Em charli xcx:

Primavera Sound anuncia a ocupação de São Paulo por uma semana. Com Arctic Monkeys, Gal Costa, Arca, Charli XCX, Interpol, Mitski, FBC e muito mais

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* Neste “muito mais do título” leia Travis Scott, “nossa” Lorde, “nosso” Father John Misty, Jessie Ware (veja bem!!), a “furona” Phoebe Bridgers, a musa Caroline Polacheck, Ana Frango Elétrico, Japanese Breakfast, Jup do Bairro, Beach House, mais outros gringos, mais muuuuuita brasileiirada. O line-up total é assim:

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Vocês leram direito: tem ainda VIAGRA BOYS (maiúsculas propositais), Chai, Ratos de Porão, Shygirl, Badsista, Boogarins, Helado Negro e Señor Coconut!!

O Primavera de São Paulo, que aqui acontece dos dias 31 de outubro a 6 de novembro, com uma programação que se divide com dois grandes dias no chamado Distrito Anhembi em 5 e 6/11, prevê uma grande programação na cidade, de 31/10 a 4/11, nos clubes Cine Joia, Audio e Palácio das Convenções do Anhembi, cujo “passaporte” para os dias “grandes” liberam as entradas dos eventos nas casas citadas (sujeito à lotação).

O Primavera SP (@primaverasound.saopaulo) segue, boooom saber, o padrão da matriz espanhola de olhar direto para o novo.

E tem um daqueles vídeos espertos de anúncio de line-up.

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* Com o “efeito Primavera”, o Arctic Monkeys marcou mais dois shows no Brasil, além do festival paulistano. A banda de Sheffield nossa velha amiga se apresenta no dia 4 de novembro na Jeunesse Arena e no dia 8 na Pedreira Paulo Leminski (Curitiba). Sempre com os nova-iorquinos do Interpol abrindo.

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Top 10 GRINGO – Rosalía e Charli XCX brigam pelo topo. Mas o sambão da espanhola botou ela em primeiro. Residente chapa o pódio com a “outra América”

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* Uau, que semana absurda de lançamentos. Rosalía e Charli XCX lançaram não apenas grandes álbuns de 2022, mas talvez seus melhores trabalhos até aqui. Se um “duelo” entre as duas era esperando, o rapper Residente mexeu com nossas emoções em um poderoso single que fala muito para toda a América que não está nos Estados Unidos.

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1 – Rosalía – “CUUUUuuuuuute”
Não tem para ninguém, na boa. “Motomami”, terceiro álbum da espanhola Rosalía, é um estouro. Avançando na experimentação com vertentes do pop proposta já no álbum anterior, “El Mal Querer”, Rosalía trafega aqui por diferente gêneros como se as fronteiras entre eles, que limitam muitos artistas, fosse um mero detalhe. Também não há tempo ruim em questão de letras: elas podem ir para o caminho da pura diversão, caso de “Chicken Teriyaki”, ou até ousar em uma abordagem explicíta sobre sexo, que consegue ao mesmo tempo ser sutil, como em “Hentai”. Em “Cute”, escrita daquele jeito estilizado, com sua letra fragmentada, reúne sem medo música eletrônica, balada ao piano e uma bateria de escola de samba recortada ali no meio – e tudo faz sentido. É um álbum para se aprofundar na construção e tentar entender de onde vem cada peça, reparar nos compositores e tal. Olhando lá na frente, talvez o grande recado de “Motomami” seja de que Rosalía seja capaz de fazer o que bem entender. Pensa que um feat. com o gigantenco The Weeknd é só uma chinfra deste disco.

2 – Charli XCX – “Crash”
Quebrando expectativas, a inglesa Charli XCX entrega em uma avaliação inicial seu álbum mais “certinho” e pop até aqui, com “Crash”. Mas há muita provocacão nessa tomada de rumo, excessivamente retrô em alguns momentos. Como disse para a “Folha de S.Paulo”, há uma exploração de arquétipos do pop aqui. Sem mais voltas teóricas, talvez seja sua coleção de músicas mais grudentas, viciantes e por aí vai. Ao entregar o que é tido como descartável nesse nível, capaz que seja um álbum que dure e influencie gerações, até porque ela nunca esteve tão popular. Não tem sentido essa busca irritar os fãs, como parece ter irritados alguns.

