Em Coachella:

Popnotas – Lá vem a Lizzo com música bombástica nova. O Macaco Bong, o “Bacurau” e a master chef. E já sobre o Coachella 2023

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* Sdd da Lizzo? Pois a cantora americana, rapper e flautista também, chega no dia 13 aos nossos ouvidos provavelmente mais uma vez com uma de suas músicas arrasa-quarteirão. Chama “Rumors”, tem aquela coisa do pré-save disponível e é o primeiro som dela neste ano, já apontando para o histórico show que ela fará no dia 4 de setembro no enorme festival Bonnaroo. Histórico porque vai ser a primeira vez que uma mulher vai ser headliner do evento de Manchester. Manchester, Tennessee, claro. Será o começo de muitos rolês de Lizzo (foto na home) em 2021. Vamos estar aqui de olho nela.

* O bombadaço rapper, cantor e uns outros atributos importantes Frank Ocean vai ser o headliner do Coachella 2023, vai ser anunciado em breve. Segundo o jornal californiano “Los Angeles Times”, o artista vai pular a edição do ano que vem do festivalzão do deserto, marcada para acontecer em abril. Ocean ia encabeçar um dos dias do Coachella de 2020, que nunca rolou você sabe por quê. Os outros que estavam no topo do line-up do ano passado, a banda Rage against the Machine e o rapper Travis Scott, estão mantidos para 2022. Um novo headliner, para o lugar de Frank Ocean, também vai ser anunciado nesta pacoteira coachelliana de avisos importantes.

* CENA – Depois de três anos sem dar as caras, o trio Macaco Bong, instituição instrumental do rock brasileiro desde 2004, quando foi formada pelo guitarrista Bruno Kayapy na quente (mesmo) Cuiabá da época, acaba de lançar um single inédito. A faixa chama “Hacker de Sol” e vai estar no próximo álbum do grupo, “Mondo Verbero”, que sai ainda em 2021, sem data certa ainda (via selo ForMusic Records). Hoje o Macaco Bong traz Kayapy como membro original ainda Eder Noleto na bateria e Igor Carvalho no baixo, os dois de Cuiabá, embora o fundador da banda já tenha fincado o pé em São Paulo. “Hacker de Sol” é inspirada no filmaço “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. “O filme me trouxe uma narrativa que eu estava justamente buscando na sonoridade deste álbum. A vibe do sertão nordestino com um estilo de psicodelia que mistura o jazz, blues, desert rock com dub, R&B, música brega, forró e frevo recheada de melodias polifônicas e sequências de acordes e riffs mântrico através de uma linha de som mais minimalista”, explica Kayapy. A arte do single e a do álbum novo é da premiada chef, estrela de TV e roqueira Helena Rizzo, mulher de Kayapy.

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Popnotas – Quem faturou o livro do Fábio Massari. Noel Gallagher vacinado meio a contra-gosto. O Coachella bancando sua edição 2022. E o vídeo da Jadsa

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– Vamos começar o Popnotas de hoje com prêmios. Saíram os vencedores do nosso sorteio de dois exemplares de “84 – O Álbum Inglês”, o incrível novo livro do camarada Fabio Massari, não por acaso conhecido como “Reverendo”, com muitos serviços prestados ao que ele mesmo sempre chamou de “bons sons”. “84 – O Álbum Inglês” é uma caprichadíssima publicação da Terreno Estranho, editora que salva a lavoura indie com livros musicais diversos. “84 – O Álbum Inglês”, azulzão, capa dura, vai para as seguintes pessoas que concorreram no sorteio da Popload: Luiz Pazini, de Florianópolis, e Marta Isaac, de Goiânia.

– Ainda que o nosso amigo Noel Gallagher tenha mantido uns papos bem estranhos relativos à pandemia, de comentários contrários ao uso de máscaras e até pelo direito de não se tomar vacina, lembrando que o fascismo começa assim (!!!), ele finalmente resolveu tomar sua primeira dose da vacina da Oxford, a Astrazeneca. De acordo com o próprio ex-Oasis em uma entrevista, seu médico fez o seguinte (e ótimo) comentário: “Se você não tomar, você é um idiota”. Que bom, Noel. Ou a gente ia precisar continuar te zoando por aqui?

– E segue a retomada dos eventos musicais pelos Estados Unidos. A da vez é a volta do gigante Coachella Festival. Após ser adiado em 2020, remarcado para 2021 e cancelado este ano, lá em abril, a promessa do festival é acontecer em 2022 na sua data clássica, em abril mesmo nos finais de semana de 15-17 e 22-24. As atrações ainda não foram divulgadas, se é que já estão fechadas. Mas é o Coachella, né? Quem estiver interessado, as vendas começam nesta semana, no famoso “escuro”. Vale lembrar que Frank Ocean, Rage Against the Machine e Travis Scott estavam entre os headlines da edição original cancelada.

CENA – Criado e produzido à distância, como parte do projeto “Trilha Visual” do Sesc Interlagos, “Mergulho” é o novo vídeo da cantora e guitarrista baiana Jadsa, a dona de um dos nossos discos prediletos da CENA no ano. Em stop-motion, Jadsa desenha uma guitarra em cartolina que vai se misturando a outros desenhos em sua própria atuação em animações que se unem às fotos de Alile Dara Onawale, fotógrafa de Salvador, dona de um trabalho bem lindo. Dá uma sacada aqui. E veja o vídeo.

