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CENA – Um drama sobre quase não suportar o amor: conheça “Viu”, o primeiro single do novo disco do trio gaúcho Musa Híbrida

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Fotos: Eduarda Gaeta

Fotos: Eduarda Gaeta

Trio que produz um som orgânico e eletrônico, vindo da cidade de Pelotas, o Musa Híbrida prepara para este mês o lançamento de seu quarto disco de estúdio, “Piscinas Vazias Iluminadas em Pé” (PVIP). E o pontapé inicial do projeto é aqui na Popload, com a apresentação do single “Viu”, que ganhou até um vídeo animado em rotoscopia, com produção da vocalista Camila Cuqui.

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“Criei diversas camadas no Illustrator e animei os ‘png’ precariamente no Premiere. Uma mistureba de softwares de animadora de segunda viagem. O resultado é essa colagem de gifs, prints de tela com chroma key, de nós musos tomando uma água ou caindo os globos oculares dos orifícios. As imagens vão se desmembrando e repetindo, instrumentos, dedos, braços, pads, as cordas não seguem as tensões físicas comuns do planeta Terra”, disserta a Camila sobre o vídeo. “Um drama sobre quase não suportar o amor e a descoberta do funcionamento do olho, e assim controlá-lo, ignorando a emoção”.

Principal aposta para canção de trabalho, “Viu” foi a primeira música trabalhada para o disco. “O arranjo bruto dela tá ali. E ela consegue condensar bem o que é a Musa nesse novo disco”, conta Alércio PJ. Vini Albernaz é quem fecha a formação do trio.

Confira, em primeira mão, o vídeo de “Viu”.

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CENA – Ouça “Desdobramento”, primeiro single do novo disco do carioca Lê Almeida

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1 - cenatopo19LEALMEIDA2Foto: João Luiz

Depois de dois anos sem lançamentos com seu projeto próprio, o carioca Lê Almeida divulga hoje, com exclusividade pelo Popload, o primeiro single do seu novo álbum, a faixa “Desdobramento”. A música faz parte das outras 24 que integram “Amenidades”, o novo disco de Lê, com data de lançamento para o dia 10 de agosto via Transfusão Noise Records

“Amenidades” é o sucessor de “Todas As Brisas”, de 2016, e também conta com faixas que ficaram de fora do registro lançado há quase dois anos atrás. Além da ligação com o disco anterior, o registro deve apresentar músicas que sobraram de quase todos os discos de Lê, mesclando diversos momentos da sua carreira em um único trabalho de 25 faixas e pouco menos de uma hora.

Segundo o artista, o álbum carrega lembranças de todo o seu crescimento dentro da música, desde as primeiras gravações, até abrir seu próprio selo. Junto com essas lembranças, para o cantor e produtor, esses sons revisitam momentos que passeiam por toda a sua relação com sua família e também com seu pai, dono do comércio onde trabalhava e passava a maioria do seu tempo.

O single “Desdobramento” traz características clássicas dos primeiros álbuns de Lê, com guitarras altas, vocais quase inaudíveis e riffs bem marcantes. Além disso, a faixa mostra também algumas mudanças em relação a produção, com timbres menos lo-fi e acabamentos mais refinados nos efeitos. A nova música, lançamento 97 da Transfusão Noise Records, pode ser ouvida logo abaixo. Em breve, mais singles serão divulgados antes do disco completo.

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CENA – João Salazar e o primeiro lançamento da Tronco, novo e já importante selo de Porto Alegre

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Grande parte da nova cena que nasceu em Porto Alegre de 2013 até agora, está ao redor de um grupo de engenheiros de som e produtores que, desde muito antes disso, vem gravando, produzindo e lançando algumas das principais bandas da nova safra. Em 2018, esse coletivo resolveu se estabelecer como um selo, dando início a “Tronco”. Entre seus primeiros lançamentos, oficializando o selo, está João Salazar que divulga hoje, com exclusividade pela Popload, o segundo single do seu primeiro disco, a faixa “Algum Desatino”.

João, assim como Supervão, Soundlights, Akeem e muitas outras bandas já faladas na Popload, sempre gravou suas músicas ao lado de Bernard, Garbini e Messi, os três principais produtores por trás da parte musical da Tronco. O trio, junto de uma série de músicos e artistas, sempre gravaram e auxiliaram na finalização de discos importantes para a nova cena do estado, seja gravando instrumentos onde faltavam músicos ou arranjando e mixando. Antes da Tronco, eles eram conhecidos pela “Casinha”, um antigo sobrado e galeria de arte em Porto Alegre onde seu estúdio estava montado.

