Em CENA:

CENA – Em documentário, Rashid relembra sua estreia com “Hora de Acordar”

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* No pesado 2020, o rapper e produtor paulistano Rashid lançou um novo álbum pouco antes da pandemia estourar. Sem os shows para a divulgação do trabalho, teve que se virar neste meio tempo. Apresentou programas na Twitch da Lab Fanstama, mostrou seu lado youtuber e até se aventurou no mundo do podcasts.

2020 também quase estragou a celebração de sua estreia em disco. São dez anos do seu primeiro EP, “Hora de Acordar”. Mas aqui a pandemia agiu diferente. Ela não impediu o lançamento do documentário que ele queria, só atrapalhou um pouco o formato, mas Rashid “deu seus pulos”. E então está no ar o documentário “Hora de Acordar”.

Em 40 minutos, o filme aborda a jornada coletiva que possibilitou que o ainda quase desconhecido Rashid, na época com apenas 21 anos, construísse seu EP com participação de nomes como Laudz (na época um moleque e atualmente um dos Tropkillaz), Fióti, Rael, Projota, Nave Beatz e Luiz Café.

Em suas casas, Projota (que cresceu na mesma rua que Rashid), Kamau (seu mestre e aliado), Apolo (que conheceu Rashid ainda com o apelido de Mosca), Marechal (que abriu seu estúdio para o rapper), Dani Rodrigues (empresária, esposa e investidora do primeiro EP), entre outro nomes, relembram aqueles tempos nada fáceis.

No distante 2010, a internet já era um caminho da música independente, mas streaming era sonho distante ainda. Um dos veículos de divulgação da turma de Rashid, formada ainda por Emicida e Projota, era um ainda tosco YouTube.

CD apareceu para aquela turma quando Emicida resolveu vender sua primeira mixtape a preços populares. Prensado em casa, vendido de mão e mão em shows e na rua. “Hora de Acordar” passou por um sistema semelhante. O CD era vendido, às vezes pelo próprio Rashid em shows, por R$ 5. A prensagem era mais profissional, nesse caso, mas o esquema de vendas era quase solitário.

Sem contar que aquela nova geração de rapper ainda lidava com fortes críticas de tudo quanto era lado, até da velha guarda da cena. Que só aos poucos entendeu que aquela turma nova era da rua mesmo, respeitava o passado e tinha algo para ensinar. Não eram boys.

Sendo uma estreia, “Hora de Acordar” guarda canções que mexem com os fãs. “E Se”, “Acendam Às Luzes”, a faixa-título e “Bilhete” são das mais lembradas, até por Rashid em shows.

“Bilhete” talvez tenha a história mais curiosa. É um sleeper hit. No lançamento, fez seu barulho com Fióti no refrão, mas ganhou o mundo ao ser redescoberta por Luccas Carlos. Na construção do álbum “Crise”, em 2017, a faixa foi regravada por Rashid com Luccas e se tornou seu maior hit em plataforma digitais. Outra curiosidade, é que a base original do som produzido por Nave era destinada a Kamau, que na hora que escutou a faixa lembrou da letra do amigo e foi generoso: “Essa base é do Rashid, não é minha, não”. Nave confiou na palavra de Kamau e tudo deu certo.

Ainda na tracklist, Rashid se emociona com “Por Quanto Tempo”, som onde relembra os tempos da separação dos pais e a fase de sua vida em que vivia entre São Paulo e Minas Gerais. As dores, angústia daquela época estão aqui no que Kamau classificou como a “revolta mais verdadeira” na obra de Rashid.

Mas chega de spoiler, né? Melhor assistir a íntegra do documentário:

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* As imagens usadas neste post e na home da Popload são de Ênio César.

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CENA – Luna França, agora em vídeo, enfrenta suas nóias na escuridão

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* Luna França, cantora, tecladista, compositora e produtora que não só já tem um trabalho com seu nome para chamar de seu meeeeesmo e é a mais nova integrante do selo virtual CENA, da Popload, tem agora os visuais para mostrar o que se passa em sua cabeça.

Luna lançou na semana passada o single “Minha Cabeça”, seu exercício solo depois de tocar com um mnote de gente legal, mas apenas no papel de colaboradora. Agora Luna França é protagonista.

