Em clarice falcão:

Festival internacional, Lollapalooza confirma a renascença da CENA brasileira

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* O grande escritor, teatrólogo e jornalista Marcelo Rubens Paiva, ele mesmo uma voz de sua geração quando nos anos 80 publicou o famoso livro “Feliz Ano Velho”, tuitou escárnio e maldizer sobre o Lollapalooza Brasil no fim de semana (chuva, distância, preço) e terminou dizendo que não conhecia o cantor Jão, atração do festival. “Deveria?”, indagou na postagem.
Sim, Marcelo. Deveria.

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Jão é parte cintilante da forte onda de uma MPB renovada e puxada para todos os lados que escancarou seu grande momento no último final de semana no festival de Interlagos, iminentemente internacional, que entre outras coisas serviu para evidenciar a nova posição da CENA brasileira que estamos vivendo, um conjunto de artistas e bandas que representam os mais variados públicos e que convergiram nos palcos do autódromo em pluralidade e qualidade. E que está deixando de ser acessória em festivais desse porte, em que os destaques maiores vão para os gringos.

Jão é pop e recentemente lotou três noites na enorme casa Espaço das Américas, na Barra Funda. Então não surpreendeu ver que ele, tocando cedo, de dia, no segundo maior palco do Lolla BR (foto acima, de Yokota), arrastar mais público que, por exemplo, a badalada banda texana Black Pumas, ela mesma abasbacada com a quantidade de pessoas que estava diante dela. Jão não deve ter ficado espantado.

Teve o Jão. Mas teve também Anitta abrilhantando o showzão da atração mega americana Miley Cyrus, que disse estar recebendo a “número 1 do mundo” por ter a mais ouvida do planeta no Spotify; teve o concerto enooooooorme do rapper Emicida; teve a apresentação para festivais internacionais da Pabllo Vittar, artista brasileira que esteve nos três Lollas sul-americanos; teve o grande desempenho sonoro e político da Fresno; até o indie Terno Rei, a MPB alto-astral do Silva e o inclassificável show da Jup do Bairro atraíram muuuuuuita gente diante deles, perto do que geralmente tocam. Bom, Silva sai até de trio-elétrico próprio por capitais do país, então beleza arrastar multidão no Lolla.

Impressionou o show da artista Gloria Groove, uma explosão em diversos sentidos. A impressão era de que muita gente parecia estar vendo ela pela primeira vez, mas quando vinham os hits de Gloria, a geral sabia cantar.

Tudo isso sem falar no fenômeno pop Lagum (que teve uma plateia realmente surpreendemente mesmo tocando em um dos horários mais complicados do festival, domingo, por volta das 12h), o ovacionado rapper Djonga (que talvez merecesse estar num palco maior pelo tamanho de seu show no Lolla) e a deslumbrada e deslumbrante Marina Sena (pequeno fenômeno mineiro pós-pandêmico que em breve parte para tour na Europa, que inclui Londres, Madrid e Copenhagen, entre outros lugares, pensa). Até Edgar, Clarice Falcão, Menores Atos, Gloria Groove, Lamparina e MC Tha, cada um com suas diferenças, deram conta do recado bonitinho, com plateia relevante.

No todo, pode ver, a CENA esteve brilhante em todas as suas cores, nomes, estilos no Lolla.

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Público do rapper mineiro Djonga no Lollapalooza Brasil. Abaixo, a cantora mineira Marina Sena. Fotos de Mila/Lollapalooza Brasil

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Até de modo acidental este Lollapalooza 2022 botou uma bela coroa na CENA brazuca, se vc não percebeu. Diante da lamentável perda do baterista Taylor Hawkins e o consequente cancelamento do show do maior nome do festival, o Foo Fighters, a produção precisou recorrer à brasileirada unida, de Planet Hemp, Emicida, e Criolo a 75% dos Racionais MCs, Nyack, Rael, Bivolt, Drik Barbosa e até o Djonga, vários nomes de ontem e hoje, para substituir a maior das atrações internacionais.

Não é sugestivo o que aconteceu?