Após terem que desocupar o espaço onde trabalhavam, migraram para outro sobrado, dessa vez muito maior e amplo para experimentarem o potencial sonoro da casa. Instalados na “Casona” (nome dado ao novo local), iniciaram as gravações do primeiro disco de João. As captações do álbum contaram com o auxílio de diversos músicos que estão ao redor da Tronco, mas, em sua grande maioria, foi tocado por Bruno Neves na bateria, Caio Mendonça Mello no baixo e Lorenzo Flach na guitarra.

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Antes do primeiro disco, João já havia se apresentado em algumas casas da capital do estado com uma banda de configuração semelhante, apresentando músicas do seu primeiro EP, “Entrópico”. As composições antigas, se apoiavam no folk e na MPB, já em seu próximo lançamento, o disco “Lugar Afora”, as experimentações e as sonoridades mais progressivas tomam conta.

No single “Algum Desatino”, João e toda equipe de produção gravaram os instrumentos ao vivo e preencheram todos os espaços vazios por sons vindos da própria casa onde tudo foi captado. Eles gravaram reverberações naturais da enorme casa onde o estúdio fica, além de sons de objetos e espaços vazios que o local possui, processando tudo isso de forma analógica, com ajuda de pedais de efeitos e moduladores.

O resultado final do primeiro lançamento do selo Tronco, é uma das faixas mais experimentais e ousadas do primeiro disco completo de João Salazar. “Algum Desatino” é torta do início ao fim e traz um pouco da atmosfera de produção de um dos celeiros da produção independente em Porto Alegre.

Confira logo abaixo, com exclusividade pelo Popload, o single “Algum Desatino”:

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CENA – Popload entrevista… Marrakesh

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Aproveitando a passagem da Popload por Brasília no último mês, em mais uma edição do Festival Picnik, conversamos com os curitibanos da Marrakesh, uma das apostas da Balaclava Records para 2018 e donos de uma das melhores apresentações do evento. Batemos um papo sobre sua nova fase, seu primeiro álbum, novos planos e também, claro, a passagem da banda pelo Primavera Sound de 2017.

Começando do início, a Marrakesh nasceu em 2014 com seu primeiro EP, “Vassiliki”, lançado pelos gaúchos da Honey Bomb Records, de Caxias do Sul. Com a boa repercussão, eles visitaram Brasília em uma primeira oportunidade, no mesmo festival que voltaram em 2018, o Picnik. A partir da viagem e de alguns shows em Curitiba, se focaram totalmente no que é, hoje, o disco “Cold As Kitchen Floor”, lançado esse ano pela Balaclava Records.

Bruno, guitarrista, e Lucas, guitarrista e também vocalista, contam que a banda começou suas gravações em um galpão de um amigo, também produtor. Com algumas demos na mão e a vontade de materializar aqueles sons, eles gravaram o EP “Vassiliki”. Essas gravações vieram após um momento de adormecimento da cena na cidade, um pós Copacabana Club, Bonde do Rolê e todos esses nomes recorrentes que atravessaram o mundo com o rótulo do indie vindo de Curitiba.

Sobre os tempo áureos, Lucas comenta: “ver uma galera que fazia sua própria música enchendo os lugares, nos dava um brilho no olho”. E foi a partir daí que eles rodaram, brevemente, com seu primeiro EP, realizando alguns shows e divulgando seu lançamento. Com a curta temporada, voltaram ao estúdio e iniciaram os trabalho para o disco.

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Durante as demos de “Cold As Kitchen Floor”, Lucas conta que a banda começou a se abrir para ouvir novas coisas, buscando um passo além da psicodelia que trouxe no EP. Com duas faixas gravadas, ainda não finalizadas, acabaram sendo chamados para o Primavera Sound de 2017 e percebendo mudanças ainda mais profundas.

“Acabamos assumindo isso como projeto de vida para nós. Nos pareceu natural tentar algo mais abrangente, nos abrindo para ouvir outras coisas e isso, consequentemente, acabou batendo nas composições. O Primavera, os shows que vimos por lá, foram a materialização daquilo que estávamos pensando em fazer, mas também a prova de que ainda não estávamos no nível que queríamos. Tivemos que adiar o lançamento do disco, compor novamente e regravar.”

