Em CENA:

CENA – Lembra o Bazar Pamplona, nossa “banda de cinema”? Então, eles não só voltaram como lançam vídeo “literário” aqui como tocam amanhã em SP e lançam álbum novo já em janeiro

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O ano de 2019 vai começar com uma grande e boa novidade no indie. A banda Bazar Pamplona colocará no mercado, logo em 18 de janeiro, seu terceiro disco de estúdio, “Banda Vende Tudo”, bancado por um financiamento coletivo.

Bom, estamos começando de trás para frente a falar das novidades do tradicional quinteto, que está largando de um hiato de seis anos parado.

Esse caminho de retomada da carreira do grupo se iniciou em 2017 e por vias cinematográficas, digamos, com um pedido da escritora e cineasta alemã Helene Hegemann, que solicitou a utilização de uma faixa do grupo na trilha sonora do filme “Axolotl Overkill”, que bombou no circuito indie europeu e acabou premiado no importantíssimo Festival Sundance, nos Estados Unidos. Contamos essa história aqui, na época.

Deste novo disco a sair daqui um mês, a Popload antecipa em forma de vídeo o novo single “Capítulo Primeiro”, som que homenageia “o poder transformador dos livros e a potência de vida contida nas palavras”. O vocalista Estêvão Bertoni completou: “ela tem um dos arranjos mais diferentes do disco. Para participar da faixa, chamamos o Tony Berchmans, pianista que tem um projeto maravilhoso chamado Cinepiano, no qual ele compõe ao vivo trilhas sonoras para filmes originalmente mudos. Ele acabou fazendo a mesma coisa ao gravar com a gente, porque a gente não tinha nenhuma ideia prévia de arranjo para o piano, então ele foi interpretando a letra, trecho a trecho”, conta.

O single é a terceira amostra do novo projeto. Antes, foram lançadas “Bom Mesmo é Ouvir um Riff dos Stones” e “Dias Gordos”. Além de Bertoni, o Bazar Pamplona conta também com João Victor dos Santos (guitarra), Rodrigo Caldas (bateria), Rafael Capanema (baixo e teclado) e Pinguim Miranda (teclado e baixo).

* Nesta sexta-feira, como saideira de 2018 e preparativos para 2019, o Bazar Pamplona fará um show especialíssimo na Casa do Mancha (Rua Felipe Alcaçova, s/n – Vila Madalena), a partir das 21h, com as entradas custando R$ 20. Bora?

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CENA – A boa onda do Glue Trip passa por SP no domingo. Show é no Z. E com o JP

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* SP, Z, JP.

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No domingo mais movimentado do ano em São Paulo, aparentemente, guarde sua energia para o programa mais alto astral da data, que vai rolar das 18h às 22h no clube Z, no Largo da Batata, a região mais agitada da cidade hoje. (Ok, aqui não vamos contar com a festa do Palmeiras, que também promete ter o astral elevado. Só para não misturarmos assuntos.)

Captura de Tela 2018-11-30 às 5.55.57 PM

O Glue Trip, banda de psicodelia paraibana (toma essa, Tame Impala!), se apresenta na festa mensal CENA. O show, sempre bom deles, pode ser encarado como um outro lançamento em São Paulo do discaço “Sea at Night”, o segundo álbum do quarteto, que saiu em setembro e do qual já ouvi gente dizer que é tipo uma mistura praieira e malemolente de Daft Punk com Disclosure e Unknown Mortal Orchestra. Ok?

A abertura fica à cargo do músico mineiro JP Cardoso, com banda de notáveis no suporte, ameaçando tocar música nova inclusive.

Quem vamos?

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CENA – “Tudo Pode Acontecer” no novo disco cheio de participações do mineiro Filipe Alvim

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Fotos: Julia Galione

Fotos: Julia Galione

Depois de lançar o single aqui na Popload em maio deste ano, o mineiro Filipe Alvim solta seu terceiro disco, “Tudo Pode Acontecer”, sucessor de “Beijos”, de 2016. O registro traz relatos da curta passagem de Alvim por São Paulo e uma série de parcerias como Samira Winter, Dinho, do Boogarins, e Guerrinha, da carioca Séculos Apaixonados.

Filipe é uma das figuras da pequena cena independente de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Junto do selo Pug Records, Alvim vem organizando shows, prensando discos e divulgando seu trabalho no maior estilo guerrilha, totalmente artesanal e colaborativo. Exemplo disso foi o processo de produção do último disco, dividido entre São Paulo, Rio de Janeiro e Juiz de Fora.

“Tudo Pode Acontecer” começou a ser composto quando o cantor resolveu se mudar de MG para São Paulo com o objetivo de expandir seus horizontes e alcançar mais público para o seu som. Depois de dois meses na capital paulista, por falta de adaptação, voltou para sua cidade natal com uma porção de letras, todas elas traduzindo um pouco do período em que Felipe resolveu provar a sorte longe de casa.

Em meio a esse processo, ele chamou alguns amigos para complementarem composições e vocais das canções que compôs, entre eles, os já citados Dinho, Samira e Guerrinha. O último, vocalista da banda Séculos Apaixonados foi quem mais apostou na empreitada de Alvim e acabou sendo o responsável por gravar todos os instrumentos existentes no álbum.

