Em courtney barnett:

POPLOAD NOW – Oito razões que provam que o Primavera Sound 2022 vai ser o maior festival dos últimos tempos

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* Manhã agitadíssima no mundo da música, mais precisamente dos festivais e da volta deles pós pandemia. O gigante catalão Primavera Sound, reconhecido internacionalmente pela sua absurda curadoria, anunciou seu incrível line-up para a edição de 2022, junho do ano que vem, de 2 a 5/6 e depois de 9 a 12/6. Portanto não terá apenas UM final de semana de realização, como de costume, mas sim DOIS findes de programação, além de shows espalhados por Barcelona no meio deles. Para compensar os dois anos sem festival, vão fazer um Primavera Sound 2020 e um 2021 em 2022. Está entendendo?

Bom, a escalação do Primavera Sound está melhor do que o esperado. PORQUE ESTÁ TODO MUNDO LÁ.
É talvez o festival “mais próximo” da Popload, até mais que o Glastonbury. Essas bandas todas que diariamente vêm sendo faladas aqui, ganhando posts e posts neste site de guerreiros indies, TODAS ESTÃO ESCALADAS na edição do ano que vem do festival espanhol. É muita emoção.

Agora aumenta a foto aí e ajusta a visão, porque o pôster não colabora muito para ver as maravilhosas linhas pequenas de bandas.

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Bom, mas vamos ao que interessa. O Primavera deve ser hoje o maior e mais legal festival do mundo e PODEMOS PROVAR POR QUÊ.

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1 – HEADLINERS DE PESO

Depois de ter duas edições seguidas adiadas por conta da COVID 19, a edição de 2022 juntou alguns dos artistas previamente anunciados e trouxe nomes fortíssimos para a volta do festival. Pavement, Strokes, Massive Attack, Tame Impala, Nick Cave and the Bad Seeds, Gorillaz, Beck, Tyler the Creator, Lorde, Dua Lipa, Megan Thee Stallion, Interpol, Yeah Yeah Yeahs, Jorja Smith, The National e Jamie XX. Está bom para você?

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2 – LINHAS PEQUENAS QUE IMPORTAM

Estes dias comentamos sobre o “polêmico” Lollapalooza Chicago 2021, que foi questionado por muitos por ter nomes menos conhecidos e estar recheado de DJs.
No espanhol Primavera Sound isso não é problema. Aliás, problema mesmo é acompanhar tanta banda legal anunciada.
Ainda em letras “médias” do seu teste de oftalmo, algumas bandas que amamos: Bikini Kill, Fontaines D.C., Slowthai, King Gizzard & the Lizard Wizard, Kim Gordon, Idles, Charli XCX, Caroline Polachek, Kacey Musgraves, Rina Sawayama, Girl in Red, A.G. Cook, Jehnny Beth, Shame, Honey Dijon, Black Midi, Black Lips, DJ Shadow, Disclosure, Big Thief, Playboi Carti, Pa Salieu, Slowdive, Run The Jewels, M.I.A., Burna Boy, Brittany Howard, Jessica Pratt, Shellac, Celeste, King Princess, Sky Ferreira, Romy… ENTRE OUTROS.

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3 – VÁRIOS AMIGUINHOS DE SHOWS NA POPLOAD

Além de headliners familiares da casa, tipo Tame Impala, Lorde, Nick Cave, Jamie XX, tem também vários outros nomes que trouxemos ao Brasil para Gigs e Festival: Metronomy, Khruangbin, Jesus and Mary Chain, Yo La Tengo, Sharon Van Etten, Caribou, Beach House, Little Simz, Courtney Barnett…

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4 – NOMES PARA FICAR DE OLHO

O festival talvez seja um dos maiores termômetros do que você pode esperar para ver em outros eventos musicais pelo mundo, até em anos posteriores. Bandas que ainda vão estourar em muito lugar, achadinhos que valem a pena.
Nossas antenas aqui na Popload estão sempre bem ligadas e neste line-up do Primavera Sound vimos vários nomes que cantamos a bola ao longo do ano: Dry Cleaning, Sinead O’Brien, Black Country, New Road, Porridge Radio, Squid, Working Men’s Club, Rolling Blackouts Coastal Fever, Viagra Boys, The Murder Capital, The Weather Station, Shame, Beabadoobee, Faye Webster, Tim Burgess, Iceage…

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5 – FESTIVAL DIVERSO E EQUILIBRADO

Talvez uma das coisas mais legais de ver acontecendo em eventos como este é a preocupação em ter uma programação balanceada em questões de gênero. Isso já era uma preocupação quando o Primavera Sound anunciou a edição de 2020 e que felizmente se repete para o próximo ano.
Mais felizes ainda ficamos em ver a que talvez seja a melhor representante brasileira nesse quesito: Pabllo Vittar está confirmadíssima!

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6 – MAIS?

