Em cicero:

TOP 50 DA CENA – Calma, nada. O jeito é ser estranho. Negro Leo, Thiago Nassif, Jup do Bairro, Tuyo… Que cena legal e fora da curva a gente tem

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* Na nossa mutante CENA independente musical brasileira, nesta semana sai a calmaria e entra a esquisitice, a estranheza. Ou, vai, o experimentalismo.
E, óbvio, isso vem da cena carioca. Ou dos agregados ao Rio de Janeiro musical. Que momento!
E essa representatividade toda de Negro Leo e Thiago Nassif, no caso, quando junta variações incríveis e diferentes entre si como Jup do Bairro, Gustavo Bertoni, Tuyo, Nevilton, Francisco, entre outros, dá um preciso recorte do que pode esta CENA.
Faz todo o sentido ler sobre isso abaixo. Mas faz mais ainda ESCUTAR tudo isso, na nossa playlist. Porque, não cansamos de repetir, no fim, este “ranking” é só e somente só sobre essa playlist.

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1 – Negro Leo – “Tudo Foi Feito pra Gente Lacrar” (Estreia)
Destacar uma música do novo álbum do Negro Leo é só uma formalidade para avisar: ouça este disco todo. Uma obra experimental que versa sobre o lacre, uma espécie de praga dos nossos tempos com enormes consequências políticas, sociais, sentimentais. Como essa forma de lidarmos com nós mesmos e com o mundo se conecta com as coisas mais zoadas que estão por aí? E achamos um barato que as músicas mais pop do disco são as instrumentais… Não que isso signifique algo – ou será que significa? Essa cena do Rio…
2 – Thiago Nassif – “Voz Única Foto Sem Calcinha” (Estreia)
Thiago Nassif é mais Rio de Janeiro na lista. Mais Negro Leo, que participa do disco, ao lado de nomes como Ana Frango Elétrico, Arto Lindsay, Vinicius Cantuária. Essa que escolhemos lembra os discos do Caetano com a banda Cê? Thiago parece pegar aquela vibe onde Caetano deixou. E aproveitamos e matamos a saudade da voz da Ana Frango em uma inédita. Essa cena do Rio…
3 – Jup do Bairro – Pelo Amor de Deize (3)
Aí vem a Jup e joga a CENA para o alto. Esta roqueira parceria de Jup do Bairro e Deize Tigrona, que descobrimos ser (também) uma grande roqueira, estremece. Além da pancada sonora, ela pega firme em mostrar a profunda amizade de Jup e Deize, que ultrapassa os momentos complicados, como o da depressão de Deize. Ou da propria Jup. Vai, levanta!
4 – Tuyo – “Sem Mentir” (Estreia)
Quem associa o Tuyo ao fofo folk neo pop brasileiro ou algo assim vai se surpreender com essa balada pop eletrônica apocalíptica. O velho mundo acabou, vida longa ao novo mundo.
5 – Francisco – “Vitória-Rege” (Estreia)
Produção pop e acertadíssima da young Vivian Kuczynski, aqui em um dos som mais legais do álbum do Francisco, um de seus melhores amigos. O refrão “Você me fodeu/ Mas se esqueceu/ Que eu queimei as rosas/ Que você nunca me deu” é bom demais e a quebra de expectativa que rola no final da música é coisa de quem sabe muito bem o que quer do próprio som. Demais.
6 – Nevilton – “Irradiar” (1)
Uma delicada canção sobre amor e sobre o agora. Nevilton pega os sentimentos da quarentena e lança essas sensações e mensagens em uma fineza de música. Esse sabe o melhor caminho de criar belezas com seis cordas.
7 – Gustavo Bertoni – “Sit Down, Let’s Talk” (2)
Doeu tirar do ranking a música anterior do scaleno Gustavo, a bela “Waves”, para botar outra mais bela ainda, essa que propõe dar uma sentadinha, respirar, para então conversar. Os tempos estão tão loucos que esse sussurrado pedido de auto-reflexão, acompanhado por um violão bem dedilhado e um sotaque (inglês) bonito vem bem a calhar.
8 – Wado – “Arcos” (Estreia)
Quais são suas lembranças da infância? O que muda nessas lembranças ao longo do tempo? Wado aborda essa questão das memórias e nossa relação com elas ao longo do tempo em uma faixa ao violão. Bonito demais. Esta aqui entra na nossa playlist massa na quinta-feira, quando a música sair às plataformas.
9 – Amen Jr. – “Ladeira Abaixo” (Estreia)