Durante as gravações, Guerra gravava takes e compartilha com Alvim, fazendo uma ponte digital entre RJ e MG. Junto das gravações à distância, as outras participações foram fechadas e captadas, levando os vocais de Samira para a faixa “Chiclete” e a voz do vocalista do boogarins, para a track “Tudo Pode Acontecer”. Com tudo gravado,
Filipe viajou até o Rio de Janeiro e finalizou todas as músicas com os seus vocais.

Com o lançamento em mãos, o compositor se prepara para abrir a agenda de final de ano e organizar uma série de shows da nova turnê para 2019.

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CENA – Ao som de “Brasileiro”, Selvagens à Procura de Lei lançam seu grito político apoiado por, no mínimo, 20 mil pessoas

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Uma das bandas mais fortes da CENA indie no Brasil, os Selvagens à Procura de Lei se prepara para lançar um disco ao vivo, também em vídeo, com registros do show realizado em casa, no palco do Maloca Dragão, na cidade de Fortaleza, para um público de 20 mil pessoas.

Do projeto, eles acabam de soltar via Popload o primeiro vídeo para o hit “Brasileiro”, som lançado originalmente no ano de 2013, mas ainda atualíssimo, dada sua pegada política, em um momento delicado e cheio de incertezas no país.

“Agora faz até mais sentido a gente soltar essa versão de ‘Brasileiro’, com esses dias tão conturbados da nossa história. É simbólico. É uma música nasceu de um incômodo muito forte sobre os rumos do nosso país, de uma necessidade de botar pra fora mesmo, de se manifestar contra a injustiça monstruosa que o nosso povo sofre todos os dias”, relata o vocalista Gabriel Aragão.

Com produção de Paul Ralphes, esse registro ao vivo terá sua primeira parte (com nove faixas), lançadas no dia 16 de novembro e será chamado de Selvagens à Procura de Lei no Poço da Draga.

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Melhor palco da música independente, Z muda a cara com um olho no passado e os dois pés no futuro

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* O Z virou o novo Z. Seguindo sua vocação musical histórica de estar onde a movimentação cultural brasileira está, a casa de shows paulistana trocou de roupa, por dentro e por fora, mexeu em toda sua programação e barateou seus “combustíveis” para se consolidar como uma das sedes da música independente nacional bem ali no coração do fervido Largo da Batata, em São Paulo, também conhecido ironicamente mas nem tão despropositadamente como Potato Valley.

O Z só não teve seu palco mexido, porque não precisava. Eleito pela Folha de S.Paulo o melhor espaço para música ao vivo da cidade e “ímã para conhecer novas bandas”, o lugar, a partir desta quinta dia 1º de novembro, com a estreia da noite “Cena”(ver abaixo), se sente renovado. E já no gás.

Daqui ao final do ano, se você juntar num pôster só tudo o que vai acontecer em seu premiado palco, o Z vai parecer o maior festival indie do mundo.

Garage Fuzz , Guizado, Felipe Cordeiro, Menores Atos , Deep Sea Arcade (Austrália), Water Rats, Edgar, Luiza Lian, Anemone (Canadá),  Duda Beat , Heavy Baile, Winter, Raça,  Autoramas , Lucas Silveira, Mel, Guizado, EATNPTD, ATR , Pin Ups, Mickey Junkies, Glue Trip, MQN, Alexander Biggs (Austrália), Pessoas Estranhas, JP, Jonnata Doll e os Garotos Solventes, Brvnks, Mad Monkees, La Bronze (Canadá), Osorezan (Chile), Valv, Rasha Naras (Palestina), Ema Stoned e NDK são alguns dos muitos nomes que se apresentarão na casa, desta quinta até dezembro. 

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A programação do Z agora é feita por um time renovado e totalmente integrado nas movimentações independentes tanto de São Paulo, em particular, como do Brasil, num alcance geral. Junior Carvalho, Mexicano e a dupla Daianne Dias + Fabrício Nobre (realizadores do festival Bananada, em Goiânia) estão à frente de dar a melhor trilha sonora ao Largo da Batata.

A nova cara do Z tem assinatura de responsa. A cenografia foi feita pelo Studio Curva @studiocurva (que faz os palcos do Coala Festival, por exemplo), com a participação dos artistas visuais Gustavo Amaral @gustavoamaral , Thiago Nevs @thiago.nevs e Grafica Fidalga (@grafica_fidalga).

Todo esse chacoalho visual e de programação foi para ajustar o prumo do Z com sua principal vocação, que é de estar no lugar certo, na hora certa e fazendo a coisa certa, como foi quando era na Augusta e viu nascer a nova MPB, a nova eletrônica, o novo rock, depois assumiu o endereço do mitológico Aeroanta e agora chama a atenção, real-oficial, de um dos mais efervescentes endereços de São Paulo. Respeitando sua história passada e já escrevendo a história futura de muitos.

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Nesta quinta

CENA com Aeromoças e Tenistas Russas e Guizado no Z
Data: 1 de novembro
Horários:
Abertura da casa com DJ – 22h
DJ Set Popload – 22h30
ATR – 0h
Guizado – 01h30

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@zlargodabatata
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