3 – Residente – “This Is Not America”
Integrante da banda porto-riquenha Calle 13, Residente entrega, nesta contundente faixa solo com a presença do duo franco-cubano Ibeyi, uma resposta a forte “This Is America”, de Childish Gambino. “Gambino, mi hermano, esto si es América”, canta Residente ao mostrar a amplitude de lutas e resistência de todos os outros países que fazem parte do continente. Ao passo que lembra que muitos dos EUA são constituídos por esse povo (“2Pac se llama 2Pac, por Túpac Amaru del Perú”), coloca na conta do império muito do veneno que corre por aqui. Tão forte quanto a letra da música, é seu ótimo vídeo, lotado de referências históricas sutis, assim como o vídeo de Gambino. Vale dar um Google pelos posts que estão descobrindo mais sobre cada referência.

4 – Fontaines D.C. – “Skinty Fia”
Deus do céu esse disco novo da banda irlandesa, que vai sair no final do mês que vem com o mesmo nome deste single, que remonta a uma lenda muito particular do veado irlandês, cheio de significados, que está em extinção mas aparece deslocado na capa do terceiro álbum do Fontaines D.C. (Outro) single absurdo, outro vídeo ótimo.

5 – Princess Nokia – “No Effort”
Em um beat bem clássico, a rapper norte-americana retoma também suas origens no Harlem, em uma carta de amor às meninas da quebrada e seu estilo que foi muito roubado por ricaços, seja nos EUA quanto no resto do mundo. Neste som, Nokia toma de volta tudo. E está certíssima.

6 – Normani – “Fair”
Parte do Fifth Harmony, grupo que revelou ao mundo Camila Cabello, Normani vem mostrar que outra voz do grupo pode ser gigante em trajetória solo. Pelo menos essa é a expectativa em torno de seu primeiro disco solo, que vem por aí. Até aqui, seus singles mostraram isso e “Fair” representa.

7 – King Princess – “For My Friends”
Ah, que tristeza saber que o Lollapalooza está finalmente chegando, mas que uma das suas atrações mais esperadas (por nós) pré-pandemia não vem este ano. Daí que a gente rebateu com gosto essa tristezinha ao som do seu novo single, que é sobre bons amigos, que poderiam muito bem ir juntos a um certo festival ver King Princess… ok, estamos reclamando demais haha.

8/9 – Arcade Fire – “The Lightning I, II”
A promessa do novo álbum do Arcade Fire, “WE”, é muito conceitual. Um lado A sobre isolamento, um lado B sobre reconexão, poucas faixas, quase todas dividas em duas partes. Chato? Pelos dois primeiro singles, nada disso. Talvez seja até um reencontro da banda com seus melhores momentos, em especial os três primeiros álbuns, naquele pique de criar hinos contagiantes. Eles voltaram.

10 – Sonic Youth – “Basement Contender”
Caramba, tem mais de dez anos que o Sonic Youth acabou. E com último show aqui no Brasil, quem viu? Mas a banda segue muito ativa nos lançamentos dos arquivos. “In/Out/In” é um desses registros. Cinco sons (praticamente) instrumentais da década final da banda reunidos. É muito coisa para fã dedicado, ver a banda pensando fora do lugar habitual e tal, mas não faz mal passear, por exemplo, pelos convidativos 9 min do som que separamos.

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* As imagens que ilustram este post é da cantora espanhola Rosalía.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.
**** A Popload está passando por umas questões técnicas e o upload de fotos anda prejudicado. Por isso, as imagens que ilustram as chamadas para os posts mais recentes, como este, aqui e lá na home, são “genéricas”, digamos. Quando a situação normalizar, trocaremos elas, beleza?

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Top 10 Gringo – Charli XCX toma o topo para ela. Nuha Ruby Ra faz arte no segundo posto. Poppy Ajudha se posiciona em terceiro

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* Nesta semana acontecem dois fenômenos interessantes na nossa playlist. Chegamos com algumas músicas novas, que é de praxe, mas também tivemos que voltar (escrever isto deu uma saudade de “Lost” do nada) a algumas coisas que já foram comentadas, simplesmente porque certas músicas que amamos começaram a acontecer em espaços diferentes e isso importa. De quebra, a gente voltou a escutar uma banda que ama de paixão, e que ressurgiu no horizonte meio de repente! A gente explica melhor nos textos. Chega na playlist e, talvez ao mesmo tempo, dá aquela lida no que a gente tem a dizer sobre cada som.