Para variar, puro suco de anos 80 esse single do sempre bom Amen Jr., quarteto de Brasília. Mais que anos 80: soa São Paulo vanguarda da época esse som. Embarque na nostalgia, às vezes do que nem viveu, que acho que é o caso do Amen Jr. Que idade eles têm?
10 – Vella – “Delírio Besta” (Estreia)
Interessante o novo projeto de Felipe Vellozo, ser indie onipresente por trabalhos no Bilhão, Século Apaixonado, Duda Beat, Mahmundi. E agora, enfim, só. Assumindo suas decisões, como diz. “Delírio Besta” tem a letra valorizada pelo arranjo delicado, mas cheio de pequenos detalhes. Ela é tão curtinha e boa que pede uma repetição. E a cada audição novos detalhes aparecem. Coisa de quem sabe fazer, hein.
11 – Jay Horsth – “Você” (Estreia)
12 – Karol Conka – “Tempos Insanos” (4)
13 – Jadsa – “Quietacalada” (5)
14 – Hiran – “Gosto de Quero Mais” (6)
15 – Vitreaux – “Meia Luz” (7)
16 – Giovanna Moraes – “Sai por Inteira” (13)
17 – Fresno – “Broken Dreams” (9)
18 – 1LUM3 – “Extremo” (10)
19 – The Baggios – “Quareterna Serigy” (11)
20 – ATR e Luedji Luna – “Batom” (12)
21 – JP – “Chorei Dendê” (8)
22 – Antiprisma – “Lunação” (14)
23 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (15)
24 – Tássia Reis – “Me Diga” (16)
25 – Supervão – “Depois do Fim do Mundo” (17)
26 – Rohmanelli – “Do Jeito Que o Mundo Está” (18)
27 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (19)
28 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Guerreiro da Floresta)” – (20)
29 – Duda Brack – “Contragolpe” (21)
30 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (22)
31 – Don L – “Kelefeeling” (25)
32 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (28)
33 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (30)
34 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (31)
35 – TARDA – “Breath” (33)
36 – ÀIYÉ – “Pulmão” (34)
37 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
38 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (37)
39 – Edgar – “Carro de Boy” (38)
40 – Douglas Germano – “Valhacouto” (39)
41 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (40)
42 – Kiko Dinucci – “Veneno” (41)
43 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (42)
44 – Jhony MC – F.A.B. (43)
45 – Cícero – “Às Luzes” (44)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (45)
47 – Djonga – “Procuro Alguém (46)
48 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (47)
49 – Vovô Bebê – “Êxodo” (48)
50 – Troá! – “Bicho” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o cantor e compositor maranho-carioca Negro Leo.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – O que está acontecendo? Outro índio entra em primeiro. Agora temos dois músicos indígenas, um compositor fantasma e um mascarado no topo. E a Karen Jonz

1 - cenatopo19

* Que coisa mais incrível é a CENA brasileira atual. Na semana passada, um rapper indígena saindo de uma tribo da periferia de São Paulo chapou o primeiro lugar do nosso ranking com um hip hop emocionante versado em tupi-guarani.
Nesta semana, um outro índio brasileiro com uma trajetória bem diferente pega para ele o topo deste Top 50, com um admirável som de base eletrônica em direção a uma redescoberta de sua origem. Ou do que fazer de bom com a musicalidade dela.
Quem me avisou desse disco peculiar de um tribal de Manaus que foi adotado por italianos, teve educação artística europeia e volta ao Brasil para trabalhar nos últimos anos suas ancestralidades sonoras foi ninguém menos que Iggor Cavalera, lá de Londres, que em áureos tempos de Sepultura já se envolveu com indígenas para fazer o melhor disco de sua famosa ex-banda.
Olha as voltas que esta CENA dá.
E, veja, a semana está especialmente incrível e temática por aqui, se jogarmos uma luz apenas nos dez primeiros deste ranking. Tem dois índios, tem compositor fantasma, tem cantor mascarado, tem um músico que de perdido só tem o nome, tem a estreia da Karen Jonz no nosso Top 10.
E, claro, tem ela, a razão de tudo. Uma linda playlist com as 50 músicas da semana escolhidas por nós, na humildade. E na diversidade.

