE uma de suas canções, que está no disco, a linda “Hear My Voice”, concorre ao Oscar de melhor música original, por estar incluída na trilha do espertíssimo filme “Os 7 de Chicago”, de de Aaron Sorkin, um dos fortes concorrentes a melhor filme.

Dessas aparições de TV das quais gostamos teve uma linda ontem, no programa do Jimmy Fallon. Foi performance para a absurda “Love Is Back”, que tem uma pegada meio Amy Wihehouse linda. Você merece ver isso.

Repare nas balançadinhas de cabeça e os olhares para lugar nenhum dela, que demais.

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Celeste canta seu amorzinho em session na BBC. E emenda uma homenagem às Destiny’s Child

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* Se tem um clima natalino cortante sem ser é o que sai da garganta da ótima cantora inglesa-que-nasceu-na-Califórnia Celeste. Repara nesta série que foi divulgada nesta semana, do programa Live Lounge, da BBC Radio One, em que o artista ou banda vai tocar um single novo e uma cover style. Sempre.

Celeste compareceu ao Live Lounge com sua voz de filme triste americano dos anos 50 (Billy Wilder?) e uma galera portando violinos e contrabaixos para mandar seu mais recente single, “A Little Love”, faixa de seu mais recente álbum, o de estreia na real, o belo “Not Your Muse”, lançado em fevereiro cheio de elogios merecidos.

A parte da cover Celeste foi muito bem escolhida e até tem a ver sim com o Natal. Ela fez cover de “8 Days of Christmas”, das Destiny’s Child, instituição do R&B americano nos anos 90, começo dos 2000.

Tudo para babar, aqui embaixo.

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Candidata a musa pop, Celeste ressignifica até música da Ariana Grande

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Captura de Tela 2020-07-08 às 9.56.26 AM

* Considerada uma das artistas a explodir em 2020, quando outras coisas explodiram atrapalhando bastante a música, a cantora britânica Celeste (que nasceu na California) tem nas mãos um aguardadíssimo álbum de estreia, esperando um melhor momento para lançá-lo. É o raciocínio.

Mas, enquanto esse dia não chega, ela vai aquecendo sua fama cada vez maior de juntar os mundos perfeitos na música que a cerca: combinar o pop britânico com suas raízes R&B-jazzy e uma voz marcante e cheia de nuances controladas que vai de Amy Winehouse a Adele e volta tudo em Celeste, mesmo.

Daí que nesta semana ela fez uma session à distáncia para a Radio 1 inglesa, de casa. Em dois momentos.

Primeiro cantando seu recém-lançado single “I Can See the Change”, que foi produzido pelo onipresente Finneas, irmão da Billie.

Depois em performance de uma cover linda para “Break Up with Your Girlfriend, I’m Bored”, da Ariana Grande, ressignificando (perdão o termo) a canção.

A edição quarentenada do vídeo divide tela com Celeste e cenas de ruas desertas, janela de casa, jardim, sol. É o que temos.

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