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1 – Charli XCX – “Every Rule”
Em mais um single de “Crash”, seu novo álbum que saí nesta semana, a inglesa Charli XCX muda um pouco a ambientação. Após algumas faixas dançantes, “Every Rule” baixa o bpm e traz uma vibe synth pop supertriste e oitentista para transportar a gente para um sentimento de perda. Proposital ou não, Charli comenta que embora a música seja sobre um relacionamento muito forte, ela estava pronta antes da pandemia e é sobre um relacionamento que acabou nesse intervalo entre a feitura e o lançamento.

2 – Nuha Ruby Ra – “My Voice”
Vale dar uma boa sacada no trabalho desta artista inglesa. Manja art-punk? Então. E Nuha Ruby Ra coleciona elogios e indicações da imprensa, mas ainda parece que foi pouco ouvida por aí. Se você precisa de mais credenciais, saiba que o primeiro EP dela, “How to Move”, lançado no ano passado, tem produção de Erin Tonkin, que trabalhou em “Blackstar”, o último de David Bowie. Como você deve saber, além de som bom gostamos quando o artista escreve sobre si, e os textos de Nuha são muito bons e experimenta a ideia dela sobre “My Voice”, por exemplo: “Estou explorando o que posso fazer. Eu toco todos os instrumentos e construo uma arquitetura sonora surreal que fará você se mover de maneira diferente. Há uma rave na caverna dos morcegos”.

3 – Poppy Ajudha – “PLAYGOD”
Poppy Ajudha é uma jovem artista britânica de vozeirão e atitude. Ainda não tem um álbum lançado, mas é bom dedicar uma atenção a ela. Seu som tem um flerte com algo de jazz e soul que pode fazer você pensar em Amy Winehouse. Acrescente aí que Poppy não tem medo de se posicionar sobre assuntos complicados. “PLAYGOD” é uma música a favor de que a mulher tenha o direito de escolher abortar ou não e foi composta a partir da revolta de Poppy com a insistência dos homens em quererem ter a palavra final sobre o assunto. Em suas palavras, “essa música é um ato de resistência a quem tenta controlar o que não é seu para estar no controle”.wildchild

4 – Wildchild – “Manifestin”
Wildchild é um rapper americano de poucos discos que talvez você conheça pelo trabalho ao lado do Madllib no grupo Lootpack. Ou pela participação no clássico “Madvillainy”. Ou até pelo seu filho, Millie Brown, ator da série “Black-ish”. Fato é que ao lado do parceiro Madlib ele soltou um novo som em um estilo bem clássico. Na letra, uma reflexão sobre a violência policial nos Estados Unidos. Wildchild aborda a sensação de ser um suspeito 24h por dia e o medo real de poder ser baleado “acidentalmente” em uma abordagem, como mostra a história no vídeo da música.

5 – Muna – “Anything But Me”
Interessante, o trio norte-americano Muna era de uma grande gravadora nos seus dois primeiros álbuns e agora são de um selo independente, o Saddest Factory Records, que por acaso é fundado por uma certa Phoebe Bridgers, sabe? Nesse caminho inverso da tradicional história de uma banda, elas chegam arrepiando no single que anuncia o primeiro disco independente delas. Vale ir no vídeo da música no YouTube. A gente descobriu que elas têm um monte de fãs brasileiros.

6 – witSmusic e Smitty! – “Fall Off”
A gente sabe tão pouquinho desta dupla que é difícil escrever algo, mas até aqui descobrimos que o witSmusic é baterista, letrista e compositor. Já Smitty! é guitarrista, produtor e curte o brasileiro Arthur Verocai. Interessante é que formam uma dupla que não se apresenta como dupla. No Spotify, por exemplo, cada um usa seu próprio nome e boa. O que acontece mesmo é que o primeiro álbum deles, “Eat Your Food”, é bem interessante. Em geral, faixas curtas com boas conversas entre samples e material próprio. Sons que se apresentam como rap, mas jogam mais luz no instrumental do que na ideia.