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1 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (Estreia)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
2 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (1)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
3 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (Estreia)
O alter-ego do produtor musical Gabriel Serapicos revive as músicas de “um compositor que desapareceu deixando para trás incontáveis letras e partituras”. Tem poucos dias que ele lançou a ótima “Não Sabendo Que Era Impossível”. Vale reparar no trecho: “Você se convenceu das melhores intenções de um canibal”.
4 – ABC Love – “Flertes” (Re-estreia)
A deliciosa “Flertes” retorna a nossa parada por ser um dos destaques do EP “Back to Love”, lançado na semana passada. É a fase de Gevard du Love que agora quer recriar o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80, aqui com vocais emprestados de Gab Ferreira e Yma. Bom ter você de volta, Flertes.
5 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (Estreia)
Perdido e seu single “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” adiantam o primeiro lançamento de um tal de selo CENA. Será que é isso que você pensou? Leia mais a Popload, se estiver em dúvida. Por enquanto, olho nessa canção bem bonita com um vídeo “premonitório” idem. Na playlist, ela entra sexta-feira, quando será lançada.
6 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (Estreia)
O EP solo de Karen Jonz que sai na sexta-feira é uma mixtape e tanto. Quase dez minutos de músicas bem conectadas, escritas durante sua quarentena. Fiquemos com “O Grande Excesso”. Na playlist, entra sexta-feira, quando será lançada.
7 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (24)
Olha quem também voltou às dez mais, à luz do lançamento do álbum cheio. Uma das nossas favoritas, é a união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada, que vem a ser o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. E os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
8 – Don L – “Kelefeeling” (2)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
9 – Thunderbird – “A Obra” (3)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno ex-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
10 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (4)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
11 – Sessa – “Sereia Sentimental” (22)
12 – Mulungu – “No Ar” (5)
13 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (6)
14 – Jair Naves – “Irrompe” (7)
15 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (8)
16 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (9)
17 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (Estreia)
18 – TARDA – “Breath” (10)
19 – ÀIYÉ – “Pulmão” (11)
20 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (12)
21 – Vanguart – “Encontro Adiado” (13)
22 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (14)
23 – Wado – “Nina” (15)
24 – The Raulis – “Distante Desejo” (16)
25 – Lila – “Lunação” (17)
26 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (20)
27 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (23)
28 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (25)
29 – Carne Doce – “A Caçada” (26)
30 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (27)
31 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (29)
32 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (30)
33 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (31)
34 – Edgar – “Carro de Boy” (32)
35 – Douglas Germano – “Valhacouto” (33)
36 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (37)
37 – Kiko Dinucci – “Veneno” (38)
38 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (39)
39 – Duda Brack – “Pedalada” (40)
40 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (35)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (41)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico e produtor indígena Nelson D.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – E se o primeiro lugar desta semana fosse uma música chamada “Quarentena”? Mais: Tagore e Coruja BC1 voam alto nas paradas

1 - cenatopo19

* Uma música chamada “Quarentena” lidera o Top 50 na quarentena. Este dia ia chegar. O que mais podemos dizer?

Semana foi beeeeem movimentada. Muitos lançamentos de uma vez só e tentamos incluir tudo de bom a gente ouviu. Até ficou coisa de fora, inclusive umas inéditas que só nós ouvimos, porque só vão ser lançadas nos próximos dias e resolvemos não ser ansiosos e “forçar a entrada” já neste Top 50. Sim, jornalista de música tem lá seus privilégios, que merecemos, às vezes. Mas, como manda a quarentena, um dia de cada vez.

