Em CENA:

CENA – Sebastianismos quer tomar o rock de volta dos reacionários: “O rock dos tiozão tem que acabar”. Veja entrevista

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* Quem não cogitou deixar de escutar determinada banda de rock por conta de ideias tortas lançadas por alguns roqueiros não esteve em 2021. E, indo além da opinião política, vamos combinar que muito do rock brasileiro produzido nos últimos anos é essencialmente careta em termos de som, de ideia e por aí vai. Mas tem um cara querendo retomar o rock para sua raiz de potencializar mudanças.

Ele é Sebastián Piracés-Ugarte, baterista e um dos vocalistas da Francisco, El Hombre, que não lançou solo um disco na pandemia, mas dois – “Sebastianismos” (2020) e “Tóxico” (2021), suas primeiras aventuras sozinhas sob o nome de Sebastianismos.

Se na primeira experiência o clima musical era mais doido e diversificado, “Tóxico” é roqueiro – tem participação de integrantes da Fresno, CPM 22, Nx Zero. E aí que vem a conversa sobre uma retomada do estilo.

Em entrevista na Popload TV, Sebastián conta sobre ter ficado com ranço do rock, sua primeira paixão musical, por questão do machismo e do racismo que permeiam o estilo. Ainda que tenha muito de punk e de rock na Francisco, El Hombre, ele abdicou de escrever dentro do gênero na banda e aquilo estava incomodando. “Tinha deixado minha essência de lado”, ponderou. Mas em carreira solo ele sacou que não precisava deixar de fazer a música que amava por conta daqueles problemas. Tinha que resolver esses tais problemas escrevendo dentro do estilo.

“Se a cena está errada, cabe a nós mudar a cena”, ele diz, citando uma lição que Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, lhe deu. “Antes de querer mudar o mundo, precisava arrumar a minha sala, se a cena está tóxica cabe a nós dar o exemplo. E, sendo sincero, o rock dos tiozão tem que acabar”, decretou.

Polêmico? Nem é, vai. Nosso papo ainda teve mais coisas. Sebastián destrincha a produção de “Tóxico”, as participações especiais e resgata um pouco a história da música “Bolso Nada”, escrita pela/para a Francisco e talvez uma das primeiras canções a bater no atual presidente da República quando ele ainda nem era presidente. Pois é.

Assista a íntegra da conversa:

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POPLOAD ENTREVISTA: Tem live com a JADE BARALDO nesta sexta-feira, 17h

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* Jade Baraldo já tem uma estrada, apesar de seus poucos 22 anos. A cantora catarinense lançou um álbum de maneira independente em 2019, “Mais Que os Olhos Podem Ver”, se arriscou no programa “The Voice”, da Globo, participou de um disco da Fresno – entre outras muitas coisas. Dá para contar o início de sua trajetória desde a primeira música, escrita aos 16 anos. Agora ela entra em uma nova fase, “mais adulta”. Assinou com uma gravadora grande, a Warner, e lançou, tem uma semana, seu primeiro single mainstream, digamos, que é “Não Ama Nada”. Cujo vídeo já ultrapassa os 500 mil views.

Convidamos ela para o nosso Popload Entrevista para trocar uma ideia sobre tudo isso. A conversa rola ao vivo nesta sexta-feira, HOJE, a partir das 17h, JÁJÁ, na Popload TV, o nosso canal de YouTube. Como sempre, todo mundo está convidado para participar ativamente do papo. O canal está aberto.

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CENA – Isabel Lenza canta sua reinvenção em “Véspera”. Segundo álbum é lançado hoje

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* E já está por aí o novo álbum da cantora paulistana Isabel Lenza. Todo feito em Belo Horizonte ao lado do produtor Leonardo Marques, de longo currículo de serviços prestados à música independente mineira/brasileira (Transmissor, ex-Diesel, colaborador da banda Maglore), “Véspera” é “o que antecede com a força do que é. Como uma tarde ensolarada que nutri antes do espetáculo da noite de lua cheia”, nas palavras da própria Bel.

belcap

Composto todo por ela, a não ser uma parceria sua com o guitarrista Régis Damasceno (Cidadão Instigado) em “Colados”, este seu segundo álbum é formado por canções que a cantora escreveu quase sempre guiada por sua voz e por seu violão de nylon.

Esse processo bem particular se estendeu na parceria com Marques. É a dupla que toca tudo ao longo das nove faixas do disco. “Léo, além de produzir, gravou, tocou, mixou e masterizou o disco”, conta. E isso porque a junção deles, inicialmente, era para um single, apenas. Mas acabou rendendo um álbum todo. E um disco, de certa maneira, conceitual.

“Com elas [as canções], broto com vitalidade neste novo momento solar, mirando mais no agora e no que está por vir, realizando que eu sou meu lugar de acolhimento e também de potência.”

O álbum começa com “Imenso Verão”, que vem com um papo sobre se reconstruir após um relacionamento que deve ter terminado mal – “O seu pior ainda paira aqui/ O pior do pior”, canta Isabel Lenza. A narrativa dessa personagem parece seguir em “Eu Sou Meu Lugar”, onde ela busca equilíbrio e paz em si mesmo. “Brisa fresca pela estrada/ Semblante tranquilo pra recomeçar”, canta, com direito a um belo banjo no arranjo.

