Em creep:

“Creep” tá na moda. Thom Yorke faz versão 2021 do clássico do Radiohead para estilista japonês. E para este mundo loko

>>

* A música mais famosa da famosa banda inglesa Radiohead, “Creep”, ganhou uma versão nova de seu criador, Thom Yorke, a “Creep (Very 2021 Rmx)”.

Os motivos são três: pelos 30 anos da música, que já existia antes de o Radiohead lançar seu primeiro álbum, “Pablo Honey” de 1992; porque segundo Yorke o mundo parece estar de cabeça para baixo e merece este novo remix da fucking special canção; e para oferecer a versão ao amigo estilista japonês Jun Takahashi.

A versão, que começa voz e violão, diminui bem a velocidade da original e vai ganhando um andamento dramático tanto pelo vocal “bêbado” de Thom Yorke quanto por um rasgo de guitarra metalizado, dura nove minutos.

Esta “Creep” 2021 e foi oficialmente mostrada no final de semana no Japão por Takahashi, ao mostrar a coleção de outono de sua importante marca, a Undercover, num evento de moda.

É do fashion designer também a arte que ilustra o vídeo que “Creep (Very 2021 Rmx)” ganhou. E que você pode ver no vídeo abaixo.

***

* “Creep”, o clássico do Radiohead que já chegou a ser banido pela banda de seus shows e foi magistralmente zoada “para o bem” por Beavis & Butt-Head nos áureos tempos da MTV americana, é uma música que parece que não vai morrer nunca.

Há poucos anos, Lana Del Rey veio a público (ou seja, às redes sociais) dizer que estava sendo processada por advogados do Radiohead, que a acusavam de plagiar “Creep” na música “Get Free”, de seu álbum de 2017, “Lust for Life”. O povo que cuida da parte legal da banda inglesa negou o processo, dizendo que apenas queria que Lana incluísse nos créditos o nome de Thom Yorke na autoria de “Get Free”. As músicas têm, sim, alguma semelhança mesmo. Não aconteceu nem o processo, nem a inclusão da autoria nos créditos de “Get Free”.

Há poucas semanas, no enorme show do Foo Fighters no Madison Square Garden, que oficialmente abriu a importante arena de Nova York para shows lotados depois da pandemia, o Foo Fighters tocou “Creep” para o convidado especial Dave Chappelle cantar. O popularíssimo comediante da Califórnia é famoso, entre outras coisas, por sempre arriscar no gogó uma cover de “Creep” em seus shows de stand-up ou em aparições em performances de amigos.

Aqui, o tweet de Thom Yorke explicando sua “nova Creep”.

>>

Foo Fighters inaugura os grandes shows “normais” nos EUA e toca “Creep”, do Radiohead, e Bee Gees

>>

* Olha. Foi grande mesmo, marcante, histórico para a nossa era. Os Foo Fighters se apresentaram ontem à noite no Madison Square Garden, gigantesca arena de Nova York, naquele que foi o primeiro show de porte realizado de maneira “normal”, em sua capacidade total, na “maior arena de shows do mundo” da maior cidade de shows dos EUA, no pós-covid.

Foi, traduzindo em números, o primeiro concerto no MSG em mais de 460 dias sem um eventinho musical desse nível. Cerca de 20 mil pessoas VACINADAS estiveram no evento nova-iorquino horas atrás.

Captura de Tela 2021-06-21 às 8.19.10 AM

De tudo de especial que rolou numa noite dessas, destacaremos algumas. O Foo Fighters fez performance de 24 músicas sua, tiradas de seus principais discos e principalmente de seu último álbum, “Medicine at Midnight”, o décimo disco da banda de Dave Grohl, lançado em fevereiro deste ano. Até aqui, ok.

