Em ceu:

TOP 50 da CENA – Bonifrate gesta um novo mundo e o topo do nosso ranking. Mallu Magalhães quer entrar nessa. Edgar se mantém no pódio

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* Não que a gente ache que a culpa é nossa, mas tem semanas que parece que as músicas que são lançadas concordam absolutamente com tudo o que pensamos. Tanto de coisas mais gerais quanto de música, mesmo. Temas que gostamos são abordados, estruturas que apreciamos e desejos que estão na nossa mente. Será parte do nosso diálogo? Será que refinamos nosso radar? Não temos uma resposta ainda, mas algo acontece na música brasileira.

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1 – Bonifrate – “Casiopeia” (Estreia)
Quem lê nossos textos por aqui já deve ter sentido que temos uma obsessão por imaginação. Encontrar músicos que estão pensando e produzindo um novo mundo. E não é que o carioca Bonifrate resolveu escrever uma música inteira que se baseia nesse assunto? Isso se aproveitando de uma ideia certeira que ex-Supercordas encontrou em uma entrevista do escritor uruguaio Eduardo Galeano, “em que ele fala de um mundo em gestação dentro do mundo presente, e de como é um parto difícil, mas que há de acontecer”. Não bastasse a boa ideia, temos aqui um mergulho saudável em guitarras em profusão e um velho teclado Cassio que dá nome à música.

2 – Mallu Magalhães – “Pé de Elefante” (Estreia)
Ainda estamos absorvendo o novo álbum da Mallu, que saiu bem no dia em que preparamos este top 50. Mas parece bom o clima de bossa nova em estudo que percorre o disco, ainda que nunca soe datado. Como na divertida e leve “Pé de Elefante”, que ainda brinca com sons invertidos. E a gente tem certeza que já escutou a introdução desta música em algum lugar…

3 – Edgar – “A Procissão dos Clones” (1)
A excelente “A Procissão dos Clones” é interessante pelo ritmo que Edgar opta em jogar os versos, sem grandes variações melódicas, como um mantra só que sem a repetição de palavras – seria um antimantra? Por aqui Edgar despeja seu pedido para que resolvemos tomar alguma atitude frente à destruição de tudo que nos cerca. Vamos escolher uma cela maior ou destruir essa prisão?
“Um desastre ecológico
É a última opção
Pro ser humano perceber quão metódico
Virou a obsessão de expandir a sua jaula
Ao invés de fugir do zoológico
Não troque a sua cela
Por outra cela mais bonita”

4 – Tuyo – “Toda Vez Que Eu Chego em Casa” (2)
Seguimos apaixonados pelo disco da Tuyo e resolvemos destacar outra música. Semana passada foi “O Jeito É Ir Embora”. Nesta semana é a experimental “Toda Vez Que Eu Chego em Casa”, uma colaboração com o ótimo Jonathan Ferr que constrói uma longa e deliciosa track que passeia por simples dois versos. Sentimentos de aconchego e de um certo desnorteamento se encontram por aqui. Sabe aquele papo de “me perdi tentando me encontrar”?

5 – Giovanna Moraes – “Baile de Máscaras” (3)
“Baile de Máscaras” é uma das ótimas músicas do disco “III”, algo entre um EP e um álbum (miniálbum?) que a cantora e multiinstrumentista e atriz de vídeo e editora de vídeo lançou em março. Agora a canção surge em versão single com direito a uma música inédita e a versão instrumental, um jeito de oferecer um novo olhar complementar para a gravação. Retomada de proposta interessante para single, perdida nos tempos de streaming. Fora o vídeo, lindaço.

6 – Marcelo Perdido – “Que Bom” (Estreia)
Prévia do próximo álbum do Marcelo Perdido, este som é mais um da lista que celebra o Dia dos Namorados, mas acrescenta uma perspectiva LGBTQI+. A ideia que moveu Marcelo na composição foi reparar que em diversos filmes românticos que existem na nossa memória parece que vemos sempre o mesmo casal. Ele quis mudar um pouco esse repertório de amores no nosso imaginário. Uma ideia excelente.

