Em CENA:

CENA – Banda mineira Devise mistura Primal Scream com hardcore no novo single “De Quanto em Quanto Tempo?”

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1 - cenatopo19251019_devise2Foto: Marina Jacome

Um dos nomes fortes da cada vez mais concreta CENA de Minas Gerais, o grupo Devise lança em vídeo via Popload seu novo single, “De Quanto em Quanto Tempo?”, mais um passo importante para o lançamento do próximo disco de inéditas, que será o terceiro da carreira da banda.

A nova música trata abertamente sobre ansiedade e depressão nos tempos modernos, trazendo à tona as preocupações e necessidades da sociedade contemporânea, o mundo digital e suas interações absolutamente superficiais que, na visão da banda, muito contribuem para um estado de fracasso emocional.

Com produção de Cris Simões, “De Quanto em Quanto Tempo?” mostra um Devise viajando em outras fontes de suas inspirações sonoras, costumeiramente enraizadas no Britpop e em um rock alternativo mais rebuscado. Desta vez, o grupo resolveu apostar em uma vibe mais Primal Scream e Kasabian, dando um toque mais experimental em relação aos seus lançamentos anteriores.

“De Quanto em Quanto Tempo?” traz também como novidade a participação de Lucas Guerra, vocalista do Pense, uma das bandas mais atuantes no hardcore nacional hoje. O vídeo, dirigido por Rhodes Madureira, pode ser conferido abaixo.

A Devise é formada por Luís Couto, Bruno Vieira, Bruno Bontempo e Daniel Mascarenhas.

E fica a pergunta: de quanto em quanto tempo a sombra das horas te rouba a luz do pensamento?

** A capa do single:

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CENA – Misturando Minas e ruas europeias, Arthur Melo lança seu segundo álbum, o não planejado “Metanoia”

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Arthur contou com o auxílio do músico Pedro Theodoro, ex-Young Lights, na gravação e produção do disco. Foto: Matheus Cimini

Arthur contou com o auxílio do músico Pedro Theodoro, ex-Young Lights, na gravação e produção do disco. Foto: Matheus Cimini


 

PREMIEREPOPLOAD
Nome conhecido na CENA mineira, Arthur Melo lança via Popload, em primeira mão, seu novo disco “Metanoia”, projeto que mostra um lado mais visceral do cantor e compositor de Belo Horizonte, embora o álbum não tenha sido propriamente planejado.

Gravado em praças, parques e bares de Portugal e Espanha (!), “Metanoia” conta com participação direta do músico Pedro Theodoro, percussionista e ex-baterista da também banda mineira Young Lights. A parceria surgiu a partir de uma turnê que Arthur e Pedro fizeram pela Europa em julho deste ano.

De última hora, eles resolveram levar para o rolê equipamentos de gravação e microfones para musicarem composições de Melo. Daí, simples assim, surgiu o disco.

No total são 10 canções que captaram os momentos da dupla, com participações de amigos que os dois fizeram durante a viagem, para dar um ar ainda mais despretensioso e espontâneo para o disco.

Diz o Arthur que “Metanoia”, o nome, representa a viagem como um todo, uma mudança sobre a forma de ser ver diversas coisas, entre elas a ideia de se construir um disco sem um planejamento mais complexo e convencional.

Este é o segundo álbum de Arthur Melo, que lançou ano passado o bom “Nhanderuvuçu”. A produção, mixagem e masterização ficou por conta do Pedro. E a audição em primeira mão pela Popload. Enjoy!

METANOIA – TRACKLIST
1- Tejo
2- Aroma
3- Solitude
4- Entre os Dias
5- Socorro
6- Olha o Que a Cidade Fez Comigo
7- Cambio
8- Una Canción
9- Normal
10- Albano

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CENA – Selvagens à Procura de Lei lançam a nova “Intuição”, anunciam quarto disco, e armam show especial para esta quinta, em SP

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PREMIEREPOPLOAD
Um dos grupos mais legais da nossa CENA, o Selvagens à Procura de Lei abre os trabalhos do lançamento de seu novo disco aqui na Popload. Dia 1º de novembro, a armada cearense colocará no mercado seu quarto álbum de inéditas, “Paraíso Portátil”, fruto de uma super apoiada campanha de financiamento coletivo, que arrecadou valor superior aos R$ 30 mil que se faziam necessários. Alguém duvida da força da CENA?

