Em cloud nothings:

Top 10 Gringo: Nick Cave pega o primeiro lugar. Óbvio. Julien Baker, Wolf Alice e Tigercub são destaques também. Tem até Notorious B.I.G. e Billie Eilish no ranking

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* Em semana de lançamentos parrudos, temos pelo menos dois álbuns que vão estar em qualquer lista de melhores do ano de respeito. E alguns outros álbuns que vão estar certamente em listas mais alternativas. Teve ainda alguns singles bem interessantes saindo.
Também aproveitamos que semana passada a gente abriu espaço para homenagear o Daft Punk e fazemos aqui, desta vez, uma saudação ao grande (dscp!) B.I.G., por conta de seu documentário, lançado nesta terça na Netflix.
Com o tempo vamos entendendo a missão do Top 10. Começou só com as novidades, agora se torna algo mais voltado às músicas que importaram na semana. De um jeito ou de outro: nossa playlist segue excelente.

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1 – Nick Cave – “Carnage”
Vamos admitir. A gente ainda não consegue desenvolver em palavras os efeitos de um disco novo do Nick Cave. Não tem uma semana o lançamento, e a construção dele pede um outro ritmo de entrega à escuta. Pense. Um trabalho escrito e gravado durante a pandemia, com o parceiro de tantas Warren Ellis, que começa com os versos: “There are some people trying to find out who/There are some people trying to find out why/There are some people who aren’t trying to find anything/But that kingdom in the sky”. Nick Cave trabalha em outro patamar, como a gente gosta de dizer aqui no Brasil. Botar ele em qual lugar deste ranking que não o primeiro?
2 – Julien Baker – “Faith Healer”
A expectativa boa que tínhamos quanto ao álbum de banda da Julien Baker se cumpriu. Que discão da cantora e multiinstrumentista . Nossa favorita segue, no entanto, uma que já conhecíamos enquanto single. “Fath Healer” é um tratado sobre vícios que vai além da questão do vício em drogas e avança sobre a questão do escapismo, que alguns encontram na política, na religião. Formas de lidar com a dor que talvez evitem a cura da própria dor quando confiamos em pessoas não muito bem intencionadas. Um musicão que prima na dinâmica, uma habilidade que já existia na obra de guitarra e voz de Julien, mas que está amplificada agora que ela é acompanhada por uma banda que pode dar mais corpo a suas ideias.
3 – Wolf Alice – “The Last Man on Earth”
Que bom é termos de volta o Wolf Alice. A banda inglesa da Ellie Rowsell chegou ainda quieta, quase, com este single para anunciar que vem aí o terceiro álbum. “Blue Weekend” vai ser lançado no dia 11 de junho e já estamos reservando alguns lugares para suas canções, aqui neste humilde ranking. “The Last Man on Earth”, a música, tem sequência dramática até entrar numa sinfonia à lá Beatles no final. E vale sacar o vídeo da música, simples na ideia e execução, mas ainda assim maravilhoso.
4 – Tigercub – “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)”
Banda inglesa de Brighton que sempre parece que vai “acontecer” mas não deslancha, a Tigercub tem a chance de decolar agora com seu segundo álbum. Para puxar “As Blue as Indigo”, o disco, a ótima “Stop Beating on My Heart (Like a Bass Drum)” até começa meio Alt-J brincando com os silêncios, mas depois descamba num Muse heavy metal bem bom.
5 – King Gizzard & The Lizzard Wizard -“If Not Now, Then When?”
Quem já leu sobre os australianos do King Gizzard & The Lizzard Wizard por aqui já viu a gente comentando o quanto eles gostam de lançar álbuns. 2021 já tem um disco deles para chamar de seu (e pode esperar outro). “L.W.” é como uma continuação de “K.G.”, lançado ano passado – ambos fazem parte de uma trilogia chamada “Explorations into Microtonal Tuning” que começou no disco “Flying Microtonal Banana”, de 2017. Confuso? Quer entender melhor o que é microtonalidade? Recomendamos que você de um google em “microtonalidade e Tom Zé”. É sério. Esta “If Not Now, Then When?”, que abre o álbum, parece um ensaio antes de a gravação começar. Mas na verdade o disco já tinha começado sim.
6 – Cloud Nothings – “Oslo”
Há dez anos dando uma surra de guitarras sem concessões, o quarteto de Ohio que já atingiu status de cult balanceia entre ser fiel a seu som vibrante ao mesmo tempo que não oferece nada de novo. Gosta? Beleza. Não curte? Saia da frente. Porque eles vão passar. Com Steve Albini e tudo na produção de seu oitavo disco.
7 – Maximo Park – “Why Must a Building Burn?”
Maximo Park mostrou que não perdeu (totalmente) o fôlego dos seus bons tempos lááá de 2006 e soltou um disco caprichado, “Nature Always Win” é bem bom. Na canção que destacamos, espaço para uma homenagem dupla. Primeiro às vítimas do incêndio na torre Grenfell, em Londres, em 2017, uma tragédia que custou a vida de 72 pessoas. A segunda é a um colega da banda que foi assassinado no ataque terrorista à casa de shows francesa Bataclan, dois anos antes.
8 – Real Estate – “Half a Human”
Tem uma coisa especial em “Half a Human” que vai além da canção em si. Quando a música dá sinais de que está acabando, sendo ali “apenas” uma doce canção do Real Estate, a banda entra em um transe que vai esticando o instrumental dela até um fade out meio fake que logo é resolvido em mais música em um longo crescendo. O que nos devolve ao tema inicial da música. Aula de narrativa indie.
9 – Notorious B.I.G. – “Mo Money Mo Problems”
Que documentário é “Biggie: I Got a Story to Tell”, um regaste ao que interessa do artista, sem tanta atenção às polêmicas de sempre, no filme bem mais humano. Uma coletânea lançada junto ao doc, que resgata seu principais hits, lembrou a gente da maravilha que é “Mo Money Mo Problems”. Talvez um dos grandes exemplos do poder de um sample. Ou você ainda consegue canta “I’m Coming Out”, da Diana Ross, sem pensar em Notorious B.I.G.?
10 – Billie Eilish – “ilomilo”
Ainda sobre documentários, tem que ver o filme sobre a Billie Eilish. A versão ao vivo de “ilomilo” é um convite e tanto. Mas a gente escreveu um texto também para te convencer sobre o filme. Que peso para cima desta menina, que contraataca a pressão absurda do estrelato com músicas viscerais boas. Falamos aqui das vísceras dela mesmo.

