Em daft punk:

R.I.P., mundo. O Daft Punk acabou (sem tocar no Bar Secreto)

>>

Captura de Tela 2021-02-22 às 12.25.17 PM

* A instituição francesa Daft Punk, heróis da música eletrônica desde que a música eletrônica chegou às massas, anunciou, em vídeo reaproveitado muito bem para a ocasião, seu fim.

Não que se estivesse esperando muita coisas mais da incrível dupla Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter, capacetados e capacitados, robôs ainda que “humans after all”, duo que sempre soltou fundamentais álbuns bem intervalados. Mas a notícia doeu como uma morte de um ídolo. De certa forma foi.

“Que mundo triste para se viver é um que não tenha o Daft Punk”, disse muito bem um amigo músico, inconformado com a novidade triste. Ainda mais depois de ver o espetacular vídeo da “morte” do DP em adaptação (ou apropriação) de um vídeo antigo deles de 2006, este aqui de sete minutos e boa parte silencioso. Até que um deles explode. E o outro ruma ao infinito, para ver se encontra o sol.

Até no passamento desta para melhor (só se for para eles) o duo é artsy.

O Daft Punk é de 1993, chacoalhou a eletrônica como pioneiros, aproximaram os indies das pistas e vice-versa, e lançou quatro discos fundamentais: “Homework”, de 1997, pegando carona em Prodigy e Chemical Brothers na electroinvasão aos EUA; “Discovery”, 2001; Human After All”, de 2005. O último deles, “Random Access Memories”, foi lançado lááá em 2013, carrega o hino pegajosíssimo “Get Lucky” e tem participações gigantes em músicas idem tipo Giorgio Moroder, Nile Rodgers, Julian Casablancas, Panda Bear, entre outros.

Uma das histórias mais saborosas do Daft Punk envolvendo o Brasil, além de eles terem tocado aqui no Tim Festival de 2006, no caso paulistano com a pirâmide enfiada dentro do Tom Brasil, foi uma boataria não concretizada de uma possível festa deles no Bar Secreto, clube inesquecível em Pinheiros, São Paulo, onde várias festas com famosos aconteceram por lá (Madonna, Bono, Arcade Fire, REM…).

Surgiu no Twitter, numa sexta-feira, em época da edição 2010 do festival Planeta Terra, sdds. A dupla estaria em São Paulo (foi vista no hotel Fasano) e daria uma canja no show do grupo francês Phoenix, no evento, no sábado. O Daft Punk, por aquelas semanas, já tinha aparecido em um show do Phoenix em Nova York, então a conexão sonhadora paulistana estava bem fundamentada.

Acho que até me lembro de ter visto foto deles em São Paulo naquela semana, mas já não sei se vi mesmo ou se estou imaginando.

A notícia ganhou um galope absurdo quando, para “melhorar”, disseram depois que naquela sexta-feira eles fariam uma discotecagem no Bar Secreto, reduto incrível de festas intensas de SP que não existe mais. O “Daft Punk no Secreto” levou muuuuuuita gente ao local. Mas eles não apareceram nem no clube, nem no Planeta Terra.

Falações do Daft Punk no Brasil não eram lá coisas tão absurdas assim. O pai do Thomas Bangalter, um dos Punk, tinha (ou tem ainda, sei lá) uma pizzaria em Caraíva, na Bahia, o paraíso dos influencers. Se foi esperto como os franceses o são, já caiu fora de lá. E parece também que, além da pizzaria baiana, ele mora (ou morava) em Belo Horizonte. Não era raro os papos de que o Thomas estava no Brasil. Contamos essa história aqui.

Aliás, aqui nem somos muito de saudosimo pelo saudosismo. Mas que falta fazem o Planeta Terra, o Bar Secreto e, agora, o Daft Punk.

