Em chet faker:

Popnotas – Chet Faker cool de bata no skate. Crowded House está de volta (e bem). O grande Anthony Bourdain vai ganhar filmão. O ótimo Cruella e sua trilha rock linda. O novo single e a nova dança do Jungle

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– O grande músico australiano dance cool Chet Faker, de voz marcante, que já dominou o assunto pop em uns tempos bons que não voltam mais e ainda mudou de nome no meio do caminho e voltou a ser Chet Faker, lançou um single novo, “Feel Good”. Que bom, Chet. O vídeo mostra ele se sentido bem dando rolê de skate depois de encontrar uma fitinha k7 num deserto, com uma roupa meio celestial, tipo bata. Mais ou menos isso. A música tem aquela ginga australiana de quem mora há um tempo em Nova York. Ou seja, boa. O vídeo é vibe demais e é bem complementado com efeitos de Stories. “Feel Good” é single do novo álbum do Chet Faker, “Hotel Surrender”, a sair em 16 de julho. Vamos prestigiá-lo sempore, claro. E nem é apenas porque ele dá nome ao meu gato, o Chet, ruivão tanto quanto.

– Ainda com ares australianos, o veterano grupo Crowded House, da mesma Melbourne do Chet Faker, mas atuante mesmo nos anos 80, lançou um álbum novo, veja bem. Chama “Dreamers Are Waiting”, foi feito no ano passado sob o “primeiro impacto” da pandemia (que até foi bem suave para os australianos) e é o primeiro registro em estúdio desde o último disco deles lançado, “Intriguer”, de 2010. Os caras são megafamosos mais na Austrália, e tals, nível “hall of fame” de lá, e andaram fazendo turnês cheiaças no território deles, o que chamou a atenção do Ocidente trancado em casa. Mas esse sétimo disco deles, “Dreamers Are Waiting”, pelo pouco que sapeamos por aqui, mostra ainda uma integridade roqueira, ora caindo para o indie, ora soando pop. Eles acabaram de anunciar, ainda, turnê por EUA e Europa em 2022. O Crowded House está oficialmente “back on track”, como eles dizem por lá.

– Em 16 de julho estreia nos cinemas americanos um documentário sobre o grande chef rock’n’roll Anthony Bourdain, que sempre levou a boa música para os seus pratos e vice-versa, autor programas de TV, docs de comida e livros, amigão de gente como Iggy Pop e Josh Homme, do Queens of the Stone Age. Sua morte por suicídio chocou o mundo exatamente há três anos, em junho de 2018. O documentário é produzido pela cineasta oscarizada Morgan Neville e traz imagens de arquivo de Bourdain atrás das cozinhas do mundo e depoimento de uma galera variada tanto da culinária quanto, por exemplo, Alison Mosshart, da banda The Kills. O filme sobre Bourdain tem o nome e som da trilha da extraordinária “Roadrunner”, música da tão extraordinária quanto banda protopunk Modern Lovers, dos anos 70, liderada pelo doidaço Jonathan Richman. É muita coisa boa junto, tá loko. O primeiro trailer de “Roadrunner”, filme sobre o saudoso Anthony Bourdain, foi divulgado sexta passada.

– Falando em cinema, vamos aproveitar para encaixar o fato de “Cruella”, filme da Disney que está em cartaz há uns dez dias, é a melhor coisa para ver nas telas de qualquer tamanho nos últimos meses. Se você tem coragem de ir aos vazios cinemas, é melhor ainda. “Cruella” vale tanto pela história, que se passa nos anos 70 em Londres e tem total um espírito punk, como pela trilha sonora, que vai de Clash, pois, a rockões na linha Stones (toca “She’s a Rainbow”, pensa), Animals, Zombies, Nancy Sinatra, Blondie, Queen, Deep Purple, Black Sabbath, J Geils Band, entre muitos outros desse naipe. Tudo explode no som de cinema, na hora certa. Impressionante. Lembrando que a música-tema, que embala a billieeilishiana (no filme) Emma Stone, é “Call Me Cruella”, da Florence and the Machine.

– A adorável banda inglesa dance Jungle lançou mais um single da mesma série que rende vídeos de balé moderno no prédio abandonado. Desta vez é para “Talk about It”, outra faixa do novo álbum, “Lovin in Stereo”, o terceiro do grupo, que vai sair em 13 de agosto. Essa “Talk about It”, como os singles anteriores, é bem bom, dentro do estilão Jungle de ser, o que garante que vem aí um belo disco, salvo engano. Bom, confere o single novo por você yourself..

– Mais um vídeo novo do Wolf Alice, grupo inglês que lançou seu disco novo bacana sexta passada, que por sua vez já veio junto com vídeo novo atrelado. Galera está trabalhando. Desta vez o single com imagens é para “The Beach”, faixa que abre “Blue Weekend”, o terceiro disco da banda.

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Top 10 Gringo: Buzzy Lee ousa ficar em primeiro, na semana do Black Country, New Road. A volta de Chet Faker ao lugar em que ele não deveria ter saído. E a… Hayley Williams!!!