E, como manda a “Quarentena” do rapper Rincon Sapiência, é primeiro lugar.

Bem, outro problema, começa a ficar difícil tirar músicas da lista. Tem umas que queremos deixar o ano todo ali como se nada tivesse acontecido.

Bom, já sabem o resto, né? Playlist firmeza no Spotify e Deezer e os nossos espaços de comunicação todos abertos para suas sugestões. O que perdemos nesta semana? Avisa aí, por favor.

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1 – Rincon Sapiência – Quarentena (Estreia)
Rinco Sapiência é dos velhos adeptos do home-office. Não faria sentido a quarentena não ter um som dele. E ele fez justamente a música que leva o nome “Quarentena”. Bem ao seu modo, afiado, lotado de referências ao presente. Ouça várias vezes até captar tudo que ele joga aqui. É o mundo que em vivemos milimetricamente musicado. Ou rappeado. Para ser estudada nos livros de história. Perfeita.
2 – Tagore – Drama (Estreia)
A parceria da Tagore com o Boogarins deu jogo. A canção pega de cara de tão boa. Tem uma clima meio jovem guarda encontra a psicodelia. Carregada no som, mas a mensagem soa clara como música pop das mais limpinhas.
3 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (Estreia)
Coruja prevê um EP e um álbum neste ano de 2020. O EP sai nesta quarta-feira e um dos destaque é a romântica “Baby Girl”, que tem um beat daqueles, mas também tem um riff delicioso de guitarra. Romântica no clima, mas um tanto quanto reflexiva sobre aprender amar, entender o amor.
4 – CESRV – “Cry Baby” (1)
“Cry Baby” encontra um toque brasileiro em um sample que reconhecemos de uma música estrangeira que rolava nas rádios nos anos 80, tipo “flashback de FM”. É que o tal sample veio de um disco da banda carioca standard Cry Babies, um grupo que daria origem a Banda Black Rio e que regravou sons gringos em versões instrumentais em um disco de 1969. A música faz caminhos inusitados, não é? Quão rico é isso? Quão necessário são esses caminhos do CESRV?
5 – Douglas Germano – “Valhacouto” (2)
Aldir Blanc é das grandes perdas do ano. Relembramos o compositor versátil e afiado nesta letra incrível para um nome da CENA, que é Douglas Germano. “Valhacouto” é uma crônica sobre a violência nazista que acaba resvalando em cenas da atualidade. Passado e presente juntos em um alerta sobre o perigo que nos ronda. Prova de que Aldir seguia atento, forte e necessário.
6 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (3)
A parceria da Ava Rocha com a banda colombiana é daquelas combinações que ficam tão boas e naturais que deixam a gente desejando por horas aquele som. São só duas músicas lançadas, mas queremos mais e mais disso.
7 – Clarice Falcão – “Só + 6” (4)
Clarice lançou um belo vídeo para uma música que está lá no seu disco de 2019. Que visual esse vídeo tem. Encantou a gente e voltamos ao disco e à faixa. Uma belezinha de sua fase eletrônica.
8 – YMA – “No Aquário” (5)
Que bom ouvir um novo single da YMA. A letra parece prever os tempos de pandemia, sendo uma letra feita antes da atual situação. A voz, o andamento, a letra (do Lau, do Lau e Eu), a guitarrinha à lá Chris Isaac. Tudo em harmonia perfeita. E a música nem é de disco (achamos). Pertence a uma coletânea de site.
9 – Database – “Mandrake (Nesta onda)”
Quase 5 anos sem lançar nada, aos poucos o Database volta à rotina com a dupla reestabelecida de novo em São Paulo. “A ‘Mandrake’ surgiu como uma brincadeira após uma viagem para Portugal”, conta a banda, que foi atrás de fazer um som “das antigas” que estão chamando de “nu disco rap”, cantada em português. Galera da eletrônica sabe a importância, a música está entre as 100 mais vendidas do Beatport. Só vai.
10 – Mariana Degani – “Horda Mulheril”
Primeiro single do novo álbum, o segundo da carreira de Mariana Degan. Aqui ela fala sobre a conexão e a solidariedade entre as mulheres que vêm sendo construídas nos últimos anos. Nas palavras da cantora, o ambiente escuro em que se via no passado agora se apresenta como um ambiente de acolhimento, força e poder.
11 – CESRV – “Onda” (6)
12 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (7)
13 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (8)
14 – Vir GO – “Lunes” (9)
15 – Sessa – “Sereia Sentimental” (10)
16 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (11)
17 – Duda Brack – “Pedalada” (12)
18 – YMA – “Evaporar – Ao Vivo” (13)
19 – Carne Doce – “Saudade” (14)
20 – Francisco – “Traumas” (15)
21 – Aldo – “Restless Animal” (16)
22 – Obinrin Trio – “Medo” (17)
23 – Ozorio Trio – “Get Up” (18)
24 – Cícero – “Às Luzes” (19)
25 – Boogarins – “Inocência” (21)
26 – Djonga – “Procuro Alguém (22)
27 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (23)
28 – ÀIYÉ – “Isadora” (24)
29 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (25)
30 – Troá! – “Bicho” (26)
31 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (27)
32 – Apeles – “Deságua” (28)
33 – Papisa – “Homem Mulher” (29)
34 – Valciãn Calixto – “3R1K0N4”
35 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (32)
36 – Marietta – “Analógica” (34)
37 – Manaié – “Tira a Mão” (35)
38 – Rohmanelli – “Toneaí” (36)
39 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (41)
40 – Jhony MC – F.A.B. (42)
41 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (43)
42 – Vovô Bebê – “Êxodo” (44)
43 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (45)
44 – Edgar – “Carro de Boy” (46)
45 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (47)
46 – Victorino – “Roque” (48)
47 – Valuá – “Veneno” (49)
48 – Kiko Dinucci – “Veneno” (50)
49 – Leo Fazio – “Se Pá”
50 – Tatá Aeroplano – “Alucinações”

