Em chet faker:

Falar é de graça. Devastadora session de Chet Faker para rádio californiana

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* Coisa de uma semana atrás o programaço “Morning Becomes Ecletic”, que passeia nas manhãs pelas ondas do rádio na California, gravou uma sessão sonora com o incrível músico australiano Chet Faker. No programa, da emissora indie cool KCRW, Faker tocou, entre outras, a maravilhosa “1998” e o hit “Talk Is Cheap”, tudo de seu álbum de estreia, “Built on Glass”, lançado recentemente.

O vídeo da primeira foi liberado na semana passada. O de “Talk Is Cheap” acabou de ser. No site da KCRW dá para ouvir o programa todo por streaming, com entrevista e tudo.

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I like the way you work it. Chet Faker ao vivo no Brooklyn

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Semana passada, mais precisamente no sábado à noite, fui novamente ver o músico australiano Chet Faker girar botões precisos e impor sua voz amargurada de cantor de soul em Nova York. A apresentação de Faker foi no Music Hall of Williamsburg, no Brooklyn.
O produtor de Melbourne segue mostrando em duas mesas e um teclado o seu recém-lançado primeiro disco, o lindo “Built on Glass”, mais algumas músicas de seu EP anterior, entre elas a cover de “No Diggity” (Blackstreet), do ano passado, que deu visibilidade a Chet Faker.

Diferentemente do show improvisado em “gaiola” no club Output, na mesma semana, não havia bateria no palco e ninguém subiu para constituir uma banda de suporte a Chet Faker. Era ele e ele.

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Você sabe quando o cara tem o público na mão quando uma casa lotada faz silêncio total nos momentos introspectivos e quase sem som de algumas passagens das músicas do produtor australiano. Os gritinhos de galera só se ouviam quando a poderosa e sentimental voz de Chet Faker preenchiam esses vazios sonoros.

Diferentemente do show passado, esse deu para fazer uns registros rápidos em vídeo.

* A Popload esteve em Nova York a convite da marca italiana de óculos Ray-Ban

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Nova York: a fila errada, o show certo. Talvez…

Popload em Nova York. Ontem comprei ingresso para ver o Howler, entrei desavisado na fila do Wailers e acabei dentro do show do Chet Faker.

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A saga da terça-feira besta em Nova York foi isso mesmo, uma saga. Primeiro porque tratou de esfriar à noite quando eu estava só de camiseta, porque o dia foi quente. Depois porque acabei comprando vinil demais (mais do que eu pretendia) na Rough Trade do Brooklyn e tive que ficar carregando sacola para lá e para cá.

Aproveitei e comprei o ingresso para o Howler, que tocaria na loja mais tarde. Daí de um pulo um quarteirão de onde estava para tentar achar um ingresso para a esgotada apresentação do australiano Chet Faker. Era uma apresentação tipo extra, bônus, porque o show dele mesmo aqui em Nova York será no Music Hall of Williamsburg. Também, claro, está esgotado. Mas ontem ele tocaria num bar pequeno chamado Output, que eu não conhecia.

Tanto eu não conhecia como no caminho eu vi uma fila gigante de galera e pensei: deve ser para o Chet Faker. E dei um tempo ao lado, para ver se sobrava um ingresso. Eu estava no lugar errado. Ali, era a fila para o concerto da histórica banda jamaicana Wailers no Brooklyn Bowl. Percebi a confusão quando virei a esquina, haha. Mas foi olhar para o outro lado da rua e ver a “fila certa”. Galera entrando para o Chet Faker no bar.

Um Cristo apareceu para me vender um ingresso que sobrou por 20 doletas, antes que eu congelasse. Fair enough.

O Output é um bar pequeno que tem o booth de DJ de um lado nobre e um palco-gaiola espremido no canto oposto. O Chet Faker foi ali. Girando botões, dançando fora do ritmo de sua própria música e às vezes (em algumas canções) utilizando um baterista e um baixista para dar peso a seu som, o show algo improvisado de Chet Faker foi espetacular, visto grudado na grade da “gaiola”, na escada, no andar de cima, na frente do palco ou encostado no balcão do bar. O bonitão Chet, com seu visual Father John Misty, sente seu soul eletronizado como um mantra e é difícil não se contagiar. Que o diga o monte de mulheres que tomavam a linha de frente do público, que cantava tudo.

O Chet Faker “mais show” eu devo ver no sábado, no Music Hall. Daí falo mais.

O clube tinha uma política dura contra vídeos e fotos dentro da casa. Então, o que deu para captar do clima da apresentação do Chet Faker, está aí embaixo, em áudio.

Consegui ainda, depois, pegar boa parte do show do Howler na Rough Trade. Embora o segundo disco não seja nem sombra da energia indie-punk do primeiro disco dessa banda que parece britânica, mas são de Minneapolis. Os rapazes continuam afiados.

Como você vê, não paguei 100 mil dólares para ver a Lykke Li no museu nem fui na Lady Gaga no Madison Square Garden. Mas senti um pouco não ter ido ver o Royal Blood no Mercure Lounge, em Manhattan. Até o Jimmy Page foi!!!!

