Em courtney love:

Tudo acontece em LA. Tipo a Courtney Love fazendo Radiohead na festa da Linda Perry

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No último fim de semana, rolou uma festinha bombator em Los Angeles. Na verdade, sempre rolam muitas por lá todos os dias. Mas a que se tem notícia é esta. A festa em questão foi a já tradicional em comemoração ao aniversário da produtora Linda Perry, rosto e voz famosos nos anos 90 quando ela era vocalista da banda pop 4 Non Blondies. Lembra?

O grupo one hit wonder no fim não deu tão certo, mas Linda se tornou uma das principais produtoras nos Estados Unidos. Abriu duas gravadoras e produziu nos últimos anos gente como Gwen Stefani, Christina Aguilera, Britney Spears, James Blunt, Adam Lambert e até a Courtney Love.

E foi justamente a ex-esposa de Kurt Cobain a responsável por um dos principais momentos da festa. E nem foi nenhum barraco ou coisa parecida. Courtney subiu ao palco montado especialmente para a festança e mandou nada menos que “Creep”, canção que botou o Radiohead no mapa da música há mais de 20 anos e acabou se tornando uma espécie de hino deprê da indiezada toda.

Love, que foi à festa acompanhada de sua filha Frances Bean, fez uma performance daquele jeito. E, claro, mandou o “fucking special” original da letra.

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Popload em Portland – A lavanderia mais cool do mundo, a criação de galinhas hipster e a sua banda, que é uma merda

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* Popload em Portland, Oregon.

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* Como a vida não está fácil para ninguém, estou aqui lavando uma roupa suja, literal. E, como o lance é em Portland, a lavanderia tem bar, café, jornais e revistas cool, máquinas de fliperama e é toda focada em ecologia. Todos os seus produtos, do sabão em pó ao iogurte, são orgânicos e de produção local. Tsá? Durante o tempo que eu gastei enquanto a roupa lavava e secava, ficou rolando Beatles, Velvet Underground e o álbum inteiro do Modern Lovers na laundry. Melhor laundry do mundo?

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* Por todos os lugares, as referências de placas e lugares e sinais em Portland trata a cidade como PDX, que é o código de aeroporto daqui, tipo BSB em Brasília e CWB, Curitiba. Quando descobri isso e indaguei o X, em vários textos que li cheguei à resposta que botando ‘X” fica mais cool. Sério.

* Você pensa em toda a coolness e o hipsterismo em Portland, mas a taxa de suicídio e diagnósticos de depressão forte é bem alto na cidade. Deve estar relacionado. Quando me informei sobre esse tema, li que tem uma banda de hip hop daqui, mais ou menos conhecida, chamada de The Lifesavas, que soube até o Snoop Dogg é fã. A banda foi criada em 2006/2007 e botou esse nome justamente em referência à coisa do suicídio. O mesmo texto dizia que desde que o Lifesavas foi criado, a taxa de suicído em Portland só aumentou.

* A última coisa freak de Portland, juro. Pega mal em Portland você ter um quintal nos fundos da casa e não criar… galinhas. Galera toda cria. Acho que para comer, sei lá. Dizem que se você tem o quintal e não cria, é porque você é… republicano.

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* Acabei de comprar, na gigante Powell’s Books, o livro “Your Band Sucks: What I Saw at Indie Rock’s Failed Revolution (But Can No Longer Hear)”, do Jon Fine, que vai estar autografando e conversando sobre o livro na Powell’s aqui em Portland acho que nos próximos dias. Obviamente vou perder o papo.
Fine foi guitarrista da importante banda de hardcore e post-punk Bitch Magnet, de Ohio, que habitou a música nos anos 80 e viu a música independente/alternativa americana surgir forte depois que baixou a poeira punk e as college radios ganharam espaço. O Bitch Magnet, banda-prima de Blag Flag e até do Sonic Youth, voltou para uma edição especial do festival All Tomorrow’s Party, da Inglaterra, aproveitou para excursionar pela Ásia e Europa e acabou de novo. Mas Jon Fine nunca deixou de frequentar os porões indies, a cultura da turnê em vans e os shows nos lindos porões das principais cidades americanas, convidado de várias bandinhas que surgem e chamam o cara para tocar.
“Your Band Sucks” está sendo bastante elogiado. Resenhas dizem aqui que é um verdadeiro “insider’s look” da cultura indie, de quem sempre viveu e nunca saiu dela. Vou ler e depois comento mais.