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper paulistano Rincon Sapiência.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – De novo, produtor CESRV pega o 1º lugar. Nem a gente acredita. Uma homenagem involuntária a Aldir Blanc e a ilustre presença de Ava Rocha são novidades

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* Como se não bastasse tudo o que já acontece, esta semaninha que passou foi triste para a música brasileira. Por isso falamos aqui, neste TOP 50 que você lê agora, sobre uma bela parceria do já saudoso Aldir Blanc (que andava tão ou mais jovem e forte do que muitos por aí, como podemos ver na música escolhida) com Douglas Germano, um raro e belo encontro de um grande nome da velha guarda com um atual da nossa CENA.

Também aproveitamos e contamos uma história com o produtor CESRV (primeiro colocado mais uma vez? como pode, hein?) sobre os caminhos tortos que percorrem música e memória. CESRV é um cara para ser olhado bem de perto. E ouvido mais de perto ainda.

Mais novidades? Temos a ótima nova música (e vídeo) nem tão nova de Clarice Falcão e a importante Ava Rocha em parceria com uma banda colombiana incrível.

E lembrando que nosso ranking é uma playlist lá no Spotify ou Deezer. Porque na real nossa missão não é dizer quem é melhor, não. É oferecer 50 sons legais toda semana para você ouvir.

Fica em casa, bb!