Sim, o Primavera Sound 2022 recém-anunciado tem tudo acima e mais um pouco. Cada olhada mais atenta ao line-up do festival espanhol soltam aos olhos bandas incríveis que na tontura das primeiras olhadas tiveram o foco desviado. Mas aí a gente volta ao pôster e vai vendo que ainda vai ter Sampa the Great, Connan Mockasin, Tops, Pond, El Mató a un Policia Motorizado…

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7 – COVID

Diferentemente de como foi semana passada com o anúncio de outro festival gigantesco, o Lollapalooza americano, o espanhol Primavera Sound não gastou muito tempo se referindo a medidas contra a Covid.

A despeito de novas ondas e cepas do vírus, acredita-se que até o ano que vem toda a Europa esteja vacinada.

Em março deste ano, um teste do setor de música ao vivo foi feito em Barcelona, em um show para 5 mil pessoas com testes negativos para a Covid-19. Boa parte usava máscara. Mas outra parte não. E não tinha distânciamento, todo mundo estava junto. Cerca de quatro casos dos presentes foram confirmados a posterior, mas nada garantindo que a contaminação veio do show-teste.

Em 2019, em sua última edição, cerca de 220 mil pessoas foram ao Primavera. Em 2020, com o final de semana dobrado para o evento, espera-se o dobro disso. É tradicional que pelo menos metade desse público que atenderá o festival venha de outras partes da Espanha e dos países europeus vizinhos. Muitos ingleses costumam viajar a Barcelona no verão para ver o Primavera Sound.

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8 – BARCELONA

Cidade deliciosa, bonita, no Mar Mediterrâneo, rota para outros lugares legais na Espanha e até tiro curto para fora dela, verão europeu, comidas e bebidas incríveis, rica em arte em museu e na rua, o Barcelona, o bairro gótico, clubes incríveis, programação esperta nos dias de semana, pertinho de Ibiza. E um festival como o Primavera para encarar. Se o problema não for $$$, exatamente, e as ondas zoadas da Covid deixar, não vai ter melhor lugar no mundo para se estar em junho de 2022.

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* Abaixo, o genial filminho de apresentação do line-up do Primavera Sound 2022.

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PS: O Primavera Sound avisou no Intagram dele que, além de acionar o zoom para ver o line-up, a gente pode esperar MAIS ATRAÇÕES A SEREM ANUNCIADAS. OK?

Ah, e ainda o festival vai acabar com uma grande festa na praia, em 12 de junho, com uma penca de DJs tocando na praia de Sant Adrià de Besòs, incluindo Nina Kraviz, Amelie Lens e Peggy Gou.

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Lúcio Ribeiro e Daniela Swidrak.

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POPLOAD NOW: No 8M, listamos 5 mulheres espetaculares que já passaram por nossos palcos

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* Uma mulher não se define pela amplitude de suas curvas ou pelo tamanho de seus seios. Não é definida tampouco pelo comprimento do seu cabelo ou pelo conteúdo entre as pernas. Ser mulher neste mundo é saber que as probabilidades estão muito contra você, mas ainda assim avançar sem medo. É sabido que você só será culpada por ser mulher, e que cada vitória será por usar muito mais capacidade e coragem, e forçar o seu reconhecimento numa sociedade que só te culpa e julga.

Este dia de hoje, o Dia Internacional da Mulher, não é sobre dar flores e presentes. É sobre lembrar que a mulher merece respeito, igualdade. Sobre apoiar aquela mina que você achou legal, sobre ser inspiração umas para as outras. Lembrar que elas são mais, que podem sim ocupar todos os cargos que quiser, e que a vida é uma batalha diária sobre isso.

Muitas minas fizeram e fazem a Popload possível. Nos shows em cima ou por trás dos palcos, na redação. A nossa homenagem, hoje, é relembrar neste dia em especial algumas dessas mulherzaças que já nos inspiraram muito e que felizmente tivemos a honra de ver em nossos palcos. Apenas cinco aqui, mas representando um infinito delas, que nos ajudam a sermos o que somos.

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1. PATTI SMITH
(Popload Festival 2019, Memorial da América Latina, SP)

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2. LORDE
(Popload Festival 2018, Memorial da América Latina, SP)

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3. COURTNEY BARNETT
(Popload Gig em 2016, Audio Club & Popload Gig em 2019, Fabrique, ambos em SP, e o de 2009 também em Porto Alegre)

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4. CAT POWER
(No Metrô Paraíso & no Popload Festival 2014, Audio Club, ambos em SP)

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5. SOLANGE KNOWLES

(Popload Gig em 2013, Cine Joia, SP)

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* Esta seção da Popload é pensada e editada por Daniela Swidrak e Lúcio Ribeiro.
** A foto de Patti Smith do show no Popload Festival, que ilustra a chamada para este post na home da Popload, é de Filipe Aurélio.