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* Falando em banda bem indie, fui ontem a um showzinho em loja do The Helio Sequence, dupla indie daqui de Portland que lançou nesta semana seu sexto disco, homônimo, e tocou na Music Millennium, record store famosa aqui da cidade. Banda da Sub Pop bem famosa em Portland e não muito fora dela, o The Helio Sequence gravou 26 músicas em um mês, distribuiu para amigos e família, pegou as mais votadas e botaram no álbum novo. Dupla que não precisa de mais ninguém na banda para fazer um som consistente, cheio de nuances ainda que dentro de uma pegada simples de indie-folk, desses de encher a sala e você achar que tem uns cinco caras tocando.

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* Hoje tem War on Drugs aqui, no clube Crystal Ball, perto do hotel onde eu estou. É tipo um Cine Joia de Portland. Já fez as vezes de cinema e tem capacidade para 1500 pessoas. Amanhã tem Father John Misty. Ambos os shows estão sold-out. Ambas as atrações estão na lista do Sasquatch Festival, em Quincy, que começa amanhã e vai até segunda-feira (feriado aqui). Vou tentar ir no War on Drugs hoje. Vejo o FJM no Sasquatch.

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* Cheguei na cover mais espetacular que eu vi este ano deste modo. Amanhã, aqui em Portland, tem show da dondoca Lana Del Rey, com abertura da malucona Courtney Love, uma espécie de anti-Lana Del Rey em absolutamente todos os sentidos, tendo em vista as voltas que a música independente dá. Iria fácil ver as duas e me interessei em saber quem era a banda que suporta (mesmo) a ex-viúva do Cobain, ex-Hole, ex-um monte de coisa. No baixo, está uma protegida dela, a Jennie Vee, uma loira gata de Nova York que tem voz de fada tipo a da Ida No, do Glass Candy, e uma banda shoegaze e dream pop de mulheres, pensa. Fora que é queridinha das próprias, da Love e da Lana.
Daí que nessas coincidências da vida chega um email para mim desses de produtoras, contando que Jennie Vee lançou recentemente um vídeo novo, que é cover de “Lips Like Sugar”, fantástica música do fantástico grupo veterano Echo & The Bunnymen, de Liverpool. Olha que belezura. Tudo belezura.

Dizem que o Alan McGee, da Creation Records, sabe?, o que descobriu o Oasis para o mundo a partir de um showzinho em Glasgow, está apaixonado pela menina. E os ingleses também. E os franceses. E agora a Popload.

A cover de Echo faz parte de um EP que Jennie Vee lança em junho agora, “Spying”, que também estava para audição no email que me enviaram. Delicinha. Saco, numa tacada eu perco amanhã a Vee, a Love e a Lana.

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Popload em Seattle – A casa do Cobain, Guns N’ Roses > Nirvana, Courtney Love, Courtney Barnett, Father John Misty

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* Popload em Seattle, Washington, lado Norte e Oeste dos EUA. Mas logo mais zarpando para Portland, Oregon, “land of the hipsters”.

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* Em tempos do grande documentário “sincero” do herói local, o mítico Kurt Cobain, o “Montage Heck”, que passa no Brasil em junho, está em exibição em algumas salas americanas e também em exibição em alguns computadores, já que faz um tempinho que vazou, me deparo com um texto sobre o “documentário DO ANO”, um outro filme. Como?
É um longa que está estreando agora no Seattle International Film Festival, que acontece por aqui até junho. Com duas exibições na semana que vem, “It’s So Easy And Other Lies” é o filme-do-livro sobre a vida de … Duff McKagan, ex-baixista do Guns N’ Roses e atual baixista do Guns N’ Roses fase Brasil e Las Vegas, se é que você me entende.
A história é a mesma, de um certo modo. Músico de underground punk de Seattle dos anos 80 que alcançou rápido a superfama internacional no começo dos 90, se afundou na heroína. Mas enquanto Kurt Cobain escolheu se matar, Duff trocou o vício em drogas pesadas por taças de vinho, livros e artigos de esporte para a ESPN e jornais de Seattle. Enfim… Fiquei curioso para ver.