A primeira amostra do novo projeto é o belo single “Intuição”, que chega no calor do show que o grupo fará na noite desta quinta-feira, em São Paulo, no CCSP (Rua Vergueiro, 1000), com ingressos custando R$ 25 (inteira) e R$ 12,50 (meia).

Uma das últimas canções que entraram no álbum, “Intuição” é fruto de uma fusão de duas canções que Rafa Martins havia escrito. “A junção das duas se deu nos ensaios quando o Paul Ralphes (produtor do disco) sugeriu a mudança, pois dizia que elas se pareciam tanto na letra quanto na harmonia. Engraçado que o conselho dele foi totalmente intuitivo e estava certo”, destaca o guitarrista. O vocal, no entanto, fica por conta do baterista Nicholas Magalhães.

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Retratando a imensidão do sertão cearense no vídeo, que se passa em Quixadá, “Intuição” aborda o contexto comum das pessoas que estão à procura da felicidade e, portanto, de se libertar das amarras dos preconceitos instituídos para seguir o coração.

“O local é terra de monólitos esculturais, com formatos de galinha choca, baleias e extensa fauna petrificada, Quixadá vai além da lembrança seca do sertão”, observa Nicholas.

O vídeo, que será exibido também no show desta noite, que por um acaso celebra os 10 anos da banda, pode ser conferido abaixo, em primeira mão.

SERVIÇO
Selvagens à Procura de Lei show de 10 anos com première do clipe “Intuição”

Dia: 12 de setembro (quinta-feira)
Horário: 21h
Local: Centro Cultural São Paulo (CCSP – Rua Vergueiro, 1000)
Ingressos: R$ 25,00 – inteira – R$ 12,50 – meia entrada
Venda online: Sympla

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CENA – Mulamba estreia na Popload o vídeo de “Vila Vintém”, um olhar das periferias que precisam que se olhe por elas

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Foto: Luciana Petrelli

Foto: Luciana Petrelli

Uma das bandas mais contundentes da CENA brasileira, de um país que cada vez mais precisa de contundência em suas diversas formas culturais, a Mulamba, sexteto feminino de Curitiba, lança com exclusividade na Popload o vídeo de “Vila Vintém”, o segundo a sair de seu disco de estreia, o explosivo “Mulamba”, lançado no ano passado, e a primeira mostra visual do álbum a ganhar luz agora em 2019.

“Vila Vintém”, a música, de autoria da vocalista Cacau de Sá e que traz o nome e as feridas de uma favela do Rio de Janeiro que constantemente sofre da violência do Estado, mostra em “Vila Vintém”, o vídeo, um choque de duas realidades diferentes e iguais das periferias brasileiras. Porque foi filmado na Ocupação 29 de Março, em Curitiba, terra da Mulamba, E traz um personagem.

O vídeo, poderoso nas imagens, resistente na música que lembra bons tempos de um “Chico Buarque de protesto”, é centrado na pessoa de Elidieu, haitiano refugiado que construiu com as próprias mãos sua casa depois que a Ocupação 29 de Março pegou foto, no ano passado.

O recado do vídeo é direto e reto, embora torto. Vila Vintém, favela carioca, em vídeo filmado em comunidade curitibana, carrega nesse filme as milhares de favelas e os milhões de Elidieus que lutam por moradia nesse país. “Da nossa forma mais humilde, gostaríamos de chamar atenção para todas as outras comunidades periféricas que precisam que alguém olhe por eles, para que haja respeito por parte do Estado e para que haja preocupação com a infra-estrutura local. Tudo isso é para fortalecer o rolê deles”, diz Caro Pisco, baterista da Mulamba.

Veja o vídeo de “Vila Vintém” e sinta a bronca.

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** As fotos da Mulamba, usadas neste post e na chamada dele na home da Popload, são de Luciana Petrelli

*** Só como efeito de atualização, o vídeo de “P.U.T.A.”, música do primeiro álbum e que praticamente revelou a Mulamba para o Brasil no ano passado, para além da cena indie curitibana, já ultrapassa os 3 milhões de views no Youtube.

**** A Mulamba é Amanda Pacífico (voz), Cacau de Sá (voz), Caro Pisco (bateria), Érica Silva (baixo, guitarra e violão), Fer Koppe (violoncelo) e Naíra Debértolis (guitarra, baixo e violão).