O que a edição do Lollapalooza deste ano, que simboliza a volta dos grandes eventos depois de tenebrosos dois anos sem nada, elucida o que vem sendo plantado no gigantesco número de festivais brasileiros independentes que ocorreram nos últimos anos, número este inflamado exatamente pela maturação desta CENA. Se há uns 15 anos você contava nos dedos das mãos o tanto de festivais independentes relevantes que existiam no país, esta quantidade bateu nos 200 eventos, um pouco antes de a covid-19 parar com tudo. E a retomada está se dando. Maior?

Não à toa, a Popload aqui, que por muitos anos tratou muito mais de música internacional em seus posts do que de bandas brasileiras, lá por 2014/2015 foi obrigada a criar o selo CENA para abrigar a quantidade enorme de grupos e artista brasileiros que “conversavam” com o indie que o site abraçava e fazia parte dessa crescente de festivais que tinham do Acre (Varadouro), Roraima (Quebra-Mar) e Rondônia (Casarão) à Santa Maria (Morrostock) e Caxias do Sul (Honey Bomb Festival), no Sulzão.

Não é por acaso, ainda, que todos são os mesmos nomes que semanalmente recomendamos aqui no Top 50 da CENA, um ranking que serve como raio-x de alguns dos principais lançamentos de música brasileira nova, de todas as vertentes. Quando identificamos por aqui o que chamamos de CENA, a novidade era justamente essa inédita convergência de artistas nacionais independentes e com artistas estabelecidos apoiados por uma estrutura de festivais e marcas que valorizam e estão de olho na diversidade dessa música nacional.

Não se trata de um caminhos sem acidentes, mas se apresentou um lugar diferente. No começo da Popload, era nítido que não havia esse diálogo entre pequenos e gigantes, entre gringos e brazucas. O mundo independente estava à parte. E muito dessa época, festivais bem grandes como o goiano Bananada, o recifense Coquetel Molotov, o potiguar Do Sol e o paraense Se Rasgum, para ficar em poucos exemplos dos poucos que existiam, souberam ler e sustentar essa virada.

Como em todo período pós-apocaliptico, no nosso caso pós-pandêmico, a arte e a cultura assumem a frente e reúnem as massas em torno de movimentos em comum. O Lollapalooza 2022 evidenciou claramente a nova posição da CENA brasileira que estamos vivendo. É só ver o que aconteceu nestes agitados últimos dias.

Estamos curiosos para ver o line-up dos megafestivais de 2023.

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Jup do Bairro, em ação no Lolla BR 2022, em foto de Mila. Abaixo, show do capixaba Silva no palco principal do festival, em imagem de Camila Cara

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* A cobertura Popload do Lollapalooza Brasil 2022, aqui no site a das redes sociais no final de semana, foi realizada por Lúcio Ribeiro, Vinícius Bracin, Lina Andreozzi, Daniela Swidrak e Isadora Almeida .

** A foto da Pabllo Vittar que ilustra a chamada da home da Popload é de Mila/Lollapalooza Brasil.

*** O escritor Marcelo Rubens Paiva acabou apagando o tweet sobre o Jão no Lollapalooza.

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TOP 50 DA CENA – O que está acontecendo? Outro índio entra em primeiro. Agora temos dois músicos indígenas, um compositor fantasma e um mascarado no topo. E a Karen Jonz

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* Que coisa mais incrível é a CENA brasileira atual. Na semana passada, um rapper indígena saindo de uma tribo da periferia de São Paulo chapou o primeiro lugar do nosso ranking com um hip hop emocionante versado em tupi-guarani.
Nesta semana, um outro índio brasileiro com uma trajetória bem diferente pega para ele o topo deste Top 50, com um admirável som de base eletrônica em direção a uma redescoberta de sua origem. Ou do que fazer de bom com a musicalidade dela.
Quem me avisou desse disco peculiar de um tribal de Manaus que foi adotado por italianos, teve educação artística europeia e volta ao Brasil para trabalhar nos últimos anos suas ancestralidades sonoras foi ninguém menos que Iggor Cavalera, lá de Londres, que em áureos tempos de Sepultura já se envolveu com indígenas para fazer o melhor disco de sua famosa ex-banda.
Olha as voltas que esta CENA dá.
E, veja, a semana está especialmente incrível e temática por aqui, se jogarmos uma luz apenas nos dez primeiros deste ranking. Tem dois índios, tem compositor fantasma, tem cantor mascarado, tem um músico que de perdido só tem o nome, tem a estreia da Karen Jonz no nosso Top 10.
E, claro, tem ela, a razão de tudo. Uma linda playlist com as 50 músicas da semana escolhidas por nós, na humildade. E na diversidade.