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* Outro “filho de Seattle”, porque morou por aqui por algum tempo e fez parte do cultuado Fleet Foxes, o nosso amigo Father John Misty é capa da atual edição da revista “Time Out New York”, que é um especial de música e festivais de verão. O “galã indie”, que é destaque do pop atual com o recém-lançado álbum “I Love You, Honeybear”, está tocando aqui pela região e se encontra comigo no final de semana no Sasquatch Festival, aparece na revista inclusive dando “conselhos amorosos” aos leitores. Misty é <3. Escreve as canções românticas mais legais dos últimos tempos na música independente e fez vídeo oficial com cenas de seu casamento recente, e por aí vai. father

– Misty, o ex da minha amiga anda me flertando. Como eu lido com isso?
Crie uma conta fake no Facebook e fique atraindo ele para uma armadilha na linha “Como capturar um predador”. Depois vende tudo isso para uma rede de TV e fique milionária.

– Meu parceiro me chamou por outro nome enquanto transávamos. Conselho?
Assuma esse nome como seu, para ver o que acontece. Não responda quem te chame por qualquer outro nome, a não ser esse.

– Meu ex me chamou no Whatsapp para um café, mas ainda não superei que ele me trocou por outra. Devo responder?
Responda assim: “Que tal uma volta rápida. Só tenho tempo nesta semana para voltarmos o namoro. Café não consigo”.

– Devo rachar a conta ou deixá-lo pagar?
Eu acho que, se for um amor verdadeiro, vocês deveriam jantar e sair correndo juntos. É muito mais romântico e igualitário.

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* Dei uma passada na Sonic Boom, em Seattle, no bairro Ballard que é o Brooklyn daqui, uma das lojas de discos mais importantes da cultura musical independente americana. Deixei uma grana lá comprando o novo Blur e um split do Ty Segall com o King Tuff. Lá eles botam 10 discos velhos de vinil quaisquer numa sacola, fecham ela, chamam de “Mystery Bag” e vendem a UM DÓLAR. Fazem isso com singles de 7″ também. Mas o que mais me chamou a atenção nesta loja é que o álbum da Courtney Barnett não só é o quarto mais vendido como está esgotado e por isso não consegue subir na “parada” da Sonic Boom. “Vendemos tudo o que tínhamos. Não tenho ideia quando vamos conseguir repor. Fizemos o pedido faz alguns dias e até agora nada. Estão prensando mais, nos disseram”, falou um atendente. Olha a Courtney! Ou ela virou o “novo Nirvana” ou subestimaram a capacidade de performance do disco dela. “Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit”, o “verdadeiro primeiro álbum da guitarrista australiana”, foi lançado no final de março.

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* Figura das mais conhecidas em Seattle, a pessoa Courtney Love, para variar, não está cumprindo sua palavra dada há poucos meses, quando disse que “não estava interessada” em fazer música no momento. Ela lançou em formato digital um novo single, “Miss Narcissist”, pelo selo Ghost Ramp, de Nathan Williams, do Wavves. Em algumas semanas, a faixa será comercializada em formato físico com a b-side “Radio Killer”. Veja abaixo. Courtney Love faz show em Portland na sexta-feira, ABRINDO PARA A LANA DEL REY, no Amphitheater Northwest. Saco. Bem no dia que eu deixo a cidade para ir para o Sasquatch…

* A última do Cobain, tadinho. Fiz novamente aquela visita básica, de um certo turismo mórbido-musical, à casa em que o guitarrista do Nirvana se matou com um tiro na cabeça em abril de 1994, cujos estilhaços matou também o Nirvana, uma das bandas mais importantes da história, que havia revolucionado a música indie de forma brutal no começo daquela década. A casa, que fica no 171, Lake Washington Boulevard, uma região de mansões, lago enorme e floresta numa área nobre de Seattle, hoje tem um muro gigante de flores, que só deixa aparecer uma ponta dela, lá dentro. Ao lado, é mantido o jardim grande com um banco aos pés de uma árvore, onde o roqueiro brincava com sua filha Frances Bean quando pequenina e onde também foram jogadas parte de suas cinzas pela viúva Courtney Love, dizem. O banco está cheio de mensagens de fãs, flores e vira e mexe alguém deixa um presente qualquer para o músico. Fotos abaixo.