Captura de Tela 2021-02-22 às 12.26.24 PM

>>

Já viu? Os melhores momentos do incrível documentário do Coachella

>>

* Neste último final de semana, naquele mundo que conhecíamos e não existe mais, era para ter acontecido a “segunda perna” da edição 2020 do grandioso Coachella Festival, no deserto da Califórnia, um dos festivais mais lindos e bem-organizados do planeta, embora nos últimos anos tenha virado uma “outra coisa” em relação ao que era nos anos 2000, musicalmente e “frequentadoramente” falando.

Por 15 dias, até ontem, domingo, até hoje, no pós, o mundo musical estaria vendo, ouvindo, falando, espalhando memes, fotos, comentários, impressões “definitivas” sobre o que rolou no maior encontro de música, arte e pessoas dos EUA. Mas quá…

Não teve nada disso, mas tem isto: há exatos dez dias tem facinho no Youtube o maravilhoso “Coachella: 20 Years in the Desert”, documentário da série Youtube Originals. O filme, quase duas horas de duração, estreou exatamente na sexta da semana passada, o dia em que o Coachella 2020 iria aontecer em seu primeiro final de semana, com a melhor escalação dos últimos anos. Desde seu lançamento de lançamento vi o documentário três vezes. And counting.

A cena de Los Angeles pré-Coachella, desde os anos 80. Como o festival era no começo, como ficou até ser cancelado neste mundo cancelado. Toda sua construção e ideias malucas, a intenção original de sair de Los Angeles (o festival era para acontecer em Palm Springs) e levar algo além de rave eletrônica para o meio do deserto. A feliz cooperação do novo rock ajudando o festival a se consolidar (e se ajudando). O desastroso Woodstock 99 atrapalhando e transformando a concepção de novos festivais uma péssima ideia. Todas as voltas de bandas clássicas incentivadas pelo Coachella até seus planos de inovação na linha show-de-artista-morto-em-holografia e de repetir o line-up em dois finais de semana seguidos. O mundo pré-Coachella para sua produtora em particular, a por pouco falida (duas vezes) e hoje gigante Goldenvoice (que até 1999 promovia eventos punks e de hip hop nas quebradas de Los Angeles e num país de quase nenhum festival). E, claro, cenas das lendárias performances feitas em seus muitos palcos e tendas.

A Popload listou alguns dos principais momentos do documentário, que, se num primeiro momento conta a história particular do Coachella Festival, revela em sua totalidade a história da música nos últimos 20 anos. A gente, que frequentou muito o Coachella, se permite ir além do documentário em alguns momentos. Assim:

Captura de Tela 2020-04-20 às 6.24.42 PM

* Um dos fundadores do Coachella e donos da Goldenvoice, o produtor Gary Tovar, achava que produzir shows de bandas como Nirvana, Chili Peppers e Jane’s Addiction não dava dinheiro, então aumentou seu desempenho como traficante de maconha na Califórnia, o que o levou à cadeia. Goldenvoice, o nome da empresa, representava a qualidade da “high quality” maconha traficada por Tovar, que dava a sensação ao usuário de falar com os anjos. Os federais estavam de olho no produtor tinha quatro anos, até o prenderem em 1991. Foi o histórico ano em que “the punk broke” na música, do Nirvana, do grunge, do “rock alternativo” americano das college radios, do Lollapalooza itinerante e da MTV, que bombava master. Foi nesse cenário que a Goldenvoice, pensando em criar um festival para ir além da produção de shows em casas, “achou” o campo de pólo de Índio. Neste ano, experimentaram fazer um show do Pearl Jam no meio do deserto e juntaram lá 25 mil pessoas, no conhecido “show dos sapatos”. Essa história toda é bem contada no documentário. O Coachella mesmo, como festival, teria sua primeira realização muitos anos depois, em 1999.

* No filme, quando o foco é o primeiro Coachella, de 1999, aparece o Morrissey cantando bom trecho da fantástica “November Spawned a Monster”, vestindo uma camiseta do time inglês West Ham e com a galera subindo ao palco emocionada para abraçá-lo. Quando o Morrissey era um ser maravilhoso por completo.