A experiência de serem chamados para tocarem no Primavera Sound do ano passado, aconteceu após enviarem seu material gravado, as demos ao vivo de “All U Need” e “BAE”, para a organização do festival via seu selo, a Balaclava Records. Para Bruno, as faixas estão irreconhecíveis se comparadas as suas versões do disco, mas foram a chave de entrada da banda para o festival. Confira logo abaixo o vídeo das faixas ao vivo, o mesmo que os levou para Barcelona:

Para Lucas, mudar a forma de composição foi a vontade de fazer “algo que já não nascesse morto”, se referindo a linha psicodélica apresentada no EP. Grande parte dessa mudança veio também da imersão total dos integrantes nos sons eletrônicos, no r&b e, principalmente, no hip hop – Tame Impala deu lugar a Frank Ocean e Kanye West. Lucas comenta: “a gente nunca tinha ouvido hip hop com tanta intensidade, tentamos sair um pouco desse indie rock psicodélico e nos abrirmos para esses outros gêneros, o que nos possibilitou entender que novos tipos de estruturas musicais também eram possíveis.”

Com “Cold As Kitchen Floor” na mochila, a banda também comenta sobre os próximos passos e Bruno fala a respeito dos planos para um futuro muito próximo”

“Estamos formando equipe, planejando, conhecendo os festivais. Não estamos com pressa, estamos sentindo o reflexo dele (disco), porque ainda existe muito chão para tocar esse álbum. Temos dois clipes para serem lançados e também a pretensão de sair para fora do país e tocar”.

No Brasil, Lucas acredita que realizar uma turnê pelo país é necessário e shows pelo sul devem acontecer em breve, tendo ainda o nordeste na rota e possibilidades de datas no Rio de Janeiro, sem tirar o exterior das suas intenções: “o foco também está em tocar fora do país, ter uma base internacional, mas nada excludente, a gente vai não só aceitar a demanda que existir aqui, mas também quer aumentá-la o máximo que pudermos”.

Ainda entre os planos, o vocalista (Bruno) também fala sobre o lançamento de um novo EP e a vontade de compor em português, diferente do que apresentaram em seu primeiro disco. Ele comenta que as influências nos beats e no hip hop, não interferem em nada na possibilidade de divulgarem sons que busquem algo mais orgânico, mas sempre experimentando e trazendo novas estruturas.

Seu último disco, “Cold As Kitchen Floor” está disponível em todas as plataformas e logo abaixo você confere o clipe para o single “Moonhealing”. Quem se interessou pela banda e quer ver os meninos de perto, eles estão com show marcado para a próxima sexta-feira em São Paulo, no Estúdio Costela. Mais informações sobre a noite você encontra no evento oficial do show no Facebook clicando aqui.

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CENA – Mirando na MPB do Clube da Esquina e no indie da Courtney Barnett, o mineiro Guto lança seu EP de estreia e arma show em BH

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1 - cenatopo19270618guto2Foto: Júlia Maia

Botando em um mesmo pacote o nostálgico Clube da Esquina e a moderninha Courtney Barnett, o mineiro Guto, que mistura suas influências de MPB com o indie, lança nesta quarta-feira seu primeiro EP na carreira, “Duplo”, em primeira mão na Popload.

“Duplo” tem quatro faixas e como principal inspiração a dualidade da identidade humana e tem referências temáticas em livros como O Homem Duplicado (José Saramago) e O Duplo (Fiódor Dostoiévski). “Quando comecei a conceber a ideia de produzir o EP, vinha percebendo nas canções que eu estava compondo, colocações recorrentes acerca da dualidade da identidade humana, das relações, ou mesmo da existência de um modo geral”, diz o Guto.

Todo composto pelo artista da CENA de BH, “Duplo” tem a produção do próprio Guto em parceria com Rafael Dutra, que ficou responsável também pela mixagem. A masterização ficou nas mãos do norte-americano Joe Lambert. Além das plataformas digitas, que soltam o EP na próxima sexta-feira, o projeto também ganhará versão física em vinil.

No calor do lançamento, Guto fará um show em sua casa, BH, nesta sexta-feira, na Galeria Mama Cadela (Rua Pouso Alegre, 2048 – Horto), com entrada livre, à partir das 20h, onde vai mostrar, por exemplo, o ótimo single “Sal”.

Ouça, abaixo e em primeira mão, o EP “Duplo”.

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