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Filha de Cobain, Frances diz preferir Oasis ao Nirvana

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* O tabloide The Sun está liberado para copiar o título. Haha.

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Filha única de Cobain com Courtney, Frances tem 22 anos e é co-produtora do filme sobre seu pai

Cresce cada vez mais o burburinho em torno de “Montage of Heck”, documentário que aborda e explora um lado pouco conhecido do cotidiano de Kurt Cobain, uma das figuras mais controversas e adoradas da história da música, morto há mais de duas décadas. O filme vai ao ar dia 4 de maio na HBO dos Estados Unidos e vem ganhando exibições restritas em poucas cidades ao redor do mundo. No Brasil, “Montage of Heck” terá sessão especial dia 12 de maio em São Paulo ou Rio de Janeiro. Ou nas duas. A Popload falou sobre isso ontem e também “assistiu” à exibição no South by Southwest deste ano, sob a ótica do chapa Rafael Urenha.

Aos poucos, estão sendo divulgados pequenos materiais promocionais do longa. O mais recente mostra um trecho de uma canção inédita e acústica feita por Kurt, descoberta há dois anos pelo diretor Brett Morgen. O material foi divulgado pela revista americana Rolling Stone, que em sua edição deste mês traz uma entrevista com Frances Bean Cobain, que é co-produtora do documentário.

Tal qual o(s) pai(s), Frances deu declarações no mínimo inusitadas para a publicação e disse, por exemplo, que o Nirvana não é sua banda favorita. Ela prefere Oasis e outras. “Eu não gosto muito de Nirvana, peço desculpas ao pessoal que está promovendo o filme. Sou mais Mercury Rev, Oasis e Brian Jonestown Massacre. A cena grunge não me interessa”, disse a filha única do ex-líder do Nirvana com Courtney Love, que já falou diversas vezes sobre seu apreço pela banda de Noel e Liam Gallagher.


Frances também tentou explicar a dimensão da idolatria e interesse em cima de seu pai. “Ele é maior que a vida. E nossa cultura é obcecada com músicos mortos. Nós amamos colocá-los em um pedestal. Se Kurt fosse apenas um cara qualquer que tivesse abandonado sua família da pior forma possível… Mas não. Ele inspirou as pessoas a ponto delas o colocarem em um pedestal, se tornando o Santo Kurt. Ele se tornou ainda maior depois que morreu, mais do que era quando estava vivo”.

Abaixo, o trecho da música inédita de Cobain.

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Frances Bean com Bonehead, um dos fundadores do Oasis

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22 fotos do Nirvana em São Paulo, 22 anos depois…

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Hoje, 16 de janeiro, completam-se 22 anos do histórico e caótico show do Nirvana no estádio do Morumbi, em São Paulo, reconhecidamente um dos mais conturbados da complicadíssima carreira da banda americana.

Ao longo dos anos, já fiz diversos relatos sobre o show, seja na Folha de S. Paulo ou aqui na Popload, inclusive com depoimentos de Dave Grohl, já nos tempos de Foo Fighters, relembrando aquela noite inesquecível. Tudo pode ser lido aqui.

Eis que, no Twitter, existe o perfil “Kurt Cobain Daily”, que resgata TODOS OS DIAS fotos históricas da banda. Tipo “hoje, dia X do mês Y no ano Z, Kurt tomava suco na beira de uma piscina em um hotel na Guatemala”. O acervo dos caras é insano.

Daí que, desde ontem, este perfil tem publicado diversas fotos da passagem do Nirvana por São Paulo, desde o aeroporto, hotel, restaurantes até o show. A Popload selecionou 22 destas fotos para fazer uma singela homenagem à caótica passagem de Kurt Cobain pela capital paulista.

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