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1 – Nelson D. – “A Grande Revolta” (Estreia)
Nelson D é DJ e produtor de certa rodagem já, mas de pouco tempo para cá quis assumir um protagonismo musical como cantor. A base sonora é o que aprendeu na Europa, onde viveu e estudou. A alma sonora é a que nasceu: a de índio. Soltou agora em maio seu primeiro álbum, “Em Sua Própria Terra”, disco que propõe o que ele chama de Futurismo Indígena. David Bowie ficaria feliz ouvindo “A Grande Revolta”.
2 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (1)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
3 – Compositor Fantasma – “Não Sabendo Que Era Impossível” (Estreia)
O alter-ego do produtor musical Gabriel Serapicos revive as músicas de “um compositor que desapareceu deixando para trás incontáveis letras e partituras”. Tem poucos dias que ele lançou a ótima “Não Sabendo Que Era Impossível”. Vale reparar no trecho: “Você se convenceu das melhores intenções de um canibal”.
4 – ABC Love – “Flertes” (Re-estreia)
A deliciosa “Flertes” retorna a nossa parada por ser um dos destaques do EP “Back to Love”, lançado na semana passada. É a fase de Gevard du Love que agora quer recriar o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80, aqui com vocais emprestados de Gab Ferreira e Yma. Bom ter você de volta, Flertes.
5 – Marcelo Perdido – “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” (Estreia)
Perdido e seu single “Não Tô Aqui pra Te Influenciar” adiantam o primeiro lançamento de um tal de selo CENA. Será que é isso que você pensou? Leia mais a Popload, se estiver em dúvida. Por enquanto, olho nessa canção bem bonita com um vídeo “premonitório” idem. Na playlist, ela entra sexta-feira, quando será lançada.
6 – Karen Jonz – “O Grande Excesso” (Estreia)
O EP solo de Karen Jonz que sai na sexta-feira é uma mixtape e tanto. Quase dez minutos de músicas bem conectadas, escritas durante sua quarentena. Fiquemos com “O Grande Excesso”. Na playlist, entra sexta-feira, quando será lançada.
7 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (24)
Olha quem também voltou às dez mais, à luz do lançamento do álbum cheio. Uma das nossas favoritas, é a união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada, que vem a ser o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. E os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
8 – Don L – “Kelefeeling” (2)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
9 – Thunderbird – “A Obra” (3)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno ex-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
10 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (4)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
11 – Sessa – “Sereia Sentimental” (22)
12 – Mulungu – “No Ar” (5)
13 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (6)
14 – Jair Naves – “Irrompe” (7)
15 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (8)
16 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (9)
17 – Paulo Nazareth e Nic Medeiros – “A Volta Que o Mundo Deu” (Estreia)
18 – TARDA – “Breath” (10)
19 – ÀIYÉ – “Pulmão” (11)
20 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (12)
21 – Vanguart – “Encontro Adiado” (13)
22 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (14)
23 – Wado – “Nina” (15)
24 – The Raulis – “Distante Desejo” (16)
25 – Lila – “Lunação” (17)
26 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (20)
27 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (23)
28 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (25)
29 – Carne Doce – “A Caçada” (26)
30 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (27)
31 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (29)
32 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (30)
33 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (31)
34 – Edgar – “Carro de Boy” (32)
35 – Douglas Germano – “Valhacouto” (33)
36 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (37)
37 – Kiko Dinucci – “Veneno” (38)
38 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (39)
39 – Duda Brack – “Pedalada” (40)
40 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (35)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (41)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o músico e produtor indígena Nelson D.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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TOP 50 DA CENA – Primeiro lugar do nosso ranking é rap indígena. Don L chega mudando tudo. Mulungu chega fazendo esperar. Mahmundi e Thunder seguem quentes. Que ranking!

