Em dave grohl:

Nirvana ganha vários especiais na TV, rádio e internet dos ingleses no aniversário do “Nevermind”

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* Já falamos sobre essas histórias aqui umas 945 vezes, mas achamos que cabe mais uma. Era uma vez um movimentinho musical que rolou numa cidade americano “fora da rota normal”, Seattle, de um som nada revolucionário em termos de novidade, que ganhou uma materiazinha de revista num semanário musical na Inglaterra e o mundo deu uma volta mais rápida em sua órbita e chacoalhou tudo. Falamos de quando um jornalista britânico botou para inglês ler, nas páginas do tablóide “Melody Maker”, uma bela reportagem sobre o punk metal sujo chamado “grunge”, que estava sendo fabricado numa gravadora chamada Sub Pop, desta cidade do alto da ponta esquerda dos EUA, que tinha uma estrela reluzente em seu cast: a banda Nirvana, personificada no loirinho raivoso que gritava e arrebentava guitarras, o “logo-virando-herói” Kurt Cobain.

Meio básico na história da música recente, a Inglatera tratou primeiro e tratou melhor o Nirvana, o grunge, Seattle e aquela revolução que estava acontecendo. Tanto que o primeiro disco da banda de Cobain, “Bleach”, acabou vendendo mais no Reino Unido do que nos EUA. O Reading Festival inglês, na época talvez o principal festival do mundo, botou o Nirvana para tocar em 1991, para umas 5 mil pessoas atrás da tal bandinha nova. E em 1992, com um disco novo no meio, chamado “Nevermind”, 100 mil pessoas foram para a cidadezinha inglesa a uma hora de trem de Londres para ver o agora fenômeno Nirvana no Reading.

Pois é sobre esse bom acolhimento inglês ao grupo que vai virar um especial no enorme grupo de entrenimento BBC agora em setembro, quando é comemorado o aniversário de 30 anos do “Nevermind”, que saiu no dia 23 de setembro de 1991 em UK, e no dia seguinte em US.

Um filme-documentário chamado “When Nirvana Came to Britain” e uma série de especiais sobre a banda vão ser mostrados na TV, nas rádios e na internet da BBC.

“When Nirvana Came to Britain” vai rolar no canal BBC Two, com participações de Dave Grohl e Krist Novoselic, os nirvanas vivos. Também na TV, mas no BBC Four, Grohl é entrevistado pelo conhecido apresentador Dermot O’Leary no especial “Nirvana: Nevermind”. Na BBC Radio 4, um outro documentário: “Nevermind at 30”. Outros mais não foram detalhados.

A BBC está dedicando produções especiais sob um tema específico e espalhando por sua longa rede. Só em 2021 os astros David Bowie e Amy Winehouse e o festival Glastonbury ganharam seus programas de longo alcance do conglomerado britânico.

E, destes do Nirvana e de seu “Nevermind”, que escaparem para redes, serão trazidos para cá.

“The UK definitely responded to Nirvana much more, before America. You guys were the first with everything…we cut our teeth there”, falou o Dave Grohl, numa dessas novas entrevistas dele e do baixista parça para a BBC. “After touring the UK, I remember going back to America to the same bars and clubs where we were playing to 99 people… 150 people… It was definitely not like what it was in the UK. It really is like a second home.”

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Ainda no corpo dos Bee Gees, Foo Fighters solta vídeo para a absurda “Shadow Dancing”

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* Sabemos bem. A gente tem uma tendência a ficar cansados um pouco do Foo Fighters tocando suas próprias músicas em overdose, imagina quando é o Foo Fighthers alongando essa piada legal, mas ainda assim uma graça, que é se transformar em Dee Gees e tocar músicas da lendária banda australiana da disco (não é só isso, mas também é isso) Bee Gees…

Mas, olha, ainda assim estamos achando divertido. E abrindo espaço para o Dave Grohl e sua galera por aqui, principalmente quando eles imolam, no bom sentido, um “hit lado B” (entende?) desses tipo a incrível “Shadow Dancing”. Que nem é do Bee Gees exatamente, mas é hit do disco solo do Andy Gibb e foi feita conjuntamente com seus irmãos de banda. Enfim.