7 – Wet Leg – “Chaise Longue”/8 – Rosalía – “La Fama” (com The Weeknd)
A gente acompanha single a single a preparação de dois grandes lançamentos deste ano: a estreia das inglesas da Wet Leg e o terceiro álbum da espanhola Rosalía, o primeiro após o sucesso “El Mal Querer”. Daí que é um barato ver as duas serem atrações de destaque no programa do Jimmy Fallon, um dos maiores late-shows dos EUA. A Rosalía, além de cantar, foi entrevistada pela primeira vez num desses programas da TV americana, o que acaba por ser um surpresa, né? Como assim até agora ela não tinha colado em um late-show? Que demora.

9 – Fontaines D.C. – “One”
Um dias destes a gente escreveu por aqui meio de brincadeira e meio a sério que o Fontaines repetia alguns passos do U2. Foi quando a banda soltou uma música, “I Love You”, nas palavras deles mesmo sua primeira canção que é explicitamente politizada. Ironia ou não, eles agora chegam com um cover de Bono e cia. A poderosa “One” ganhou um ar mais pesado e lento na mão dos jovens irlandeses.

10 – Libertines – “The Boy Looked at Johnny”
A notícia de que o Libertines vai substituir o Jane’s Addiction no Lollapalooza fez a gente se empolgar aqui revisitando alguns discos da banda, especialmente aqueles dois primeiros. Uau. Poderíamos colocar aqui “Tell the King” ou “The Boy Looked at Johnny”… Se nunca escutou, (vai saber, 2002, né?) escute!

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* A imagem que ilustra este post é da cantora inglesa Charli XCX.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Top 10 Gringo – A suíça Priya Ragu pede seu espaço e vai ao topo. Nilüfer Yanya vai morar no nosso ranking em 2022. E o grande Stromae completa o nosso pódio diverso

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* Nesta semana temos alguns artistas que são figurinhas sempre presentes por aqui (além das novidades, lógico). Os gringos estão bombando na new music, caramba. Superálbuns lançados, singles fortes, comebacks inesperados. Nem vamos adiantar muito porque desta vez alguns comentários perigaram virar textos. Vamos a eles? Sempre lembrando que o que pega aqui é a nossa playlist, quentíssima.

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1 – Priya Ragu – “Illuminous”
A gente já contou um pouquinho por aqui a história da Priya Ragu. Vale resumir: da Suíça e filha de pais de um casal do Sri Lanka, ela começou a carreira um tanto quanto tardiamente para os padrões, aos 30 anos. Seu disco do ano passado, “damnshestamil”, é um arraso, teve bom alcance, mas merecia bem mais. Quem sabe esta é a hora com este poderoso single. “Illuminous” fala justamente sobre encontrar aquilo que te faz se sentir parte do mundo, a luz que você é capaz de irradiar. Priya conta que encontrou a sua e essa canção vem justamente para motivar todos a fazer o mesmo.

2 – Nilüfer Yanya – “chase me”
A gente escreveu e escreveu e escreveu sobre a expectativa por “Painless”, novo álbum da inglesa Nilüfer Yanya. E, agora que saiu, é só curtição. Se semana passada a gente ficou de cara com “the dealer”, que segue sendo nossa predileta da hora, agora vamos com “chase me” e sua combinação irresistível de batida eletrônica superdistorcida com uma guitarra limpa supernoventista. Música super.

3 – Stromae – “L’enfer”
Sem lançar nada desde 2013 em termos de álbum, a última vez (e talvez a primeira, não temos certeza) que a gente falou do belga Stromae foi em 2015. Daí nossa surpresa em ver que ele voltou à cena com um disco que anda colecionando resenhas elogiosas. “Multitude”, nas palavras do “NME”, dispensa que você manje algo de francês para se emocionar com a música. Real. O papo é que “L’enfer” é uma descrição nada leve sobre lidar com questões de saúde mental que trazem um dor profunda difícil de entender. Se ainda não ligou o nome a pessoa, manja o hit “Alors on Danse”? É dele, pesquisa aí.

4 – Kojey Radical – “Together”
Kojey Radical é um jovem do hip-hop britânico que é um dos muitos casos de artistas que iam bombar em 2020 não fosse a pandemia, avaliou uma matéria do “Guardian” sobre ele. Se em 2020 não rolou, agora é a hora, avaliação nossa, no caso. Após alguns EPs, que já tinham um fôlego de rap, ele chega pesado em seu primeiro álbum, “Reason to Smile”. A produção é multifacetada, entre o R&B e o grime. Boas músicas, flows, arte da capa, refrões espertos, harmonias vocais, interlúdios. É a receita do bom álbum de rap, não?

