Em Cris Botarelli:

POPNOTAS – Só as minas: Kali Uchis, SZA, Billie Eilish, Lia Paris, Giovanna Moraes, Natália Noronha, Cris Botarelli

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* A cantora e fashion babe mezzo americana, mezzo colombiana Kali Uchis chamou a amiga bombator SZA para fazer com ela uma nova versão para a música “Fue Mejor”, que está diferente em seu mais recente disco, o segundo e pandêmico “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)”, lançado no fim do ano passado. A prática tem sido comum em artistas que soltaram discos com o mundo paradão por causa da covid-19 e, agora que os shows estão voltando, querem dar uma reativada-relembrada nos lançamentos, sem ter que produzir algo novo para já. Essa nova roupagem (termo certo) para “Fue Mejor” traz a primeira vez que a cantora SZA manda um espanhol. “É um R&B latino, é SZA cantando em espanhol, este é “O” momento”, diz Kali Uchis. Não dá para não concordar. Acompanha um vídeo-drama à altura das divas.

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* CENA – A cantora chic paulistana Lia Paris, que uma hora pode estar gravando um disco na Itália e no dia seguinte sonorizando uma exposição na Islândia acaba de lançar um novo single, chamado “Five Star”, lindão. O negócio é que nada da Lia (da foto na chamada da home da Popload, em clic de Ali Karakas) vem assim, como um mero lançamento. “Five Star” vai ter uma série de NFTs, o certificado original tecnológico, à venda na primeira plataforma de NFT de música da França. Manja NFT, né? Já leu quantas vezes o exemplo da Mona Lisa? A estréia de Lia na plataforma francesa será através de um leilão de 48 de uma peça única (unique) e uma série de dez NFTs (legendary) de “First Star”, com valores acessíveis para dar mais possibilidades aos fãs compradores, que querem se sentir donos da obra original. “First Star” puxa uma fila de músicas de pegada intimista, supernovas ou não, que Lia Paris vai lançar nos próximos meses.

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* CENA – Adepta de lançamentos abundantes, a inquieta cantora multiinstrumentista Giovanna Moraes revelou nesta semana mais um single em parceria, trazendo como convidadas Natália Noronha (que era da banda potiguar Plutão Já Foi Planeta) e Cris Botarelli (do Far From Alaska, outro nome de destaque da cena de Natal, RN). A música se chama “O Escape É Seu Olhar” e carrega num “lado B” a indie “Driving Me Insane”, em que a guitarra esperta não fica obliterada pela voz de nuances de Giovanna. Voltando ao “lado A”, a do trio feminino, “O Escape É Seu Olhar” tem ainda um vídeo-conceito bem molhado e acorrentado, trazido pela maré numa tarde nublada. O escape é seu olhar. Então olhe:

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* A onipresente Billie Eilish vai ser ouvida nos cinemas a partir de hoje, de modo cavalar. Estreia no mundo todo o filme “Sem Tempo para Morrer”, o novo 007, para o qual Billie e seu brother Finneas compuseram a música tema, que vai embalar o famoso letreiro, que marca ainda a despedida de Daniel Craig no papel de James Bond. Enfim, Billie Eilish tem tocado em muitos festivais e eventos, nestes dias. Tudo no Youtube, pelo menos em parte. Para citar dois eventos parrudos, Billie se apresentou no Life Is Beautiful Festival, em Las Vegas, no último dia 19 e no nova-iorquino Governors Ball, no final de semana passada. Ambos os shows baseados no mais recente álbum de Billie Eilish, o ótimo “Happier than Ever”, lançado no final de julho. Trazemos o show todo do Life Is Beautiful e a performance de Billie para “Happier than Ever”, a faixa-título do disco, em Nova York. Não nessa ordem.

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CENA – Far From Alaska vai gravar novo disco nos EUA. E a Popload conversou com a Cris Botarelli

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Em meio a tantas nomenclaturas que a música hoje oferece, o incrível Far From Alaska, banda barulhenta vinda incrivelmente do Rio Grande do Norte, terra do maior festival indie do mundo (atente-se a adjetivos e superlativos da CENA), prefere não se render aos rótulos e se define como uma “banda de rock”. E é para manter este espírito do rock vivo que o grupo potiguar viajará até os Estados Unidos em alguns dias – mais precisamente dia 21 de janeiro – para gravar seu aguardado disco novo.

A boa nova não para por aí. Quem ficará encarregada de produzir e conduzir o trabalho é nada menos que a experiente Sylvia Massy, que receberá a banda brasileira em seu estúdio, na cidade de Ashland, no estado de Oregon, de onde os integrantes da banda prometem bastante interação com os fãs para falar de todo o processo de trabalho, que será full time e deve durar tipo um mês.

