Em charlotte gainsbourg:

Charlotte Gainsbourg cai nas mãos do Soulwax em linda remix para “Deadly Valentine”

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A delicada atriz e cantora Charlotte Gainsbourg, filha do Serge com a Jane Birkin, vai lançar na próxima sexta-feira seu primeiro disco de inéditas em nove anos.

“Rest” sucede o bom “IRM”, que saiu lá em 2009 com produção do grande Beck, e vai incluir participações especiais de nomes como um tal Sir Paul McCartney, Connan Mockasin, Owen Pallett e Guy-Manuel de Homem-Christo, um dos Daft Punk, que produziu e ajudou a escrever a faixa título.

O single trabalhado para o álbum é “Deadly Valentine”, que acaba de ganhar uma versão especialíssima do duo belga Soulwax. Os irmãos Dewaele, que sempre sabem o que estão fazendo, disseram que são fãs da Charlotte desde a adolescência e que serem convidados para remixar uma canção dela foi uma honra muito grande.

A versão belga para a faixa da franco-inglesa, nessa mistura cool, dura quase deliciosos 8 minutos e pode ser ouvida abaixo.

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This is hardcore. Quatro coisas importantes sobre o filme "Ninfomaníaca"

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* No spoiler intended! Quatro coisas importantes dentre as coisas importantes de “Ninfomaníaca”, seria um título mais feliz para este post, se eu tivesse espaço para colocá-lo.

Nymphomaniac chapter one still

Estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (em algumas telas de SP já amanhã) o belo “Ninfomaníaca”, polêêêêmico novo filme do grande diretor dinamarquês Lars von Trier.

“Ninfomaníaca” chega em sua primeira parte, o “Volume 1”, de quase duas horas. O “Volume 2”, conclusivo, desta vez de duração superior a duas horas, estreia em março. Ainda por cima, ambos os volumes aparecem nos cinemas cortados em muitas de suas cenas fortes, de sexo explícito.

A versão na íntegra, sem censura, do “Volume 1”, a chamada “hardcore director’s cut”, passará primeiro no festival de Berlim. O “Volume 2” nu e cru, talvez em maio, no festival de Cannes. Depois devem voltar ao cartaz nos cinemas do mundo, sem nenhum corte, hardcore total, talvez no segundo semestre, nos dois volumes. Talvez na versão integral.

Os poréns de duração e censura de “Ninfomaníaca” não acabou, espera. A versão total do filme, sem cortes, é de cinco horas e meia, uma hora mais longa que essas quatro e meia somadas que perfazem a versão “ok de se ver” de seus dois volumes, que vamos testemunhar inicialmente. O que nos leva a crer que o bruto do filme tem uma hora a mais de cenas de sexo pesadas.

Se você não esteve fora do planeta virtual nos últimos meses, percebeu que o novo Lars von Trier, esse “pornô inteligente”, teve uma das principais campanhas de um filme na internet. Muitas cenas e trailers e pôsteres diferentes estrategicamente divulgados aos poucos. Quase um disco do Daft Punk ou Arcade Fire, haha.

Se você não esteve fora de qualquer dos planetas, virtual ou real, nos últimos meses, sabe que “Ninfomaníaca” revela a história de Joe (a atriz e cantora Charlotte Gainsbourg na fase adulta e a linda Stacy Martin na fase jovem), viciada em sexo desde pequenininha. Desde criança mesmo, tipo uns 5, 6 anos de idade.
Joe/Charlotte aparece no começo deste Volume 1 desacordada e machucada, sangue e hematomas na cara, jogada num beco num dia frio e molhado de neve. É achada por um velho senhor, que lhe oferece um chá quente e depois passa a escutar sua história de como descobriu sua vagina aos 5 anos de idade até estar naquela posição desconfortável de “ser humano desprezível” (palavras dela) por causa da eroticidade desenfreada, APENAS porque, ela conta e o velho nós vamos acompanhando, quando jovem levou “oito estocadas”, 3 + 5, no dia em que perdeu a virgindade, fez campeonato de transa em um trem europeu com a amiguinha (foto acima) e chegou a transar com dez caras diariamente e separadamente, cada um com sua vez exclusiva.

O homem que acolhe e escuta a “doente por sexo” nem acha ela tão desprezível e doente assim. E faz relações de suas jornadas sexuais com matemática avançada, Bach, Edgar Allan Poe e os peixes no rio. Gênio. É o que tenta dizer a ela. Que não satisfeita solta mais e mais de suas desventuras eróticas.

