Em chuck:

CENA – O desodorante teen, a camisa de flanela. Chuck lança vídeo lindo para música que homenageia o Nirvana. Veja

1 - cenatopo19

* Chega a ser emocionante música e vídeo da música “Tem Cheiro de Espírito de Adolescente”, faixa do recém-lançado disco do Chuck Hipolitho, “Mais ou Menos Bem”, primeiro álbum do músico e produtor que passou longo tempo circulando por bandas (Forgotten Boys e Vespas Mandarinas) ou trabalhando nos bastidores para bandas, mas finalmente se lança agora com seu nome. Você vê aqui embaixo, na Popload, com exclusividade.

Captura de Tela 2020-12-01 às 7.43.57 AM

“Tem Cheiro de Espírito de Adolescente”, como o nome escancara de saída, paga um tributo louco ao Nirvana e sua principal canção, a espetacular “Smells Like Teen Spirit”. A razoavelmente curta passagem do grupo de Kurt Cobain por este planeta deixou marcas profundas na geração de caras como Chuck e uma música como essa “Tem Cheiro de Espírito de Adolescente” é de certa forma um expurgo necessário, um agradecimento ao passado, que vem mais do coração do que da mente. Talvez por isso emocione.

A música de Chuck mexe com Nirvana no título e na citação na letra de um cheiro de desodorante a ser sentido e esquecido. Teen Spirit foi um desodorante americano para garotas que foi lançado em 1991 por uma marca de cosmético independente e acabou dando nome ao maior hit do Nirvana. Obviamente, teve suas vendas tão impulsionadas pela explosão mundial da canção e vídeo do grupo grunge que a empresa indie acabou sendo comprada pela “major” Colgate. A história toda é maravilhosa, tanto quanto a música.

A canção em si, “Tem Cheiro de Espírito de Adolescente”, de Chuck, tem sua própria história, além de carregar essas fortes referências do hino dos anos 90. A música foi feita por Chuck e amigos sob encomenda para a banda punk paulistana Deb & The Mentals, da explosiva por-si-só Deborah Babilônia, que também ajudou a construir a composição.

Não nasceu para ser uma “homenagem ao Nirvana”, originalmente, porque nem é uma cover e tal. Mas a partir da menção ao cheiro de desodorante que surgiu em sua letra inicial foi tomando essa cara. Inevitavelmente, “Tem Cheiro de Espírito de Adolescente”, que abre o álbum “Mais ou Menos Bem”, de Chuck, tem participação de Deborah Babilônia nos vocais, ali no refrão do desodorante.

O vídeo é uma maravilha de tão simples. Retrata um desses rolês-celebração de amigos felizes por estarem juntos em lugar nenhum, sem estarem fazendo nada de muito especial. Ou, para eles, especialíssimo. As cenas são de um grupo de meninas e meninos, por São Paulo, andando de carro, de metrô, de skate num half-pipe, ouvindo música num fone de ouvido compartilhado.

Os gorros da galera e a camisa de flanela usada por uma das meninas da turma acabam remetendo também ao Nirvana e o espírito grunge daquele começo dos anos 90.

É tudo lindo em “Tem Cheiro de Espírito de Adolescente”, de Chuck. Música e vídeo.

* “Mais ou Menos Bem”, o álbum, que saiu na semana passada, é cheio de releituras ou homenagens à memória afetiva de Chuck, de alguma forma, que de um jeito especial acaba refletindo sua já longa carreira na música, seja em banda, produzindo elas ou pautado pelo seu tempo de DJ da MTV.
É um exercício em português em cima de músicas gringas, mas com a cara roqueira de Chuck, já foi dito por aqui, quando nos empolgamos com outros dois singles do disco, antes de ele sair: a versão (com alguma licença no andamento) para “Más O Menos Bien”, da grande banda indie argentina El Mató a un Policía Motorizado, que ajudou a dar o maravilhoso título do disco nestes tempos de idas e vinda de pandemias e quarentenas; e “Tudo Está”, esta de “Everything Stays”, uma música da trilha do desenho “Hora de Aventura”, do Cartoon Network.

