Em courtney barnett:

Courtney Barnett faz session em loja de disco e canta até Velvet Underground

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* No meio de novembro do ano passado, a guitarrista australiana Courtney Barnett, nossa amiga, soltou seu lindo terceiro álbum, “Things Take Time, Take Time”, que correu para lugares legais nas listas de melhores do anos de uns lugares bons por aí.

Algumas poucas semanas antes de o álbum sair, ela passou pela Califórnia e gravou para uma rádio de Los Angeles, a 88.5FM, uma session dentro da gigantesca loja de discos Amoeba Records, uma das mais famosas do mundo pela quantidade absurda de produtos discográficos que oferece. Fora os eventinhos de lançamentos de álbuns e showzinhos como este que costuma promover.

Foram quatro músicas que Barnett performou na Amoeba, de forma acústica, sentadinha no meio de umas prateleiras de vinis da loja. Três foram do “Things Take Time, Take Time”, os singles “Rae Street”, “Write a List of Things to Look Forward to” e “Before You Gotta Go”. A quarta foi uma cover da clássica “I’ll Be Your Mirror”, que ela contribuiu para o tributo de mesmo nome em homenagem ao colossal Velvet Underground, que saiu em disco em setebro de 2021.

Esse material da Courtney Barnett na Amoeba subiu hoje no Youtube da rádio californiana. Tudo aqui embaixo.

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Courtney Barnett com violãozinho, porém plugado, toca a bonita “Rae Street”

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* Da recente session solo, com violão, porém não-acústica que a cantora e guitarrista canhota australiana Courtney Barnett fez para a rádio de satélite americana Sirius XM, pintou agora mais uma música.

Desta vez é para a lindona “Rae Street”, que abre seu recente álbum e foi o primeiro single dele. “Things Take Time, Take Time”, o terceiro disco da guitarrista poploader, que saiu agora em novembro, é um dos melhores do ano, também por causa de “Rae Street”.

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POPNOTAS – A “Tiny Desk” da Olivia Rodrigo. Courtney Barnett na Sirius. Glass Animals no Colbert. E a superbanda Queens/Foos/Chili Peppers/Tool tocando covers

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– A polêeeeeeemica e jovem Olivia Rodrigo, roqueirinha pop e atriz, teve seu momento “Tiny Desk”, levando sua banda de meninas para mostrar quatro faixas de seu disco de estreia, “Sour”, lançado em maio. Foram executadas “good 4 u”, “traitor”, “drivers license” e “deja vu”. Olivia representou:

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– A Sirius XMU, a emissora alternativa dentro da rádio de satélite americana, soltou uma session da lindona Courtney Barnett tocando e cantando a linda “”Write a List of Things to Look Forward to”, faixa de seu discaço “Things Take Time, Take Time”. Em que lugar este disco está na sua lista das dez melhores do ano, hein?

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– Quem apareceu na TV americana ontem para uma performance no programa do Stephen Colbert foi o grupo inglês Glass Animals, na verdade um projeto do brilhante rapaz David Bayley. A banda apresentou ao vivo a ótima “Heat Waves”, single de seu disco do ano passado, o criativo “Dreamland”, lançado quando o lockdown britânico estava em sua fase mais cruel. E Bayley não deixou de fazer o álbum e produzir vídeos e sessions para nos entreter. Bom menino!

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– Foi assim: no último final de semana rolou uma jam session bem loka em Malibu, na Califórnia, reunindo e misturando no palco o seguinte time: Josh Homme do Queens of the Stone Age nos vocais e na guitarra, Danny Carey do Tool na bateria, Taylor Hawkins do Foo Fighters também na bateria e também nos vocais, Chad Smith dos Chili Peppers tambééém na bateria em alguns sons, Chris Chaney do Jane’s Addiction no baixoe o músico Andrew Watt completando o rolê. O showzinho aconteceu para levantar fundos para a instituição Malibu Elementary School. A superbanda ficou tocando só covers, tipo “Should I Stay or Should I Go“, do Clash, “Go with the Flow’, do QOTSA, “Hot Legs“, do Rod Stewart.

