Em creep:

Um Radiohead “indie” ao vivo de 1996, que ressurgiu agora na internet, para matar saudade de show. Por que não?

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* Reapareceu na rede um show de quando o Radiohead ainda era uma banda de indie rock e não um grupo espacial de outro planeta. O ano é 1996. Britpop bombando que era uma beleza e eles tinham ainda só os dois primeiros discos “normais”, os ótimos “Pablo Honey”, 1993, e “The Bends”, 1995. E o transformador “OK Computer” só sairia no ano seguinte.

A apresentação em questão, que você pode ver na íntegra abaixo, Thom Yorke de cabelo arrepiadinho punk, aconteceu no tradicionalíssimo festival holandês Pinkpop e começa com a maravilhosa “My Iron Lung”, tem “Creep” lá no meião do setlist e não no “finalzinho matador” e faz a banda tocar guitarra a valer.

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* A minutagem do show do Pinkpop, para facilitar
00:00:00​ My Iron Lung
00:05:25​ Planet Telex
00:09:46​ Electioneering
00:13:26​ High and Dry
00:18:15​ (Nice Dream)
00:22:19​ Street Spirit (Fade Out)
00:27:21​ Bones
00:30:53​ Lift
00:34:54​ The Bends
00:39:08​ Creep
00:43:57​ Lucky
00:48:37​ You
00:52:43​ Just
00:56:37​ Fake Plastic Trees
01:02:56​ Anyone Can Play Guitar

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POPNOTAS, 5 de janeiro – O papo reto do Chico César, Pitchfork dá notão para o Playboi Carti e o Grammy indie foi adiado. E “Creep”

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* Vamos às notícias mais relevantes do dia.

“Todas as minhas canções são de cunho político-ideológico. Não me peça um absurdo desse, não me peça para silenciar, não me peça pra morrer calado. Não é por ‘eles’. É por mim, meu espírito pede isso. E está no comando. Respeite, ou saia. Não veja, não escute. Não tente controlar o vento. Não pense que a fúria da luta contra as opressões pode ser controlada. Eu sou parte dessa fúria. Não sou seu entretenimento, sou o fio da espada da história feito música no pescoço dos fascistas. E dos neutros. Não conte comigo para niná-lo. Não vim botar você pra dormir, aqui estou para acordar os dormentes.”

– As palavras aí de cima são do músico Chico César em resposta a um fã que pediu que ele seguisse com suas canções sem abordar questões políticas. Não é nem que o fã estava reclamando, foi só uma sugestão. Mas pra quê? A resposta de Chico, que já trocou uma ideia incrível com a gente em nossas lives, é uma aula sobre a força da arte e sua função real no mundo. No Twitter, alguém lembrou a letra do Belchior: “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve/ Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve/ Sons, palavras são navalhas/ E eu não posso cantar como convém/ Sem querer ferir ninguém”. É isso mesmo. O Twitter caiu hoje por causa do “caso Chico”.

– Sucesso popular e de crítica: Comentamos ontem que o rapper Playboi Carti assumiu a liderança da lista de álbuns mais vendidos da Billboard. Agora ele levou um belo 8.3 da indie Pitchfork, enquanto a “Rolling Stone” deu quatro estrelas para “Whole Lotta Red”, o disco.

Sem celular: Flea deu uma bela entrevista sobre a vida, no jornal inglês “The Guardian”. Em uma reflexão sobre drogas, afirma que sua geração passou do ponto, mas que não esquenta com o que a atual anda aprontando. Sua preocupação maior é que computadores e celulares tenham eliminado nossa capacidade de viver no presente. Interessante. Acho que concordamos. Talvez. Sabe-se lá. Nesse papo, ele, conversando sobre seu livro de memórias lançado no ano passado, ainda contou que quem deu umas dicas sobre escrita para ele foi uma certa Patti Smith. “Acid for the Children” saiu no Brasil, inclusive.

– No limbo entre o Natal e Ano Novo, bate aquele tédio misturado ao empanturramento de comida. Não foi diferente para os Bacon Brothers, banda do ator Kevin Bacon, que atendeu a um chamado da natureza. Não aquele que você está pensando. No caso, dos seus cabritinhos. Segundo Bacon, os bichinhos pediram para ele tocar “Creep”, do Radiohead, mesmo ele não achando uma música muito apropriadamente alegre para a data. Em video postado por ele mesmo em suas redes sociais, o ator/cantor aparece bem à vontade, enquanto seus amiguinhos mastigam parte de sua roupa. Adorável.

– Grammy adiado: Não rola mais em janeiro a edição do prêmio americano que podia aumentar as glôrias de alguns dos nosso indies favoritos. Fontaines DC e Fiona Apple estavam na parada. A questão do adiamento, adivinha, é a Covid-19, que está firme e forte na Califórnia. A informação quente veio da “Rolling Stone” a partir de diversas fontes. Não é oficial ainda. Provavelmente a solução vai adiar o evento para março, de acordo com a revista.

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Musa da nova música britânica, a incrível Arlo Parks encanou no Radiohead e fez até cover de “Creep”

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Captura de Tela 2020-05-25 às 11.21.42 AM

* Desde q fez o “melhor show que ninguém viu” no Glastonbury do ano passado, a cantora e poeta novinha Arlo Parks está em absolutamente por todos os lugares em que a música inglesa ecoa. Ainda apenas com dois EPs no currículo, de 2019, e dois maravilhosos singles lançados neste ano (“Eugene” e “Black Dog”), você encontra Parks em discussões gerais de quarentena sadia, recomendando discos, participando de lives etc.

