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CENA – O CoMa Festival, em Brasília, a onda de “conferências de música” e o Far From Alaska

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A mescla de conferência sobre música e festival com preço popular realizada pelo CoMa, novo evento indie que aconteceu em Brasília no final de semana passado, atraiu a atenção da Cena brasileira. Armado no gramado entre a Funarte e o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o evento teve a ideia de misturar artistas conhecidos (até Lenine e Emicida) com apostas locais e do indie atual. E muita conversação sobre o estado de coisas da música brasileira feita hoje. Com o crescimento e expansão da festa-festival Picnik, mais este CoMa, Brasília estabelece-se ainda mais no mapa do indie brasileiro.

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Com um climão de festa de final de ano do indie nacional, o CoMa levou a BSB, se não todos, quase todos, os mais destacados veículos, produtores e programadores de festivais da cena para passarem dois dias juntos, tudo isso para discutir o presente e o futuro da música feita por aqui. A Popload esteve de olho no festival e participando de mesa, com representação do poploader gaúcho Afonso de Lima.

De consultoria para novas bandas até bate papo com os maiores festivais independentes da atualidade, o que arrematou o maior número de público foram os quatro palcos espalhados pelo megalomaníaco complexo erguido para abrigar a parte musical do evento. Com ingressos entre R$ 25 e R$ 125 (para festival + conferência) o público ocupou boa parte dos shows apresentados durante a programação e é sobre eles que a gente vai falar um pouco mais por aqui.

Sábado passado teve Emicida, mas também teve Ventre e Carne Doce. O dia começou tímido com um line-up que tinha até dupla sertaneja independente tocando no sol quente de 1h da tarde. No caminhar do dia, Lista de Lily, Baleia e Ventre foram aquecendo o que seria a noite de Emicida, mas que antes ainda nos daria um Carne Doce já acostumado com palcos grandiosos.

O Clube do Choro, com capacidade para quase 500 pessoas, teve fila de dobrar a esquina para ver o Baleia, enquanto a psicodelia da Lista de Lily chamou atenção no palcão debaixo do clima árido de Brasília. Logo depois, já no entardecer, a Ventre chegou a gritos de “Fora Temer” soltando uma porção de músicas do seu único e ótimo disco. E soltando ainda seus tradicionais discursos “textão de Facebook” protagonizado pela baterista-metralhadora Larissa Conforto, em forma e conteúdo. Na parte musical, que é o que interessa, o Ventre fez um show suado e barulhento, preparando os ouvidos para o que ainda viria: Silva, Mahmed, Carne Doce, Rico Dalasam, Emicida, Jaloo e o bloco de carnaval Divinas Tetas.

Em paralelo a todos esses shows, ainda rolava uma tenda eletrônica comandada pelo Picnik e cheia de convidados locais. Tinhq também expositores com marcas da região e produtos artesanais, outra ação do Picnik dentro do CoMa.

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* No domingo, a latinidade e o rock comandaram: Quatro Pesos de Propina, Francisco, El Hombre e também Far From Alaska (foto acima) e Scalene. Se no sábado lotou consideravelmente os palcos principais e o simpático Clube do Choro, domingo a impressão foi de um grupo ainda maior circulando pelo espaço quase infinito do complexo. O dia começou com atrações locais seguidas do Bratislava, Aloizio e a Rede (também local), Medulla e da junção by Balaclava Records de Ventre + E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante. Cuatro Pesos de Propina botou o Clube do Choro abaixo e reforçou a conexão latino-americana que o festival trouxe, no palco norte. Clarice Falcão arrebatou milhares de fãs teen com um stand-up comedy com cara de show muito bem executado, prendendo até os desavisados que passavam pelo bar e esperavam a Francisco, El Hombre tocar.

De volta ao Clube fechado, Selvagens à Procura de Lei entupiram a pequena sala e fizeram uma das maiores filas do festival (olha só, uma fila enorme que nem é para comprar cerveja). Na chegada da esperada Francisco, El Hombre, o palco norte acabou virando um grande baile latino, cheio de danças desengonçadas para todo lado.