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Popnotas – As Dobradinhas cariocas, um r.i.p. Titus, Big Thief e o disco diferente, Wry para dançar e tchau, Coachella?

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– De onde os integrantes do quarteto americano Big Thief tiram tanta energia? Dois álbuns da banda em 2019, discos solos de três integrantes na sequência e um single do grupo ainda no ano passado. Tem espaço para mais? Em entrevista à “Guitar.com”, Buck Meek, guitarrista da banda, dá a dica que em breve teremos um novo disco do Big Thief, que já está pronto. E “diferente”, segundo ele. Hummm.

– Integrante da primeira formação da banda Titus Andronicus, de New Jersey, o tecladista Matt “Money” Miller morreu aos 34 anos. O anúncio foi feito pela própria banda em texto no Twitter assinado por Patrick Stickles, único presente em todas as formações e primo de Matt. Nas palavras dele, Matt era seu amigo mais querido. Ainda que tenha deixado a banda antes de ela começar a gravar, ele participou de alguns álbuns, sendo até o vocalista principal em um som do EP “Home Alone on Halloween”, de 2018.

– Sem Coachella? Sim, provavelmente por mais um ano o festival não deve rolar. Cancelado em 2020, a expectativa de uma edição 2021 é rejeitada por fontes entrevistadas pela revista “Variety”, que estipulam que o evento só tenha chances de voltar a ser realizado no ano que vem. A princípio, o Coachella está marcado para acontecer em outubro. Mas deve ir para abril de 2022, seu mês original de realização. Entre as alegações reveladas na revista, a principal razão é que o tamanho do Coachella pede por muito dinheiro e prazo. E, embora a situação da vacinação em massa nos EUA tenha acelerado bastante, ainda as incertezas em relação à pandemia e o tamanho colossal do festival tornam muito difícil sua realização.

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CENA – Uma boa notícia para animar ainda mais a ótima CENA do Rio de Janeiro e um pequeno grande festival para se ter perto mesmo à distância é o carioca Dobradinhas, que volta depois de cinco anos de hiato e acontece neste sábado, a partir das 15h, no canal de Youtube do evento. Seguindo sua vocação em promover encontros musicais, fazendo jus ao nome do festival que em edições passadas já deu suas dobras a nomes como Ava Rocha, Letrux, Cícero e Mahmundi, entre outros.
Os encontros de amanhã, com show de 40 minutos num quintal no Santo Cristo, são:
Ana Frango Elétrico e Luís Capucho + Joana Queiroz
Dora Morelenbaum e Luiza Brina + Aline Gonçalves
Juliana Linhares e Maíra Freitas + Diogo Gomes
Clara Anastácia e Joca + Rodrigo Maré

– CENA 2 – O veterano grupo sorocabano Wry (foto na home, de Ana Érica), agora na fase bilíngue, lançou hoje o single “Man in the Mirror”, faixa do bom álbum “Noites Infinitas”, lançado no ano passado. A música chega a este single de duas formas: “normal” remasterizada e, aqui é o brilho, num remix ultradance tipo Manchester anos 90, de autoria do DJ Electropaulo, lá de Londres. Uma terceira faixa comparece ao single, essa da música “In the Hell of My Head”, hit de show do Wry, feito por Evandro Flanicx, de São Paulo. Dança aí.

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#TBT POPLOAD – Em seção nova, contamos sobre o marcante show do Daft Punk no Coachella 2006

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* Senta que lá vem história. La vêm histórias, na real.

A Popload estreia agora a seção #TBT POPLOAD, uma maneira de recontar nossa trajetória desde 2000 como coluneta “Download” na “Folha de S.Paulo”, virando colunona “Popload” na Ilustrada e uma parte da seção Pensata na extinta Folha Online, saindo do jornal para os portais, primeiro IG e depois UOL, ficando independente, crescendo nos shows, nos festivais e sendo cooptado para fazer parte da Time for Fun, a maior empresa de shows da América Latina.

21 anos de jornalismo musical diário, um sem-número de festivais visitados no planeta, mais de 60 shows da série Popload Gig, 7 edições do Popload Festival, a gente tem algumas coisas para contar. E vamos procurar lembrá-las conectando com fatos do nosso presente, quando possível.

Por exemplo, esta estreia do #TBT Popload tem a ver com o morte do Daft Punk, obviamente.

A gente estreia nosso #TBT indo até o Coachella de 2006, quando o festival “era só mato” e areia e coqueiros e esculturas lindas e… E principalmente as selfies não competiam com as bandas do line-up. Era ainda um final de semana só, em dois dias apenas, ainda por cima. No sábado e no domingo. Nem tinha a sexta para “sextar”. Sdd, Coachella true.

2006 foi o ano em que o Daft Punk viria ao Brasil, meses depois o Coachella, para se apresentar no Tim Festival duas vezes, no Rio e enfiado no antigo Tom Brasil/HSBC Hall. Com um Yeah Yeah Yeahs e um TV on the Radio no pacote. Não vou nem mencionar o ótimo Thievery Corporation. Ops.