A gente sabe, também, que agora no Record Store Day o Foo Fighters lançou o disco especial “Hail Satin”, cujas cinco músicas que formam o lado A é a banda travestida de Dee Gees. Tem todo um conceito por trás, na cabeça do Grohl. E, no meio das músicas do disco, está essa “Shadow Dancing”, que agora virou vídeo.

A música é cantada pelo baterista-cantor do FF, Taylor Hawkins, parça de Dave Grohl, que aparece nuns falsetes. Boa, vai!

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Vem aí o álbum dos Dee Gees, a versão disco-falsete do Foo Fighters, que inaugura domingo a era de shows enormes em Nova York. São duas coisas, ok?

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* Impressionante como os Foo Fighters não conseguem sair das notícias, haha. Às voltas ainda com os rolês do novo disco, “Medicine at Midnight”, lançado em fevereiro, fazendo todas as sessions possíveis, participando de todos os programas noturno de TV possíveis, lançando documentário sobre as vans no rock, encabeçando o gigantesco Lollapalooza Chicago que rola agora em julho, fazendo show para vacinados sob protesto dos antivacinação, agora Dave Grohl e sua turma vão bombar os notíciários no seguinte:

Captura de Tela 2021-06-18 às 9.29.33 AM

1. Falamos por aqui, mas vamos repetir. Os Foos fazem neste domingo o show de reinauguração pós-covid da enorme arena Madison Square Garden, no coração de Manhattan, Nova York. É o chamado “full-capacity” show, simbólico para estes tempos de retomada de uma “vida normal”. O MSG tem capacidade para 20 mil pessoas. E abrir a maior casa da maior cidade de shows dos EUA (Austin é uma ooooooutra coisa) é bastante significativo para além do show em si. O Madison Square Garden, no domingo do Foo Fighters, vai quebrar uma série de 460 dias sem nenhum showzinho.

2. No dia 17 de julho, a “parte 2” do Record Store Day, vai sair um disco especial da banda disco (ok…) chamada Dee Gees. Sim, você conhece os envolvidos. Dee Gees é a zoeira-séria que o Foo Fighters vai fazer para cima da histórica banda australiana, amada e odiada, da disco music, os famosos Bee Gees. Dave Grohl e galera estão no grupo dos que amam eles. O álbum vai se chamar “Hail Satin” e apresentará um lado A com covers do Bee Gees e um lado B com versões ao vivo do mais recente disco do Foo Fighters.

O tracklist é este:

lado A
1 You Should Be Dancing
2 Night Fever
3 Tragedy
4 Shadow Dancing
5 More than a Woman

lado B
6 Making a Fire
7 Shame Shame
8 Waiting on a War
9 No Son of Mine
10 Cloudspotter

É este o tweet!

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Popnotas – Dave Grohl vs. Jimmy Fallon. O Black Album do Metallica. A nova bizarrice do Modest Mouse. E o Daniel Johnston ainda fazendo o bem para a humanidade

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* Ocupa Grohl. A gente sempre zoa um pouco a onipresença do Foo Fighters e do Dave Grohl na televisão dos Estados Unidos. Em todos os lugares, na verdade. No programa do chapa musical Jimmy Fallon de ontem ele não só foi como se apropriou de vez e virou o co-host do programa. Eles recriaram um meme do Dave, Dave contou piadas com Jimmy no monólogo de abertura – um espaço que raramente o apresentador divide com alguém, cantaram jingles e até teve uma entrevista mais formal, digamos. O momento mais sensacional foi quando eles fizeram uma brincadeira de tentar adivinhar quais músicas a banda The Roots estava tocando em versões alternativas, modificadas. Teve AC/DC em reggae e Grohl venceu quando desvendou uma versão jazz superelaborada de “Lithium” que a banda criou. Já quero esse disco de reinvenções do Roots. Veja abaixo.

– Todos os discos trintões do Metallica ganharam reedições de chorar. Aquelas caixas com versão remasterizada, shows da época, demos e tudo que o fã tem direito. Pela ordem este é o ano da reedição do “Black Album”, de 1991. E a banda começou a dar pistas sobre este assunto. A hashtag “#blackalbum2021?” foi solta no Instagram da banda como quem não quer nada, sabe? Ficar atento.

– A gente ignorou eles nesta semana no Top 10 Gringo, mas vale notar mais um single do Modest Mouse, a bizarra e deliciosa “Leave a Light on”, de uma letra muito doida que foi tirada de um sonho muito abstrato. Assim como o single “We Are Between”, a faixa estará em “The Golden Casket”, álbum da banda previsto para junho. É o sétimo disco deles e o primeiro em seis anos.