5 – Wombo – “Below the House”
Esse trio do Kentucky é bem do esquisito. Ainda que seja basicamente guitarra, baixo e bateria, eles fazem uma festa que soa como se uma banda de jazz tentasse tocar punk rock ou pós-punk. Não dá para ser ruim isso. E o vocal é de uma doçura pop. Mistura interessante. Acabamos de descobrir eles por esse single, estamos dando uma sacada mais oficial no álbum mais recente deles, de 2020, e voltaremos com mais informações. É a típica banda que “ninguém” escutou ainda. E a levada Radiohead do Kentucky é uma pura coincidência.

6 – Florence and The Machine – “Heaven Is Here”
A gente comentou por aqui semana passada que “King”, primeiro single do novo álbum da Florence, tinha uma vibe crua nova e muito boa. Essa pegada continua a aparecer na curtíssima “Heaven Is Here”, que tem o jeitão de um interlúdio, talvez. Estamos ficando empolgados para esse próximo disco, Florence…

7 – Charli XCX – “Baby”
Mais um single da Charli para seu disco que sai logo mais. “CRASH”, o álbum, está previsto para o dia 18 deste mês. Em uma entrevista, Charli explicou que esse som é sua música mais sexy, em um papo sobre ter confiança e sentir bem na cama… ou, sendo mais fiel a letra da música, no chão, na cozinha…

8 – Kae Tempest – “No Prizes” (com Lianne La Havas)
No terceiro single de que adianta seu novo álbum, “The Line Is a Curve”, Kae Tempest, rapper e poeta da Inglaterra, chega a la Mano Brown, com a habilidade de reunir três personagens em histórias paralelas na mesma música. Em comum, a habilidade desses personagens em seguir em frente. Kae Tempest é f*da!

9 – Charlotte Adigéry & Bolis Pupul – “Making Sense Stop”
E mais uma vez por território belga, é deliciosa a produção do duo Charlotte Adigéry & Bolis Pupul e sua capacidade de produzir vários cenários em uma mesma música. E só ver o passeio que é “Making Sense Stop”, um aceno bonito a David Byrne. Também consta no cardápio da dupla bom humor, ironia, acidez, crítica e um gostoso inglês afrancesado. Não fogem de temas como racismo e apropriação cultural, pelo contrário. É aquela ideia, ainda que lutem contra, de que a pista de dança é sempre espaço de resistência – festa tem sempre algo de revolução. Se não tiver, é só entretenimento e consumo.

10 – Red Hot Chili Peppers – “Poster Child”
Agora que a presença do Frusciante novamente na guitarra não é mais tão novidade assim, pesou um pouco que esse segundo single do próximo álbum dos Chili Peppers parece ser meio qualquer nota, um filme repetido e coisa e tal. Tudo bem, algumas audições seguidas melhoraram seu status, mas acendeu um alerta aqui de que a chegada do Frusciante não sacudiu tanto as estruturas da banda quanto poderíamos imaginar a partir da primeira mostra dada. Enfirm, esperemos.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora suíça Priya Ragu.
** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Charli XCX leva seus singles para dançar no “Saturday Night Live”. Disco novo da inglesa sai semana que vem

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* Sexta da semana que vem, dia 18, sai o aguardado disco novo da inglesa Charli XCX, que dizem vai nos guiar para o futuro do pop, aquelas coisas. A galera indie sabe disso. O mainstream já está sabendo aos poucos.

Então, como manobra de aquecimento dessa decantada “tomada de assalto ao pop” em forma de disco, Charli foi ao programa “Saturday Night Live” fazer na TV americana duas performances ao vivo de singles deste novo álbum, que vai se chamar “Crash”. Ela apresentou as faixas “Beg for You”, hit que no original tem a participação da incrível Rina Sawayama, e “Baby”, seu novo single, lançado semana passada.

Charli teve suas performances introduzidas no “SNL” pelo ator americano Oscar Isaac, da destruidora série “Cenas de um Casamento” e muitos filmes, que foi o condutor do programa nova-iorquino do último sábado.

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