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1 – CESRV – “Cry Baby” (Estreia)
Falamos aqui semana passada sobre o ótimo EP onde CESRV revista música brasileira a seu modo. Mas ficamos com uma dúvida em “Cry Baby”. O sample que reconhecemos nela era de uma música estrangeira que rolava nas rádios nos anos 80, tipo “flashback de FM”. Onde estava a música brasileira ali, então? CESRV desvendou o mistério em nossas lives diárias: o sample veio de um disco da banda carioca standard Cry Babies, um grupo que daria origem a Banda Black Rio e que regravou sons gringos em versões instrumentais em um disco de 1969. A música faz caminhos inusitados, não é? Quão rico é isso? Quão necessário são esses caminhos do CESRV? Mais sobre este assunto na posição 6 deste ranking.
2 – Douglas Germano – “Valhacouto” (Estreia)
A semana que começou triste com a partida de Aldir Blanc fez a gente relembrar que o compositor versátil andava afiado. E, mais que isso, agora no ano passado fez uma letra incrível para um nome ativo da CENA, que é Douglas Germano. “Valhacouto” é uma crônica sobre a violência nazista que acaba resvalando em cenas da atualidade. Passado e presente juntos em um alerta sobre o perigo que ainda nos ronda. Prova de que Aldir seguia atento, forte e necessário.
3 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (Estreia)
A parceria da Ava Rocha com a banda colombiana é daquelas combinações que ficam tão boas e naturais que deixam a gente desejando por horas daquele som. São só duas músicas lançadas, mas queremos mais e mais disso.
4 – Clarice Falcão – “Só + 6” (Estreia)
Clarice lançou um belo vídeo para uma música que está lá no seu disco de 2019. Que visual esse vídeo tem. Encantou a gente e voltamos ao disco e a faixa. Uma belezinha de sua fase eletrônica.
5 – YMA – “No Aquário” (1)
Que bom ouvir um novo single da YMA. A letra parece prever os tempos de pandemia, sendo uma letra feita antes da atual situação. A voz, o andamento, a letra (do Lau, do Lau e Eu), a guitarrinha à lá Chris Isaac. Tudo em harmonia perfeita. E a música nem é de disco (achamos). Pertence a uma coletânea de site.
6 – CESRV – “Onda” (2)
Só quem é muito atento vai saber de onde CESRV encontrou os samples que reveste esta faixa de seu novo EP, dedicado a recriações e colagens de sons brasileiros em beats com influência de footwork. Entendeu? Se não, procure entender. Ou pelo menos ouvir esse EP “Bela Vista”, do CESRV.
7 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (3)
“Será que o mercado vai lavar suas mães invisíveis?” É com essa frase cortante que a mineira Sara Não Tem Nome abre seu novo single. Adivinha o tema? Ela vai no alvo, o tempo todo. Que música densa. Só quem esteve em 2020 vai entender.
8 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (4)
A faixa-título do novo álbum da banda aracajuana Taco De Golfe é o melhor exemplar de introdução para o belo disco que eles fizeram. Música instrumental capaz de impactar até quem não aprecia tanto o gênero. Diz muito sem nem ter voz.
9 – Vir GO – “Lunes” (Estreia)
Nova banda punk mezzo paulistana mezzo do mundo, formada por veteranos da CENA e liderada pela conhecida agitadora Madame Mim, ex-MTV e duzentas bandas. O gás, aqui, a partir desta “Lunes”, é juvenil. Punk, pois. Alerta: cantada em castelhano. E daí?
10 – Sessa – “Sereia Sentimental” (5)
Uma bela track nova de Sessa, beneficente e disponível apenas no Bandcamp dele. Portanto vai faltar, por enquanto, na nossa playlist. Bonita, quieta, jazzy e em forte contraste com os tempos atuais. Queremos morar no violão dessa introdução.
11 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada
12 – Duda Brack – “Pedalada” (7)
13 – YMA – “Evaporar – Ao Vivo” (8)
14 – Carne Doce – “Saudade” (9)
15 – Francisco – “Traumas” (10)
16 – Aldo – “Restless Animal” (11)
17 – Obinrin Trio – “Medo” (12)
18 – Ozorio Trio – “Get Up” (13)
19 – Cícero – “Às Luzes” (14)
20 – Jovem Dionísio – “Ponto de Exclamação” (15)
21 – Boogarins – “Inocência” (16)
22 – Djonga – “Procuro Alguém (17)
23 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (18)
24 – ÀIYÉ – “Isadora” (20)
25 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (21)
26 – Troá! – “Bicho” (22)
27 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (27)
28 – Apeles – “Deságua” (23)
29 – Papisa – “Homem Mulher” (24)
30 – Dance of Days – “Não Sou Mais o Mesmo (Mas Pelo Menos Não Sou Você)” (19)
31 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (28)
32 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (25)
33 – Francisco, El Hombre – “Juntos, Nunca Sós” (26)
34 – Marietta – “Analógica” (30)
35 – Manaié – “Tira a Mão” (31)
36 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
37 – Amen Jr. – “amoretempo” (33)
38 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (34)
39 – Bivolt – “110v” (36)
40 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (37)
41 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (43)
44 – Vovô Bebê – “Êxodo” (44)
45 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (45)
46 – Edgar – “Carro de Boy” (46)
47 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (47)
48 – Victorino – “Roque” (40)
49 – Valuá – “Veneno” (49)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora e compositora Clarice Falcão, em repeteco.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 da CENA – Yma brilha duas vezes, Cesrv volta em cima, Sara mostra seu nome, Sessa acalma tudo. Que lista!