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* Outra semana bem recheada de lançamentos. São oito novidades, se contamos certinho. Boas novas musicais de Ceará, Recife, Salvador, São Paulo. No caso de São Paulo, de uma aldeia indígena da capital!!! Isso é muito bom e mostra a grandeza variada da nossa CENA.

Isso dito, fica difícil tirar da lista algumas músicas que já consideramos as melhores do ano. Será que alguém já reparou nessas nossas favoritas? Elas estão por aí na lista, nas playlists.

A nossa recomendação de sempre: olhar menos as posições do ranking cujo único critério é como e o quanto escutamos as músicas assim que as recebemos, trombamos com elas ou vamos atrás, na nossa eterna pesquisa musical. Olhar mais, ouvir mais, mesmo, as viagens da nossa playlist, nesse panorama diverso e bonito que ela cria, até incidentalmente, revelando uma magnitude global incrível. Ou local, até. Que seja para você como é para nós: um passeio de horas pela melhor CENA musical do mundo, ou sem qualquer dúvida a mais ampla.

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1 – Kunumí MC – “Xondaro Ka’aguy Reguá (Forest Warrior)” – (Estreia)
Kunumi MC é o nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, índio de uma aldeia em Parelheiros, zona sul de São Paulo, a Krukutu. Ele é o primeiro rapper solo indígena do Brasil. Sua nova música fala sobre um guerreiro que nascerá das águas e “levará o seu povo a uma nova existência” após os anos de tanta exploração dos homens brancos. E, para além dos conceitos oportunos, que música emocionante!
2 – Don L – “Kelefeeling” (Estreia)
Don L não quer só mudança. Esqueça o abstrato. Ele propõe a mudança. É a mudança. A vida é a obra, certo? Em um verso livre, opta em não repetir vícios até na forma de organizar a letra no Rap Genius, na escolha dos produtores, de quem faz o vídeo. O novo jogo não pode contar com as velhas regras, talvez nem ser chamado de jogo. No limite da contradição, ele deve estar certo. Kelefeeling de volta.
3 – Thunderbird – “A Obra” (2)
Parece Morphine cantado por um adolescente louco. E talvez esssa afirmação seja mais literal do que parece. Afinal, estamos falando do querido Luiz Thunderbird, eterno e-VJ, já eterno agitador das várias mídias novas. Das almas mais apaixonadas por música. seja falando sobre ou aqui, em plena ação. Sabedoria e punk rock em doses corretas faz muito bem. E um disco inteiro ainda está por sair. Oba!
4 – Mahmundi – “Nós De Fronte” (1)
Em seu mais recente disco, Marcela Mahmundi encontra em velhos timbres um som que é totalmente novo. Seja para ela, seja para o mundo. Novo mundo. O que é o violão dessa faixa? Gravado em fita, ele transporta a gente aos anos 60, 70, enquanto todo o resto nos deixa em 2020. E bem acompanhados por Mahmundi, arrepiando em termos de voz e letra. Uau!
5 – Mulungu – “No Ar” (Estreia)
Boa nova de Recife, com um cheiro de Natal. O projeto Mulungu, formado pelos pernambucanos Jáder e Guilherme Assis com o potiguar Ian Medeiros, é um promessa. Primeira amostra do tripo, que ainda neste 2020 turbulento vai chegar com o disco de estreia que já estamos esperando bastante.
6 – Giovani Cidreira e Mahal Pita – “Mago de Mim Mesmo” (Estreia)
A união de duas forças da música brasileira desse potencial variado só poderia dar em boa coisa. Uma bela decupagem das tradições e modernidades do som baiano, da canção caetânica ao hip hop e o trap.
7 – Jair Naves – “Irrompe” (4)
Single de um disco que está interrompido por “motivos óbvios”, de acordo com o compositor, a faixa é uma reflexão dos novos tempos. Em um mundo zuado, qual a nossa responsabilidade com os problemas? O quanto nos permitimos ir além de um script imaginado por outras pessoas? Esta forte canção, “dramática” com todas as boas características que envolvem uma música de Jair Naves, foi feita no ano passado. Se já fazia sentido em 2019, imagina agora no meio disto tudo?
8 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (5)
“Mudou Como?” pode ser lida como uma música sobre um relacionamento que desandou e que ainda mexe bastante com os personagens. Quando Rico avisa que a música é sobre os “trágicos efeitos da ordem colonial”, os sentidos da letra se ampliam para muito além de um relacionamento qualquer. Precisamos ouvir e reouvir a música, uma produção de Mahal Pita pesadíssima.
9 – Black Pantera – “I Can’t Breath” (8)
Uma música emergencial para tempos emergenciais. A frase que marca os assassinatos de tantos jovens negros pela polícia é lembrada pela banda em um vídeo tão simples como forte. Letra seca, direta ao ponto, sob a égide do metal.
10 – TARDA – “Breath” (6)
Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier formam este belo supergrupo de poucas canções lançadas, mas de ótimas canções lançadas. “Breath” é pura delicadeza e realmente serve de respiro no aperto em dias complicados. Sabe quais?
11 – ÀIYÉ – “Pulmão” (7)
12 – Silva – “Aquele Frevo Axé” (ao vivo) (9)
13 – Vanguart – “Encontro Adiado” (10)
14 – As Bahias e a Cozinha Mineira – “Forasteira” (3)
15 – Wado – “Nina” (Estreia)
16 – The Raulis – “Distante Desejo” (Estreia)
17 – Lila – “Lunação” (Estreia)
18 – Felipe Cordeiro – “Arrasta Pra Cima” (Estreia)
19 – ATR – “Qué Tá Mirando?” (11)
20 – Arthur Melo – “Tempo Após um Contratempo” (12)
21 – Abc Love – “Catwalk” (13)
22 – Sessa – “Sereia Sentimental” (14)
23 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (15)
24 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (16)
25 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (17)
26 – Carne Doce – “A Caçada” (18)
27 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (19)
28 – Meu Nome Não É Portugas e Apeles – “Eterno Azul” (20)
29 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (21)
30 – Tagore feat. Boogarins – “Drama” (22)
31 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (23)
32 – Edgar – “Carro de Boy” (24)
33 – Douglas Germano – “Valhacouto” (25)
34 – Rincon Sapiência – Quarentena (28)
35 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (29)
36 – YMA – “No Aquário” (31)
37 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (34)
38 – Kiko Dinucci – “Veneno” (35)
39 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (37)
40 – Duda Brack – “Pedalada” (38)
41 – Rohmanelli – “Toneaí” (39)
42 – Jhony MC – F.A.B. (42)
43 – Cícero – “Às Luzes” (43)
44 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (44)
45 – Djonga – “Procuro Alguém (45)
46 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (48)
49 – Troá! – “Bicho” (49)
50 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (50)