No outro lado, Larissa Luz se apresentou com uma ótima surpresa, com um show alto e cheio de batidas pesadas. Na sequência, Far From Alaska estourou os PA’s do festival com o som de guitarra mais alto que ouvimos durante todos os shows que assistimos. O setlist veio cheio de novidades do seu recém-lançado disco poderoso, “Unlikely”, que havia saído dois dias antes da apresentação. O público cantou junto, pulou e até ensaiou uma roda punk sem muita experiência. Um dos grandes shows do festival. Tendência no festival, teve encontrão de bandas no palco do Far From Alaska. Supercombo, Clarice Falcão, Medulla e mais um monte de gente subiu ao palco no show do grupo do Rio Grande do Norte.

Na caída da noite e na última parte do festival, ainda aconteceram show dos gringos do O’Brother, dos locais da Scalene e do quase aposentado Lenine (com um set imensamente longo).

O CoMa acertou? Parece que sim, parece que muito. Com um line-up bem diversificado e valorizando a cena local, o CoMa chegou certo a Brasília. O mix de quatro produtoras conseguiu criar uma estrutura gigante e de qualidade para receber bandas interessantes e que conversam com o que de novo está acontecendo musicalmente, além de trazer nomes consagrados para dar o peso necessário a escalação. Talvez o complexo ultragrandioso não tenha ajudado muito a agrupar as pessoas o tempo todo, mas facilitou a circulação e também evitou filas para comida, bebida e pagamentos.

Conferência/Festival, esse modelo que ainda é novo por aqui mas está crescendo bastante, apresentou um pequeno problema em relação às agendas, já que dividiu o público entre grandes shows e grandes painéis. Solução? A gente deixa para os programadores. Para muito além disso, o CoMa conseguiu começar com o pé direito, tanto pela organização impecável como também pela estrutura de qualidade e a boa organização dos palcos, claro, tirando os atrasos que acabaram atrapalhando um pouco quem estava pontualmente organizado. Fora isso, potencial para uma segunda edição com ainda mais acertos.

BH – Neste final de semana, ainda com participação da Popload, presente, e mais um exemplo da onda “conferências de música” no estilo SIM-SP, está acontecendo em BELO HORIZONTE a dobradinha de festivais Sonâncias (de debate + show) + Transborda (festival). Ontem, sexta, a Popload participou de um debate sobre “comunicação e divulgação de bandas e eventos independentes”. Hoje, sábado, o Transborda leva para a lagoa da Pampulha, com entrada gratuita, um evento musical encabeçado pela banda da hora, os potiguares do Far From Alaska, e mais: os mineiros do Djonga, Young Lights, Pequeno Céu, El Toro Fuerte e a paulistana Iara Rennó.

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CENA – 50 shows e uma porção de palestras, começou o festival CoMa em Brasília

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* O Festival CoMa ocupa a agenda musical de Brasília neste final de semana trazendo um mix de debates, oficinas e shows (quase um SIM São Paulo em Brasília). É uma tendência muito forte já na cena indie, esses festivais que misturam bandas e muito bate-papo de “integração”. Semana que vem, em BH, acontece o parecido Sonâncias, outros dos eventos para lavar a roupa suja indie, criar reflexões e apontar caminhos, tudo aliado a apresentações ao vivo (O Sonâncias desemboca no festival Transborda, de agenda de shows repleta).

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Voltando, neste CoMa, ao todo, vão ser mais de 50 bandas espalhadas em diversos palcos e um circuito de 36 atividades ligadas a agenda da conferência paralela aos shows. A Popload participa desta edição com cobertura e em mesa de debate conta ou mostra um pouco do que vai acontecer por aqui.