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* A imagem que ilustra este post é de Nick Cave e seu parça eterno, Warren Ellis.
** Repare na playlist. A gente inclui as 10 mais da semana, ou quase isso, mas sempre deixa todas as músicas das semanas anteriores. Pensa no panorama que isso vai dar conforme o ano for seguindo…
*** Este ranking é formulado por Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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O defunto nem esfriou e o Cloud Nothings já lançou seu novo disco, o segundo em menos de dois anos

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Este 19 de outubro também nos reserva o lançamento de “Last Building Burning”, novo disco do quase sempre veloz Cloud Nothings, banda indie norte-americana que tem um pezinho no hardcore e é liderada pelo distinto Dylan Baldi.

O álbum sai mais ou menos um ano e meio depois de seu antecessor, “Life Without Sound”, que fez certo barulho no ano passado, mas que estava até meio fresco, ainda.

“Last Building Burning” é puxado pelos singles “The Echo Of The World”, “Leaving Him Now” e “So Right So Clean” e está disponível também nas plataformas digitais como Spotify e Apple Music.

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Cloud Nothings lança “So Right So Clean”, mais um single do disco novo que sai semana que vem

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Na próxima semana, o prolífico e acelerado Cloud Nothings, banda indie quase hardcore de Cleveland e dos nomes mais legais da cena alternativa nos últimos tempos, vai lançar seu novo disco, “Last Building Burning”.

O projeto aparece tipo um ano e meio depois do bom “Life Without Sound”, lançado ano passado, e acabou de ganhar seu terceiro single.

Depois de “The Echo Of The World” e “Leaving Him Now”, a trupe do distinto Dylan Baldi lançou nesta terça-feira “So Right So Clean”, som um tanto mais melódico, com vocal feroz. “So right, so clean / But does it mean anything / No!”, canta o Dylan.

“Last Building Burning” chega às lojas dia 19 de outubro.

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O Cloud Nothings vai lançar seu novo álbum na sexta, mas já lançou. Sacou?

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Chega ao mercado na próxima sexta-feira, 27, o aguardado novo álbum do Cloud Nothings, banda indie quase hardcore de Cleveland e dos nomes mais legais da cena alternativa nos últimos tempos.

O novo disco é “Life Without Sound” e foi produzido por John Goodmanson, o cara que costuma conduzir os trabalhos do incrível Sleater-Kinney.

A ferocidade sonora do Cloud Nothings ganhou um certo ar de sofisticação melódica nas mãos de John e é isso que podemos conferir com a audição do álbum na íntegra, a quatro dias de seu lançamento oficial. Vamos?

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As deliciosas sobras do disco do Wavves com o Cloud Nothings começaram a aparecer

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Ótima banda californiana de garagem com um pé no punk zoado, o Wavves lançou no fim do ano passado um disco colaborativo com outra banda incrível, a indie-quase-hardcore Cloud Nothings. “No Life For Me” rendeu tanto material bom que agora o pequeno gênio Nathan Williams resolveu soltar mais registros inéditos da parceria.

Dentro da série mensal de singles do selo Ghost Ramp, do próprio vocalista do Wavves, foi lançado o single “I Find”, que tem como lado-b a versão demo da canção que deu título ao disco cheio do fim do ano passado.

“I Find” conta ainda com a participação do Rostam Batmanglij (Vampire Weekend) na guitarra. As duas faixas podem ser ouvidas abaixo.

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