Dessas músicas tocadas, três foram covers.
1. A de sempre “Somebody to Love”, do Queen, quando o baterista Taylor Hawkins assume o microfone e o Dave Grohl vai relembrar seus tempos de Nirvana na bateria.
2. Perto do fim, antes do bis, Dave Grohl iniciou um discurso dizendo tipo “Bem, podemos dizer que somos a banda que estamos reabrindo o fucking Madison Square Garden, certo? Real shit. Então acho que temos o direito de fazer algo especial aqui. Chamaram o figuraça comediante Dave Chappelle ao palco e tocaram “Creep”, do Radiohead, com o cara nos vocais. Chappelle já andou cantando “Creep” do Radiohead em showzinhos pequenos ou durante algum número de seus famosos stand-up. Desta vez cantou no fucking Madison Square Garden.
No dia anterior, no sábado à noite, Chappelle teve seu documentário exibido pela primeira vez em outra casa grande e famosa de Manhattan, mas não arena, a Radio City Music Hall, para um público total (6000 pessoas) e todo vacinado.
3. O Foo Fighters ainda desempenhou uma homenagem ao grupo da dance music Bee Gees, cantando “You Should Be Dancing”, hino de clubes dos anos 70 e grande destaque da trilha do filme “Saturday Night Live”. A cover materializa o anúncio que Dave Grohl fez na semana passada, que em julho, na “parte 2” do Record Store Day, o Foo Fighters se traveste da banda zoeira-tributo Dee Gees e vai lançar um disco especial com um lado A com versões de hits do Bee Gees e um lado B com canções ao vivo do mais recente disco, o “Medicine at Midnight”.

Confira abaixo, então, “Creep”, da parceria louca Foo Fighters/David Chappelle e os Dee Gees mandando “You Should Be Dancing”, ontem à noite no Madison Square Garden.

***

* As duas fotos usadas para este post são da Getty Images.

>>

Um Radiohead “indie” ao vivo de 1996, que ressurgiu agora na internet, para matar saudade de show. Por que não?

>>

* Reapareceu na rede um show de quando o Radiohead ainda era uma banda de indie rock e não um grupo espacial de outro planeta. O ano é 1996. Britpop bombando que era uma beleza e eles tinham ainda só os dois primeiros discos “normais”, os ótimos “Pablo Honey”, 1993, e “The Bends”, 1995. E o transformador “OK Computer” só sairia no ano seguinte.

A apresentação em questão, que você pode ver na íntegra abaixo, Thom Yorke de cabelo arrepiadinho punk, aconteceu no tradicionalíssimo festival holandês Pinkpop e começa com a maravilhosa “My Iron Lung”, tem “Creep” lá no meião do setlist e não no “finalzinho matador” e faz a banda tocar guitarra a valer.

***

* A minutagem do show do Pinkpop, para facilitar
00:00:00​ My Iron Lung
00:05:25​ Planet Telex
00:09:46​ Electioneering
00:13:26​ High and Dry
00:18:15​ (Nice Dream)
00:22:19​ Street Spirit (Fade Out)
00:27:21​ Bones
00:30:53​ Lift
00:34:54​ The Bends
00:39:08​ Creep
00:43:57​ Lucky
00:48:37​ You
00:52:43​ Just
00:56:37​ Fake Plastic Trees
01:02:56​ Anyone Can Play Guitar

>>

POPNOTAS, 5 de janeiro – O papo reto do Chico César, Pitchfork dá notão para o Playboi Carti e o Grammy indie foi adiado. E “Creep”

>>

* Vamos às notícias mais relevantes do dia.

“Todas as minhas canções são de cunho político-ideológico. Não me peça um absurdo desse, não me peça para silenciar, não me peça pra morrer calado. Não é por ‘eles’. É por mim, meu espírito pede isso. E está no comando. Respeite, ou saia. Não veja, não escute. Não tente controlar o vento. Não pense que a fúria da luta contra as opressões pode ser controlada. Eu sou parte dessa fúria. Não sou seu entretenimento, sou o fio da espada da história feito música no pescoço dos fascistas. E dos neutros. Não conte comigo para niná-lo. Não vim botar você pra dormir, aqui estou para acordar os dormentes.”

– As palavras aí de cima são do músico Chico César em resposta a um fã que pediu que ele seguisse com suas canções sem abordar questões políticas. Não é nem que o fã estava reclamando, foi só uma sugestão. Mas pra quê? A resposta de Chico, que já trocou uma ideia incrível com a gente em nossas lives, é uma aula sobre a força da arte e sua função real no mundo. No Twitter, alguém lembrou a letra do Belchior: “Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve/ Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve/ Sons, palavras são navalhas/ E eu não posso cantar como convém/ Sem querer ferir ninguém”. É isso mesmo. O Twitter caiu hoje por causa do “caso Chico”.