1 - cenatopo19

* A necessária quarentena está chata. Mas nosso Top 50 segue top (hum…). Uma semana especial com novidades que foram todas direto para as primeiras posições do nosso ranking. Escolher a ordem final dele não foi fácil para nós e resultou em muitos áudios de Whatsapp para decidirmos.

A cantora YMA chega com tudo com novo single e agora faz companhia a Letrux no seleto rol de “Artistas Que Conseguiram Emplacar Duas Músicas nas Dez Melhores na Mesma Semana”. Vamos até repetir a arte ilustrada com ela, pelo nobre feito.

Ainda sacamos o novo trabalho do produtor CESRV (já primeiro colocado outra vez), entre outras novidades bem quentes.

O primeiro álbum da banda sergipana Taco de Golfe, a urgente “Agora”, novo single da mineira Sara Não Tem Nome, e a nova do internacional Sessa foram outros sons que arrancaram “wows” de nossas bocas.

Aliás, perdemos algo sobre lançamentos ou relançamentos ou revisitações? Avise. Queremos ouvir tudo que tiver de bom por aí.

Sempre lembrando que nosso ranking é uma playlist lá no Spotify ou Deezer. Porque na real nossa missão não é dizer quem é melhor, não. É oferecer 50 sons legais toda semana para você ouvir. =)