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* Bom, parece que 2021 começou forte agora em fevereiro na gringa e os lançamentos grandes não param. A semana teve desconhecidos que surpreenderam, grandes nomes com seus erros e acertos e algumas expectativas lançadas em singles. Mais que isso é dar spoiler dos nossos textinhos. Mergulha neles junto com a playlist que melhor vai te atualizar sobre o clima deste 2021 lá fora.

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1 – Buzzy Lee – “Strange Town”
Buzzy Lee é a persona artística de Sasha Spielberg – sim, filha daquele famoso diretor de cinema lá. A bela “Strange Road”, música que vai de um clima melancólico até momentos divertidos – reforçado por um vídeo maravilhoso que deixa tudo mais leve -, é das melhores faixas de “Spoiled Love”, seu álbum de estreia após dois EPs. São nove faixas trabalhadas por Sasha em conjunto com um amiguinho dela de faculdade, o excelente produtor eletrônico chileno Nicolas Jarr. 34 minutos de um passeio musical pelos destroços de um relacionamento.
2 – Black Country, New Road – “Sunglasses”
Você, como nós, anda morando desde sexta passada no disco de estreia dos ingleses do Black Country, New Road? Pensa em um grupo que tem como grande hit até o momento um som de dez minutos. É o caso dessa banda de Londres de um som tão estranho quanto envolvente. O tal primeiro álbum, “For the First Time”, é daqueles que tiram o rock da zona de conforto e já divide opiniões pelo mundo com comentários que vão de “melhor do ano” a “a coisa mais tediosa que escutei em 2021”. Tire as próprias conclusões. A gente amou. E procure por eles ao vivo no YouTube. Sérião.
3 – Hayley Williams – “First Thing to Go”
Em seu segundo disco solo, que chegou de surpresa, a vocalista do Paramore faz provavelmente seu trabalho mais pessoal – do processo de gravação caseiro, com ela tocando tudo, até as letras. Dores do amor, de perdas e o duro encontro consigo mesma. Discão de emo-cionar.
4 – Chet Faker – “Get High”
Chet Faker firma sua ressurreição de nome, que ele abandonou lá em 2016, e talento com mais um single delicioso. Após, “Low”, o novo single é “Get High”, que chega com um pianinho classe, batida certeira, “gingado” funk australiano solar bem servido para a indefectível voz de Chet Faker brilhar até nos momentos de seu falsetinho famoso. Uma beleza. Welcome back, Chet.
5 – The Weather Station – “Robber”
The Weather Station é Tamara Lindeman, uma cantora canadense de folk de carreira sólida na estrada desde 2006. Seu quinto trabalho, “Ignorance”, é cinco estrelas pelo jornal inglês “The Guardian”, levou um 9 do sempre hypado site indie “Pitchfork” e é nosso mergulho mais recente, ainda em processo. É aquele disco que no começo da audição já nos impacta a querer recomeçara a ouvir sem ele ter sequer acabado. E a primeira impressão que deu por aqui é que nossos coleguinhas gringos estão com a razão.
6 – Cardi B – “Up”
Existe uma grande expectativa sobre o segundo álbum da Cardi B, rapper nada fácil do Bronx. “Invasion of Privacy”, sua estreia, vai completar três anos ainda sem um sucessor. “Up” pode ser o ensaio desse novo disco. Presente ou não no novo álbum de Cardi B, a faixa mostra que Cardi não perdeu nem um pouco do vigor característico. Ela ainda começa o vídeo da música enterrando 2020, em uma cena já histórica.
7 – Julien Baker – “Favor”
“Mas toda semana vocês destacam um single da Julien Baker?” Sim!!! E parece que será assim até que “Little Oblivions”, seu novo álbum, seja lançado. E a gente pode até reclamar que não gostou tanto desse single quanto dos outros, mas é só conversa. “Favor” é uma beleza e ainda conta as vozes das parças prediletas da Julien: Phoebe Bridgers e Lucy Dacus. Que trio!
8 – Arlo Parks – “Hurt”
Complicado mesmo foi decidir qual a nossa melhor música do reluzente álbum de estreia de inglesa Arlo Parks. “Collapse in Sunbeams” é maravilhoso e fez valer o hype. Sim, acredite nele. Uma vez com essa dúvida, vamos destacar “Hurt”. Bela na composição, no toque, nos timbres – que som de bateria é esse? – e na letra. Não dá para saber exatamente o que mais aflige o personagem da canção – depressão? vício? -, mas Arlo avisa: essa dor não dura para sempre.
9 – Madlib – “One For Quartabê/Right Now”
Arquiteto. Mago. Mestre. Produtor, DJ, rapper, Madlib é dos grandes. Seu novo álbum “Sound Ancestors” respeita essa história. É um disco de beatmaker com começo, meio e fim. A ideia veio do produtor Four Tet, que sugeriu a Madlib um disco onde seus beats fossem o centro de tudo, sem participações especiais. A voz do álbum é a voz que Madlib consegue colocar em suas construções sofisticadas. Nessa bela festa, um som é dedicado ao Quartabê, conjunto brasileiro formado por Maria Beraldo, Joana Queiroz, Chicão e Mariá Portugal. E nesta que vamos!
10 – Foo Fighters – “Medicine at Midnight”
Deve ser nosso amor pelo Foo Fighters que dificulta aceitar as baixas da banda. “Medicine at Midnight” não é o álbum dançante ensaiado em entrevistas e reproduz vários pontos da discografia da banda sem tanta inspiração. Se sempre foi um trunfo de Grohl e cia entregar canções memoráveis mesmo sem se arriscar tanto, aqui nesta bateu na trave. O som que leva o nome do álbum merece destaque por ser o momento em que realmente eles parecem navegar por águas roqueiras desconhecidas.