Em “Mais ou Menos Bem” tem a magnitude de se arriscar a fazer uma versão em português de “True Love Will Find You in the End”, do gênio perturbado Daniel Johnston, morto há pouco mais de um ano. Sob a releitura especialíssima de Chuck, ficou “O Amor Te Encontra no Final”.

>>

CENA – Chuck libera o hino da quarentena real e prepara primeiro álbum solo até com Daniel Johnston envolvido

1 - cenatopo19

* Bom, acho que temos um ganhador da melhor música de quarentena, ainda que a quarentena esteja mais ou menos. Porque a vida anda mais ou menos. Porque todo mundo, pelo menos a maioria, se encontra mais ou menos bem.

É a ótima “Mais ou Menos Bem” uma das duas músicas que Chuck Hipolitho está lançando, como pontapé inicial para o disco cheio que vai lançar finalmente com seu nome, em novembro.

O cara, que passou a vida atrelado a bandas fortes e grandes na cena independente como Forgotten Boys e Vespas Mandarinas, fora seu trabalho na MTV Brasil como produtor e até VJ, fora seus grupos paralelos, agora assume a bronca com a própria cara, para lançar um disco bem especial. De releituras musicais em boa parte dele. De exercitar o português em cima de músicas gringas. Tudo com a cara do Chuck. Cara-cara-cara. E tá na cara que será legal, até porque deste lado aqui a gente já ouviu o disco todo.

Chuck - crédito Rafael Kent 3

“Mais ou Menos Bem”, lançada agora, combina muito com nosso estado quarentenesco não só pelo nome do single lançado mas também por seu vídeo, com imagens de umas colagens na janela enfeitada do quarto onde gravou grande parte do álbum, passou boa parte da quarentena e via os dias passarem. O vídeo retrata essa passagem do tempo típico da Era Covid. “Mais ou Menos Bem” é ainda o nome do disco de Chuck, o que sai mês que vem.

A música é uma versão em português (com algumas licenças) de “Más O Menos Bien”, da conhecida e muito boa banda indie argentina El Mató a un Policía Motorizado, que já fez alguns shows no Brasil.

O mais engraçado é que Chuck não conhecia o grupo hermano, nunca nem tinha ouvido falar. Há alguns anos, foi apresentado a “Más O Menos Bien” e se encantou com a canção, que o serve agora como carro-chefe do ano passado. Através de um contato, disse Chuck em Popload Live da semana passada, descobriu o email de Santiago Barrionuevo, o compositor do hit do El Mató, e mandou uma mensagem, para mostrar o resultado, pedir autorização. Nunca teve resposta. Mas liberaram a música.

A outra música do disco lançada como single é “Tudo Está”, outra versão, desta vez de uma música da trilha do desenho “Hora de Aventura”, do Cartoon Network, desenho do qual é fã. Outro resultado que, por assim dizer, tem a cara do Chuck. No original, é “Everything Stays”.

Na live com a Popload, quinta passada, Chuck tocou a versão em português de “True Love Will Find You in the End”, do gênio Daniel Johnston, perturbado cantor e compositor americano morto em setembro do ano passado. O título da versão do Chuck ficou “O Amor Te Encontra no Final” e ficou linda também em português. Difícil essa música não ficar boa mesmo se fosse em russo ou chinês. Ela também vai estar no disco. Chuck pode ser visto a tocando no IGTV da @poploadmusic.

Mas, por enquanto, ficamos com “Mais ou Menos Bem” e “Tudo Está”, em som e vídeo, aqui embaixo.

***

Em “Mais ou Menos Bem”, Chuck cantou, tocou guitarra, baixo em algumas canções e programou as baterias do repertório inteiro. O baixo e teclados de “Tudo Está”, assim como de algumas outras músicas do álbum, foram gravados por Guilherme Almeida, baixista da Pitty e parceiro de longa data em vários outros projetos. Depois de tudo gravado o material foi finalizado no Estúdio Tambor (RJ).

A capa do disco cheio é esta aqui embaixo:

Chuck - Mais Ou Menos Bem (single)

***

* As fotos do Chuck deste post e da home da Popload são de Rafael Kent.

