Em darkside:

O fim do Darkside, projeto fino do Nicolas Jarr

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O duo de electroindie Darkside, formado pelo bombado DJ e produtor Nicolas Jarr e seu parceiro antigo Dave Harrington, anunciou que está encerrando seus trabalhos.

O projeto, de som eletrônico refinado, lançou ano passado o bem bom “Psychic” e fez uma releitura de “Random Access Memories”, do Daft Punk.

A dupla ainda fará algumas apresentações ao vivo nas próximas semanas, incluindo a participação no cada vez maior FYF Fest em Los Angeles e, obviamente, o último show deles no Masonic Temple, no Brooklyn, dia 12 de setembro.

Para dar um gostinho especial ao clima fim de festa, o duo liberou duas faixas inéditas que foram gravadas nas sessions do último álbum deles. Ouça a apropriada “Gone Too Soon” e “What They Say”. As duas serão lançadas em uma coletânea do selo deles, Other People, no mês que vem.


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Fuck Yeah! The Strokes puxa fila de atrações incríveis do FYF Fest 2014

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Foram anunciadas as atrações do cada vez maior Fuck Yeah Festival, melhor conhecido como FYF, que caminha para sua edição #11 na cidade de Los Angeles.

Há dois anos, a Popload marcou presença no festival indie-indie que lá em 2012 começava a atrair olhares gulosos de patrocinadores como a Goldenvoice, que faz o Coachella, e grande atenção da mídia mainstream californiana tipo Los Angeles Times e até da gringa, como o jornal Guardian inglês.

No FYF Fest que eu fui, o evento atraiu umas 50 mil pessoas em dois dias e rolou em um park podreira (que ficou lindo com o festival) numa região fronteira entre chineses roots e mexicanos zoados em Downtown Los Angeles. Alguns shows que rolaram (que eu lembro) foram Refused, M83, Beirut, James Blake, Sleigh Bells, Simian Mobile Disco, Dinosaur Jr, Warpaint começando, Liars e os Desaparecidos. O FYF Fest deste ano vai se desmembrar em dois locais: a indoor LA Sports Arena o outdoor Exposition Park, que fica na região do campus da University of Southern California.

A edição deste ano – para se ter noção deste crescimento – terá como principal atração a banda The Strokes. Esta é a segunda data “grande” anunciada por eles em termos de shows neste ano. A outra apresentação maior é no Governors Ball, aqui em Nova York, mês que vem. Julian Casablancas e Albert Hammond Jr também tocam com suas bandas paralelas.

Outros nomes que aparecem no FYF Fest 2014 são Haim, Phoenix, Interpol, The Blood Brothers, Slowdive, Grimes, Flying Lotus, Blood Orange, Chet Faker, Darkside, Little Dragon, Tycho, Jamie xx, Caribou, Built to Spill, Earl Sweatshirt, Future Islands, Four Tet e Mac Demarco. Isso para citar só alguns.

O line up completo aparece abaixo. Os ingressos serão colocados à venda na próxima quinta-feira, dia 22 de maio.

Acho que arrumei minha programação para o fim de agosto.

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Black Sabbath psicodélico nas mãos do Darkside e o Ozzy bonitão em 1974

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A lendária banda Black Sabbath, de recente reunião de sucesso após décadas, é conhecida especialmente por suas canções pesadas, com riffs estridentes se misturando com a voz rasgada e marcante do grande Mr. Ozzy Osbourne. Em meio ao peso absurdo e dark das faixas, o Black Sabbath também tem suas viagens psicodélicas que, por vezes, ficam até meio esquecidas.

Uma destas faixas é “Planet Caravan”, lançada no discão “Paranoid”, em 1970. Total contramão do Black Sabbath “que a gente conhece”, a canção é bem lenta, quebrada, psicodélica do primeiro ao último segundo. Acontece que dia desses o duo de electroindie Darkside, projeto cool que reúne o bombado DJ e produtor Nicolas Jarr e seu parceiro Dave Harrington, resolveu relembrar o som de mais de quatro décadas da veterana banda inglesa em uma session para a BBC Radio 1.

A “Planet Caravan”, já psicodélica em seu estado original, ganhou vocais algo distantes, batidas eletrônicas suaves e soou total moderna. Ouve só.

* E por falar em Ozzy… – abriu ontem em São Paulo uma exposição no MIS – Museu da Imagem e do Som – do fotógrafo Mick Rock, um bamba da fotografia dos anos 70, amigo do Syd Barrett e do David Bowie. Mick é famoso por registrar grandes momentos da cena inglesa toda dos anos 70, além de outros nomes como Iggy Pop, Lou Reed e posteriormente Madonna, quando estes visitavam a cidade londrina, geralmente indo a seu estúdio na capital inglesa. É dele também as imagens que ilustram capas históricas de discos de uma das épocas áureas e mais doidas do rock, como a do “Transformer” do Lou Reed, a do álbum “Queen II” do Queen, Ramones, Joan Jett, o “Raw Power”, do Iggy Pop and the Stooges, sem contar seus trabalhos com vídeos e cinema.

Um dos 24 registros feitos pelo fotógrafo inglês é este do Ozzy, de 1974, com barba rala e cabelo cool.

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* “It’s Rock”, a exposição, é gratuita e fica aberta do meio-dia às 21h.

