Em cure:

Gorillaz vai levar o Robert Smith para o espaço, em novo single. A cura?

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* Ou seria buscar no espaço?

Por enquanto é só o aviso. Mas que aviso! Uma das poucas notícias pop a agitar o final de semana aconteceu no nosso feriado de independência OU morte, dando conta de que a bandaça-cartoon Gorillaz vai dar sequência a sua série “Song Machine” trazendo como um de seus convidados ilustres o icónico Robert Smith, da mais que icónica banda The Cure.

“Coming up on Song Machine… It’s Robert Smith.”

A notícia apareceu no Twitter e Instagram do grupo de Damon Albarn. Nenhuma data certa foi feita oficial. Mas o colorido Gorillaz com um toque algo gótico deve render material visual maravilhoso, além obviamente da música.

Entre os músicos já convidados para a série “Song Machine” estão Slowthai, Slaves, Octavian, Skepta, Tony Allen, ScHoolboy Q.

E se o cartaz ilustrativo entrega alguma coisa de como vai soar a música, ela será, digamos, espacial… Agora, se a “viagem” permitir, seria um indicativo de que o Gorillaz estaria buscando a CURE para trazer à Terra. Vai saber.

Veja abaixo.

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The Cure e a área Vip. Lolla Brasil x Lolla Chile. E umas perguntas sobre como você vê os shows e festivais no Brasil

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* The Cure no Anhembi
Eu até entendo a existência da área VIP como modelo de negócios, fonte de renda importante para o produtor que briga com 1 milhão de fatores, tipo impostos, a “questão” da meia entrada etc. para fazer um show acontecer num país arenoso como o Brasil. Mas ela realmente precisa ser do tamanho do que tem sido na maioria dos eventos e tomar toda a frente do palco, jogando o fã “comum” da banda, muitas vezes o “verdadeiro fã”, láááá para trás, longe do artista? Não pode ser de lado, ou montada sob uma plataforma, ainda em um lugar “privilegiado” para quem se dispõe a pagar mais e ter acessos mais tranquilos a banheiros, bebidas e a entrada/saída do lugar?

Pois bem, vi o show do Cure de uma dessas áreas vip, sábado passado. Era enorme. Logo que cheguei, fiquei lá atrás, perto da “divisa”, da “fronteira”. Galera na parte “normal” fazia maior festa, cantava, batia palmas, esperando a entrada da banda ao palco. Ali, o show já tinha começado.

A contrapartida disso, a “maligna” área VIP, também virou notícia. Muita gente ontem e hoje nas redes sociais reclamavam do falatório, das conversas paralelas do povo “VIP” enquanto o Cure tocava lá em cima do palco. Nada contra ninguém conversar em um ambiente assim, mas pera lá. Mudei de lugar umas três vezes por causa do blablablá incessante de gente a minha frente, ao lado… O assunto “conversas vip” ganharam destaque hoje até na “Veja” na internet.

Daí hoje de manhã, procurando vídeos para um post neste blog, achei um de “A Forest”, a música que eu procurava. O primeiro que eu encontrei, esse abaixo, era de alguém na pista “normal” (adoro essas aspas). Olha a distância de onde o “fã comum” do Cure enxergava o palco. E ouça os berros que vinham ao redor de quem filmava a música. A energia “banda-seu público” tinha um obstáculo, um “vazio” grande no meio. Esse vazio, essa vala, era a área VIP.

PS: uma outra coisa engraçada que eu sempre noto nessas ocasiões e que no Anhembi sábado estava particularmente irritante, porque passei a prestar muita atenção nisso: eu sei que não é novidade, mas onde eu estava tinha muita gente desinteressada, ou pouco interessada, no show em si. Tinha dois caras na minha frente que quase todo começo de música soltavam um “U-hu. Adoro esta”, começando a dançar e tal. No SEGUNDO SEGUINTE, já estavam no papo solto nem olhando direito para o palco, nem aí mais com a música que diziam adorar. Se eu quisesse abdicar do show, ficaria filmando toda essa movimentação. Ia dar um interessante material de estudo.

Veja o vídeo de “A Forest”, captada da “pista comum”. Precisa ser assim?


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* Lollapalooza Brasil x Lollapalooza Chile
Ainda no tema acima, mas voltando ao assunto Lollapalooza, acompanhamos o movimento dos brasileiros que foram a Santiago no fim de semana, para a versão chilena do festival. Desde sexta-feira os comentários eram todos elogiosos. Primeiramente em relação à cidade, claro, que como qualquer grande cidade em época de festivais fica mais alegre e tem mais atrações para os milhares de turistas que estão lá de bobeira enquanto a festa mesmo não começa.