***

* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper Don L.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.

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Top 50 da CENA – Olha o Rico Dalasam mudando nosso Top. Mudando como? E o incrível caso da música nova do Carne Doce que não foi parar no 1º lugar. Tá “só” nas “dez +”

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* Um rapper em nova fase. Um supergrupo mineiro. Um brasileiro que está arrebentando lá fora. E pensar que quase começamos este texto com um “A semana foi fraca…”.

Que nada. Foi é pesadona. Sempre é. Sempre tem sido.

Toda vez que um artista brasileiro põe algo na rua, nos nossos ouvidos, aos nossos olhos, e principalmente em tempos como estes (juramos não estar citando aqui o Foo Fighters), é algo que acontece. ALGO, com maiúsculas. Essa é a dimensão.

E o peso dos dias que esbarram em censura, descrédito à arte e cenários gerais à deriva nos lembra de que às vezes somos mimados demais em coisas pequenas.

E aqui, na nossa gigantesca coisa pequena, não é para gostar de tudo, nem validar tudo, longe disso. Mas só aplaudir, dar vazão, dar espaço aos verdadeiros criativos, que se arriscam, que tentam, que diariamente (semanalmente, mensalmente, anualmente) mostram que esta é a CENA brasileira.

Filosofia barata à parte, a playlist é o que interessa. Sempre lá no Spotify e no Deezer. Ouça.