* O Coachella 99, que teve Rage Against the Machine, Beck, Tool e Chemical Brothers como atrações principais, foi realizado para 35 mil pessoas “só” com cinco palcos e em dois finais de semana. E não teria a edição do ano seguinte, porque a Goldenvoice perdeu tipo 1 milhão de dólares na empreitada inicial e a empresa quebrou. Ou quase. E pela segunda vez (a primeira foi quando o trafica-fundador foi preso). Não quebrou meeesmo porque o Rage e o Beck deram um bom desconto em seus cachês, na hora em que o Coachella apresentou as contas e disse que não ia dar para pagar o combinado. E também porque uns produtores do Lollapalooza, amigos, apareceram para ajudar financeiramente a Goldenvoice, na linha “toma aqui e devolva quando puder”.

* O surgimento de um parceiro milagroso e inesperado fez o Coachella voltar a ser realizado em 2001, apesar do caminhão de dinheiro perdido na primeira edição. E um dos headliners foi exatamente o brother Perry Farrell e seu Jane’s Addiction, reformado exclusivamente para o Coachella daquele ano (último show oficial mesmo tinha sido em 1991, apesar de algumas tentativas de reunião que não levaram a banda à frente). “Pobre”, o festival teve apenas um dia de realização e deu prejuízo de novo, mas desta vez numa quantia “controlável”, segundo a Goldenvoice. Logicamente o número de público foi menor que o do primeiro festival: 30 mil pessoas. Mas fazer o festival em 2001 fez a roda do Coachella realmente começar a girar. E a pequena revolução do novo rock, Strokes e a cena de Nova York + White Stripes, quem diria, ia dar uma grande contribuição à sustentação do Coachella.

* Imagens maravilhosas de shows antigos: Bjork cantando grávida ao vento em 2002; e os maravilhosos The Rapture (na tenda Mojave) e White Stripes (no palco principal) em 2003 são de fazer chorar de nostalgia. E eis que chega 2004, o primeiro ano em que eu fui ao festival, e o Coachella passa a dar lucro. Também, com o line-up daquele ano…

Captura de Tela 2020-04-20 às 6.27.40 PM

* A estupenda volta dos Pixies (acima), Radiohead e Kraftwerk são as estrelas do primeiro dia do Coachella 2004, o sábado. Com The Cure encabeçando o domingo, muita gente saiu de Los Angeles rumo ao deserto para ver esta edição. Tem imagens lindas do Radiohead mas os Pixies ganham um “capítulo” lindo no documentário.

* A brincadeira da “banda que volta” pegou, e o Coachella fez o lendário grupo pós-punk inglês Bauhaus reformar e ser um dos grandes nomes da edição 2005. O doc traz a espetacular cena de Peter Murphy entrando como um morcego no palco, pendurado de cabeça para baixo por um cabo de aço, cantando a mítica “Bela Lugosi’s Dead”. É impagável a banda contando que a ideia original era soltar centenas de morcegos no começo do show. Mas que, ainda bem, optaram pelo cabo. Mas aí tinha um outro problema: uma pessoa, eles disseram, só aguenta 15 minutos de cabeça para baixo antes de desmaiar. E a música era longa. Coldplay era o headliner deste sábado. Nine Inch Nails liderava o domingo.

* Trechos de shows lindos do LCD Soundsystem, da saudosa Amy Winehouse, Rage Against the Machine – A volta (2007), MGMT (2014), MIA crescendo no festival (cada um de seus três shows do Coachella foi em palcos diferentes), Kendrick Lamar mais recentemente.

