Em crux:

CENA – Apeles lançou o vídeo e foi ao cinema. Confira “Pele”, da trilha do filme “Boni Bonita”, que estreia hoje

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* O ótimo disco de estreia do Apeles, “Crux”, lançado no ano passado pelo Apeles, persona de Eduardo Praça, ainda continua rendendo e invadindo outras áreas. A belíssima e densa faixa “Pele”, um dos destaques do álbum, ganha agora seu vídeo e passa a ser ouvida também, a partir de hoje, na trilha sonora do longa-metragem “Boni Bonita”, que entra hoje em cartaz.

“Pele”, o vídeo, traz cenas do longa dirigido por Daniel Barosa, que traz no elenco nomes como Caco Ciocler, Ailín Salas (foto abaixo), o gigante Ney Matogrosso e o cantor e compositor pernambucano Otto.

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Não é o primeiro trabalho conjunto de Praça e Barosa, amigos de longa data. Este ano vimos o vídeo da bela e profética “Deságua”, também de “Crux”, filmado e roteirizado por Barbosa num tempo pré-pandemia, mas que já trazia um sinal dos novos tempos.

“Quando surgiu o ‘Boni Bonita’, já tínhamos essa ideia de trabalhar juntos novamente. Não foi meu primeiro trabalho com trilha, mas foi o primeiro longa, do qual me sinto muito lisonjeado e agradecido por ter feito parte”, celebra o compositor. A criação sonora de Apeles para o filme dividiu-se em três vertentes: a curadoria de músicas de outros artistas, a trilha sonora incidental e o tema do personagem Roger, interpretado por Ciocler.

Confira abaixo o vídeo de “Pele”, do Apeles, e o trailer do filme “Boni Bonita”:

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CENA – Apeles chama a galera para o novo vídeo. Veja “Tudo Que Te Move”

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* Every move he makes. Cara que faz uma movimentação boa com seu delicado trabalho, o Apeles, projeto e persona de Eduardo Praça (ex-Ludovic e Quarto Negro), lançou há alguns dias o vídeo para a música “Tudo Que Te Move”.

A canção já foi destaque aqui em post e no Top 50, e saiu em vídeo gostoso do esquema quarentena. Mas com amigos para aliviar. E fãs. E fãs amigos. E em edição esperta, para dar valor à hashtag “juntos à distância”. A lista inteira de quem participou está no fim do vídeo.

A música é exemplar do discão “Crux”, do ano passado, e canção necessária da indie-delicadeza que ainda bem se abateu sob a nossa CENA. Tem letra inspirada em livro do poeta inglês William Blake, porque esse é o jeitinho do Apeles. E trechos em português e inglês.

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* “Crux”, o segundo disco de Praça sob o nome Apeles, acabou de completar um ano de lançamento. Saiu pela Balaclava Records no dia 9 de agosto de 2019.

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CENA – Isolar para ressignificar. Apeles lança vídeo profético feito antes do corona

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* É tristemente lindo o vídeo novo do Apeles para a música “Deságua”, faixa do álbum “Crux”, lançado no ano passado pelo dono do projeto, o internacionalmente paulistano e multitalentoso Eduardo Praça.

O vídeo, que estreia agora com exclusividade na Popload e no canal da @balaclavarecords, é um lastro de angústia que nos separa, parafraseando parte da letra da canção, que por si só é um arraso de bonita.

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Embaixo dessa beleza sonora toda, nos é contado em imagens a história rápida de dois adolescentes que se isolam para se ressignificar e criar nova identidade (tipo queimar o RG mesmo) para se afastar dos peso das aglomerações humanas, de certo modo um retrato aterrador do mundo maluco que vivemos hoje em meio à crise do vírus.

Acontece que “Deságua”, o vídeo, foi feito em outubro do ano passado, pré-corona.

“Em outubro de 2019 me reuni pela primeira vez com o diretor e roteirista Daniel Barosa para conversarmos sobre o roteiro do clipe. Na época a idéia era retratar dois adolescentes vivendo uma distopia em território selvagem, muito em função do clima pesado que estamos colhendo nos últimos anos, em todas as esferas, mas também em uma maneira figurativa de ações de desprendimento, individualidade e fuga”, explica Praça, ex-Ludovic e Quarto Negro, já no segundo álbum do Apeles.

“Hoje, março de 2020, lançar o vídeo durante este período surreal da humanidade me faz pensar em como os avisos estão sempre a sua porta, desesperadamente pedindo socorro mas nem sempre absorvidos na urgência da vida moderna”, conclui o músico.

