Em conan:

O rock ainda vive. É só dar uma olhada na apresentação do Dinosaur Jr em rede nacional

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O grande Dinosaur Jr continua no rolê divulgando seu mais recente álbum, o bom e pesado “Give a Glimpse of What Yer Not”. Nesta semana, eles pintaram no programa de Conan O’Brien para mostrar “Goin Down”, uma das melhores músicas lançadas em 2016.

Trio formado por J Mascis, Lou Barlow e Murphy, o Dinosaur Jr. continua super cultuado em diversos cantos do mundo. No Brasil não é diferente. Desde os anos 90, a banda norte-americana tem mantido acesa a chama do rock alternativa como poucas, mantendo-se fiel à sua sonoridade desde o início.

“Give a Glimpse of What Yer Not” foi lançado em junho e é o 11º disco de estúdio do grupo, o quarto após a reunião que rolou no ano de 2005. Mascis escreveu 9 canções e Barlow outras duas.

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School of rock: um Pixies e umas crianças tocando Bowie no Conan

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* O projeto sem fins lucrativos Let Them Rock, vertente da famosa School of Rock cuja finalidade é botar crianças sem grana na música desde cedo, ensinando, dando suporte tecnológico e oportunidades de se apresentar ao vivo para valer, foi parar ontem à noite no programa do Conan.

É a tal da “oportunidade” elevada a centésima potência. Um grupo formado estudantes, acompanhados dos padrinhos Joey Santiago (dos Pixies, um dos mais habilidosos guitarristas indie da história) e Josh Freese (baterista que já tocou do Guns N’Roses a Nine Inch Nails), tocando Bowie clássico para uma audiência de fim de noite da TV americana.

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Unknown Mortal Orchestra leva sua batucada indie ao Conan

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* Música das mais ricas no pop hoje em seu conceito e execução ao vivo, cheia de batuques, riffs, baixo forte, vocais e vocais de apoio, palminhas, e, claro, a letra bizarrinha, “Can’t Keep Checking My Phone” é uma das grandes canções deste ano. Então é sempre um prazer ver o Unknown Mortal Orchestra, projeto do figura Ruban Nielson, um dos heróis da cena de Portland, numa apresentação delícia como a de ontem à noite na TV americana, dentro do programa do Conan.

“Can’t Keep Checking My Phone” é o destaque do bom “Multi-Love”, o álbum funk de uma das bandas mais indies da paróquia indie, como eu já falei aqui uma vez.

Ah. Curiosidade indie. Consta que um dos batuqueiros da orquestra do Unknown Mortal, na apresentação no Conan, é o Connan Mockasin, músico bem doido da Nova Zelândia. Conan e Connan. Não se perca nos nomes. Mas pode se perder em
“Can’t Keep Checking My Phone”.

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Catfish and the Bottlemen fazendo “barulho na indústria musical”. E no Conan

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* Formada em 2007, a Catfish and the Bottlemen, banda nova britânica de uma molecada que faz um rock,
digamos, “radio friendly”, mas bem inspirado, continua divulgando o álbum de estreia lançado no ano passado, o agitado “The Balcony”, que inclusive chegou a aparecer em algumas das listas de melhores de 2014 por aqui.

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A banda (vale dizer, é do País de Gales) se apresentou ontem aos americanos, via o programa do topetudo apresentador de TV Conan O’Brien. A música escolhida pelos galeses para a TV ianque foi “Coccon”, que na verdade é apenas um dos SEIS singles já lançados desse primeiro álbum, de 11 faixas.

Eles, que já haviam apresentado outro desses singles (“Kathleen”) no “finado” Letterman no começo do ano, estão atualmente na clássica missão de conquistar (ou pelo menos se destacar) no tão sonhado mercado norte-americano, com uma extensa tour pelos USA e Canadá.

Duas coisas: no final do ano passado, vi o show do grupo num palco mixuruco para bandas novas no enorme Austin City Limits, no Texas, e a galera galesa bombou para meia-dúzia de moleques americanos entusiasmados. De lá para cá, eles já cresceram bem por lá. Outra é que vi em uma entrevista deles um tempinho atrás em que falaram que que a ordem da banda para o empresário era, principalmente para festivais: não recuse nenhum, em nenhum lugar.

Se esse é o desafio do Catfish and the Bottlemen no momento em mercados ainda não tão bem explorados, no Reino Unido a banda não tem com o que se preocupar. Eles tocam agora no final de agosto no(s) gigantesco(s) Reading/Leeds Festival e se preparam para uma turnê em outubro e novembro pela Inglaterra, com ingressos esgotados para APENAS t-o-d-a-s as 12 datas.

Em declarações recentes, o vocalista Van McCann disse que a banda já pensa no próximo disco e que será “muito melhor que o primeiro e vai fazer um barulho na indústria musical”.

Os meninos da terra do Manic Street Preechers parecem saber o que querem.

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Hello, I Love You. Cover do Doors com Boy George e Jack Black (!)

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* É tudo muito bizarro, mas vá lá. Programa do Conan ontem à noite, na TV americana. Com o ex-ídolo musical e lixeiro Boy George e o maneirista comediante roqueiro ame-ou-odeie-o Jack Black conversando sobre músicas e influências e chegaram, no papo com Conan O’Brien, ao nome dos Doors, Jim Morrison e tals.

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Daí o Conan teve a grande “ideia”: “Já que vocês estão falando em Doors, por que não cantam uma música da banda, juntos”. E foi checar se a banda de apoio do programa sabia tocar alguma canção do importante grupo de Los Angeles. Eis que, out of nowhere, descobrem que o GUITARRISTA DOS DOORS, Robby Krieger, por acaso estava ali no palco, com uma guitarra na mão.

E aquilo deu nisso. Conan, lets jump in your game:

PS: Ah! Acho que você até já sabe. Mas o Culture Club, de Boy George, vai voltar.

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