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Para Lennon, com carinho. Nicolas Jaar paga tributo ao ex-beatle

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O festejado DJ e produtor chileno-americano Nicolas Jaar, conhecido por seu som experimental e sofisticado, também parte do projeto de blues eletrônico chamado Darkside, resolveu celebrar o aniversário de morte do ex-beatle John Lennon, por mais que o termo soe estranho.

Neste domingo, 8 de dezembro, completaram-se 33 anos de uma das mortes mais chocantes da história da cultura pop. Aí o Nicolas Jaar resolveu traduzir o momento em forma de música, através da mixtape “OUR WORLD”, em homenagem ao gênio inglês.

A viagem experimental com sons e fragmentos aleatórios de filmes a partir de uma orientação de batidas eletrônicas dura mais ou menos uma hora. Dá para baixar gratuitamente, inclusive.

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Harmonizando shows com vinho branco. Popload no Pitchfork Festival Paris

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* Rolou neste final de semana na capital francesa o bonito Pitchfork Festival Paris. O Disclosure, o Knife e o Blood Orange estavam lá para tocar. A Talita Alves estava lá pela Popload para contar um pouco como foi. Só alegria no crossover hipster Pitchfork e Paris.

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* Pitchfork Festival: 3 dias, 33 atrações e alguns clichês. Por Talita Alves

Nos mesmos moldes da versão americana, o festival por aqui acontece num parque, só que eles reservam uma área coberta e dividem as atrações em dois palcos. Como cenário: o Grande Halle de la Villette, um lugar clássico, que já foi um matadouro e hoje é praticamente uma cidade dentro de Paris. Nos Estados Unidos, o Pitchfork rola durante o verão e faz muito calor. Na versão francesa é outono e o parque fica cheio de francesinhas com chapéus e boys embigodados e hipsters que roubaram o guarda-roupa dos avós.

Parece que o Pitchfork é a caixa de pandora do final do ano, por isso mesmo vem gente de tudo quanto é canto para cá. A média de público fica entre 10-15 mil pessoas. Fica tranquilo transitar de um show para outro, as pessoas são educadas até demais. O soundsystem do evento é impecável, de qualquer canto você consegue ver e ouvir a banda que está tocando. Todo o festival demonstra ter sido pensado para funcionar na França, a começar pelos comes e bebes: cerveja e vinho, quiche lorraine e ostras. Très chic.

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#1 dia – sexta

O grupo/cara americano Blood Orange abriu o festival. O músico-produtor Dev Hynes aproveitou P4k Paris para dividir o palco com a namorada Samantha Urbani (vocalista do Friends) e também para mostrar músicas do seu próximo álbum, que “um dia em breve sai”. Savages veio na sequência. Ao contrário do calor que as meninas passaram no Pitchfork em Chicago, o visual dark delas combinou demais com o friozinho que está fazendo em Paris nestes dias. Ao vivo, constatado, o som delas é muito mais denso que o já bastante denso disco de estreia: consigo ouvir a bateirista e os gritos da Jehnny Beth na minha cabeça até agora, horas depois de a performance delas ter acabado.

Antes da última atração, um dos nomes que eu mais queria ver neste dia: Darkside, projeto electro-humano do badalado DJ e produtor Nicolas Jaar com o guitarrista Dave Harrington. O som da dupla foi um senhor preview para o show do The Knife, que ia fechar a noite. A tão-esperada apresentação do “complicado” duo sueco parece roteiro dos filmes do David Lynch, cheio de loucuras e performances. Mais de dez pessoas fazendo coreografias absurdas no palco enquanto a Karin Andersson e o Olof Dreijer (abaixo) ficaram escondidos todo o tempo.

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#2 dia – sábado

O segundo dia, de dia, foi bem mais sossego: Jagwar Ma, Warpaint, Junip e Ariel Pink. Agora à noite o cenário virou outro. Depois do rapper Danny Brown, tivemos o Disclosure. Em menos de dois anos, os caras apareceram demaaaaaais. Uma das melhores novidades da música neste ano e, exatamente por causa disso, isso teve um peso gigante no Pitchfork. O palco principal do festival pareceu ter diminuído de tamanho quando eles entraram. E o clima electroindie cool do festival sumiu, para evocar um espírito “tenda dance lotada do Coachella”. O Disclosure não está fácil.

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#3 dia domingo

Depois de dois dias seguidos, aparece um cansaço misturado com a ansiedade de ir ao último jornada de festival. O domingo foi um dos mais bacanas da programação e meio que uma despedida desses dias de Pitchfork, então beleza. Não estava nem aí para os meus joelhos. Shows lindos do genial Hot Chip, da loirinha de cabelos pretos Sky Ferreira, Glass Candy, Yo La Tengo e principalmente a dupla canadense Majical Cloudz (abaixo o produtor Matthew Otto. Poupamos você de ver o vocalista intenso e careca Devon Welsh), apresentação dramática e cheia de silêncios perturbadores. Todo mundo ficou quieto para vê-los. Só umas palmas, às vezes. Aqui as pessoas fazem realmente silêncio em show assim. Foi lindo. Ainda mais harmonizando o show com vinho branco oui, oui! Já a babe indie Sky Ferreira nem estava louca em seu show. Só entrou fazendo cosplay de mia wallace com uma peruca preta e uns óculos estilo willy wonka. Ela tocou só musicas do album novo e por incrivel que pareca está bem rock.

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*** A foto que abre o post e a do Majical Cloudz é do site The Line of Best Fit. As outras imagens são arrancadas do Instagram da poploader Talita Alves.

**** Vídeos de galera, tirando o do show todo das Waipaint:

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