O Coachella 2006 foi ousado no seguinte ponto. Botaram dois nomes enooooormes do line-up não para tocarem no palco principal para 40 mil pessoas, chutando. Mas, sim, na tenda dance, a maravilhosa Sahara Tent, que cabia umas (chutando 2) 5 mil pessoas. Os fãs que lutem. Os nomes para essa “loucura”? Madonna e Daft Punk.

Fazia algum sentido essa ousadia coachellica. A Sahara Tent era um mundo à parte dentro do mundão do Coachella. Era o lugar para fãs de eletrônica com as melhores atrações de eletrônica do mundo. Quem ia lá para a tenda dance passava o dia todo nela, nem ligando para as atrações indies, do hip hop e do pop que dominavam os quatro, cinco outros palcos do festival californiano. E o Daft Punk era eminentemente dance. E a Madonna tinha lançado seu disco mais cluber, que pelo nome justificava a tenda eletrônica: “Confessions on a Dance Floor”.

E lá fui eu respirar o pouco ar que sobrava da tenda dance ver o Daft Punk (eu viria a Madonna também, no dia seguinte), entrando na tenda na carona da onda humana, saindo da tenda cuspido pela onda humana. Ouso dizer que tinha quase o mesmo número de gente fora da tenda que dentro. No domingo, na Madonna, com certeza tinha mais gente fora. Tanto que para os dois shows botaram telão para fora da tenda, para os muitos que não conseguiam chegar perto do palco.

Trago agora, para justificar este #TBT POPLOAD, quatro coisas: umas fotos desse show “especial” do Daft Punk na tenda do Coachella; um vídeo do show no festival californiano na íntegra, gravado por um fã bem localizado DENTRO da Sahara Tent; o setlist daquela performance; e o que saiu sobre o show na Popload naquele 2006 aprazível, quando a gente era feliz e sabia.

Repare no começo do show do Daft Punk no Coachella. Era da tour da pirâmide de led e eles entram em cena recebidos pelo tema do filme “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, aquelas inesquecíveis peça de cinco notas, manja?

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“…Falando em sexy, o Daft Punk no Coachella foi mágico. Uma vez tinha ido a um show deles na França, em um festival, em que a dupla simplesmente não apareceu para tocar. Visualmente não apareceu. O som eletro-robótico estava lá, mas no palco só tinha duas picapes. Foi assim o show inteiro. Sonzão rolando, todo mundo sem tirar o olho das picapes vazias. Desta vez, no Coachella, quando as luzes se acenderam e as cortinas negras se abriram, apareceram dois robôs numa pirâmide imensa, depois de que as famosas cinco notas do tema de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”recebeu a dupla.
A música de largada foi “Robot Rock”. Talvez em homenagem ao caráter roqueiro do Coachella, o princípio escolhido foi o de intermitentes riffs de guitarra à lá heavy metal. Depois de muitos anos sem fazerem shows, lá estava a dupla francesa Daft Punk, em carne e osso metálicos.
Estava tudo certo. Noite linda no meio do deserto e dois caras tipo robôs-ETs numa pirâmide colorida com telão moderníssimo.
Este é meu terceiro Coachella seguido e poucas vezes no festival eu vi uma comoção geral como em “Technologic” e principalmente como em “One More Time”, quando essas músicas foram tocadas.
Quase não estava dando para respirar dentro da tenda. Dali até o final arrebatador, com a extensa “Human After All”, eles, humanos enfim, bateram palmas para o público.
E todo mundo, com uma felicidade incrível na cara, saiu da tenda meio rápido para respirar o oxigênio que dá vida ao planeta. Sim, estávamos na Terra, apesar do Daft Punk ali, e after all.”

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Daft Punk Setlist Coachella Festival 2006, Alive 2006

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“TV Radiohead” mostra show do Coachella sem “Creep”. No caso, um “e daí?” aqui cabe

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* O canal do Youtube da banda inglesa Radiohead mostra hoje, 18h no nosso horário, logo depois da nossa Popload Live (cóf), um concerto que Thom Yorke e amigos lindos fizeram no Coachella Festival em 2012. Já vamos avisando, não tem “Creep” no setlist hahaha. Mas, como diriam governantes em momentos péssimos para se dizer coisas do tipo, e daí?

radiopost

O setlist está logo abaixo. Não tem “Creep” mas tem 21 músicas e termina com “Paranoid Android” chacoalhando o deserto e chamando todos os ETs da região “mística” californiana. Em 2012, o Radiohead foi o headliner do segundo dia de ambos os finais de semana do festival. A performance a ser mostrada hoje é do primeiro deles.

O show, da turnê do álbum “King of the Limbs”, lançado no ano anterior, está dentro da série que o Radiohead se propõe a fazer, em streaming ao vivo, nesta época de confinamento.

Você pode ver o concerto por este post mesmo, se quiser. É só voltar depois, às 6 da tarde.

Radiohead Setlist Coachella Festival 2012 2012, The King of Limbs

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