1 - top50_yma_feed

1 – YMA – “No Aquário” (Estreia)
Que bom ouvir um novo single da YMA. Semana passada já tínhamos recuperado um single ao vivo recente dela. Imagina nossa reação com uma novidade tão boa? A letra parece prever os tempos de pandemia, sendo uma letra feita antes da atual situação. A voz, o andamento, a letra (do Lau, do Lau e Eu), a guitarrinha à lá Chris Isaac. Tudo em harmonia perfeita. E a música nem é de disco (achamos). Pertence a uma coletânea de site.
2 – CESRV – “Onda” (Estreia)
Só quem é muito atento vai saber de onde CESRV encontrou os samples que revesta esta faixa de seu novo EP, dedicado a recriações e colagens de sons brasileiros em beats com influência de footwork. Entendeu? Se não, procure entender. Ou pelo menos ouvir esse EP “Bela Vista”, do CESRV.
3 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (Estreia)
“Será que o mercado vai lavar suas mães invisíveis?” É com essa frase cortante que a mineira Sara Não Tem Nome abre seu novo single. Adivinha o tema? Ela vai no alvo, o tempo todo. Que música densa. Só quem esteve em 2020 vai entender.
4 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (Estreia)
A faixa-título do novo álbum da banda aracajuana Taco De Golfe é o melhor exemplar de introdução para o belo disco que eles fizeram. Música instrumental capaz de impactar até quem não aprecia tanto o gênero. Diz muito sem nem ter voz.
5 – Sessa – “Sereia Sentimental” (Estreia)
Uma bela track nova de Sessa, beneficente e disponível apenas no Bandcamp dele. Portanto vai faltar, por enquanto, na nossa playlist. Bonita, quieta, jazzy e em forte contraste com os tempos atuais. Queremos morar no violão dessa introdução.
6 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada – “After do Fim do Mundo” (1)
A faixa fala por si só. Estamos no after de um mundo que acabou. Pior que isso. No after do after do after. A solução? Dançar. Mesmo que seja de um modo esquisito, combinando com este dance carioca contrastando com um rap de São Paulo. Clash de cenas com duas das mais evolutivas artistas destes tempos.
7 – Duda Brack – “Pedalada” (2)
Quer uma música para rir e chorar? A gaúcha Duda Brack encontra esse meio termo aqui em uma música que faz rir e se desesperar pela situação. É rock, mas não é. É indie paulistano dos anos 80, tipo Rumo, mas nada tão 2020 foi feito na CENA. Acompanha um vídeo-filme perturbador de tão… gostoso.
8 – YMA – “Evaporar – Ao Vivo” (3)
Não é exatamente a primeira vez que temos por aqui uma música gravada ao vivo, mas é a primeira que já existia em uma versão de disco. É YMA, uma artista “das nossas” que é exatamente assim: cresce demais ao vivo. Isso justifica estar aqui, assim, agora, ao vivo.
9 – Carne Doce – “Saudade” (4)
Uma música deliciosa que ilustra com som e letra um desencontro amoroso em uma DR. Ou seria um reencontro pós-término? A questão é que estamos viciados na faixa, que é uma típica Carne Doce: começa deliciosamente calma, mas uma hora a gente sabe que o andamento vai mudar, o som vai descambar em algo esquisito de bom, e tudo se acalma no final. “Saudade” é mais um dos indícios que a banda prepara seu melhor álbum.
10 – Francisco – “Traumas” (5)
Produção certeira da nossa querida Vivian Kuczynski, 16 anos. Ela já produz, e bem, aos 16 anos. O que você estava fazendo aos 16 anos? Mas o Francisco, amiguinho dela, ajuda aqui. Voz dez, som dez. Queremos ouvir mais do Francisco e dessas letras repletas de memórias, bem escritas, capazes de criar cenas na cabeça do ouvinte. Por enquanto fique com essa (esses) “Traumas”. Mas queremos ouvir mais, amiguinho.
11 – Aldo – “Restless Animal” (6)
12 – Obinrin Trio – “Medo” (7)
13 – Ozorio Trio – “Get Up” (8)
14 – Cícero – “Às Luzes” (9)
15 – Jovem Dionísio – “Ponto de Exclamação” (10)
16 – Boogarins – “Inocência” (11)
17 – Djonga – “Procuro Alguém (12)
18 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (13)
19 – Dance of Days – “Não Sou Mais o Mesmo (Mas Pelo Menos Não Sou Você)” (14)
20 – ÀIYÉ – “Isadora” (16)
21 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (17)
22 – Troá! – “Bicho” (20)
23 – Apeles – “Deságua” (18)
24 – Papisa – “Homem Mulher” (21)
25 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (23)
26 – Francisco, El Hombre – “Juntos, Nunca Sós” (15)
27 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (27)
28 – Terno Rei e Tuyo – “Pivete” (28)
29 – Shower Curtain – “All That You Do” (29)
30 – Marietta – “Analógica” (30)
31 – Manaié – “Tira a Mão” (31)
32 – Rohmanelli – “Toneaí” (32)
33 – Amen Jr. – “amoretempo” (33)
34 – Derek e Lucas Silveira – “Me Sinto Sozinho” (34)
35 – Winter – “Say” (24)
36 – Bivolt – “110v” (25)
37 – Trupe Chá de Boldo – “À Lina” (37)
38 – La Leuca – “Morning Gloria (O Medo)” (38)
39 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
40 – Victorino – “Roque” (49)
41 – Luvbites – “Sha – Lala” (50)
42 – Jhony MC – F.A.B. (19)
43 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (22)
44 – Vovô Bebê – “Êxodo” (26)
45 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (36)
46 – Edgar – “Carro de Boy” (35)
47 – ANNÁ e Ilú Obá de Min – “Sobre Rosa” (45)
48 – Julia Melo – “Touch” (46)
49 – Valuá – “Veneno” (42)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (43)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, a cantora e compositora paulistana Yma.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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