>>

Popload Live: hoje, 17h, no Stories da @poploadmusic, conversa e música com o multiinstrumentista e multibandas Chuck Hipolitho

>>

* A Popload Live recebe hoje, logo mais às 17h, um dos grandes pedreiros da cena roqueira independente brasileira. A conversa desta tarde no @poploadmusic, com música, é com o multiinstrumentista Chuck Hipolitho.

Chuck é figuraça com anos e anos de serviços prestados ao indie nacional, seja como guitarrista e vocalista dos Forgotten Boys, o mesmo no Vespas Mandarinas, com projetos paralelos incontáveis, entre eles uma atuação na Banda Popload, no Popload Festival 2018, e ainda alguns anos de trabalho como VJ, produtor e diretor de programas na MTV.

Agora, no meio de seu constante processo de composição, Chuck percebeu que tinha um discos nas mãos. E vai lançá-lo em novembro, sob seu nome, desde agora em outubro já mostrando singles. Amanhã já tem dois nas plataformas: “Mais Ou Menos Bem” e “Tudo Está”, na verdade duas releituras.

Bom, sobre tudo isso e com músicas na jogada, Chuck conversa em tela dividida daqui a pouco, na Popload Live. Às 5.
2 - PHOTO-2020-10-01-10-31-09

A live da Popload foi criada para proporcionar, em tempos de clausura (ou semiclausura), papo e performance com pessoas legais da nossa música. Inclusive… tocando música.

Já rolou por aqui conversa e som com Flavio FingerFingerrr, André Aldo, Eduardo Apeles, Vivian Kuczynski, Lucas Fresno, Rita Papisa Oliva, Ale Sater, do Terno Rei, Bianca e Rodrigo do Leela, Lucas da Glue Trip, Fefel do Boogarins, Duda Brack, Clarice Falcão, Gabriela Deptuski, do My Magical Glowing Lens, Jay Horsth, do Young Lights, Salma & Macloys, do Carne Doce, a trinca Naíra, Érica e Caro, do sexteto Mulamba, João Erbetta, do Los Pirata, o Popoto, da banda Raça, a Sara Não Tem Nome, o produtor paulistano CESRV, o internacional Sessa, o cheio-de-histórias-incríveis Supla, a multimídia Lia Paris, o rapper afrojaponês-andróide Yannick Hara, a guitarrista e cantora Brvnks, o professor Frank Jorge, o brit-paulistano Charly Coombes, Tim Bernardes de O Terno, Mario Bross, do Wry, a diva Ava Rocha, o produtor mashapeiro Raphael Bertazzi, com o engenheiro de som e beatmaker Master San, com o músico mineiro André MOONS, com o enigmático cantor Gevard DuLove, com o músico, agora escritor e eterno VJ Luiz Thunderbird, Tatá Aeroplano, com o Pata, do Holger, com o mineiro JP, Jair Naves, Zé Antônio (dos Pin Ups), com o graaaande Clemente, do Inocentes, com a Giovanna Moraes, com Marcelo Perdido, com o Chico Bernardes, com Mário Arruda, do Supervão, o electroindígena Nelson D, a Larissa Conforto (Àiyé), o Vovô Bebê, o Gustavo Bertoni, do Scalene, Julio The Baggios, o grande Chico César, o rapper Hiran, a multiartista Jup do Bairro, Eduardo Porto (do ATR), o pernambucano Tagore, a baiana Jadsa, o gaúcho Erick Endres, o lendário cantor Odair José, o músico Thiago Nassif, a cantora e guitarrista Fernanda Takai, o cantor baiano Giovani Cidreira, o rapper mineiro Flavio Renegado, o guitarrista Gabriel Thomaz (Autoramas), a cantora e taróloga Ella, o gateiro Pedro Pastoriz (Mustache & Os Apaches), o grande Samuel Rosa, do Skank, o piauiense Valciãn Calixto, o “cigano” Juliano Abramovay, Gabriel Serapicos (Compositor Fantasma), Vallada (Viratempo), o veterano Marco Polo (da histórica banda pernambucana Ave Sangria), o músico agitador Otto Dardenne, o rapper Xis, o saxofonista Anderson Quevedo, a cantora Anne Jezini, de Manaus, a cantora paraense Mai, o pernambucano Jáder, do Mulungu, o sergipano Bruno Del Rey, a mineira Luiza Brina, a gaúcha-baiana Alfamor, o músico Paulo Antonio (Otito), o gaúcho Gabrre, a baiana-alemã Nana e o “ambientalista” Leveze.