“E hoje sou um homem que conhece a própria morte/ Que desfaz da própria origem em busca de coragem/ Vivo baseado no passado, remoendo meu futuro às custas de tanta vaidade/ Hoje eu sou um rei num trono frágil de penugem”, entrega parte da letra de “Deságua”.

O belo e profético vídeo está aqui, agora, urgente.

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* As fotos deste post e a da home da Popload trazem o casal de atores do vídeo. Na foto lá acima, Joana Penafieri (à esq.) e Felipe Távora.

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CENA – Apeles apresenta o single-climão “Pássaro Nu”. Álbum cheio sai em 10 dias

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* Dia quente de lançamentos da CENA, saiu hoje o single “Pássaro Nu”, quarto e último extrato do novo disco do Apeles, “Crux”, o segundo do projeto de Eduardo Praça, gravado, produzido, mixado e inspirado em alguns trechos de Brasil, Alemanha e Portugal, que sai dia 6 de agosto pelo selo Balaclava Records.

“Pássaro Nu”, atmosférica como pinta ser o disco todo do Apeles, tem arranjos de Thiago Klein, parceiro de Praça no Quarto Negro. O Ludovic é outra banda por onde passou o dono do Apeles.

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Atualmente mais gringo que brazuca, Eduardo Praça, que vive na rota Berlim-Lisboa com aparições em Londres, deve estar expurgando alguns sentimentos nacionalistas oficiais-reais na letra do single novo. “Eu não vou fugir. É tão nobre vir aqui se redimir. Antes brilho com as cores do céu, agora triste feito um pássaro nu”, canta no começo. E termina tipo assim: “Eu vivo o que importa. Um brasileiro à tua porta.”

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CENA – Os reféns do celular e a geração Ibuprofeno. Apeles analisa a galera de hoje em lindo novo single (e vídeo)

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* Num ano de discos tão bons, era difícil não sair o dele. Vem aí o segundo álbum do Apeles, projeto solo cinemático do talentoso e caprichoso Eduardo Praça, ex-vocalista do Quarto Negro e guitarrista da brilhante Ludovic. Se chama “Crux” e é contaminadíssimo pelo caráter nômade de Eduardo, que pode ser visto tanto em Itaquera, em São Paulo, quanto numa base soviética desativada de Berlim, na Alemanha. Ou em Portugal, Buenos Aires. Em todos os lugares e nenhum. Assim é a música do Apeles. Porque, onde quer que ele esteja, ele só encontra a alegria do dia no calor de uns braços.

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“A Alegria dos Dias Dorme no Calor dos Teus Braços”, primeiro single a ser arrancado de “Crux”, veio ontem à noite à tona. O disco, em si, sai em agosto pela Balaclava Records, tudo a ver. A música traz junto um vídeo bonitão gravado em São Paulo e Berlim. A parte alemã foi filmada no complexo “Vogelsang”, antiga base soviética na principal cidade do mundo lá pela década de 1940, para o bem e para o mal. Tem direção e roteiro de André Dip e produção de Izabel Menezes, também autora da capa do single.

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A canção é um devaneio crítico sobre os esquisitos dias de hoje, as relações reais e virtuais em tempos modernos e a tecnologia sendo usada para autoexposição de uma forma descontrol. E o resultado (ruim) disso. Um resultado “dance” disso, por mais fora do lugar que possa parecer.

Vem do artista a definição direta de “A Alegria dos Dias Dorme no Calor dos Teus Braços”: “Um reflexo sobre a geração que vivemos, tentando sobreviver à telas de celular e comprimidos diante de relacionamentos platônicos da vida moderna”.

“A música surgiu para mim no Carnaval de 2017, por mais irônica que seja. Estava em casa e compus a melodia no piano. Inicialmente era um tema mais calmo e melancólico, cheguei a tocar ao vivo algumas vezes no piano mas sentia que precisava de mais movimento. Já em Berlim comecei a demo dela e logo com um beat a música se transformou. Um ano depois quando comecei a gravar em estúdio ela já era uma mistura de disco music com algum tipo de crooner. Há quem diga que é uma mistura de Gigi Dagostino com Leonard Cohen, ou seja, dark disco”, conta à Popload o Eduardo Praças, a carne e o osso do Apeles.

“A vida é um espelho/ Tua Auto estima é um veneno. A geração ibuprofeno,/ refém de um aparelho.
E é uma amarra irreversível, meu bem./ Culpa de um amor carnal./ Gosto desse vai e vem./ Teu toque me levanta ao céu.”

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* As fotos classe usadas neste post, aqui e na home, são de Rodrigo Bueno.

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