Em courtney love:

De chorar. A “roqueira” Miley Cyrus faz versão perfeita para música do Hole, banda da Courtney Love

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* Quem consegue parar a ex-popesca Miley Cyrus agora em descarada versão roqueira? Ou estaria ela enxergando o novo pop, já que as guitarras estão na moda de novo (?!?!?!?!?!).

Enfim, como se já não basta seu vídeo libidinoso com a Dua Lipa e seu irregular mas bom e movimentado disco novo, “Plastic Hearts”, recém-lançado, Miley foi anteontem ao programa do grande Howard Stern, na Sirius XM, estrear uma nova peraltice sua.

Ao “Show”, do Stern, que também é reverberado em vídeo, a cantora levou uma cover de “Doll Parts”, musicaça do Hole, banda histórica da Courtney Love, que ela tinha ensaiado apenas no dia anterior, para tocar pela primeira vez no programa.

Howard Stern, conhecidíssima e polêmica personalidade jornalística americana, tem seu programa da rádio satélite Sirius XM distribuído para um monte de rádios do conglomerado NPR. Ele grava em Hollywood, na Califórnia.

“Doll Parts” é música do fantástico segundo álbum do Hole, “Live Through This”, lançado em 1994, na época do suicídio do então marido de Love, Kurt Cobain. O disco foi feito em 1993, dizem que algumas partes dele no Brasil (quando o Nirvana passou dez dias aqui tocando no Hollywood Rock de Rio e SP e ela veio acompanhar o “esposo”).

E Miley Cyrus, bem. Miley Cyrus é Miley Cyrus. Repare, no vídeo ela aparece com um moletom da banda punk americana Plasmatics, da estrondosa Wendy O. Williams, a loira da estampa. E o baterista de Cyrus toca com uma camiseta do grupo indie britânico Ride. Galera escolhe bem as roupas.

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Mark Lanegan lança biografia contando que Cobain ligou para ele antes de se matar. E ele não quis atender

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* A história já apareceu aqui e ali, mas agora está documentada.

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Saiu ontem na capa de cultura do jornal inglês The Guardian, pelo menos capa da versão digital a que eu assino, um texto a mim de infelicidade chocante sobre o livro que o roqueiro Mark Lanegan, que adoramos, está lançando sobre suas memórias. E que memórias.

O título da biografia é “Sing Backwards and Weep”, algo como “Cantando para trás e chorando”. O título da reportagem/entrevista é “A heroína me impediu de morrer de alcoolismo, conta o grande sobrevivente do rock”. Leve, o negócio.

O início do texto do “Guardian” é tão pesado como brilhante. Em pouco mais de dois parágrafos, a jornalista que escreveu, Jude Rogers, vai do nascimento de Lanegan, o pai beberrão, a mãe abusiva, seu vício em bebida, pornô e ladroagens AOS DOZE ANOS, as posses de drogas, vandalimo e fraudes cometidas aos 18 anos, até aos 21 anos estar no grupo pré-grunge Screaming Trees, apenas uma opção para ele fugir da modorrenta e empoeirada cidade onde cresceu, Ellensburg, no Estado de Washington.

Diz o texto que, aos 29 anos, oito discos depois, ele se encontrava vivendo em Seattle, fumando tresloucadamente, acendendo um cigarro no anterior, de roupão de banho e cueca suja, vendo novela na TV, quando um de seus melhores amigos ficou ligando insistentemente. Mas ele não quis atender.

Era Kurt Cobain. Que se mataria mais tarde naquele dia de 1994. O pior é que Lanegan desconfiava que podia ser Cobain ao telefone, está no livro autobiográfico, lançado nesta terça-feira. Mas ele achou que o brother do Nirvana iria pedir a ele para comprar droga, o que acontecia frequentemente.

Eles foram amigos muito próximos, por anos. Lanegan diz na obra que conhecia Cobain bem antes da fama e tinha bastante carinho por ele. Mas Cobain não só ligava direto querendo que Lanegan fizesse o corre das drogas como constantemente na sua frente brigava muito com a mulher, Courtney Love, e isso deprimia o cara do vozeirão do Screaming Trees.

Lanegan, claro, ainda que no meio dessa situação triste em que os dois viviam naquele pós-grunge deprimente em que todo mundo do rock ou estava se matando ou morrendo de overdose, se arrepende de não ter conversado com o amigo ao telefone. E que as partes sobre Cobain no livro foram muito difíceis de escrever. Assombra Lanegan também saber que, na época, Kurt afirmava a ele que andava ouvindo muito Screaming Trees, o que o fazia imaginar que suas canções poderiam ter ajudado o amigo a cometer o ato final de desespero.

O bizarro da história. Lanegan viveu ou continuou vivendo numa bad tão grande mesmo depois do suicídio do amigo não atendido. Ele até conta, que naqueles tempos, correu o risco de ter um dos braços amputados de tanto que injetou heroína nele. Chegou até, num tormento da ocasião, durante uma turnê do Screaming Trees, pedir a um de seus técnicos de som que procurasse uma prostituta para ele ter o último “blow job” como uma pessoa “normal”. O cara falhou na missão.