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CENA – A gente viu e curtiu: o show do GRAND BAZAAR

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* Na semana passada, a Popload iniciou esta nova sessão, que tem a missão de destacar na semana um ou mais shows que vimos no período, achamos legal e que despertou uma vontade especial de escrever sobre. Depois do “garoto sueco” Bona, chegou a vez de falarmos do Grand Bazaar, em texto assinado mais uma vez pela colaboradora Lina Andreosi, que assistiu ao show do grupo no Jazz Nos Fundos. E, claro, curtiu.

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Na última noite de sábado, 45 mil pessoas se reuniram no Allianz Park para dançar e cantar em uma noite nostálgica com a dupla Sandy & Junior… Quem foi ver a dupla perdeu uma noite tão histórica quanto e, ouso dizer, mais bem executada.

Grand Bazaar é uma banda paulistana que já tem sua história na Cena. Atuando como banda desde 2013 e com três álbuns lançados, eles vem fazendo apresentações do seu mais recente álbum, Glória, que fará um ano agora no começo de setembro. Seu som dançante é 80% instrumental, e pode ser definido como uma mescla um tanto inusitada de influências de música cigana, balcânica, mediterrânea, brasileira, pop e rock.

Com uma mescla de músicas autorais e algumas releituras como o clássico “Pagode Russo”, de Luiz Gonzaga e “Tunak Tunak Tun” do cantor de pop indiano Daler Mehndi; a banda Grand Bazaar promete sempre uma noite divertida, de muita comemoração e dança. Contudo o que aconteceu no último sábado foi uma experiência ainda mais excepcional.

Para quem acompanha a cena, os membros da banda já são conhecidos por seus outros projetos. Especialmente o baterista, Gabriel Basile, e o baixista, Guilherme d’Almeida que juntos são ⅔ d’O Terno, banda paulistana que lançou esse ano seu quarto álbum, , e, entre tocar no Primavera Sounds em Portugal e abrir para os Arctic Monkeys no Rio, está mais do que consolidada na cena.

Na noite de sábado, quando Grand Bazaar subiu ao palco do Jazz Nos Fundos, ainda pode se dizer que ⅔ d’O Terno estavam presentes, mas no lugar de Gabriel Basile, sentou-se atrás da bateria, Tim Bernardes.

Mais acostumado a liderar a atenção do público em um palco como vocalista d’O Terno ou em sua carreira solo, Tim Bernardes, já demonstrou inúmeras vezes suas habilidades com uma guitarra ou um piano, mas no palco com Grand Bazaar, Tim colocou sua destreza na bateria em teste.

E que teste! Apesar da sua capacidade de tocar bateria não ser um segredo, –Tim gravou a bateria de todas as faixas de seu álbum solo, Recomeçar — os ritmos rápidos e complicados das canções tocadas pelo Grand Bazaar são um desafio para qualquer baterista e estão bem longe das canções calmas do Recomeçar e até mesmo das mais agitadas d’O Terno.

A tensão de Tim era evidente, não tem muito como se esconder quando se tem 1,90m e está num palco baixo e próximo do público como é o da casa, mas bastava uma troca de olhares com os demais membros da banda que essa tensão dava espaço para um sorriso. Entre instruções de Guilherme — que está ao seu lado nos palcos há 18 anos — como “Agora é ‘psish, psish, psish’”, e o bom humor natural das apresentações da banda, o show não deixou nada a desejar.

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O objetivo da noite foi fazer o melhor show possível levando em consideração a ausência de Biel, um baterista de capacidade exímia e que conhece intimamente o material, e foi um excelente show. Uma noite animada e de dança do início ao fim, que foi produto essencialmente da habilidade e amizade da banda. Há uma sincronia única entre os membros que levam as apresentações com uma leveza alegre que provoca o público a deixar para lá suas inibições e se jogar nos ritmos pulsantes da música.

Além da presença de Tim, houve uma participação especial de um dos membros fundadores do Grand Bazaar, Juliano Abramovay, que acabou de voltar para o Brasil após temporada na Europa e se apresentou mais cedo na noite com seu quarteto de música erudita, Amazonon. Foi uma festa completa.

Grand Bazaar é André Vac nas cordas, Pedro Guimarães na sanfona e teclado, Filipe Nader no sax alto, João Batista Brito no sax tenor, Guilherme d’Almeida no baixo, e Gabriel Basile na bateria e percussão.

Eles tocam novamente no dia 31/08, na Casa de Francisca, no almoço e a noite.

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