* A história de botar a Madonna no Coachella indie é muito boa e está no documentário. E ainda fazê-la tocar/cantar/dançar na tenda dance (na real eletrônica) parecia muita loucura. Mas o Coachella foi lá e fez, em 2006. Massive Attack era o headliner daquele dia. Depeche Mode estrelava o outro. O Coachella virava um festival gigantesca e passava a gerar dezenas de festivais pelos EUA, que até então era pouco ou nada representativo nessa categoria “inglesa” de evento.
O que não tem no documentário, mas a gente conta: enquanto Madonna provocava loucuras na tenda dance, no mesmíssimo horário o brasileiro Seu Jorge se apresentava em um dos outros palcos do festival. E foi estimado que 30 mil pessoas ficaram lotando dentro e as imediações da tenda da Madonna, cuja capacidade real era de 12 mil pessoas. Imagina o fervo.

* Agora megafestival, o Coachella 2007, o do Rage, show que eu quase morri (conto outra hora), foi para três dias de realização, acrescentando a sexta-feira. Exatamente essa sexta incluída, teve a volta do Jesus & Mary Chain, Interpol e o primeiro grande show no deserto da Califórnia do Arctic Monkeys, tudo debaixo da headliner Bjork. Que dia para se estar vivo e no deserto. O sábado marcou tambem a ascensão dos canadenses Arcade Fire rumo ao status de headliner (já tinham feito a espetacular estreia em 2005 e seriam atração principal em 2011, no famoso show das bolas). O Coachella foi para “outros lugares” em 2007, botando o DJ Tiesto no palco principal.

* O documentário do festival dedica um capítulo inteiro para a colossal tenda eletrônica, a Sahara, e como o mito do DJ, aliado à popularização das raves na Califórnia e a EDM tomando conta de tudo, caminhou junto com o evento. No meio dessa construção tem uma apresentação lendária do duo francês Daft Punk em 2006 (pulei aí em cima de propósito). Toda a cena eletrônica, os indies e até o pessoal do hip hop falam dessa performance da dupla de robôs, que antes de entrar no palco botou o tema do “Contatos Imediatos de Terceiro Grau” para ecoar por alguns minutos e a expectativa da aparição deles no palco ficar insuportável. Um show do outro mundo. O cenário da apresentação era o da pirâmide, que viria para o Brasil no Tim Festival. O famosão Steve Aoki disse que Daft Punk no Coachella 2006 mudou sua vida para sempre.

* Obviamente tem o capítulo do Coachella e o hip hop. Desde que o Invisibl Skratch Piklz, do incrível A-Trak, tocou na primeira edição numa tendinha, no Coachella 1999. Entre outras coisas, tem a primeira vez do Kanye West no festival, em 2006, com o rapper perdendo 20 minutos de seu show porque estava “no trânsito”. Sua banda já estava fazendo um som no palco, aleatório. Kanye chegou já cantando, esbaforido, e quis continuar a apresentação além de seu tempo, mas não deixaram. Ele voltaria em 2011 como atração principal e com um show gigantesco.

* 2011 aliás teve o “encontro” de Kanye West com Strokes como headliner do domingo. Este Coachella em especial ficou sold out em menos de uma semana. Além do Arcade Fire (sábado), o grupo Kings of Leon foi o outro headliner (sexta). A bombação era tanta que em 2012 fizeram a loucura de botar o mesmo line-up de um fim de semana para repetir no seguinte. E deu certo.

* Em 2012, Dr. Dre e Snoop Dogg se juntaram para fazer um show “all-stars” de hip hop, recebendo o falecido Tupac Shakur em holograma. Seria histórico? Seria de gosto duvidoso? O Coachella foi lá e fez. O Obama citou, virou desenho do South Park. Bingo! Fora que a parada foi sensacional e estranha na mesma medida.

* Chegamos à terceira evolução do Coachella, para a música de hoje, Travis Scott, Tyler the Creator, Billie Eilish, os shows transmitidos no Youtube e tal. A industrialização do Coachella como espaço para selfies de influencers com viagem bancada por marcas. A invasão chinesa.