No início, parecia só deslumbramento de viagem, aquele oba-oba de quem está na curtição e nada ou pouco vai ser capaz de te aborrecer. Mas, quando o festival começou e depois, já na madrugada de segunda, quando o último show havia acabado, a discussão foi ficando mais séria. Vários fãs colocaram em suas páginas de Twitter e Facebook comparações entre a versão brasileira e chilena do Lolla. Em todas elas, a do Chile, mesmo que através das experiências de poucos brasileiros por lá, “saiu ganhando” no “trato ao público”.
(Sempre levando em conta que lá o público total divulgado foi de 138 mil pessoas. E, aqui, 164 mil. No montante, a diferença de “manobra” nem foi tanto assim.)

No ano passado, chegamos a falar sobre o perrengue que foi para aqueles que gostariam de ver os shows até o final e do quanto era difícil ser um “festival goer” no Brasil. Também fizemos um post, em novembro, sobre a zica dos shows no Brasil (e olha que o Planeta Terra nem havia entrado nessa onda “vai rolar/não vai rolar” e o Sonar ia muito bem, obrigado) e também colhemos a opinião do público no próprio Lolla 2012.

Sentimos menos esses problemas na edicão 2013 do Lolla Brasil, mas algumas questões continuaram mal resolvidas, como as filas na entrada e para os banheiros, os táxis escolhendo corridas no final e o metrô lotado, dando apenas 15 minutos a mais de seu horário normal para quem saia correndo do Jockey para pegá-lo, depois do show final.

Segundo o site Scream & Yell, do brother Marcelo Costa, que fez o favor de compilar esses relatos todos, o Lolla-Chile levou a melhor por estes motivos abaixo:

– filas controladas para banheiros, comida e principalmente entrada. Galera chegava e saía muito rápido, fosse a hora que fosse. Pegar bebida e comida não apresentava grandes problemas.
– Vários pontos de retirada de ingressos pela cidade. No Brasil, quem comprou ingressos online (e deixou para retirar na última hora) levou 2h para conseguir entrar no Jockey.
– Metrôs e ônibus rodaram por 1h a mais depois do término do festival.

Tirando a logística mais “caprichada” na hora de cuidar do público, lá em Santiago o clima de festival estava propício para:
– Eddie Vedder, do Pearl Jam, aparecer para dar uma forcinha no show do Queens of the Stone Age. Não que eles precisassem, porque quis mesmo.
– Perry Farrell estar mais “presente” lá do que cá. Aparecia nos palcos, fez participações especiais, transitava geral. Talvez porque depois da polêmica do ano passado (quando ele foi mal interpretado em uma entrevista dizendo que “o país não tinha cultura” — querendo dizer cultura de música nas escolas), e após ter sido metralhado pelos fãs brasileiros, tenha decidido ficar mais “na dele”.
– A apresentação surpresa da banda Chevy Metal, do baterista do Foo Fighters, no palco do… Kidspalooza! Com participação dele, sim, Perry Farrell.
– Para deixar a gente com ainda mais inveja, Josh Homme imitou o Eddie Vedder e apareceu no palco do amigo, acompanhado de Perry Farrell. *HUMPFT* (vale lembrar que as duas bandas tocaram no mesmo dia, ao contrário do que aconteceu no Brasil)
– Sem contar que, já falamos aqui tambem, Homme e Vedder deram ingressos para a galera em frente ao hotel.

O Lollapalooza virou o grande festival brasileiro anual (o doido Rock in Rio não conta) e o Jockey é um lugar bem posicionado e bacana para eventos, embora os cavalos reclamem do cheiro de hipsters no lugar. Melhorando essas questões que nos fizeram “perder” para os chilenos, vai ficar lindo.


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* Enquete Popload: Qual o seu relacionamento com festivais no Brasil?

Fiz essa convocação ontem à noite, para uma pesquisa rápida e indolor através de um questionário básico, e foi uma avalanche de cooperação. Então, para quem ainda não respondeu, perca esse tempinho falando como você vê os festivais e os shows no Brasil, o que faz você NÃO ir a um evento de música, quantos shows você vê mensalmente, essas coisas.