– Sucesso popular e de crítica: Comentamos ontem que o rapper Playboi Carti assumiu a liderança da lista de álbuns mais vendidos da Billboard. Agora ele levou um belo 8.3 da indie Pitchfork, enquanto a “Rolling Stone” deu quatro estrelas para “Whole Lotta Red”, o disco.

Sem celular: Flea deu uma bela entrevista sobre a vida, no jornal inglês “The Guardian”. Em uma reflexão sobre drogas, afirma que sua geração passou do ponto, mas que não esquenta com o que a atual anda aprontando. Sua preocupação maior é que computadores e celulares tenham eliminado nossa capacidade de viver no presente. Interessante. Acho que concordamos. Talvez. Sabe-se lá. Nesse papo, ele, conversando sobre seu livro de memórias lançado no ano passado, ainda contou que quem deu umas dicas sobre escrita para ele foi uma certa Patti Smith. “Acid for the Children” saiu no Brasil, inclusive.

– No limbo entre o Natal e Ano Novo, bate aquele tédio misturado ao empanturramento de comida. Não foi diferente para os Bacon Brothers, banda do ator Kevin Bacon, que atendeu a um chamado da natureza. Não aquele que você está pensando. No caso, dos seus cabritinhos. Segundo Bacon, os bichinhos pediram para ele tocar “Creep”, do Radiohead, mesmo ele não achando uma música muito apropriadamente alegre para a data. Em video postado por ele mesmo em suas redes sociais, o ator/cantor aparece bem à vontade, enquanto seus amiguinhos mastigam parte de sua roupa. Adorável.

– Grammy adiado: Não rola mais em janeiro a edição do prêmio americano que podia aumentar as glôrias de alguns dos nosso indies favoritos. Fontaines DC e Fiona Apple estavam na parada. A questão do adiamento, adivinha, é a Covid-19, que está firme e forte na Califórnia. A informação quente veio da “Rolling Stone” a partir de diversas fontes. Não é oficial ainda. Provavelmente a solução vai adiar o evento para março, de acordo com a revista.

>>

Musa da nova música britânica, a incrível Arlo Parks encanou no Radiohead e fez até cover de “Creep”

>>

Captura de Tela 2020-05-25 às 11.21.42 AM

* Desde q fez o “melhor show que ninguém viu” no Glastonbury do ano passado, a cantora e poeta novinha Arlo Parks está em absolutamente por todos os lugares em que a música inglesa ecoa. Ainda apenas com dois EPs no currículo, de 2019, e dois maravilhosos singles lançados neste ano (“Eugene” e “Black Dog”), você encontra Parks em discussões gerais de quarentena sadia, recomendando discos, participando de lives etc.

Na semana passada, ela criou uma playlist, “Escape – Isolation Mix”, para a plataforma BBC Sound, onde ela cita “House of Cards”, do Radiohead, entre as músicas que a mantém mentalmente sadia na quarentena. Em abril, ela já tinha feito uma linda cover de “House of Cards” para a ótima revista francesa “Les Inrockuptibles”.

Em um vídeo de experiências quarentinescas, listando os álbuns que ela recomenda para se ouvir trancado em casa, está o “OK Computer”, da banda de Thom Yorke.

Daí, na sexta-feira, no programa da incrível Lauren Lavern na 6Music, a rádio online na mesma BBC, lá vem a Arlo Parks mexer com o Radiohead e o TWITTER todo, haha.

Em seu programa do dia, Lavern tocou uma cover fresquinha que a cantora inglesa fez, ao piano, de “Creep”. Choveu “amei” e “odiei”.

A cover, por enquanto, está só aqui para ser ouvida, na marca 2h39′ do programa, já em sua segunda hora. O que você acha?

Arlo Parks está chegada em uma cover para aliviar o peso da pandemia. Agora sem ter a ver com o Radiohead, ela atendeu ao pedido do amiguinho Dave Bayley, o faz-tudo da banda Glass Animals, para cantar Drake na cover que ele fez para o hit “Hotline Bling”. A gente deu aqui na Popload, há algumas semanas, com o foco no Glass Animals.

De resto, e ainda sobre o caminho para seu disco de estreia, Arlo Parks soltou sua oitava música própria agora em maio, a maravilha “Black Dog”, canção e vídeo tocantes. Tudo construído no meio do confinamento pandêmico. Então, emoção à flor da pele em dobro. Estamos de olho nessa menina.

>>