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POPNOTAS, 7 de janeiro – Nick Cave “apenas” tem um álbum novo pronto, a volta do Kings of Leon com duas músicas e o papelão do Ariel Pink

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– Só o Nick Cave mesmo. Em sua newsletter, ele deixou uma informação quase que escondida em uma resposta a um fã. Ele e os Bad Seeds estão de álbum novo. “Carnage” é o nome do disco e pelo que ele disse já está gravado. E isso é tudo que sabemos. Ah, seu fiel escudeiro Warren Ellis está no rolê também.

– A gente comentou por aqui que o Kings of Leon (foto na chamada da home) estava armando algo dando um gostinho de várias inéditas nas redes sociais. Agora oficializou. “When You See Yourself”, oitavo álbum deles, chega no dia 5 de março. Por conta do anúncio, a banda soltou dois sons na íntegra, hoje: “The Bandit” e “100,000 People”. Está sem tempo? Escuta só a primeira que é a melhorzinha.

– Não é de hoje, Ariel Pink, que tanto já apareceu por aqui com suas boas músicas, é umtrumpista declarado. Além do apoio que dá no Twitter, o músico confirmou que esteve nos protestos que acabaram na invasão ao Capitólio na quarta-feira, 6. Zuado é pouco. Ainda em política, Jello Biafra, deu um esculacho no que sobrou do Dead Kennedys, sua ex-banda. A conta oficial do grupo fez um post elogiando o senador republicano Mitt Romney. “How dumb and clueless can you get??”, escreveu Jello em resposta. Precisa de tradução?

– A premiação BBB Sound of 2021 foi ganha pelo rapper Pa Salieu. Na turma que escolhe o vencedor da premiação, nomes como Billie Eilish e Stormzy, entre centena de profissionais da música. O BBC Sound of tenta sempre adiantar quem vai ser o nome da vez. Alguns vencedores do prêmio mostram que eles geralmente acertam na aposta: Adele, HAIM, Michael Kiwanuka, Ellie, 50 Cent, Corinne Bailey Rae, Keane são alguns dos vencedores anteriores. Vale também buscar os nomes do que quase levaram esse prêmio.

– Martin Gore, do Depeche Mode, vem de EP instrumental no dia 29 de janeiro. Segura o grave do seu fone ou da sua caixinha. Estouro.

Tom Morello, do Rage Against the Machine, e Serj Tankian, do System of a Down, se reuniram para regravar “Natural’s Not in It”, clássico do Gang of Four. O som, disponível no Soundcloud americano (ouça aqui) vai para a coletânea “The Problem of Leisure: A Celebration of Andy Gill and Gang of Four”, que só saí em maio.

– Um dos lançamentos mais bonitos do dia. Uma versão para “Reason to Believe”, uma música dos anos 60, reinterpretada pela incrível multiinstrumentista camaronesa Vagabon e nossa heroína australiana Courtney Barnett.

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Do quartinho para o mundo: Courtney Barnett faz apresentação fofa de “Sunday Roast”

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A fofura Courtney Barnett apareceu no programa do Jimmy Fallon para mandar sua ótima “Sunday Roast”, performada direto do seu quartinho, atendendo aos protocolos de saúde da quarentena.

Barnett foi mais uma artista afetada pelo coronavírus, já que se tudo estivesse normal neste planeta, ela sairia em turnê neste mês com um tal de Nick Cave e seus Bad Seeds.

“Sunday Roast” foi lançada pela australiana no discaço “Tell Me How You Really Feel”, em 2018. Ano passado, Courtney lançou um álbum acústico em parceria com a MTV.

Courtney Barnett e as meninas do Lucius comandam live de 4 horas e recebem convidados como The War on Drugs, Kurt Vile, Sharon Van Etten e grande time

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No meio dos mil shows em casa com o coronavírus, faltou falar da live robusta comandada pela doçura Courtney Barnett e as meninas do Lucius, que durou nada menos que quatro horas.

As meninas, mesmo, tocaram 14 músicas, a maioria delas, outras covers, tipo “Jesus, etc”, do Wilco, e “So Long Marianne”, de Leonard Cohen.

O legal é que elas, ao longo das quatro horas, receberam outros convidados de peso, incluindo The War on Drugs, Sharon Van Etten, Kurt Vile, Kevin Morby & Katie Crutchfield, Fred Armisen, Sheryl Crow, Bedouine, Nathaniel Rateliff, Emily King e Lukas Nelson.

E essa mistura toda rendeu mais covers. Sharon Van Etten cantou “I Found a Reason”, da Velvet Underground. Kurt Vile foi gentil e cantou uma das melhores da Barnett, “Everybody Here Hates You”.

A ótima notícia é que a longa live de 4 horas no Instagram (será que alguém assistiu tudo?) agora está no YouTube, à mão, de um jeito mais acessível para se acompanhar.

O evento, no fim das contas, durou muito tempo porque estava arrecadando fundos para a Oxfam America, por causa do surto do Covid-19.

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