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POPNOTAS – O Primavera Sound São Paulo. O de Los Angeles com o Arctic Monkeys. O Khalid também por aqui em 2022. E a performance linda da Courtney Barnett na TV

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– Com o anúncio hoje do Primavera Sound Santiago, do Chile, já dá para vislumbrar que está para ser revelado o Primavera Sound São Paulo e o Primavera Sound Buenos Aires, provavelmente nesta quarta-feira, se nada mudar do planejado. E bem na semana em que foi anunciado line-up e abertura de venda de ingressos do Primavera Sound LA, a já sabida primeira manobra de expansão do festival espanhol (veja nota mais completa abaixo). O maior evento indie-true do mundo, realizado anualmente na linda Barcelona, já há algum tempo ensaiava sua expansão. Os Primavera Sound sulamericanos acontecerão todos em novembro de 2022. A gente só não estava muito satisfeita, falando no caso do PS SP, no local em que ele seria realizado. Vamos torcer para, no anúncio oficial, ele ter mudado. Mas, claro, está valendo de qualquer forma.

– Então. O segundo festival indie mais querido do planeta anunciou sua primeira edição nos EUA, mais precisamente em Los Angeles, na Califórnia. O Primavera Sound LA acontecerá em três dias de setembro, de 16 a 18, no Los Angeles State Historic Park, com bastantes nomes bons já anunciados: Arctic Monkeys, Nine Inch Nails e Lorde serão os headliners. Fontaines DC, Arca, James Blake e Dry Cleaning estão no elenco. O Primavera LA foi anunciado em 2019, para acontecer em 2019, mas a pandemia não deixou. Parece que agora vai. Ingressos para esta edição de 2022 já começam a ser vendidos na próxima sexta-feira, dia 10, em pre-sale, nos formatos passe de três dias e VIP.

– Um dos nomes mais influentes na música segundo a revista “Time”, o cantor norte-americano Khalid teve dois shows no Brasil anunciados ontem. Ele se apresenta em São Paulo e Rio de Janeiro nos dias 23 e 25 de junho de 2022, respectivamente no Espaço das Américas e na Jeunesse Arena. O frequentador de topo da “Billboard” acabou de lançar o que tem chamado de uma “mixtape-EP”, a “Scenic Drive”, com destaque para o single “Present”. Khalid tem programado o lançamento de seu terceiro álbum, “Everything Is Changing”, para o começo do ano que vem. Os ingressos, de vários preços mas com a pista custando R$ 350 lá e cá, começam a ser vendidos nesta terça-feira, em pré-venda. Na semana que vem, dia 14, abre ao público geral.

– A maravilha australiana Courtney Barnett, nossa amiguinha, foi ontem à noite dar um showzinho na TV americana. Dona de um dos álbuns do ano, o lindo “Things Take Time, Take Time”, Barnett compareceu ao programa do Jimmy Kimmel para uma performance da música “If I Don’t Hear from You Tonight”, maravilhosa e aqui mais aceleradinha. Que beleza, Courtney!!

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Top 10 Gringo – Que semana de músicas incríveis. Mas o que formou pódio por aqui foram Courtney Barnett, Ye e Idles

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* Este feriado que passou atrasou nosso trabalho por aqui e também deixou a gente com muita saudade do nosso festival – no tradicional 15 de novembro. Mas tudo bem, isso é uma outra história. O que pega é que a semana foi carregada de discos novos, muito mesmo, e ainda estamos digerindo tudo para muito além daquela escutada básica. Mas já estamos maravilhados com alguns. Courtney Barnett lançou coisa nova, Idles também, Damon Albarn… Lógico que singles também não faltaram, e aí temos Beyoncé, Placebo… E tem o Kanye West, que ao seu modo soltou sem aviso uma edição de luxo do “Donda”, que é quase outro disco se a gente for contar o número e o calibre do “material extra” que entrou – no mínimo, é outra experiência escutá-lo de cabo a rabo, vai. Dito isso tuuuuuuudo, vamos às novidades todas e ao que interessa, que é engordar nossa valiosa playlist:

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1 – Courtney Barnett – “Turning Green”
Quem ama a guitarra da Courtney Barnett, sem dúvida uma das mais originais por aí no momento, vai se surpreender com esta faixa de seu novo álbum, “Thing Take Time, Take Time”, onde ela simplesmente (quase) deixa a guitarra de lado. Temos um beat, um baixo potente, um pouquinho de percussão, um sintetizador, se pá, um piano. E quando você acha que ela não vai tocar uma notinha sequer da guitarra vem um solo descontruído (sério) e maravilhoso. Courtney arrepia nesse novo disco. Aliás, já viu nosso papo com ela?