– Inspirado no trabalho do nosso querido e saudoso poeta-músico-desenhista Daniel Johnston, o projeto “Hi, How Are You” é uma organização sem fins lucrativos que busca desmistificar questões de saúde mental. E eles estão em uma missão para conquistar um apoio de 10 mil dólares. Tudo que que é preciso é juntar dez mil participantes em uma ação onde basta que você escreva uma mensagem sobre a importância do projeto. Para ajudar na campanhar ele liberaram um vídeo onde uma turma da pesada canta virtualmente ao lado de Daniel o clássico “True Love Will Find You in the End”, incluindo Beck, Wayne Coyne e Jeff Tweedy. A gente deu nossa colaboração e está por lá já com mil pessoas. Ajude também.

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Popnotas 2 – Nathy Peluso, a Anitta argentina, na TV americana. Dave Grohl de nooooovo com o Foo Fighters. Royal Blood matador ao vivo. New Order fazendo Joy Division também ao vivo. Os discões do Squid e do Iceage

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– Cantinho Dave Grohl. Olha, estamos pensando aqui em criar uma seção fixa Dave Grohl, porque todo dia o cara aparece fazendo alguma coisa em algum lugar. Quadro fixo diário com Dave. Desta vez o foo foi ao programa do Seth Meyers, um destes muitos do final de noite da TV americana. Ali, Grohl levou o Foo Fighters para tocar outro single de seu mais recente disco, “Medicine at Midnight”, lançado em fevereiro deste ano. A música da vez é a lentosa “Chasing Birds”. Com backing vocals e cenário colorido na parede. Fancy?

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– Anitta dos argentinos, a cantora “vizinha” Nathy Peluso também está firme em internacionalizar sua carreira nos EUA, via latinos. Rapper e dançarina, Nathy, que mora há algum tempo em Barcelona, anda colhendo bastante frutos depois que lançou seu disco de estreia, “Calambre”, no final do ano passado, graças a seu blend de hip hop, trap, R&B, reggaeton, salsa e tango e a tal sensualidade latina. Ontem ela foi mostrar seu último single, “Delito”, no programa do Stephen Colbert, na TV americana. Mostrar, modo de dizer. Ela enviou sua performance gravada com banda. Foi assim:

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– Just because, o duo inglês Royal Blood divulgou hoje um vídeo ao vivo para uma das faixas de seu mais recente álbum, o discaço “Typhoons”, lançado sexta passada e bem festejado por aqui. O vídeo novo é uma performance “verde” para a faixa “Boilermaker”, ótima tanto quanto os singles desse último trabalho de Mike Kerr (foto na home) e Ben Thatcher. Tipo incrível tudo aqui.

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– Sexta-feira de lançamentos relevantes na música que nos toca. O New Order soltou hoje seu disco ao vivo, o “Education Entertainment Recreation”, registro em áudio e imagem de uma apresentação da banda no Alexandra Palace, Londres, em novembro de 2018. A gente não cansa de dizer, show este no Ally Pally que que viria logo depois ao Brasil, inclusive para tocar em Uberlândia, MG, que até a pandemia chegar estava virando um player considerável em turnê de bandas gringas, veja você. No caso desse álbum ao vivo do New Order, a diversão é garantida, porque só tem hits. Está nas plataformas e também no Youtube. No setlist tem Joy Division também. Tipo esta maravilha abaixo:

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– Do lado mais independente, a sexta-feira de lançamentos também foi rica, principalmente puxada pela chegada dos discos das bandas Iceage e Squid, a primeira uma formação punk dinamarquesa daquelas prediletas da casa já em seu quinto trabalho (“Seek Shelter”), a segunda um quinteto pós-punk inglês em seu álbum de estreia (“Bright Green Field”). A gente está absorvendo os dois discos e na segunda-feira deveremos falar mais dos dois. Mas por enquanto fique com a faixa visual para a absurda “Global Groove”, do disco do Squid. E com também o áudio para “Dear Saint Cecilia”, do ótimo Iceage, que a gente dedica aqui, sei lá, para os moradores do bairro Santa Cecília, aqui em São Paulo.

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