Na semana passada, ela criou uma playlist, “Escape – Isolation Mix”, para a plataforma BBC Sound, onde ela cita “House of Cards”, do Radiohead, entre as músicas que a mantém mentalmente sadia na quarentena. Em abril, ela já tinha feito uma linda cover de “House of Cards” para a ótima revista francesa “Les Inrockuptibles”.

Em um vídeo de experiências quarentinescas, listando os álbuns que ela recomenda para se ouvir trancado em casa, está o “OK Computer”, da banda de Thom Yorke.

Daí, na sexta-feira, no programa da incrível Lauren Lavern na 6Music, a rádio online na mesma BBC, lá vem a Arlo Parks mexer com o Radiohead e o TWITTER todo, haha.

Em seu programa do dia, Lavern tocou uma cover fresquinha que a cantora inglesa fez, ao piano, de “Creep”. Choveu “amei” e “odiei”.

A cover, por enquanto, está só aqui para ser ouvida, na marca 2h39′ do programa, já em sua segunda hora. O que você acha?

Arlo Parks está chegada em uma cover para aliviar o peso da pandemia. Agora sem ter a ver com o Radiohead, ela atendeu ao pedido do amiguinho Dave Bayley, o faz-tudo da banda Glass Animals, para cantar Drake na cover que ele fez para o hit “Hotline Bling”. A gente deu aqui na Popload, há algumas semanas, com o foco no Glass Animals.

De resto, e ainda sobre o caminho para seu disco de estreia, Arlo Parks soltou sua oitava música própria agora em maio, a maravilha “Black Dog”, canção e vídeo tocantes. Tudo construído no meio do confinamento pandêmico. Então, emoção à flor da pele em dobro. Estamos de olho nessa menina.

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Radiohead ontem no Peru. Sim, teve “Creep”. Teria Lima visto o melhor bis da história?

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* Ao que interessa. Ontem teve o último show do grupo inglês Radiohead no Peru antes do desembarque no Brasil, para dois shows: sexta no Rio e domingo em SP. E, em Lima, sim, eles tocaram “Creep”.

Numa “moral da história”, fica assim. O primeiro show do giro sul-americano foi em Santiago, Chile, semana passada, e o hino deprê mais famoso da história NÃO compareceu ao setlist, porque, talvezzzzz, a apresentação chilena foi dentro de um outro festival, o SUE, e não nesse Soundhearts Festival, idealizado pelo próprio Radiohead com o gênio Flying Lotus, a banda Junun e uma atração local (o Rio não vai ter, em SP será a linda Aldo The Band).

Só no Chile “Creep” não foi tocada. Nos outros dois shows seguintes, Buenos Aires e Lima, já como Soundhearts Festival, a canção fucking special na primeira cidade fechou a apresentação, na segunda esteve no último bis.

No concerto peruano foram 26 músicas tocadas. O tal último bis foi assustador de bom: “Creep”, “Paranoid Android” e “Karma Police”, na sequência.

Para quem quiser acompanhar o último show do Radiohead antes do Brasil, ocorrido ontem à noite em Lima, um vídeo de 2h20 registra a apresentação toda. A imagem é de longe e mostra muito pouco, mas o som é bem OK para essa função “jornalística”.

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* As fotos de Thom Yorke, deste post e a da home da Popload, são de Alessandro Currarino, do jornal “El Comercio”.

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Lana Del Rey x Radiohead: a guerra continua. Inclusive nas redes sociais

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* Não chora, Laninha.

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Está rendendo de forma bem bonita a briguinha Radiohead x Lana Del Rey, centrada no processo que a banda inglesa abriu contra a cantora norte-americana, alegando que a canção “Get Free”, do mais recente disco de Lana, trata-se na verdade de um plágio de “Creep”, o primeiro single e hino deprê definitivo da trupe de Thom Yorke.

Só para recapitular brevemente, Lana Del Rey foi quem tornou o processo público, ao dizer em suas redes sociais que não pensou em “Creep” quando fez “Get Free”, mas que os advogados da banda inglesa querem 100% dos direitos em cima da obra, ainda que ela, Lana, tenha oferecido 40%.

Na noite de domingo, em show na cidade de Denver, Lana disse que falaria do assunto provavelmente pela última vez, no palco, onde contou, por exemplo, que a faixa pode sumir das próximas edições do álbum “Lust for Life”. Lana também lamentou a postura da banda britânica e reiterou que não a construiu a partir de “Creep”.

“Só quero dizer que tenho uma música particular que o Radiohead quer 100% dela. Independentemente do que venha a acontecer no tribunal, o sentimento que eu escrevi naquela música em particular é de que foi minha música de declaração para o disco, meu manifesto pessoal. Independentemente que se tirem tudo dela, eu realmente vou lutar pelos meus sentimentos de quando a escrevi. Inclusive se ela não aparecer nas próximas versões do álbum”, desabafou.

Lana também mandou indiretas para o Radiohead durante sua performance. Durante “Pretty When You Cry”, por exemplo, a cantora entoou frases do tipo “been trying to get by on only one hit song” e “like my copyrights”.

Na internet, é óbvio, deu-se início a uma guerrinha virtual entre os fã-clubes dos dois lados. Até em nossos canais, são diversas as opiniões e “defesas” de lado a lado.

* Em nosso Instagram, perguntamos na lata: “de que lado você está?”. Vieram respostas tipo estas:

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* Já no Facebook…

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