7 – Gustavo Bertoni – “Old Ghost, New Skin” (Estreia)
E o senhor Gustavo segue em uma incansável sequência de excelentes singles de sua faceta solo, mais introspectiva e sempre em inglês. Por aqui, investiga um pós-pandemia onde as pessoas tentam buscar um pouco mais de liberdade, um bem que perdemos na pandemia e que agora sabemos o quanto importante é – mas não uma liberdade abstrata, sim a liberdade de ter um contanto melhor com nossos amigos, por exemplo. Sacou?

8 – Marina Sena – “Voltei pra Mim” (Estreia)
Marina Sena já tem um hit, que é “Me Toca”, e tenta mais um sucesso. Será? “Voltei pra Mim” tem como trunfo ser uma música que trata com leveza a questão dos términos. Uma raridade no mundo musical, convenhamos.

9 – Rincon Sapiência – “Meu Mundo” (Estreia)
Muito bom um som do Rincon pensando no Dia dos Namorados. Aqui ao lado do grande produtor de rap Devastoprod, ele pensa no amor de uma maneira muito particular. Nem melosa, nem irreal.

10/11 – CSS e Céu – “Hits Me Like a Rock” // “Rotação”
Duas celebrações aqui, nesta posição diferente do nosso ranking. A primeira é a notícia da retomada do CSS com disco novo e tudo, que desperta uns gatilhos. Resolvemos resgatar um som da banda. A segunda é a releitura que a Céu fez de suas músicas em pegada acústica. Também resolvemos resgatar uma desse resgate. Podemos assim?

12 – Supervão – “Amiga Online” (4)
13 – Djonga – “Easy Money” (5)
14 – Master San – “A #05 – Intergalatica” (6)
15 – CESRV – “Soundbwoy Champion” (7
16 – Taco de Golfe – “Pessoa Que Fala” (8)
17 – Jonathan Ferr – “Amor” (9)
18 – Jadsa – “Mergulho” (10)
19 – Mulungu – “A Boiar” (11)
20 – Jup do Bairro – “Sinfonia do Corpo” (12)
21 – Bonifrate – “Rei Lagarto” (13)
22 – GIO – “Nebulosa” (14)
23 – Lupe de Lupe – “Brasil Novo” (15)
24 – Bruna Mendez e June – “A Vida Segue, Né?” (18)
25 – Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis – “Ladeira” (19)
26 – Zé Manoel – “Como?” (20)
27 – Os Amantes – “Linda” (21)
28 – Rashid – “Diário de Bordo 6” (22)
29 – Isabel Lenza – “Imenso Verão” (23)
30 – Rodrigo Amarante – “Maré” (24)
31 – Saulo Duarte com Luedji Luna – “Lumina” (26)
32 – Salma e Mac – “Amiga” (30)
33 – Yung Buda – “Digimon” (31)
34 – Hierofante Púrpura – “Na Terra das Cartas” (32)
35 – AKEEM MUSIC – “Eu Já Amei uma Ginasta” (33)
36 – Plutão Já Foi Planeta – “Depois das Dez” (34)
37 – Duda Beat – “Meu Pisêro” (35)
38 – FEBEM – “Crime” (36)
39 – Aquino e a Orquestra Invisível – “Os Prédios Cinzas e Brancos da Av. Maracanã” (37)
40 – Boogarins – “Supernova” (38)
41 – Moons – “Love Hurts” (39)
42 – BaianaSystem – “Brasiliana” (40)
43 – Jair Naves – “Vai” (42)
44 – Sophia Chablau e uma Enorme Perda de Tempo – “Delícia/Lúxuria” (43)
45 – Yannick Hara – “Raça Humana” (44)
46 – Jota Ghetto – “Vagabounce” (45)
47 – FBC – “Gameleira” (46)
48 – Mbé – “Aos Meus” (47)
49 – Rico Dalasam – “Expresso Sudamericah” (48)
50 – LEALL – “Pedro Bala” (49)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a imagem é do músico Bonifrate.
*** Este ranking é pensado e editado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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CENA – Right from Sao Paulo, Brazil, Céu faz session para a rádio KEXP, de Seattle. E fala umas coisas

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* Uma das mais importantes rádios independentes do mundo, a KEXP, de Seattle, e uma das mais incríveis também para produzir sessions marcantes em seu estúdio (quando o mundo deixa), convidou a ótima cantora brasileira Céu para fazer uma apresentação à distância para a série “Live on KEXP – at home”.