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* A POPLOAD está em Nova York a convite da Ray-Ban, poderosa marca de óculos italiana, que arrebanhou uns jornalistas do mundo todo para lançar, aqui em Nova York, sua nova coleção, dentro de um projeto chamado District 1937 e com ligação às artes plásticas. A garota-propaganda do lançamento é a “garota” Debbie Harry, 68 anos, da icônica banda Blondie, que nos áureos tempos do punk e new wave já fazia propaganda de graça para a Ray-Ban, imagino, dada às milhões de fotos dela como pin up de óculos escuros. O Blondie, banda da história local, tocará nesse evento da Ray-Ban, que também servirá para a banda comemorar seus 40 anos de estrada. Outro grupo que se apresentará nesse lançamento é o MR MS, duo indie pop também de Nova York que diferentemente do Blondie não tem nem 40 MESES de estrada.

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Popload em Nova York: Blondie, Chet Faker e um par de óculos escuros

Popload em Nova York. Starting spreading the news.

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Hoje tem Lady Gaga aqui no Madison Square Garden. Não, né? Ou sim?
Acho que, na verdade, vou ver a molecada do Howler, na loja de discos Rough Trade, se os planos não mudarem. Tem Howler e Hozier hoje em Manhattan, veja você. Esse Hozier é um artista novo irlandês de soul/blues que a “Time Out” nova-iorquina diz que as coisas estão acontecendo tão rápidas para ele que, quem não correr atrás dos ingressos para o show desta noite, viverá o risco de se arrepender no futuro por não ter estado lá, no começo. Eu, hein…

O distinto Owen Pallett é uma possibilidade para hoje. O talentoso Son Lux, amigo da Lorde e que opera numa inimaginável linha entre o pós-rock e o hip hop underground, também. Esse duo britânico de garagem Royal Blood, que foi falaaaaado no último South by Southwest e que os caras do Arctic Monkeys foram vistos usando a camiseta dele, talvez valesse a passada. A bela cantora Angel Olsen, do vocal de múltiplos alcances certamente valeria só para, no mínimo, ouvi-la cantando “Forgiven/Forgotten”.

Mas, vou dizer, as melhores atrações dessa tal terça-feira besta em Nova York nem estão listadas acima. Uma delas eu conto abaixo. A outra, no próximo post.

1. Chet Faker no Brooklyn: Darling da música eletrônica-indie-soul que tem canções tocadas várias vezes em festas cool no Bar Secreto paulistano, o produtor e performer australiano faz performance hoje em NYC de seu disco de estreia, “Build on Glass”, mais uns outros singles famosos tipo “No Diggity”. Ele se apresenta hoje no Output, no Brooklyn. Ingressos obviamente sold out.

Chet Faker toca de novo no Brooklyn, mas no Music Hall of Williamsburg, no próximo sábado. Neste aparentemente estou dentro, embora as entradas também já eram há muito tempo. Mas, como hoje vou estar perto do local, vai saber se de repente, na hora, sobra o ingresso de alguém na porta e…

* A POPLOAD está em Nova York a convite da Ray-Ban, poderosa marca de óculos italiana, que arrebanhou uns jornalistas do mundo todo para lançar, aqui em Nova York, sua nova coleção, dentro de um projeto chamado District 1937 e com ligação às artes plásticas. A garota-propaganda do lançamento é a “garota” Debbie Harry, 68 anos, da icônica banda Blondie, que nos áureos tempos do punk e new wave já fazia propaganda de graça para a Ray-Ban, imagino, dada às milhões de fotos dela como pin up de óculos escuros. O Blondie, banda da história local, tocará nesse evento da Ray-Ban, que também servirá para a banda comemorar seus 40 anos de estrada. Outro grupo que se apresentará nesse lançamento é o MR MS, duo indie pop também de Nova York que diferentemente do Blondie não tem nem 40 MESES de estrada.

Agora muso pop, Chet Faker arrancou suspiros filosóficos ontem, em Londres

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Já na categoria um pouco incômoda de “muso”, o produtor e DJ cool australiano Chet Faker arregimenta menininhas para a fila da frente de seus shows FORA da Austrália. Tipo o de ontem em Londres, no Koko abarrotado, em Camden Town, parte da turnê que o barbudo lenhador, eletrônico com vocal de soul, faz pelo Reino Unido, para divulgar o recém-lançado e belíssimo “Built on Glass”, o primeiro álbum de sua lavra, como diz um amigo meu.

Chet Faker, residente na absurda Melbourne e sério concorrente à “nova estrela da música pop”, é considerado um filósofo indie apesar dos poucos 24 anos de idade. Ele diz que usa as letras de suas músicas, narradas com uma absurda voz que ao mesmo tempo acalenta e perturba, para fazer análise, discutir a vida, essas coisas.

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“Brilhante” foi a palavra que eu mais vi na repercussão das redes para o show de ontem. Isso porque alguns olhos da Popload disseram em apresentações de Faker recentes, incluindo a de Londres nesta noite, que o show é paradão, contemplativo. Um cara atrás de duas mesas. Com uns picos absurdos de envolvimento da plateia com o músico e vice-versa. O famoso show com climão.

Do concerto de ontem, achamos “No Diggity”, que não está no disco. Talvez a música mais famosa de Chet Faker, que nem é dele, mas sim de um grupo de R&B americano dos 90, o Blackstreet. A cover apareceu, APENAS, num comercial de cerveja no Super Bowl do ano passado e praticamente lançou os ouvidos todos para Chet Faker. Ontem, ela veio assim:

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