O questionário está aqui: https://www.surveymonkey.com/s/festivaisnobrasil

Não deixa de ser uma instrumentação útil para você. E, da parte que nos toca, o Popload Gig agradece. ♥

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Começa o Primavera Sound, em Barcelona. Tem Wilco ao vivo, daqui a pouco

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* Na verdade começou ontem. Mas pega fogo a partir de agora. E vai até domingo.

* Neste momento o veterano grupo americano Afghan Whigs está se apresentando no Primavera Sound, hoje um dos principais festivais do verão europeu, realizado anualmente em Barcelona, na Espanha. A Espanha tem há tempos três grandes festivais de verão. O primeiro é o Sónar, mais voltado à eletrônica independente, mas que neste ano tem New Order e Lana del Rey, por exemplo. O segundo é o de Benicassim, não tão longe assim de Barcelona, na praia e a caminho de Valência (na praia, não na areia).

O Primavera é o terceiro deles, fez seu nome em meados dos anos 2000 e virou gigante a partir de 2008. Hoje em dia é o que mais público atrai de todos os eventos espanhóis citados.

O grupo inglês Field Music se apresentando no Primavera agora há pouco, em foto de Instagram do @diegomaia

Com uma veia mais independente (para todos os gêneros), neste ano o Primavera traz The Cure, Bjork e Franz Ferdinand. Promove um dos primeiros shows da volta do XX. Escala os sempre bacanas Rapture, Rufus Wainwright, Wilco, Melvins, Spiritualized, The Drums, Mudhoney. E abre importante espaço “europeu” para importantes novos nomes norte-americanos, na linha Dirty Beaches, Father John Misty, Friends, Japandroids, Lower Dens, Real State etc.

O Primavera tem um vídeo bem simpático de apresentação do evento neste ano. E vai, via site oficial, ter transmitido até domingo mais de 20 shows de seu evento. A Popload tem uma brodagem forte no Primavera. Vamos ficar de olho neles para trazer as coisas aqui. Vamos ficar de olho em Barcelona bastante em junho.

As transmissões ao vivo do Primavera de hoje:

18h – Wilco
19h30 – Refused
21h15 – Spiritualized

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The Cure, Primal Scream, Bjork. BESTIVAL 2011 encerra a temporada de festivais de verão na Europa

* Neste final de semana aconteceu na Inglaterra o último festival de verão da Europa, o simpático e super alto-astral Bestival. O evento acontece na rabeira do Reino Unido, na famosa Ilha de Wight, que tem vários festivais famosos desde os anos 60. A ilha, que hoje tem 130 mil habitantes, chegou a receber 600 mil visitantes em 1970, quando tocaram Doors, The Who e Jimi Hendrix.

* Eleito o festival britânico “mais gostoso”, o Bestival é novinho. Nasceu em 2004, atraindo 10 mil pessoas. A edição de 2011, que aconteceu desde quinta passada até ontem, atraiu cerca de 70 mil pessoas, segundo seus organizadores. Neste ano as principais atrações foram The Cure, Bjork, Primal Scream tocando “Screamadelica” (Alô, Brasil), Brian Wilson, PJ Harvey e muitos outros.

* Pelo que eu li na inglesada e pude acompanhar, o Cure foi mesmo o grande nome do festival, com seu show de duas horas e meia de hits sucessivos.PJ Harvey encantou, Primal Scream fez a galera decolar, a Bjork juntou todos os gnomos e duendes para vê-la, o House of Pain fez todo mundo pular, o Drums foi lindo, essas coisas.

* Aqui, em fotos e vídeos, um pouco da atmosfera do último grande festival “deles”, porque agora vão começar os “nossos”.


All you need is Bestival. Os quatro dias que encerraram a era 2011 de festivais no Reino Unido


Com os cabelos góticos ao vento, Robert Smith é flagrado em algum momento das 2h30 de show do Cure


Climão do show do Primal Scream no Bestival. Bem que a banda poderia vir tocar no Brasil… OH, WAIT!!


Frequentadoras do POPLOAD GIG foram dar uma olhada no Bestival deste ano, na Ilha de Wight


A islandesa esquisita Bjork exibe seu visual Avatar From Hell em showzão no Bestival 2011


DJ de batidão americano Diplo, atração do nosso Ultra Music Festival em dezembro, fez o Bestival rebolar


O Radiohead também foi atração do Bestval, como você pode ver


Me responda com sinceridade. Você curte Skrillex?


Aviso: não tente fazer isso no Rock in Rio nem no SWU


O Village People também agitou o Bestival 2011. É sério…