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1 – Rico Dalasam – “Mudou Como?” (Estreia)
“Mudou Como?” pode ser lida como uma música sobre um relacionamento que desandou e que ainda mexe bastante com os personagens. Quando Rico avisa que a música é sobre os “trágicos efeitos da ordem colonial”, os sentido da letra se ampliam para muito além de um relacionamento qualquer. Precisamos ouvir e reouvir a música, uma produção de Mahal Pita pesadíssima. “Mudou Como?” será lançada na quinta-feira e entra direto na nossa playlist.
2 – TARDA – “Breath” (Estreia)
Sara Não Tem Nome, Júlia Baumfeld, Victor Galvão, Paola Rodrigues e Randolpho Lamonier formam este belo supergrupo de poucas canções lançadas, mas de ótimas canções lançadas. “Breath” é pura delicadeza e realmente serve de respiro no aperto em dias complicados. Sabe quais? “Breath”, por enquanto, está só no Youtube.
3 – Sessa – “Sereia Sentimental” (Re-Estreia)
Música resgatada “detected”. Sessa vem conquistando um espaço e tanto. Show para uma rádio em Los Angeles, show no maravilhoso site de shows francês La Blogothèque. Daqui ficamos orgulhosos e levantamos a plaquinha “Nós Já Sabíamos”.
4 – ABC Love – “Flertes” (1)
A deliciosa “Flertes” vai estar em “Back to Love”, o disco em forma de EP a ser lançado ainda neste ano. Se em 2017 a ABC Love retratava musicalmente uma fogosa atmosfera de pegação paulistana, “Flerte” recria o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80.
5 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (2)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada é o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. Faz um álbum aí, turma. Os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
6 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (3)
Vivian comanda a produção e a mixagem de um som solo do líder da Scalene que a dupla escreveu junto. E mais uma vez ela deixa a gente de cara com o talento na produção e na voz. Aliás, alguém viu os covers que ela vem fazendo nesta quarentena? Seria demais pedir um EP?
7 – Carne Doce – “A Caçada” (Estreia)
Carne Doce lança single. Carne Doce entra no top 50. Não tem muita discussão. “A Caçada” segue o padrão de qualidade dos singles anteriores e tem uma letra de Salma Jô inspirada em conto homônimo da notável escritora paulistana Lygia Fagundes Telles, hoje com 97 anos. Ouça. E leia, lógico.
8 – Tagua Tagua – “Inteiro Metade” (Estreia)
Eu falo por aqui. A gente de vez em quando deixa passar altas músicas boas. É o caso desse belo single do Tagua Tagua. Saiu em março, mas chega em maio no nosso Top 50. Som imperdível e deixa a ansiedade ligada pelo disco inteiro do projeto do produtor Felipe Puperi.
9 – Meu Nome Não É Portugas e Apeles – “Eterno Azul” (Estreia)
Que som que o projeto de Rubens Adati tira no estúdio. Os instrumentos soam todos presentes na sala do ouvinte. E aqui um belo encontro com o Apeles. Conteúdo e forma em boa conjunção.
10 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (11)
O disco solo de Tatá Aeroplano exige tempo. Tempo de atenção. E aos poucos vamos sacando a obra.
11 – Tagore – Drama (6)
12 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (7)
13 – CESRV – “Cry Baby” (8)
14 – Douglas Germano – “Valhacouto” (9)
15 -Rachel Reis – “Sossego” (10)
16 – Emicida – “Who Has a Friend Has Everthing” (4)
17 – Rincon Sapiência – Quarentena (5)
18 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (12)
19 – Clarice Falcão – “Só + 6” (13)
20 – YMA – “No Aquário” (14)
21 – Database – “Mandrake (Nesta onda)” (15)
22 – Mariana Degani – “Horda Mulheril” (16)
23 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (18)
24 – Vir GO – “Lunes” (19)
25 – Gui Hargreaves – “Praia do Futuro” (20)
26 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (21)
27 – Duda Brack – “Pedalada” (22)
28 – Oblomov – “Noites Longe de Você” (23)
29 – Francisco – “Traumas” (25)
30 – Aldo – “Restless Animal” (26)
31 – Obinrin Trio – “Medo” (27)
32 – Ozorio Trio – “Get Up” (28)
33 – Cícero – “Às Luzes” (29)
34 – Leo Fazio – “Se Pá” (30)
35 – Djonga – “Procuro Alguém (31)
36 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (32)
37 – ÀIYÉ – “Isadora” (33)
38 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (34)
39 – Troá! – “Bicho” (35)
40 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (36)
41 – Papisa – “Homem Mulher” (38)
42 – Valciãn Calixto – “3R1K0N4” (39)
43 – Marietta – “Analógica” (41)
44 – Rohmanelli – “Toneaí” (43)
45 – Jhony MC – F.A.B. (45)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (46)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (47)
48 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (48)
49 – Edgar – “Carro de Boy” (49)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (50)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o rapper Rico Dalasam.
*** A música de Rico Dalasam, nosso primeiro lugar, só entra na playlist na quinta-feira, quando será oficialmente lançada.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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Top 50 da CENA – Tudo o que precisamos é amor (Jup do Bairro). E flerte (ABC Love). E o Emicida rimando em inglês. E a Vivian com o Bertoni