Tudo regado a som ao vivo, adaptado, rearranjado, diferente, tecnicamente perdoadíssimo.
Já teve DJ set, do ótimo Willian Mexicano, com a digníssima diva pop Pabllo Vittar participando animada. E a do Lúcio Morais, do Database. Do Trepanado, da Selvagem. Do Lúcio Caramori. Do Paulão, do Garagem. Do gaúcho hard-funk Fredi Chernobyl. Do Fetusborg, que virou uma residência mensal de hip hop. Da incrível dupla electroflorestal Xaxim. Dá ótima DJ Kysia, de Fortaleza.

Já teve conversa sobre a história da CENA brasileira com um dos personagens principais dela desde sempre, o agitador Fabrício Nobre. Já teve papo de jornalismo musical com Pedro Antunes, editor da “Rolling Stone”, também conhecido como o inventor do programa “Tem um Gato na Minha Vitrola”. Já conversamos com Bruno Natal, do podcast Resumido, Thiago Ney, da newsletter MargeM, dois instrumentos ~modernos~ vitais para entender o mundo hoje. Falamos também com Ronaldo Lemos, o maior especialista em internet no Brasil e ex-curador do Tim Festival. Com o jornalista-boleiro Mauro Beting, que tem uma série de serviços prestados à música. Com a jornalista, escritora, DJ e agitadora Claudia Assef. Com Alexandre Matias, o inventor do Trabalho Sujo. Com o conhecidíssimo Zeca Camargo. Com o importante produtor Marcelo Damaso, do festival Se Rasgum (Pará). Com o renomado jornalista Álvaro Pereira Júnior. Com o podcaster Vinícius Felix. Com o correspondente de cinema em Los Angeles Rodrigo Salem. Com o empresário indie Fernando Dotta. E com a produtora Monique Dardenne.

A ideia da live é que ela, diária ou quase, não necessariamente tenha um horário padrão para rolar, mas até que tem razoavelmente acontecido às 17h, 18h.
A gente avisa aqui e nas redes o horário certo do dia.

Então, hoje, às 6 da tarde, no Stories do @poploadmusic, conversa e música com Chuck Hipolitho.

E lembrando que as Lives passaram a ficar disponíveis no igtv da conta do Popload Music, para outras revisitações ou mesmo para ver pela primeira vez. Escolha sua opção, mas veja.

>>

CENA – Festival “true” promove a volta do Forgotten Boys, com um Chuck na bateria

cena

* Outra marca grande a ligar seu nome ao indie nacional, a empresa de bebidas-porrada Jägermeister bota neste sábado, em São Paulo, dez bandas para tocarem no topo da Galeria Ouro Fino, na rua Augusta. O evento faz parte do encerramento do projeto Invasão True Rock 2016 e promoverá a volta do veterano grupo independente paulistano Forgotten Boys, com Chuck (o da direita, na foto abaixo) na bateria, que confirmou disco novo de inéditas para 2017 (o último é de 2012).
A entrada será gratuita.

Captura de Tela 2016-11-22 às 5.54.38 PM

A programação, que vai das 15h às 23h30, está assim distribuída:

– 15h às 15:30 – Miami Tiger

– 15h50 às 16h20 – Travelling Wave

– 16h40 às 17h10 – Terminal

– 17h30 às 18h – Bike

– 18h20 às 18h50 – Lo-Fi

– 19h10 às 19h40 – Moxine

– 20h às 20h30 – Corona Kings

– 20h50 às 21h20 – Water Rats

– 21h40 às 22h10 – Deb and The Mentals

– 22h30 às 23h30 – Forgotten Boys

* A foto do Forgotten Boys que ilustra este post, a mesma da home da Popload, foi postada no final de outubro no Facebook da banda, sem legenda, e com Chuck de volta.

>>