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Protagonista inclusive no vídeo do single que lança nesta semana, bem bonito, em que ela enfrenta suas escuridões em busca de se encontrar entre realidade e encanações internas. O roteiro e direção do vídeo é da própria artista, em parceria com Matias Borgström e Thany Sanches. Ele é inspirado na obra da cineasta ucraniana Maya Deren, uma das precursoras do cinema experimental americano nos anos 40 e 50.

Palmas para Luna!

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CENA – Devise desacelera e mescla Minas com Britpop na versão acústica de “Além do Próprio Espelho”

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Foto: Marina Jacome

Foto: Marina Jacome

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Banda mineira que a gente curte bastante, nome forte da CENA de BH, a Devise mais uma vez escolheu a Popload para mostrar em primeira mão uma de suas gravações imperdíveis.

A bola da vez é uma releitura linda e acústica de “Além do Próprio Espelho”, uma das preferidas dos fãs, que teve sua versão original lançada em single no ano de 2018.

A nova versão conta com o vocalista Luís Couto assumindo o violão, o baterista Daniel Mascarenhas na percussão, e ainda Cris Simões ao piano. Cris, inclusive, é o produtor dos últimos lançamentos do grupo mineiro e tem trabalhos com Skank, Lô Borges e Jota Quest, por exemplo. A capa do single é assinada pela dupla André Greco e João Ferreira.

O próprio Devise faz questão de dizer o quão especial é a faixa “Além do Próprio Espelho” para a banda. “É um canto de persistência, de coragem e força para o recomeço. Um impulso que move as energias positivas de dentro para fora, um som entoado para nos lembrar que nada pode ser maior do que os nossos sonhos”.

“Além do Próprio Espelho”, com essa acústica inspirada no Britpop, será lançada oficialmente nesta sexta-feira, com vídeo até, nas plataformas convencionais de streaming.

Mas a Popload, claro, entrega por aqui antes.

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CENA – Cada vez mais maduro e incrível, Young Lights solta na Popload a inédita “Pills”

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1 - cenatopo19Foto: Mauro Figa

PREMIEREPOPLOAD
Uma das bandas de maior representatividade na prolífica e talentosa CENA de Minas Gerais, a Young Lights oferece via Popload, em primeira mão, a audição do quarto single do disco de inéditas que sairá neste ano.

“Pills” estará em “Somewhere Between Here and Now”, álbum que foi produzido pela dupla Bruno Giorgi e Gabriel Ventura.

De acordo com a banda, o som apresenta uma narrativa que perpassa a ansiedade e a dor até sua superação, e é pautado pelos riffs e efeitos de guitarra marcantes conhecido pelos fãs, ao mesmo tempo em que mira em uma sonoridade ainda mais madura.

Falando em fãs, a fidelidade do público mineiro (especialmente) é tão grande com o Young Lights que “Somewhere Between Here and Now” foi viabilizado através de um crowdfunding ano passado. Programado para ser lançado neste primeiro semestre, o lançamento do álbum foi jogado mais para frente por causa da pandemia.

“Pills”, em primeira mão, pode ser ouvida abaixo.

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CENA – Ex-Mineiros da Lua, Haroldo Bontempo troca a guitarra pelo violão em seu primeiro disco solo

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1 - cenatopo19

Foto: Elias Sadala

Foto: Elias Sadala

Jovem compositor mineiro que é figurinha carimbada na CENA de Belo Horizonte, o cruzeirense Haroldo Bontempo lançou seu primeiro disco solo.

Chamado “Músicas para Travessia”, o projeto traz o ex-guitarrista do ótimo Mineiros da Lua fazendo uma homenagem a outro instrumento: o violão brasileiro.

O disco foi gravado na Ilha do Corvo, estúdio que é familiar para Haroldo, que por lá gravou registros como “Turbulência”, disco lançado pelos Mineiros da Lua em 2017, e “Nhanderuvuçu”, de seu parceiro Arthur Melo, que saiu um ano depois.

“Músicas para Travessia” dura quase meia hora ao longo de suas 14 faixas e explora a estética musical da Bossa Nova e da MPB, enquanto as composições passeiam por movimentos do barroco mineiro, da vanguarda paulista e do samba. As inspirações partem de nomes da CENA atual brasileira, como Cícero, Ana Frango Elétrico e Rubel.

O resultado pode ser conferido abaixo.

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