Sylvia tem no currículo trabalhos com bandas e artistas tipo Foo Fighters, Sonic Youth, Blur, Red Hot Chili Peppers e até, veja bem, Prince e Johnny Cash. Pouco, hein?

Antes do Far From Alaska viajar e ficar mais perto do Alaska (sério!!!), a Popload bateu um papo breve e delícia com a Cris Botarelli, uma das vocalistas e responsável pelas viagens sonoras do sintetizador e lap steel marcantes do grupo. Cris falou da expectativa das gravações, da volta do grupo aos Estados Unidos e, claro, da CENA indie Brasil hoje, cada vez mais internacional.

FFA2Fotos FFA: André Peniche

O Far From Alaska curtiu seu primeiro rolê internacional para shows no início do ano passado. Como foi a experiência e quais são os projetos para fora do país daqui pra frente?
Cris FFA – Foi demais! A gente tinha essa dúvida se o FFA seria uma banda interessante na gringa, se chamaria atenção das pessoas ou se seria mais uma banda de rock x. Isso porque a gente entende que o rock nos EUA, por exemplo, é como se fosse o samba no Brasil, nasceu lá, é lendário, cultural, grandes nomes surgiram e fazem parte do imaginário popular deles. Então, a gente achava que íamos encontrar um público difícil, mas não mesmo. A galera curtiu bastante o que viu, foi bem aberta a escutar e se entregaram ao show mesmo sem conhecer a banda. Na França do mesmo jeito, público atento e inclusive dançante! Melhor cenário impossível! Foi muito massa isso porque deu um gás novo pra gente, uma vontade doida de sair tocando nossos rock crazy por aí e é exatamente o que estamos planejando fazer. Conquistar mais 24 territórios e um à nossa escolha (haha jogadores de WAR entenderão).

Como surgiu a escolha da Sylvia Massy para trabalhar no novo álbum?
Cris FFA – Estávamos à procura de alguém para produzir nosso álbum há um tempão, mas a gente confessa que de forma meio preguiçosa, porque escolher um nome assim sem conhecer, ainda mais gringo, é complicado. A gente é meio hippie nesse sentido, tinha medo de “não rolar a vibe”! Por um amigo em comum dela com o nosso empresário Thiago Endrigo, acabamos esbarrando no nome da Sylvia e foi amor à primeira escutada! Primeiro porque ela é mina, segundo porque ela é maravilhosamente maluca, gosta muito de experimentação, assim como a gente, e, sei lá, bateu. Ficamos surpresos que ela aceitou fazer nosso disco diante de tanta coisa irada que ela já fez e é isso aí, vamos nessa!

060116_sylviaSylvia Massy será a responsável pela produção do novo álbum do grupo de Natal

Que tipo de pegada vocês esperam para este novo disco? Vocês já partem para o exterior com uma ideia moldada ou, quando as gravações começarem, podem rolar mudanças no meio do caminho?
Cris FFA – Dessa vez a gente se preocupou um pouco mais em compor mais canções, sabe? Essa coisa de conseguir tocar a música no violão no meio do luau e ser legal também? A gente não tinha tanto isso no primeiro, era mais riffão, grito e taca-lhe pau! Continua com tudo isso, mas as melodias estão mais legais, acho. E sim, a gente está indo sabendo exatamente o que quer, não tem como, o FFA é muito obsessivo nas composições, mas vamos pensar juntos lá no melhor jeito de chegar nesse resultado.

O FFA tem uma sonoridade peculiar, pesada, mas incrivelmente balanceada pela suas vozes femininas super bem colocadas. Como você tem visto essa “invasão” cada vez maior de meninas vocalistas em bandas de rock no Brasil?
Cris FFA – A gente acha que tá pouco, queremos mais bandas de meninas. Mais, mais, mais e mais. Quando tiverem muitas, aí a gente vai querer mais ainda, porque né, nunca é demais haha. Tem macharada demais já!

Esta parece ser uma época de proliferação da CENA alternativa no país, com cada vez mais bandas, gente engajada, selos, espaços para shows (até improvisados) e fortalecimento de festivais. Você acredita que pode estar ocorrendo, mesmo que em doses gradativas, uma pequena revolução no indie brasileiro? E o que falta para a CENA se fortificar de vez na sua opinião?
Cris FFA – Sim, acho que as ferramentas estão finalmente estabelecidas da forma mais democrática possível (internet, streaming, etc) e isso só tem ajudado o indie a crescer e se proliferar e se profissionalizar também.

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