Captura de Tela 2020-10-27 às 10.52.53 AM

O pequeno show para a rádio incluiu uma entrevista bem fofa de Céu com o apresentador e produtor Darek Mazzone, voz indefectível da KEXP. Na conversa, falaram sobre os governos daqui e de lá, situações pandêmicas, músicas em português, problemas relacionados aos negros, Baden Powell, Emicida, Djamila Ribeiro e tals.

O vídeo, delícia de ver, tem 50 minutos e lista as performances de “Arrastar-te-ei”, “Pardo”, “Forçar o Verão”, “Lendo” e “Coreto”, três delas do mais recente disco, “Apká”, do final do ano passado.

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Heineken forma uma Super Banda e cria uma Jukebox que toca músicas ao vivo para aquecer os intervalos dos shows no Popload Festival!

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É isso mesmo que você leu ali em cima. Achou que o lineup do Popload Festival tinha acabado, né? Vocês sabem que a gente adora uma surpresinha de última hora (quem lembra do show da AlunaGeorge no Heineken Hidden Stage, no ano passado?)!

Neste ano, a Heineken criou (apenas!) uma Jukebox para a música não parar nem nos intervalos dos shows! Mais: as músicas serão tocadas ao vivo. Mais: apresentadas por um pequeno-grande-lineup de estrelas da #CENA nacional, como Liniker, O Terno, Céu e Tropkillaz! Calma que ainda não acabou: o setlist quem escolhe é você, dentro de uma lista de grandes sucessos de bandas que já passaram pelo festival.

Respira.

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O Terno

Em sua sexta e maior edição, o Popload Festival acontece no dia 15 de novembro, no Memorial da América Latina, em São Paulo, com grandes nomes nacionais e internacionais, como Blondie, MGMT, Lorde, Mallu Magalhães & Tim Bernardes, Letrux, entre outros.

A Heineken, patrocinadora do evento, contará com o palco Jukebox, que comandará os intervalos dos shows do festival. Para animar o público entre as três últimas atracões, a marca convidou Céu e Tropkillaz + Liniker e O Terno para tocarem as músicas escolhidas por meio do Wi-Fi do evento (disponibilizado pela Heineken no Memorial da América Latina) ou acessando em www.heineken.com/popload (tanto a página do link como a enquete estarão disponíveis somente no dia do evento!)!

Já no último intervalo, teremos a “SuperBanda”, que tocará as músicas mais votadas pelo público ao longo do dia!

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Tropkillaz

A configuração dos horários ficou assim: o palco Jukebox estreia com Liniker, da banda Liniker e os Caramelows, cantando ao lado do grupo paulistano O Terno! No próximo intervalo, a cantora Céu se une ao projeto de música eletrônica Tropkillaz. No último break, a “SuperBanda” formada por Martin Mendezz, Michele Cordeiro, Edimar Filho, Cris Botarelli, Emmily Barreto, Brvnks, Jaloo, Luiza Lian e Chuck Hipolitho encerra a noite de apresentações no Jukebox:

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POPLOAD FESTIVAL 2018

Data: 15 de novembro
Local: Memorial da América Latina
Abertura das portas: 12h
Início dos shows: 12h15
Classificação etária: a partir de 16 anos desacompanhados. Menores entre 14 e 16 anos somente acompanhados de um responsável legal.
Proibida a entrada de menores de 14 anos.
Acesso: Portão 1 (Pista) e Portão 2 (Pista Premium)
Ponto de venda: Cine Joia @ Praça Carlos Gomes, 82 (próximo ao Metrô Sé e Liberdade). Funcionamento de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 14h e das 15h às 18h.