2 – Ye – “Life of the Party”
Não é todo dia que a gente tem a chance de escutar o sumido André 3000 em um som e isso já é o bastante para valorizar a novidade da versão de luxo de “Donda” – uma canção incrível que quase não viu a luz do dia por conta de uma treta com o próprio André sobre a edição da faixa. Ainda que bem que tudo foi resolvido, pelo visto, nem que tinha tido um impulso do desafeto Drake haha. Enfim, um um disco um tanto quanto confuso, ok, mas eis aqui uma faixa bem resolvida e lindona.

3 – Idles – “The New Sensation”
Em seu trabalho mais “experimental” (se é que dá para dizer isso) até aqui, o ótimo “Crawler”, são bons os momentos em que o IDLES também se permite ser mais “tradicional”. “New Sensation” é uma porrada (quase literal) em um político britânico que sugeriu que os artistas se reinventassem durante a pandemia, abdicando da arte. Consegue imaginar ter lidado com a fase mais brusca de ficar em casa sem arte? Agora pensa isso tudo transformado numa música e tanto…

4 – Beyoncé – “Be Alive”
Vacilaram muito em até hoje não acertarem com a Beyoncé um tema do 007. Não que “Be Alive” tenha a ver com algo do agente secreto, mas mostra a capacidade incrível da Queen B em traduzir a emoção de um filme em música. No caso, estamos falando do filme que vai contar a história do pai (e de quebra) das tenistas irmãs Williams – que pelo trailer vai ser daqueles longas de arrepiar quem é fã e quem não é fã do esporte, especialmente pela atuação do Will Smith.

5 – Damon Albarn – “Darkness to Light”
Não vamos ser apressados e tal, mas a sensação que “The Nearer The Fountain, More Pure The Stream Flows”, segundo disco solo para valer de Damon Albarn (Blur, Gorillaz e outros mil projetos), deixa é de talvez ser um dos trabalhos mais inspirados do inglês, entre todos. Exagero? Não tem faixa ruim, as letras são boas, a voz está em cima… Até parece que ele vinha escondendo o jogo por aí nos últimos anos.

6 – Nation of Language – “The Grey Commute”
Direto dos anos 80, Nation of Language. Zuêra. Esse trio do Brooklyn é atualíssimo, mas, caramba, que sensação esquisita e boa ele provoca. É que o synth pop que a banda captura em seu novo álbum, “A Way Forward”, tem muito da essência do melhor do gênero das antigas e gera essa sensação curiosa de estarmos diante de uma novidade e de uma coisa datada. Falar isso parece um lugar comum sobre músicas que usam elementos retrô, mas a questão é que o Nation of Language, de alguma maneira muita habilidosa e difícil de colocar em palavras, deixa essa divisão entre novidade e velharia mais nublada que outras bandas que tentam o mesmo. Fez sentido?

7 – Taylor Swift – “All Too Well (Taylor’s Version)”
Well, well. Música de DEZ minutos da Taylor Swift para você. Mas acredite: a música só vai ficando boa enquanto esse tempo passa. Porque o tempo para ela passou desde que lançou o seu “clássico álbum”, o “Red”, aos 22 anos, e agora aos 31, mudada, resolveu refazer o disco e chamá-lo de “Red (Taylor’s Version)”. Believe!

8 – Holly Humberstone – “Haunted House”
E, por falar em lugares estranho da música no tempo e espaço, aqui outro exemplar de música nova que parece que sempre esteve por aqui. É a lindíssima “Haunted House”, da britânica Holly Humberstone, que chega a seu segundo EP e tem cara de quem deve conquistar o mundo em breve – ela já é destaque em diversas publicações e festivais. Questão de tempo.

8 – Beach House – “Once Twice Melody”
A querida Beach House, dupla dos Estados Unidos formada por Victoria Legrand e Alex Scally, que não lançava nada desde desde 2018, chega com um álbum divido em quatro capítulos. Se o restante tiver o pique que a primeira etapa tem, estamos feitos.

10 – Placebo – “Surrounded by Spies”
Foi longo o período sem novidades do Placebo. Mas a banda emo-glam-gótico que encantava David Bowie ressurge para um novo trabalho, “Never Let Me Go”. Nas devidas proporções, esse segundo single de retomada do grupo herda muito do que Bowie inventou por aqui, inspiração declarada do vocalista Brian Molko para a letra. Em todo caso, é muito Placebo e (melhor ainda) em seus melhores dias.

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* A imagem que ilustra este post é da guitarrista australiana Courtney Barnett.
** Este ranking é formulado pelo duo Lúcio Ribeiro e Vinícius Felix.

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