Hoje o CoMa promove com um mix de palestras, workshops e debates no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, além de um “pitch” com a imprensa e convidados para que as bandas locais possam mostrar um pouco do seu trabalho. Dos painéis trazidos pela organização, estão diversos sobre empreendedorismo musical, circulação de bandas e festivais; já nos workshops, quem estiver no festival vai poder aprender sobre choro, grafite e percussão.

Em paralelo à tarde de conferência, os shows começam no conglomerado de espaços construído para o festival e batizado de Complexo CoMa. Na agenda estão alguns shows locais e figuras do indie nacional e até do, bem, sertanejo no início da tarde, até o fechamento da noite com Emicida, Jaloo e Divinas Tetas. Entre as bandas que tocam na tarde estão Fetuttines, Carne Doce, Ventre, Baleia, Mahmed e mais uma porção de novos nomes da cena.

No domingo a Popload participa do painel “Além da Crítica Cultural: Veículos de imprensa que se tornam plataformas multidisciplinares de conteúdo de música”, a partir das 15 horas, representada pelo poploader Afonso Lima, no centro de eventos da conferência. Ao mesmo tempo, uma porção de bandas sobe aos palcos do Completo CoMa.

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CENA – Viva Brasila! Novo festival CoMA engrossa o caldo indie da capital federal

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* Primeiramente, fora Temer!

Com o anúncio hoje do novíssimo CoMA (Convenção de Música e Arte), festival que promete levar do Distrito Federal em agosto cerca de 50 shows indies, muitos painéis de discussão sobre a música deste país e com uma estrutura para receber mais de 10 mil pessoas, Brasília vai viver seus dias de Austin, a partir da semana que vem e por algumas próximas.

A cidade, do ancião festival Porão do Rock, que já foi mais amigo da música independente e chegou a receber 100 mil pessoas em algumas de suas edições gratuitas de outrora, sedia no final de semana de 24 e 25 deste mês o Picnik Festival, com um line-up cheio de referências do indie nacional e apostas gerais na linha O Terno, Ava Rocha, Bixiga 70, o norte-americano The Blank Tapes, o pernambucano Tagore e outros artistas de Sul a Sudeste do país. Tudo isso totalmente gratuito e mesclado a mais uma série de workshops, palcos auxiliares com curadoria de selos, discotecagens, oficinas e atividades culturais espalhadas pelo espaço da Fonte da Torre de TV de Brasília.

O Picnik já está nacionalmente conhecido principalmente pela quantidade absurda de pessoas que se reúnem duas vezes por ano em diferentes espaços da cidade (mais de 25 mil por edição).

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Já o novo CoMA (Convenção de Música e Arte), que está por ser anunciado oficialmente a qualquer momento, promete engordar ainda mais a conta de novas bandas do indie nacional visitando a cidade logo nos primeiros dias de agosto, entre 4 e 6.

Nos espaços do Planetário, Clube de Choro e gramado da FUNARTE, o CoMA receberá os palcos para as atrações musicais, trazendo à cidade nomes como: Emicida, Francisco, el Hombre, Far from Alaska (foto na home da Popload), Jaloo e muitos outros artistas nacionais, além dos gringos da experimental O’Brother, de Atlanta, Georgia (foto abaixo). Já o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, será responsável pela parte destinada a negócios da música e turismo, abrigando um circuito paralelo aos shows.

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As vendas promocionais para o CoMA iniciam no dia 20 deste mês e já estão com a fila de espera disponível no link.

Somando a 25ª edição do Picnik que acontece durante o 57º aniversário da cidade, junto ao novo CoMA, Brasília deve receber quase uma centena de bandas nacionais e internacionais nos próximos meses. As atrações se dividem por diversos espaços da região e demonstram para o resto do Brasil, a articulação cada vez mais global do centro do país com as cenas que estão ao seu redor, ocupando diferentes espaços da região com os mais variados formatos e públicos.

Se você aumentar o alcance para o circuito Goiânia/Brasília e botar no rolê os festivais goianos Bananada e Vaca Amarela, entre outros eventos, o Centro Oeste nunca bombou tão, digamos, seriamente na CENA nacional.

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