COMPRE O SEU INGRESSO AQUI

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O Popload Festival é apresentado por Heineken! Aprecie com moderação.
#LiveYourMusic
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CENA – Bananada 5 de 7 – Baiana System, Céu, Ventre, Hierofante Púrpura…

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* Popload em Goiânia. Dando continuidade à…

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Vamos encerrar, então, a cobertura do Bananada 2017, evento capilar da cena indie nacional que se encerrou no último domingo na destemida Goiânia, no setor dos indies. Tudo devia estar aqui na sexta passada, mas o mundo ficou meio louco neste último final de semana, então capitulamos. E agora retomamos o especial.

A sexta-feira do Bananada (falamos de 12 de maio) deu início ao festival “de verdade”, grande, cheio de palcos, tudo concentrado no lindo Centro Cultural Oscar Niemeyer. Parou a fase South by Southwest, entrou a fase Primavera Sound. Dois palcões responsa intercalava as atrações principais do dia, apresentados pelo “compere” Carlos Eduardo Miranda. Neles tocaram Baiana System, Céu (foto abaixo), Ventre, Fióti, Barro e mais uma galera.

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Do outro lado do festival, outros dois palcos representavam o “verdadeiro Bananada”, mais indie, menos gigantesco. O palco Slap, que perto da meia-noite virava o El Club, com DJs e performers para botar o povo para dançar (Jaloo, Selvagem). E, em frente, tinha o palco que reproduzia a Casa do Mancha (casa-clube de São Paulo), com shows do bom Raça, do meio-boogarins Luziluzia, o deslocador de tempo e espaço E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e o Hierofante Púrpura, que, olha, perdi algumas coisas, vi parte de outras, mas o grupo de Mogi das Cruzes periga ter feito o show mais legal da sexta-feira. Talvez. Esses dois palcos “alternativos” tinham as atrações apresentadas pela incrível radialista Roberta Martinelli.

Abaixo, alguns dos momentos da sexta no Bananada 2017, em vídeos feitos por mim e fotos incrí do Ariel Martini, do I Hate Flashzaço.

Captura de Tela 2017-05-16 às 11.51.21 PM

O show ao vivo mais explosivo da cena brasileira, um “Asian Dub Foundation meets Major Lazer meets Carnaval baiano”, o Baiana System agitou o Bananada

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Público do Bananada 2017 no Centro Cultural Oscar Niemeyer, durante show do Baiana System

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A MPB do gueto de Evandro Fióti foi um dos destaques do primeiro dia “grande” do festival goiano

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O trio carioca Ventre e seu show politizado em ação na 19ª edição do maior evento indie do Centro Oeste

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Mais público do Bananada, mais Oscar Niemeyer, mais Baiana System

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* A foto que ilustra a chamada deste post, na home da Popload, traz a baterista Larissa Conforto, do Ventre.

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CENA – E atenção, o Bananada “começa” hoje

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* Popload desbravando Goiânia.

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Vista do Palco Chilli Beans, o segundo maior do Bananada, em show de Orquestra Sinfônica de Goiás, no dia gratuito do festival. Foto de Ariel Martini, do I Hate Flash

Depois de muito shows bons em casas legais, desde segunda à noite, mais o “teste” ontem com orquestra e o internacional Boogarins no enorme Centro Cultural Oscar Niemeyer, a sede oficial do evento, o festival Bananada 2017 realmente começa hoje à noite numa área com cinco palcos e quase 30 atrações.

O bombadão Baianasystem é a grande atração do primeiro dia, que ainda vai ter Céu, Ventre, Plutão Já Foi Planeta, Jaloo, Luziluzia e a bagunça disco dance da dupla Selvagem.

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O lugar, cheio de edifícios geométricos, tem num canto dele uma deliciosa área com dois espaços de shows, longe dos dois palcos enormes. Um que reproduz a Casa do Mancha, de São Paulo, lugar para bandas indies do indie (Raça, Luziluzia, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Hierofante Púrpura tomam conta do palco, e um outro com uma que tem bandas até 23h (The Baggios toca ali), depois vira palco dance com performance e DJs (Jaloo, Selvagem). Uma parede gigante branca, toda mapeada, dá o tom de qual hora é hora por ali.

Esse bonito parque de diversões indie projetado pelo Niemeyer, que tem até pista de skate no meio, recebe o público a partir das 18h. Os shows começam 19h e só terminam 5h. Ainda tem ingressos, disponíveis para a compra no site do festival.

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