A primeira parte de “Ninfomaníaca” estreou na noite de Natal na Dinamarca. O filme tem ainda em seu elenco nomes como Jamie Bell, Uma Thurman, Shia LaBeouf, Christian Slater e Willem Dafoe.

E, antes de você ver o filme, tem quatro coisas que eu queria dizer.

1. Não pense que vai encontrar em “Ninfomaníaca” aventuras sexuais como as do “grande” Johnny Sins, por exemplo. O novo do Lars von Trier é a mais tensa obra dessexuada, não-erótica, que um filme cheio de pintos, xanas e peitos, lambidas, chupadas, masturbações e penetrações pode mostrar.

2. Não pense que na cena inicial o projetor do cinema está com defeito. É daquele jeito mesmo.

3. Para quem já tinha sentido por um dos trailers, “Ninfomaníaca” bota em evidência de um modo mais chapante que uma mera trilha sonora uma música do grupo heavy metal alemão Rammstein, banda bem famosa de um tal de “groove metal” muito em evidência principalmente nos anos 90 e na virada para os 2000. O Rammstein está com força ativa até hoje, embora já sem tanta vontade para novas criações, parece.
O primeiro “choque” proposto por Lars von Trier em seu polêmico filme é uma cena com o ranger bem alto das guitarras de “Fuhre Mich”, música-bônus de um disco da banda de 2009. Rammenstein te acorda para “Ninfomaníaca”.

4. No “Volume 2”, dentre as músicas da trilha de “Ninfomaníaca”, aparecerá “Hey Joe”, de Jimi Hendrix, cantada pela Joe/Charlotte Gainsbourg, a ninfo. Tipo incrível.

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All my friends. Beck, Jarvis Cocker, Franz Ferdinand, os poetas e a Popload ontem em Londres

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* O Melhor do Twitter, você sabe, está gozando férias. No momento, ele se encontra vendo shows em Londres. Se mais uma vez ele vai faltar na Popload hoje, pelo menos fica mandando relatos legais de shows incríveis. Tipo este:

* No ano passado, Beck lançou um “disco” que não foi ouvido por ninguém. O “Song Reader”, na verdade um livro lindo de capa dura, vinha com 20 partituras prontas para serem executadas pelos fãs, da maneira como eles quisessem interpretá-las. No site do projeto você pode ouvir e ver versões ecléticas de músicos do mundo todo. Apesar da maioria das versões caírem para o folk, arranjos e outros instrumentos são “opcionais”, fazendo com que cada uma das versões nunca seja igual à outra.

No show realizado ontem, no Barbican, em Londres, a ideia era mais ou menos essa. Enviar uma partitura para cada banda/artista e deixar que eles criassem uma música em cima daquilo escrito pelo Beck, mas com arranjos e intervenções necessários. Assim como quem compra o livro-álbum, nenhuma banda convidada tinha ouvido ou tocado nenhuma daquelas músicas antes, e não puderam ter contato com o Beck, que só ouviu tudo ali no dia, durante as passagens de som. Foram três dias de ensaios e pronto. Convidados como Jarvis Cocker (!), Franz Ferdinand (!!), Charlotte Gainsbourg (!!!), Joan As Police Woman, Guillemots, Beth Orton, The Irrepressibles, Conor J. O’Brien, The Pictish Trail entre outros, e o próprio Beck, claro, se revezaram tocando o álbum na íntegra com o apoio de uma banda fixa de quinze músicos (!!!!) no palco.

Tirando duas músicas tocadas no começo do ano em um show na Califórnia, Beck nunca havia tocado as canções do “Song Reader” ao vivo. Ele se recusava a fazer isso, na verdade. Segundo ele, a ideia era que quem tivesse a partitura em mãos se apropriasse dela. Um dos métodos mais antigos de lançamentos de música de que se em notícia (era assim que as eram distribuídas antes da invenção da música gravada), ironicamente ele também reflete a geração de hoje: seria o “do it yourself” levado ao pé da letra. O show contou com quatro intervenções no estilo “spoken word” de escritores britânicos, entre eles o sensacional poeta-punk John Cooper Clarke. Luke Wright, jovem e sarcástico poeta inglês, conseguiu resumir todo o projeto nos 4 minutos do seu discurso. Aos berros, como se estivesse liderando uma passeata na Paulista, implorava para que o mote “punk” dessa (a sua e a dele) nova geração seja não o do “Faça você mesmo” e sim, “Faça seu próprio entretenimento”. “Não compre música, faça música”, berrava. Make Your Own Entertainment. Recado dado.