* Vai tudo até os shows da Beyoncé em 2018, a primeira mulher negra a ser headliner do festival, que talvez feche uma era rica para o Coachella falido de 1999. E comece outra, porque em 2019 o festival deu grande destaque para as Black Pink, grupo de meninas do k-pop. Fodeu?

* Se você ainda não viu esse documentário do Coachella no Youtube, pare o que está fazendo e vá ver.

>>

Um dos Daft Punk, Thomas Bangalter produz faixa de 14 minutos para a trilha sonora de um filme letão

>>

291018_thomas2

Thomas Bangalter, um dos Daft Punk, emprestou seu talento para a trilha sonora de um filme alternativo chamado “Riga (Take 1)”, produzido na Letônia. O parceiro de Guy Manuel de Homem-Christo produziu uma faixa eletrônica com 14 minutos de duração, que recebeu o título “Riga (Take 5)”.

A faixa está como bônus na trilha sonora do filma e havia sido lançada recentemente em uma tiragem limitada em vinil no mercado europeu. Agora, graças à internet, está disponível para a geral.

O Daft Punk anda escondido desde 2014, quando lançou o premiado “Random Access Memories”, vencedor, por exemplo, de 7 Grammys.

>>

Let it glow! Daft Punk oferece produtos especiais para o Natal em sua lojinha cool

>>

110814_daftpunk

O Natal está chegando e, com ele, os novos produtos exclusivos e oficiais do Daft Punk, para manter a tradição. O duo francês abriu em seu site oficial vendas de bolas de árvore de Natal em forma de capacetes, bola de neve com os robozinhos dentro, um quebra-cabeça de 1000 peças e outras chinfras.

Os preços até que estão acessíveis. O quebra-cabeça custa 45 dólares. A bola de neve, que é a mais legal, 50. Se você quiser presentear um bom amigo, ou apenas passar vontade, basta acessar o site oficial dos caras. Ou dos robôs, no caso.

Abaixo, algumas amostras, junto com os pôsteres cool que anunciam as vendas.

FishyFoto_-Ground_Control-56944-Edit_1_grande

DAFT_PUNK_PUZZLE_01_grande

DAFT_PUNK_ORNAMENTS_03_grande

02._PUZZLE

01._SNOWGLOBE

03._ORNAMENTS_V2

05.-POSTERS_HR_0031_BELT_BUCKLE

04.-POSTERS_HR_0007_SWEAT_e8362ba0-da6e-4b32-af16-7a36f8d16373

>>

Daft Punk entra para o lado negro da força em novo vídeo sombrio do The Weeknd

>>

100317_weeknd1

Depois da apresentação no Grammy, o grande e complexo duo francês Daft Punk apareceu agora no novo vídeo do bombado The Weeknd, para o single “I Feel It Coming”.

Seguindo a identidade visual vista na premiação, Thomas Bangalter e Guy-Manuel de Homem Christo aparecem novamente em visual dark, com capas pretas que remetem ao Darth Vader. Também como visto no palco do Grammy, as vestimentas dos “robôs” pareceu fazer referência a algum planeta coberto de gelo, o que está fazendo os fãs evidenciarem um link claro a Star Wars.

O vídeo começa com Abel Tesfaye cantando em um lugar desconhecido, com ambiente sombrio. No fim, aparece o Daft Punk com sua pose climão parecendo ter descoberto algo. A música faz parte do disco “Starboy”, o mais recente do canadense, que vem ao Brasil estrelar o Lollapalooza, em São Paulo.

100317_weeknd_daftpunk_slider

Longe dos palcos desde 2007, há um papo que dá conta que o Daft Punk volta com turnês neste ano, dez anos após a “Alive Tour”, que inclusive veio ao país para uma memorável apresentação no Tim Festival de Rio e São Paulo, onde o duo tocou no Tom Brasil na na mesma noite com as bandas Yeah Yeah Yeahs, TV On The Radio e Thievery Corporation. Isso que é um planeta a parte.

100317_weeknd2

>>