1 - cenatopo19

* Olha. Anda difícil substituir as músicas no Top 50, viu? Na medida em que os lançamentos não param, temos um apego pelas músicas que estão na lista há semanas e decidir o que e o que saí, o que sobe e o que desce, é complicado.

Por isso, até acho bom que, quem discordar de alguma saída, argumente aí nos comentários. Porque nem a gente anda concordando com certas escolhas nossas, haha. Mas o nome é Top 50, a gente respeita o que inventou, hahaha.

E que semaninha boa de música. Se o mundo lá fora está pesado, as mentes criativas cantam sobre amor, flerte e amizade em músicas que merecem ser ouvidas repetidas vezes.

Então, por isso mesmo, toma aí no primeiro lugar uma inocente musiquinha gostosa falando sobre flerte, vinda de uma banda misteriosa com um cantor mascarado.

E a nossa playlist, ela sim firmona e bonita e segura de si, está organizada no Spotify e Deezer. Ouça tudo, comente com a gente.

3 - PHOTO-2020-05-20-08-13-48

1 – ABC Love – “Flertes” (Estreia)
A deliciosa “Flertes” vai estar em “Back to Love”, o disco a ser lançado ainda neste ano. Se em 2017 a ABC Love retratava musicalmente uma fogosa atmosfera de pegação paulistana, “Flerte” recria o lance de joguinhos amorosos de verão carioca dos anos 80.
2 – Jup do Bairro – “All You Need Is Love” (Estreia)
A união de Jup do Bairro, Rico Dalasam e Linn Da Quebrada é o tipo de feat que queríamos que fosse mais de uma música. Faz um álbum aí, turma. Os versos “Vou colocar uma música/ espero que não se importe/Vamo ouvir Sampa Crew/ talvez Bjork?” já estão na história.
3 – Gustavo Bertoni e Vivian Kuczynksi – “Louder Than Words” (Estreia)
Vivian comanda a produção e a mixagem de um som solo do líder da Scalene que a dupla escreveu junto. E mais uma vez ela deixa a gente de cara com o talento na produção e na voz. Aliás, alguém viu os covers que ela vem fazendo nesta quarentena? Seria demais pedir um EP?
4 – Emicida – “Who Has a Friend Has Everthing” (Estreia)
Emicida rimando em inglês e dando uma nova letra a “Quem Tem Um Amigo Tem Tudo”. Funciona de um jeito interessante ao repensar as rimas todas. Oito horas de live na gringa em breve pelo visto. O cara não cansa de levar o hip hop brasileiro para “outros lugares”.
5 – Rincon Sapiência – Quarentena (1)
Rincon Sapiência é dos velhos adeptos do home-office. Não faria sentido a quarentena não ter um som dele. E ele vai e faz justamente a música que leva o nome “Quarentena”. Bem ao seu modo, afiado, lotado de referências ao presente. Ouça várias vezes até captar tudo que ele joga aqui. É o mundo que em vivemos hoje milimetricamente musicado. Ou rappeado. Para ser estudada nos livros de história daqui uns anos. Perfeita.
6 – Tagore – Drama (2)
A parceria da Tagore com o Boogarins deu jogo. A canção pega de cara de tão boa. Tem uma clima meio jovem guarda encontra a psicodelia. Carregada no som, mas a mensagem soa clara como música pop das mais limpinhas.
7 – Coruja BC1 – “Baby Girl” (3)
Um dos destaque do novo EP do Coruja é a romântica “Baby Girl”, que tem um beat daqueles, mas também tem um riff delicioso de guitarra. Romântica no clima, mas um tanto quanto reflexiva sobre aprender amar, entender o amor.