O show foi dividido em duas partes, com dez músicas e dois manifestos “spoken word” em cada bloco, mais um bis. Os quinze músicos da banda fixa ficaram no palco o tempo todo, enquanto os convidados célebres entravam um a um. Assim como no livro, cada música tinha uma capinha-pôster correspondente, que ficava exposta no telão. Jarvis Cocker era a atração mais esperada e fez uma das versões mais bonitas, cantando “Why Did You Make Me Care?”. Mal acostumado a não ter toda a atenção só para ele no palco, foi o primeiro a se dirigir e a se apresentar (como se precisasse) à plateia. A maioria dos artistas simplesmente entrava, tocava e saía. Mas, como um bom Jarvis, náo só se apresentou como pediu que todos gritassem pra ele. Básico. :-) Assim como no site, as versões pendiam para o folk-country, mas todos deixaram as músicas com cara de músicas próprias. As duas tocadas pelo Franz Ferdinand (“Saint Dude” e “Leave Your Razors by the Door”) pareciam mesmo músicas novas da banda, com cara de “hit-Franz”.

A mesma música “Saint Dude” foi também executada pelo Guillemots, justamente para mostrar como cada um via e entendia a missão que tinha recebido. Foram duas performances completamente diferentes. Performáticos e com uma versão megateatral e interativa para “We Wear Cloaks”, o idolatrado (aqui) grupo humorístico The Mighty Boosh acabou sendo um dos mais aplaudidos, ironicamente (vishe Jarvis!), “abrindo” para Beck.

“Vai ser difícil bater isso”, disse o dono da noite, entrando só depois do intervalo para três músicas seguidas, acompanhado de uma (muito) tímida Charlotte Gainsbourg – escolhida a dedo por ele – que de tão nervosa mal descruzou os braços. Para encerrar, o palco do Barbican, não se sabe como, conseguiu acomodar TODAS as bandas (mais a big band de fundo) ao mesmo tempo, para a música final e para o bis, cantando a versão-Beck para “Rough on Rats”. Emocionante e bizarro ao mesmo tempo, principalmente quando você vê um Mighty Boosh com chifres de diabo abraçando a Charlotte Gainsbourg, que conversava com o Jarvis enquanto ele combinava alguma coisa com o Alex Kapranos e…

Com tanta pompa e tanto milhares de libras em cima daquele palco, dá para entender por que foi uma apresentação única, mas bem que uma versão mais compacta do projeto, envolvendo alguns artistas locais, até, poderia se espalhar por outros países. Hein? Hein?

Alguns vídeos. Não estão lá naqueeeeela qualidade, mas…

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Uma noite em Paris: Beck fazendo Michael Jackson, Velvet Underground, Jonh Lennon e T-Rex

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* Sério!!!

Basicamente foi assim: Beck fez um show ontem no Cité de la Musique em Paris (primeiro show dele na cidade em mais de 5 anos) e mudou um pouco seu setlist convencional. Tocou “Billie Jean”, do Michael Jackson; “Sunday Morning”, do Velvet Underground” (com o Nicolas Godin, do AIR) e “Get It On”, do T-Rex.

Fora isso, recebeu no palco também a musa Charlotte Gainsbourg para juntos mandarem “Heaven Can Wait”, parceria deles de 2010.

Classe ou não o Beck? Nem dá para reclamar que ele não tocou “Loser”. Ou dá?

* Beck em Paris, setlist
The Golden Age
Lost Cause
Jack-Ass
O Maria
Dead Melodies
Everybody’s Got to Learn Sometime (The Korgis cover)
Don’t Act Like Your Heart Isn’t Hard
Pay No Mind (Snoozer)
Hollow Log
Rowboat
One Foot in the Grave
He’s a Mighty Good Leader
Love (John Lennon cover)

Bis 1
Modern Guilt
Asshole
It’s All in Your Mind
Sissyneck
Medley Billie Jean (Michael Jackson) & Get It On (T-Rex)

Bis 2
Sunday Morning (The Velvet Underground cover, com Nicolas Godin, do AIR)
Heaven’s Can Wait (com Charlotte Gainsbourg)
Gamma Ray