Em citibank hall:

No mundo de Doria, Disclosure se despede dos shows do disco “plural”

>>

Captura de Tela 2016-10-03 às 5.34.12 PM

* O duo inglês cool Disclosure encerrou sua turnê mundial ontem à noite em São Paulo, um domingo à noite, no distante e frio Citibank Hall, para uma plateia que em sua maioria parece ter saído da festa do comitê de campanha do próximo prefeito Doria direto para o show.

Faz parte. O segundo álbum da dupla, sem querer parecer segregacionista com o lado de lá ou segregado do lado de cá, “pegou” muito entre a galera “Jovem Pan” rhyca, por alguns motivos. E eles, afinal das contas, estavam em seu habitat.

Se esse entorno todo de tribos e lugares prejudicou um pouco (bastante) o clima da apresentação dos irmãos Lawrence, no palco, mesmo sem os convidados que compõem a “entidade Disclosure”, a apresentação foi, som e luz, bem bacana. Com as músicas que eles têm, digamos, fica fácil essa tarefa.

Abaixo, o instante em que a banda entra em cena, mais a primeira música, que foi a linda “White Noise”, do primeiro disco. O vídeo é invadido por um áudio com duas pessoas discutindo aos berros o tipo de show que o Disclosure faz, se é ao vivo mesmo, um DJ set, se tem playback ou um pouco de tudo. Bom, isso é um show do Disclosure.

Sobre ser o último show da turnê, em São Paulo, foi eles que (se) anunciaram assim, no começo da apresentação. O Disclosure ainda tem três rolês norte-americano para fazer no final do ano. Deve ser um show “diferente” por lá, talvez.

I don’t need you, telling me how to be, telling me how to be, just gonna get my back.
back, back, back, back, back, back, back, back.

A foto que abre este post, assim como a da homepage da Popload, são de autoria de Fabio Tito, do portal G1.

>>

São Paulo é a lua. Eddie Vedder, o mar

eddie

No primeiro de uma série de cinco shows intimistas pelo Brasil, três em SP e dois no Rio, o cantor e guitarrista Eddie Vedder se apresentou ontem à noite no Citibank “Que Era Credicard” Hall fazendo poesia em português, tocando Karen O, Ramones, Cat Power, Neil Young e, claro, um monte de canções desaceleradas de sua banda famosa, o Pearl Jam.

Em 32 canções quase 2h20 de performance, não faltaram quatro músicas de suas aventuras solos levadas por ele ao som do instrumento ukelele, uma espécie de cavaquinho gringo.

Todos os shows de São Paulo, o de ontem, o de hoje e o de amanhã, estava e estão com os ingressos esgotados. Parece que ainda restam entradas para os do Rio. Todo mundo sentado diante do Vedder. Vedder às vezes sentado diante da galera. O clima é de menos berro grunge, mais lirismo de roqueiro veterano.
O concerto de ontem teve abertura do músico irlandês Glen Hansard, que voltou ao palco para ajudar o americano no bis.

Em português simpático e fora do ritmo, Vedder fez o momento ternura declamando coisas do tipo “De muito longe eu vim parar aqui. Agradeço a vocês por serem como a lua iluminando meu mar e me levando alto, me puxando com a força de sua gravidade para tocar em São Paulo”. Justificou dizendo que o português dele “é uma merda” e que não foi ele que escreveu aquilo.

Screen Shot 2014-05-07 at 7.59.35

À poesia tupi, se misturou um Vedder brincalhão até com filmes pornô e maconha e por vezes o Vedder humanístico preocupado com o futuro do planeta.

A produção do show pegou pesado com a história de filmar com o celular, então só deve aparecer vídeos “roubados” da apresentação de ontem. Tirando na hora da música de encerramento do concerto, “Hard Sun”, cover do músico canadense Gordon Peterson (Índio), que inclusive processou Vedder por usar e alterar a canção para utilizá-la na trilha do filme “Into the Wild”. Mas que ficou por isso mesmo e a força da gravidade trouxe a música para São Paulo.

Hoje tem mais Vedder. Espera-se, dizem, que o cantor arrisque algo “brasileiro” no setlist. Eye, eye!

O setlist:

The Moon Song (Karen O)
Can’t Keep (Pearl Jam)
Without You
Sleeping by Myself
More than You Know (cover de música de 1929, de Vincent Youmans)
Sometimes (Pearl Jam)
Immortality (Pearl Jam)
Needle and the Damage Done (Neil Young)
Driftin’ (Pearl Jam)
Good Woman (Cat Power)
Thumbing My Way (Pearl Jam)
Far Behind
Guaranteed
No Ceiling
Rise
Better Man (Pearl Jam)
Lukin
Hold on for Your Darest Life (cover do Name Taken)
Porch (Pearl Jam)

Bis

Just Breathe (Pearl Jam)
Unthought Known (Pearl Jam)
Crazy Mary (cover de Victoria Williams)
Sleepless Nights (Everly Brothers, com Glen Hansard)
Society (cover de Jerry Hannan, com Glen Hansard)
Falling Slowly (Cover da banda do Hansard com o Hansard)
Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town (Pearl Jam)
Parting Ways (Pearl Jam)
I Believe In Miracles (Ramones)
The End, (Pearl Jam)
Arc (Pearl Jam)

Bis 2

Bugs (Pearl Jam)
Hard Sun (Indio, com Glen Hansard)

*** A primeira foto do post é de Roberta Moreira/UOL. A outra é tirada do instagram do @heitor_feitosa