Braço e vida de Lanegan, também está na biografia, acabaram salvos, veja só, pela viúva Courtney Love, que tirou o roqueiro da lama e pagou todo o tratamento de rehab para ele.

Que história!

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Para não dar mais spoiler do livro, mas já dando, “Sing Backwards and Weep” envolve histórias com Anthony Bourdain, o famoso chef que se matou em 2018 no mesmo período em que o incentivava a escrever essa bio, com Iggy Pop, Liam Gallagher, o hit indie “Nearly Lost You”. A palavra “heroína” aparece 102 vezes na obra.

Na semana que vem, dia 8, para acompanhar o livro, Mark Lanegan lança mais um álbum solo, “Straight Songs of Sorrow”. Do projeto, conhecemos já os singles “Bleed All Over” e “Skeleton Key”, que já trouxemos aqui para a Popload.

O novo álbum de Lanegan traz participações luxuosas de nomes como John Paul Jones (Led Zeppelin), Warren Ellis (Nick Cave and the Bad Seeds), Greg Dulli (The Afghan Whigs) e Ed Harcourt. Estamos aqui no aguardo do disco.

O selo de shows Popload Gig já trouxe Lanegan duas vezes para se apresentar em São Paulo. Uma de modo acústico em 2010, no Beco 203, rua Augusta. A outra, com banda completa em inesquecível show com banda e tudo no Cine Joia, em abril de 2012, há exatos oito anos.

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Courtney Love desacelera na nova “Mother”, música que está na trilha sonora de “The Turning”

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A eterna musa e complexa Courtney Love lançou uma nova música calminha para a trilha do filme “The Turning”, que é estrelado por Finn Wolfhard, estrela de Stranger Things.

A canção inédita cantada pela roqueira norte-americana se chama “Mother” e pode ser conferida no final do post. Além de Love, estão na trilha nomes como Kim Gordon, Mitski, Alice Glass, Soccer Mommy, Kali Uchis e muito mais.

Em um comunicado, Courtney disse que é um privilégio trabalhar com gênios como Floria Sigismondi e Lawrence Rothman, que estão envolvidos diretamente no filme e na trilha. Nascida na Itália, Floria tem no currículo, além de filmes como “The Runaways”, direção de vídeos para artistas que vão de David Bowie a Marilyn Manson.

“The Turning”, o filme, será lançado no final de janeiro.

The Turning – Trilha Sonora
01 Courtney Love – Mother
02 Mitski – Cop Car
03 Soccer Mommy – Feed
04 Girl In Red – Kate’s Not Here
05 Lawrence Rothman (ft. Pale Waves) – SkindeepSkyhighHeartwide
06 Empress Of – Call Me
07 Vagabon – The Wild
08 The Aubreys – Getting Better (otherwise)
09 Cherry Glazerr – Womb
10 Warpaint – The Brakes
11 Lawrence Rothman – Crust (neverreallyknewyou)
12 Lawrence Rothman & MUNA – Judas Kiss
13 Kali Uchis – The Turn
14 Alice Glass – Sleep It Off
15 Surfbort’s Dani Miller – Ouroboros
16 Alison Mosshart – I Don’t Know
17 Living Things (ft. Sunflower Bean) – Take No Prisoners
18 Lawrence Rothman – Crust
19 Kim Gordon – Silver

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Na Itália, Courtney Love reúne 1.500 músicos para performance incrível de “Celebrity Skin”

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Em julho passado, Mrs. Courtney Love esteve em Florença, na Itália, onde fez uma ação especial com o coletivo Rock’1000, que, assim como sugere o nome, costuma reunir mil músicos (ou mais) para reeditarem clássicos do rock.

O coletivo ganhou notoriedade em 2015, quando fez uma versão de “Learn To Fly”, do Foo Fighters, dentro de uma petição para que a banda norte-americana tocasse na pequena Cesena. Pedido atendido.

Em 2016, eles realizaram um show na mesma Cesena, com 1.200 músicos, para 15 mil pessoas, quando tocaram Nirvana e Bowie.

A performance especial com a roqueira-treteira reuniu nada menos que 1.500 músicos para uma reedição incrível da classuda “Celebrity Skin”, canção definitiva do Hole.

O resultado ficou mais ou menos assim:

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Veja a Courtney Love fazendo a PJ Harvey. Ou ao menos tentando…

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No Dia Internacional da Mulher, duas divas da música alternativa com caminhos se cruzando. Na verdade, foi na noite de ontem que a autêntica Courtney Love resolveu fazer uma cover da diva indie PJ Harvey, a qual ela diz admirar bastante.

A reedição de “To Bring You My Love” (de 1995) aconteceu em um show de Love com o compositor e músico Todd Almond, em San Francisco. Além das canções do projeto conjunto deles, o musical Kansas City Choir Boy, a dupla resolveu prestar uma homenagem para a cantora britânica.

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A performance de Courtney tem dividido opiniões. Tem gente achando que ela botou sua identidade na versão. Já outros, reclamando que a voz dela não está lá essas coisas para cantar uma faixa desse tipo. Enfim…

As versões de Courtney e a original podem ser conferidas abaixo.

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