Essa estrada de recuperação e reconhecimento chega ao auge em “Tudo o Que Você Não Vê”, uma música sobre a percepção da presença de uma força feminina que rege o universo. Recuperada, a personagem parece avançar pela alegria. Encontra otimismo em “O Melhor Só Pode Estar por Vir” e determinação em “Pra Hoje”, que fala de se cuidar para ser feliz

E essa alegria parece ajudar a cantora a encontrar uma nova paixão ou um caso daqueles que chegam a gerar ansiedade em “Colados”. Amor que volta a ser tema em “Livres Buscando Amor”, sobre um relacionamento tranquilo e saudável e quente e livre, saca? Bem distante daquele truncado relacionamento do começo do álbum. A jornada de liberdade parece completa. Da solidão para o encontro consigo mesma e agora para relacionamento mais feliz com outros.

No fim do álbum, após um longa jornada por si mesma, a realidade do mundo externo aparece em “Janeiro, 2020”. Ainda que pré-pandemia, Isabel Lenza nota um verão frio que não está muito correto – e hoje sabemos que não estaria mesmo, não é? A crise climática, pandemia, uma loucura toda enquanto ainda tentamos nos entender. Duas missões que correm juntas e estão cantada e muito bem em “Véspera”. Que acerto, Isabel.

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* As fotos de Isabel Lenza usadas neste post são de Gabriela Batista.

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Tuyo: “Não nascemos de concurso. A gente nasceu da internet”. Confira a Popload Entrevista da semana

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* Quando a gente resolveu fazer umas entrevistas no YouTube neste ano, os curitibanos da Tuyo foram os nossos primeiros convidados. Estavam lançando a primeira parte de “Chegamos Sozinhos Em Casa”, seu aguardado segundo álbum.

As entrevistas gravadas evoluíram para lives – e o trio do Paraná, com um disco novo na praça já ganhou a chance de voltar ao nosso canal de YouTube para mais uma conversa. Desta vez, ao vivo e com participação intensa dos fãs – que colaram em peso para saber mais um pouquinho dos seus ídolos – a conversa foi mais solta e gostosa do que da primeira vez. Menos tensa e com pressões comuns a expectativas de lançamentos, talvez.

Aliás, ídolos é uma palavra que não cabe nessa relação que a Tuyo construiu com seu público. Seus fãs mais próximos está mais para amigos da banda. Uma relação que se estreitou ainda mais na pandemia, com a banda enchendo o YouTube de vídeos e várias lives: “Não nascemos de concurso, de ensaio. A gente nasceu da internet, isso de mensurar o feedback das pessoas ali vem daí”, afirmaram, nesta nesse nosso segundo papo.

Na nossa conversa de pouco mais de uma hora teve espaço para o trio contar sobre as participações especiais do disco novo (Lenine, Drik Barbosa, Jaloo, RDD, entre outros), detalhes de músicas queridas pelos “amigos” da banda, como “Turvo” e “Saudade Impura”, e revelar alguns spoilers dos próximos passos da banda – não queríamos adiantar, mas eles comentaram de um possível álbum com releituras de músicas lançadas nos dois volumes de “Chegamos Sozinhos Em Casa”.

Ah, também tem a história do passado da banda quando eles foram cancelados de um evento gospel. E a Liu pediu cachorro-quente durante a live. Quer mais que isso? Dá um play nesta conversa:

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CENA – Rodrigo Amarante: “Nossas vozes são ecos de outras vozes, teatros que incorporamos ao fingir sermos adultos”. Teve isso, teve “Drama”, política, Los Hermanos, Caetano, Dylan…

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* A gente imaginou que ia ser 10 nossa conversa com o Rodrigo Amarante, que rolou nesta semana via Popload TV (nosso canal no Youtube). Mas não sabia que ia ser tanto assim. E mais: foi a nossa live que mais colou uma turma para escutar e também tentar fazer suas perguntas para o “ruívo” – aliás, desculpas nossas por não dar conta de ler todas as perguntas: foram muuuitas. E a gente só tinha meia hora de conversa programada, Rodrigo cumpre uma superagenda de compromissos nessa divulgação do seu segundo álbum solo, “Drama”. E não estamos aqui para fazer “drama”. Ele sim.

A conversa toda está na íntegra no YouTube, mas em resumo falamos sobre as questões que cercam seu novo álbum, sua abordagem, sua relação com o coletivo que ajudou Rodrigo na produção e suas músicas – algumas delas velhas conhecidas dos fãs mais atentos e na conversa ele conta os bastidores de “Carta” e “Um Milhão”.

Também falamos de política, um tema que passa longe do disco de maneira literal, mas que está cantado na opção de abordar amores e dores e assumir esse lado mais emocional sem medo – além de se apresentar como alternativa a uma suposta competição que rola entre os homens e o quão falha é a conversa de meritocracia.

E teve tempo de tocar no assunto Los Hermanos. Rodrigo contou dos shows mais recentes da banda e refletiu um pouco sobre a opção pelo longo hiato criativo do grupo – que já dura 14 anos. “Uma sábia decisão”, ele avalia. “Banda é um diálogo, às vezes a conversa morre um pouco.”

Ele declarou até seu voto no ano que vem – Rodrigo vive em Los Angeles, nos EUA (também falamos sobre a diferença de humor entre cariocas e norte-americanos) e de lá pode votar para presidente. Tem que assistir, chega de spoilers da conversa.

Ah, teve um duelo Caetano x Dylan. Pensando agora, durou mesmo só meia hora essa conversa?

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