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* A imagem que ilustra este post é da cantora americana Buzzy Lee.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, mas sempre deixa todas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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Chet Faker, agora Chet Faker (!), lança a primeira de 2021: a groove-delícia “Get High”

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* Era uma vez um músico e produtor australiano que apareceu nessa linda intersecção da eletrônica cool com o indie que a gente gosta. O ano era 2011/2012. O cara chamava Chet Faker, obviamente uma zoeira adaptada do jazzista Chet Baker, mas que tinha lá seu sentido. Chet, o Faker, tinha uma voz deliciosa e cabia lindo em pistas de danças, dos clubinhos de rock às electropistas mais fervidas por seus remixes cabulosos. Por ser um ruivão boa pinta e fazer uma música à época extraordinária, Chet Faker deu até o nome do meu gato amarelo, o Chet. Enfim.

Tempos depois, no apogeu do seu talento combinado com a adoração midiática em torno de seu nome, Chet Faker resolveu mudar de nome artístico e optou por seguir com o de seu batismo, Nick Murphy. Não rolou. Chet Faker, como entidade sonora, meio que desapareceu, murchou, e Nick Murphy não decolou como Nick Murphy.

Chet Faker por Jelani Roberts 1

No ano passado, lá por outubro, em meio ao mundo em suspensão, Chet Faker voltou. E lançou um belo single de recomeço, “Low”, um pouco melancólica, mas que serviu de “aviso aos povos musicais”: he is back.

Hoje, Chet Faker, para alegria do meu gato, firma sua ressurreição de nome e talento lançando o segundo single desta nova-velha fase, a deliciosa “Get High”, pianinho classe, batida certeira, “gingado” funk australiano solar bem servido para a indefectível voz de Chet Faker brilhar até nos momentos de seu falsetinho famoso. Uma beleza. O groove soul cool (não fazer outros usos interpretativos da frase, pfv) de Chet Faker reluz novamente.

“Get High”, digamos a segunda música de Chet Faker em cinco anos e primeiro lançamento dele em 2021, vem com um vídeo artsy, segundo o informe com a ideia de transformar Chet Faker num pastiche de pinturas, cores e texturas.

“Às vezes, você só precisa de uma pausa. Me pego querendo fugir, só por um curto período, e a música meio que surgiu espontaneamente”, revelou Nick Murphy. Nick Murphy não. Chet Faker.

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* A foto de Chet Faker deste post é de autoria de Jelani Roberts.

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Em tom bastante pessoal, Nicky Murphy (também conhecido como Chet Faker) solta seu primeiro disco em cinco anos

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Muita coisa aconteceu desde que Chet Faker abalou o mundo indie com sua música intensa e sua, hummm, pinta de galã, lá em 2014, quando ele foi uma das grandes revelações daquele ano com seu disco de estreia “Built On Glass”.

Cinco anos depois e com apenas um EP no meio, lançado em 2017, Chet resolveu adotar seu nome pessoal Nicky Murphy também como seu apelo artístico e solta nesta sexta seu segundo álbum, “Run Fast Sleep Naked”.

Diz o Nicky que este novo projeto é fruto de muitas reflexões e conhecimento interior, o que torna o trabalho ainda mais confessional. Com o novo álbum, Murphy viajará pelo mundo, começando sua turnê pela Austrália, seguindo para a América do Norte e depois a Europa no segundo semestre.

“Run Fast Sleep Naked” já está disponível nas principais plataformas de streaming.

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Antes Chet Faker, Nicky Murphy solta “Dangerous”, mais um cartão de visitas do novo disco que será lançado na próxima sexta-feira

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Depois de uma busca por um conhecimento interior maior e muita reflexão, o gênio Chet Faker resolveu adotar seu real name Nick Murphy para seus próximos passos na carreira. E esse momento de busca por novos caminhos estarão refletidos em “Run Fast Sleep Naked”, próximo disco dele que será lançado na próxima sexta.

Nick tem soltado pílulas deste novo trabalho, o segundo disco cheio do australiano, que arrebatou o mundo indie em 2014 quando lançou seu estrondo de estreia “Built on Glass”. De lá para cá, apenas um EP, “Missing Link”, foi lançado em 2017.

A amostra mais recente de Murphy é o novo single “Dangerous”, considerada por muitos até agora uma das músicas mais intimistas e contemplativas de sua carreira. Junto com o disco dia 26 agora, o cantor e compositor vai começar uma turnê mundial pela Austrália, seguindo para a América do Norte e depois a Europa no segundo semestre.

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