8 – CESRV – “Cry Baby” (4)
“Cry Baby” encontra um toque brasileiro em um sample que reconhecemos de uma música estrangeira que rolava nas rádios nos anos 80, tipo “flashback de FM”. É que o tal sample veio de um disco da banda carioca standard Cry Babies, um grupo que daria origem a Banda Black Rio e que regravou sons gringos em versões instrumentais em um disco de 1969. A música faz caminhos inusitados, não é? Quão rico é isso? Quão necessário são esses caminhos do CESRV?
9 – Douglas Germano – “Valhacouto” (5)
Aldir Blanc é das grandes perdas do ano. Relembramos o compositor versátil e afiado nesta letra incrível para um nome da CENA, que é Douglas Germano. “Valhacouto” é uma crônica sobre a violência nazista que acaba resvalando em cenas da atualidade. Passado e presente juntos em um alerta sobre o perigo que nos ronda. Prova de que Aldir seguia atento, forte e necessário.
10 – Rachel Reis – “Sossego” (Estreia)
Rachel Reis já esteve por aqui com o single “Ventilador” e volta com este hino à quarentena. Não sei se foi feito exatamente para este período, mas que se encaixa, encaixa. “Quase dá sossego / lembrar o seu abraço”.
11 – Tatá Aeroplano – “Alucinações” (50)
12 – Ava Rocha e Los Toscos – “Lloraré Llorarás” (6)
13 – Clarice Falcão – “Só + 6” (7)
14 – YMA – “No Aquário” (8)
15 – Database – “Mandrake (Nesta onda)” (9)
16 – Mariana Degani – “Horda Mulheril” (10)
17 – Sara Não Tem Nome – “Agora” (12)
18 – Taco de Golfe – “Nó Sem Ponto II” (13)
19 – Vir GO – “Lunes” (14)
20 – Gui Hargreaves – “Praia do Futuro” (Estreia)
21 – Clarice Falcão feat. Linn Da Quebrada (16)
22 – Duda Brack – “Pedalada” (17)
23 – Oblomov – “Noites Longe de Você” (Estreia)
24 – Carne Doce – “Saudade” (19)
25 – Francisco – “Traumas” (20)
26 – Aldo – “Restless Animal” (21)
27 – Obinrin Trio – “Medo” (22)
28 – Ozorio Trio – “Get Up” (23)
29 – Cícero – “Às Luzes” (24)
30 – Leo Fazio – “Se Pá” (49)
31 – Djonga – “Procuro Alguém (26)
32 – Letrux – “Déjà-Vu Revival” (27)
33 – ÀIYÉ – “Isadora” (28)
34 – Tuyo e Terno Rei – “Eu Te Avisei” (29)
35 – Troá! – “Bicho” (30)
36 – Luedji Luna e Zudzilla – “Proveito” (31)
37 – Apeles – “Deságua” (32)
38 – Papisa – “Homem Mulher” (33)
39 – Valciãn Calixto – “3R1K0N4” (34)
40 – FingerFingerrr – “Tô Vivo” (35)
41 – Marietta – “Analógica” (36)
42 – Manaié – “Tira a Mão” (37)
43 – Rohmanelli – “Toneaí” (38)
44 – Ana Preta e Thaíde – “Não Me Leve a Mal” (39)
45 – Jhony MC – F.A.B. (40)
46 – Febem, Fleezus e CESRV – “Terceiro Mundo” (41)
47 – Vovô Bebê – “Êxodo” (42)
48 – Os Amanticidas – “Paisagem Apagada” (43)
49 – Edgar – “Carro de Boy” (44)
50 – Kiko Dinucci – “Veneno” (48)

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* Entre parênteses está a colocação da música na semana anterior. Ou aviso de nova entrada no Top 50.
** Na vinheta do Top 50, o cantor mascarado da misteriosa banda ABC Love.
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix, talvez o maior estudioso da nossa CENA. Com uma pequena ajuda de nossos amigos, claro.
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